<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403</id><updated>2011-12-28T01:33:59.804+02:00</updated><category term='choque cultural'/><category term='religiões'/><category term='ficção'/><category term='História'/><category term='interferência linguística'/><category term='Brasil'/><category term='etimologia'/><category term='Atualidades'/><category term='Moçambique'/><category term='cidade de Beira'/><category term='amor de mãe'/><category term='abelhas'/><category term='música'/><category term='poema'/><category term='eleições'/><category term='banditismo'/><title type='text'>Em conceito e vivência...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-4464752308530325417</id><published>2011-01-18T08:27:00.002+02:00</published><updated>2011-01-18T08:27:39.413+02:00</updated><title type='text'>Um barulho qualquer dia desses...</title><content type='html'>Tocando Corcovado, de Tom Jobim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nRWL0ygm2LE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=nRWL0ygm2LE&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-4464752308530325417?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/4464752308530325417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2011/01/um-barulho-qualquer-dia-desses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4464752308530325417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4464752308530325417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2011/01/um-barulho-qualquer-dia-desses.html' title='Um barulho qualquer dia desses...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-653514277339339299</id><published>2010-08-03T05:16:00.000+02:00</published><updated>2010-08-03T05:16:40.673+02:00</updated><title type='text'>O feitico da Coreia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;div&gt;Joo era meu colega de time no IICD em Michigan no tempo de treinamento. Uma das pessoas as quais mais fiquei ligado. Um cara fantastico, que chegou no time um pouco atrasado porque ja tinhamos comecado o treinamento, meio perdido, sem saber ou ter o que fazer, mas que rapido conquistou um lugar de destaque. Foi o amigo mais chegado e o cara com quem mais aprendi nesse tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tinha uma personalidade que fazia com que fosse notado em qualquer lugar que chegasse. Mestre da comunicacao, uma vez me disse que, se era isso que fazia na Coreia (eh graduado em comunicacao), se era isso que escolhera pra fazer, teria que fazer e ser o melhor na arte de comunicar-se. Um dia, em fundraising, entrou numa agencia de modelos, parou no meu do salao, pediu a palavra e fez com que todo o salao ouvisse o que dizia. Logo todas as modelos vieram tirar fotos com ele e contribuir com dolares para a causa de Joo na Africa. Alias, foi ele que bateu o recorde de arrecadacao de fundos num unico dia de todos que tinham chegado ao conhecimento de qualquer pessoa na IICD. Ou seja, a propria headmaster da organizacao nao tinha ouvido falar de alguem que tivesse batido o recorde de arrecadacao de Joo. Se nao me engano, tinha sido algo como 900 dolares num unico dia (tenho que confirmar esse dado).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele tinha uma especie de lema de que deveria se desafiar a fazer coisas dificeis sempre, e buscar se superar nelas sempre. Foi isso que o motivou a ir a Africa. Coisas que pra nos eram dificeis, para ele era um desafio. Pedir dinheiro numa lingua estrangeira em que nao tinha fluencia, entrar nos lugares mais estranhos, largar a formacao academica e se meter na Africa, para Joo,tinham todas um sabor de desafio, de superacao. Dai que eu sempre o chamava de "the challenge guy".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro que ele sempre teve problemas pra despertar cedo para os cursos matutinos. Alias, os tais morning courses nao eram interessantes ao ponto de dar a qualquer pessoa vontade de levantar cedo. A maioria fazia mesmo por obrigacao. E eu ja tinha tido uma discussao com a headmaster de que so sairia do meu quarto de manha se os professores passassem a preparar aulas e dar alguma pelo menos aceitavel. Bem, Joo nao tinha motivacao pra isso, mas alguma coisa que ele fez errado deu a direcao da escola o motivo de o chantagear em estar sempre nos morning courses sob pena de nao ir pra Africa. Foi a partir dai que, desde entao, se tornou praxe ele sempre bater na minha porta de manha, por a cabeca pra dentro do quarto e dizer: "wake up, dude!". Tipo de coisa entre amigos que senti falta quando ele, poucos dias antes de mim, voou pra Joburg.