"Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem".
Alberto da Cunha Melo

Monday, December 5, 2016

Sobre o aborto e o STF


Um sociedade que perdeu o respeito pela vida dos seus filhos perdeu o seu próprio sentido de existir!
Hoje tivemos a pior notícia da política brasileira, cuja seriedade só um povo já degradado moralmente é incapaz de perceber. A cultura da morte conseguiu uma vitória no STF, onde uma turma decidiu que é permitido o assassinato de bebês até o terceiro mês da gestação.
Definitivamente, estamos nas mãos de gente sórdida, de psicopatas!


O argumento em favor do assassinato de bebês é o mesmo usado para justificar a escravidão: "você está na minha propriedade, eu posso fazer com você o que eu quiser".


Só a congestão de hipóteses acadêmicas pseudo-científicas pode distrair um estudante desta obviedade: um ato se torna ato, ou seja, deixa de ser potência, a partir de quando não poderá ser outra coisa, a não ser por um acidente.
Um espermatozóide não é vida, mas mera potência de vida, porque se você o deixa seguir o seu ciclo, sem a intervenção de um contato com o óvulo, ele não crescerá e se tornará vida. O mesmo com o óvulo, que inclusive é parte de um outro ciclo, todo ele independente e que marca aspectos específicos do corpo de uma mulher.
Agora, o encontro do espermatozóide com o óvulo forma um zigoto, que inicia um ciclo que será necessariamente um ser humano adulto. O zigoto não será outra coisa, a não ser por um acidente. É um ser humano, não em mera potência, mas em ato!



Atenção você que, neste momento, acredita estar lutando em favor do Moro e da Lava Jato nesta questão da possibilidade de se responsabilizar os juízes e promotores em casos de abuso de autoridade! Por favor, pensem um pouco.
Entenda que o nosso maior problema político (e social, intelectual, jurídico, etc) é o pensamento revolucionário. É um "zeitgeist" que pretende reformar a sociedade pela ação de almas iluminadas, reformistas, "progressistas", normalmente membros da burocracia estatal. Pessoas que concebem um mundo perfeito, "a sua imagem e semelhança", e querem impor este mundo garganta abaixo de todos.
Não é preciso elencar os males deste tipo de pensamento. A História está cheia de exemplos dos resultados nefastos do pensamento revolucionário.
Vamos falar de um exemplo bem recente. Um exemplo de ontem, quando um grupo destes reformadores sociais criaram um precedente para permitir o assassinato de fetos. Um grupo de reformadores sociais, de revolucionários progressistas, instalados no STF.
Abusaram da autoridade e não podem nem ao menos ser responsabilizados por isso. Não podem sofrer um impeachment, porque a figura do abuso de autoridade de um membro do judiciário é muito restrita.
Você pode até achar que um juiz pode abusar da autoridade para prender um político corrupto. Discordo de você, mas entendo que o desgosto com a classe política se entranhou em nossos sentimentos e já está difícil usar a razão.
Mas entenda que o ativismo judicial é muito pior que o ativismo político. Eu temo muito mais o ativismo revolucionário de um ministro Barroso do que o ativismo de um Jean Wyllys. Porque as ações do último podem ser revogadas.
Lutar pela Lava Jato e esquecer os valores que sustentam a nossa sociedade, principalmente do mais importante dele, o direito a vida, é tirar o cisco e deixar a trave.



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