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falo disso porque hoje resolvi instalar um editor de videos e colocar esse video que fizemos no youtube. Eis a historia: Uma noite qualquer em Michigan passei o filme da biografia de Noel Rosa, chamado O Poeta da Vila. Eh um filme bem inspirador, que mostra a trajetoria do garoto que larga a faculdade de medicina para ser cantor de samba, em busca do sonho e da realizacao do talento, do dom que sentia que tinha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Joo ficou tocado pelo filme e virou fa de Noel Rosa. Copiou todos meus mp3`s do cantor e ouvia quase como que a um mantra, dia e noite.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia, entao, me diz que a sua musica preferida era Feitico da Vila (numa versao de Ney Matogrosso). Queria um novo desafio, aprender a cantar o samba em portugues. Eu o desafiei tambem. Nao toco violao, entao disse a ele que aprenderia tocar essa musica no violao para o acompanhar, caso ele aprendesse a letra do samba.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devo dizer que nao foi facil. E numa coisa simples, aparentemente boba, uma musica qualquer, Joo transformou essa situacao num verdadeiro desafio. A todo momento batia no meu quarto perguntando sobre a pronuncia de uma palavra qualquer. "Arvoredo" foi a mais dificil dele entender e repetir. Ficamos nesse "arvoredo" por muitos dias...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o cara conseguiu. E numa bela manha, durante a despedida de uma garota dinamarquesa que estaria voltando pra terra natal, Joo e eu fizemos isso que voces podem ouvir agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=VoKXhJcmAI8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VoKXhJcmAI8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-653514277339339299?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/653514277339339299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/08/o-feitico-da-coreia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/653514277339339299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/653514277339339299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/08/o-feitico-da-coreia.html' title='O feitico da Coreia'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3255518150453398176</id><published>2010-07-04T05:41:00.000+02:00</published><updated>2010-07-04T05:41:00.612+02:00</updated><title type='text'>Farewell</title><content type='html'>De repente, uma conversa pelo Skype e toda uma multidao de boas lembrancas vem a tona. Custa nada compartilhar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There is no hangover like Manica`s - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YdjDCfCLfmA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=YdjDCfCLfmA&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3255518150453398176?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3255518150453398176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/07/farewell.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3255518150453398176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3255518150453398176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/07/farewell.html' title='Farewell'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-996858703894385448</id><published>2010-03-18T03:00:00.003+02:00</published><updated>2010-03-18T03:01:38.151+02:00</updated><title type='text'>Só pra não esquecer daquela energia toda...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oL5r5lJLf54"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=oL5r5lJLf54&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-996858703894385448?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/996858703894385448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/03/so-pra-nao-esquecer-daquela-energia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/996858703894385448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/996858703894385448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/03/so-pra-nao-esquecer-daquela-energia.html' title='Só pra não esquecer daquela energia toda...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-5914793632869581631</id><published>2010-01-07T10:58:00.002+02:00</published><updated>2010-01-07T11:07:04.736+02:00</updated><title type='text'>Os diamantes de Manica</title><content type='html'>No meio de toda a pobreza da província de Manica, um lugar dá mostras de um rico crescimento. É o distrito que possui o mesmo nome da província, Manica. Desde que cheguei em Chimoio e conheci a região, é o único lugar que dá mostras de mudança, onde os prédios estão sempre em reformas, as estradas vão sendo melhoradas e carros de último modelo desfilam na avenida Eduardo Mondlane. Além disso, o mercado oferece uma grande variedade de produtos que não encontramos nos demais lugares da região, a maioria importados da Africa do Sul. E é interessante notar que cada vez que eu passei pelo distrito ele parecia diferente, parecia outro, dado o constante crescimento.&lt;br /&gt;O motivo? Pela proximidade da fronteira com o Zimbabwe, o distrito é ponto importante na rota dos diamantes ilegais, principalmente daqueles retirados de Chiadzwa, na província de Manicaland, no Zimbabwe. &lt;br /&gt;No ano de 2008, o governo de Mugabe expulsou os garimpeiros da área e assumiu o controle das jazidas, já que a polícia não vinha conseguindo fiscalizar efetivamente a extração dos diamantes. Nesse confronto, mais de 200 mineiros foram mortos e o Zimbabwe foi expulso do Sistema de Certificação do Processo Kimberley, que fiscaliza o comércio de diamantes. Agora, os militares de Mugabe controlam as minas e forçam a população a cavar em busca dos diamantes, que se dirigem ao enriquecimento dos altos funcionários do governo zimbabuano.&lt;br /&gt;Vários desses mineiros se arriscam, então, escondendo diamantes no próprio corpo e fazendo uma viagem através das montanhas para chegar à fronteira e vender no distrito de Manica por um preço muito abaixo da média global. Chamados de “mulas”, oferecem um diamante por um preço médio de 45 dólares o grama, valor muito inferior à média global.&lt;br /&gt;Apesar da fraca fiscalização, nesse mesmo mês de dezembro foi apreendido com um único contrabandista 500 gramas de diamantes pela patrulha de fronteira de Machipanda, no lado moçambicano da história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem passa pela fronteira tem uma idéia de como a fiscalização é ineficiente. Eu já cruzei essa fronteira 4 vezes e em nenhuma delas eu sequer tirei a mochila das costas. Nada me foi perguntado ou revistado e eu poderia estar levando qualquer produto de qualquer natureza que passaria sem problemas. Aliás, não seria uma má idéia estar levando alguns diamantes...&lt;br /&gt;Um fato interessante foi que, na própria declaração de valores e bens em porte, quando da minha primeira entrada no Zimbabwe, eu declarei que portava 50 USD, mas, na verdade, entrava com um pouco mais (como ia pagar a passagem para o Egito, tinha algo em torno de 1000 USD na carteira). Quando fui pagar o visto, entreguei ao oficial uma nota de 50 USD (teoricamente, a única que eu possuía). Ele não aceitou aquela nota, porque tinha algo escrito com esferográfica. Eu, então, tirei 45 USD trocados da carteira, em notas de 20 e de 5, e o oficial não notou que isso contradizia o valor declarado na ficha que ele, naquele momento, tinha nas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-5914793632869581631?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/5914793632869581631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/01/diamantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5914793632869581631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5914793632869581631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/01/diamantes.html' title='Os diamantes de Manica'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7030826148276640451</id><published>2010-01-07T02:44:00.000+02:00</published><updated>2010-01-07T02:44:13.328+02:00</updated><title type='text'>Como Raulzito já dizia</title><content type='html'>"Dois problemas se misturam: A verdade do Universo e a prestação que vai vencer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso não precisa dizer mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7030826148276640451?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7030826148276640451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/01/como-raulzito-ja-dizia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7030826148276640451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7030826148276640451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/01/como-raulzito-ja-dizia.html' title='Como Raulzito já dizia'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2933198074730393131</id><published>2010-01-07T01:29:00.000+02:00</published><updated>2010-01-07T01:29:59.786+02:00</updated><title type='text'>Bobby's Band, o ocaso</title><content type='html'>Já dizia a famosa frase teenager, tudo que é bom dura pouco mas é tempo suficiente para se tornar inesquecível. Para garantir que a frase não se engane, é sempre bom usar de algum meio para evitar o esquecimento. Foi assim que a Bobby's Band resolveu gravar algumas músicas que faziam parte do repertório. Foi bom, durou pouco e um firebox fez ficar inesquecível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da primeira música gravada e já disponível no blog, a mixagem, dessa vez, não ficou nada boa (na verdade, ficou uma merda!). Mas como mistura pode também ser sinônimo de bagunça, a gente entende um sinonimo pelo outro e faz de conta que não viu (ou ouviu) nada. E, uma vez que todo o trabalho aqui é voluntário, a gente lembra da vovô dizendo que a cavalo dado não se olham os dentes. De qualquer forma, valeu a experiência e as músicas, mesmo sem a mágica da mixagem que faz até o Latino parecer bom cantor, dão uma idéia dos temas e dos ritmos da banda dos alunos da EPF. &lt;br /&gt;Que agora segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Agradecemos a EPF:&lt;br /&gt;Essa música nunca foi cantada em dois eventos diferentes da mesma forma. Foi feita para homenagear o município de Chimoio num evento cívico, depois mudou-se a letra numa homenagem à ONP (Organização Nacional dos Professores) e, finalmente, como num passe de mágica e letra-a-mais-letra-a-menos, estava feita especialmente para a festa de graduação. Mateus no violão, Nhamacha no bateria, Bobby no baixo e este escriba nos teclados, junto com o grupo de alunos nas vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/file/188258183/331a5690/Agradecemos_a_EPF.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Minha EPF:&lt;br /&gt;O nosso violonista Mateus, que toca também numa igreja da vila, trouxe essa música da igreja, alterou as letras e agora, ao invés de Jesus Cristo, é a EPF que morre de amores por todos nós. Em nome do DRH, da Humana e da EPF, amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/file/188249659/e6f29993/Minha_EPF.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Professores na sociedade:&lt;br /&gt;Essa abaixo é a melhor prova de que técnico de mixagem não é bom em trabalho voluntário. Se essa música tivesse sido gravada ao vivo, sem mixagem, não ficaria tão ruim. Um exemplo é o saxofone. Ele usou um track que eu fiz pra testar o som, brincando com umas notas, desafinando, etc. Quanto ao track "oficial" do sax, ninguém sabe dar notícias. Além de ter misturado voz com improviso, voz de um track com voz de track vocal experimental... Um terror para qualquer músico, mas eu não posso deixar de publicar porque foi a única música escolhida em que eu toco saxofone. Mateus no violão, Bobby no baixo, Castigo na bateria e eu no teclado e saxofone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/file/189995204/9ccb39c9/Professores_na_sociedade_-_Bob.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. SIDA&lt;br /&gt;O tema mais comentado na EPF no início me causava muita estranheza. Chego em Moçambique e vejo os alunos acusando a SIDA de matar jovens, velhos e crianças. Imagine o meu espanto quando uma aluna, numa peça teatral, acusa, aos gritos, a Sida de estar a matar todos naquele país. Logo a Dona Cida, aquela velhinha tão boazinha da minha cidade... &lt;br /&gt;Mesmo quando soube que se tratava da malvada AIDS traduzida para a língua portuguesa, sempre que tocávamos essa música eu não conseguia conter um sorriso. Essa Sida é mesmo um perigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/file/189005091/14f891d8/SIDA_-_Bobbys_Band.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. No Woman no Cry&lt;br /&gt;Essa sempre foi, de longe, a minha preferida. A letra, que alterna inglês e shona, reclama a Deus, com um especial tom de tristeza, por ter criado o pobre. O trabalho de estragar a música feita pelo técnico de mixagem me deixou realmente chateado nessa música, porque eu esperava muito do trabalho final. Anyway, não se pode ter tudo nessa vida... &lt;br /&gt;Mateus no violão, Castigo na bateria, Bobby no baixo e Rodrigo nos teclados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/file/190072822/16d3e9f5/no_woman.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2933198074730393131?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2933198074730393131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/01/bobbys-band-o-ocaso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2933198074730393131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2933198074730393131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2010/01/bobbys-band-o-ocaso.html' title='Bobby&apos;s Band, o ocaso'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7380327236869238859</id><published>2009-12-26T00:08:00.001+02:00</published><updated>2009-12-26T09:48:58.277+02:00</updated><title type='text'>O fim é o começo – parte doce</title><content type='html'>CAMINHO&lt;br /&gt;"Bem no fim do caminho, como flor&lt;br /&gt;Esquecida de alguém,&lt;br /&gt;Encontrei o começo."&lt;br /&gt;(José Reis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente uma semana atrás aconteceu a graduação dos estudantes da EPF. No dia seguinte a maioria deles já sabia em que região da província estarão indo trabalhar. Alguns já estão nestes rincões. A ADPP tem um convênio com o Ministério de Educação do país, que indica as áreas de maior necessidade de professores e se compromete a contratar todos os graduados, todo ano.&lt;br /&gt;Eu não acredito que seja esse o meu momento de comentar sobre esse evento. Em outro tempo, quem sabe, quando eu tiver saído do projeto, estiver no Brasil ou em algum outro lugar e pensar nisso com calma, poderei explicar o turbilhão de pensamentos sobre o que aconteceu aqui na EPF desde que cheguei, todas as experiências que vivi e as contribuições – se existiram – que deixei aos alunos que por aqui passaram nesse ano.&lt;br /&gt;Conheci alunos excepcionais aqui. Professores não do futuro, mas do presente. Pessoas que nasceram com o dom de aprender e de ensinar e sob outras circuntâncias e com a inteligência que possuem, estariam galgando posições de destaque em qualquer sociedade, qualquer cidade ou país. Muitos deles ainda têm essa possibilidade. São novos, apenas precisam do apoio, da voz que diga que tudo é possível, basta lutar contra os nossos gigantes, a maioria dentro de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço uma referência respeitosa principalmente aos meus alunos Pacule e Finiasse. A vontade de aprender, a busca, mesmo com as dificuldades - que todos temos - no caminho, mesmo ouvindo de alguns palavras de desincentivo, eles (ambos) tinham um sorriso de canto de boca e na outra oportunidade faziam melhor. Vão ser excelentes professores e poderiam ser qualquer outra coisa que quisessem. Finiasse sempre sorria das minhas broncas, não um sorriso sarcástico, mas aquele de quem descobre um novo jeito de fazer alguma coisa. E conversar com o Pacule sempre me fazia sentir que valeu a pena ter vindo, que eu realmente contribuí com alguma coisa para a educação desse país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa conversa com o Pacule que eu aprendi algo de verdade. Porque aprender por ler ou ficar sabendo por ouvir dizer é uma coisa. Aprender de verdade é quando a coisa entranha, o verbo se faz carne. Aprendi que os nossos maiores gigantes, nossos maiores desafios estão dentro de nós mesmos. Não adianta culparmos o nosso nascimento humilde, a corrupção do governo ou a posição dos astros quando do nosso nascimento. Ouvindo ele falar de si mesmo, eu lembro que muitas vezes dei essa mesma desculpa para me deixar ser derrotado. Ele me dizia que os alunos reclamavam que não tinham livros suficientes na biblioteca, que não tinham computadores suficientes e que não havia tempo suficiente para estudo, por isso tantas notas baixas. Eu perguntei em quantas escolas de todo o país de Moçambique haviam bibliotecas, em quantas tinham computadores e em quantas os alunos moravam, comiam e dormiam na escola. Ele me olhou, pensou e disse: “é, acho que o problema está em nós mesmos...”. Vencer a nós mesmos, aos nossos medos, é o nosso maior desafio. Sem desculpas, sem justificativas. É fácil apontar os defeitos e problemas em tudo o que nos cerca. Mas olharmos para nós mesmos inicia um processo de justificativas que não tem fim, a não ser que decidamos deixar de enganar a nós mesmos. E as opções para se integrar em qualquer grupo de excluídos é infinita: latino, negro, nordestino, mulher, homossexual, colonizados, não ter habilidades “x”, não ter graduação “y”. A vitrine oferece várias máscaras para nos escondermos de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu continuar falando sobre aprendizados por mais linhas do que estas, vou ser obrigado a reconhecer que eu levo mais desses alunos do que propriamente trouxe para eles. Eu ganhei mais do que dei e, no final, tenho que decidir não pensar nessa troca em termos do que é justo ou injusto. &lt;br /&gt;Viver nessa pequena comunidade de Nhamatsane, nas dependências do projeto, com esses alunos, me ensinou coisas para a vida toda, porque o meu próprio eu foi objeto de ensino. &lt;br /&gt;Aí habita o problema do convívio com o diferente. Viver com iguais é confortável principalmente porque massageia o ego. Ouvir, ver e reproduzir sempre os mesmos jargões de nós mesmos, dos nossos iguais, é uma afirmação constante de nós mesmos, da nossa própria beleza. É narcisístico. Nosso sotaque, nossas idéias, nossas tradições, nossos chavões, tudo isso dão testemunho de como especiais nós somos, de que nosso jeito de ser “é uma tradição de há séculos”, como dizia Pessoa.&lt;br /&gt;Então, um dia, você se vê no convívio do diferente, do totalmente estranho e novo. E isso é repugnante. Sim, essa é a palavra mesmo. Daí surgem os motivos de racismo e xenofobia. O diferente é repugnante. Mas acontece que a raiz dessa repugnância é muito discreta. E pode nos fazer pensar que repugnante é o próprio outro. Bem, é aí que mora o engano. O repugnante, na verdade, somos nós mesmos. O outro aparece como um espelho que mostra a nossa própria imagem caricaturada, com defeitos acentuados de forma esdrúxula. O diferente nos obriga a pensar sobre nós mesmos, sobre quem e o que somos. Sem o suporte da masturbação mental nascisística, nós nos achamos no beco-sem-saída da nossa própria imagem, da nossa pergunta sobre nós mesmos.&lt;br /&gt;E o povo com o qual vim morar, nessa simplicidade de vilarejo, são mestres da eloquência em suas ações e jeitos de ser. Tudo é exagerado, retumbante. Se é uma discussão, tem de haver gritos. Se é alegria, que hajam mais gritos ainda. Se é festa, cubram os tímpanos. Se é formalidade, eles são ao extremo. E a aula de “self interior” vai se dando assim, em gestos e ações muito exageradas. Se hoje vamos falar de preguiça, eles passam o dia inteiro sem fazer nada. Se hoje a aula é sobre trabalho, eles passam o dia inteiro na machamba. Se a aula é sobre vida simples, eles vivem apenas com o que plantam no fundo do quintal. Se é sobre a alegria de viver, mesmo em meio a dor, eles fazem as melhores festas e dão os mais belos sorrisos. Tudo aqui é erótico e dionisíaco. Ao mesmo tempo, tudo é de uma contrição da qual eu já até falei em outra postagem anterior.&lt;br /&gt;E assim, nesta barulhenta estranheza e diferença, eu fui aprendendo muito sobre eu mesmo e até resolvi questões existenciais de alguns anos. Claro que isso é assunto apenas para o meu analista, se eu tivesse um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto terminava estas últimas linhas anteriores, me veio à mente um momento da formatura que nunca vou esquecer. Um grupo de alunos foram à frente e cantaram uma música muito linda agradecendo à EPF e aos formadores por terem dado a eles a oportunidade de se formarem professores. No final da música era repetido várias vezes a palavra “obrigado”, enquanto eles se dirigiam para fora do salão. Eu estava próximo à porta de saída naquele momento e eles vieram cantando na minha direção. Todos aqueles que foram meus alunos, ao passarem por mim, acenaram e disseram “obrigado”. Eu brinquei, dizendo “de nada”, mas meu coração estava em prantos de emoção. E não posso evitar as lágrimas ao lembrar disso. E lembro de ouvir do Thiago naquele dia que, mesmo sendo tão pouco, aquilo já é muito. Sim, para quem não tem nada, uma gota mata a sede...&lt;br /&gt;Agora, findo o meu trabalho, é o deles que começa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7380327236869238859?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7380327236869238859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/o-fim-e-o-comeco-parte-doce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7380327236869238859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7380327236869238859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/o-fim-e-o-comeco-parte-doce.html' title='O fim é o começo – parte doce'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8950851899787318935</id><published>2009-12-26T00:05:00.003+02:00</published><updated>2009-12-26T00:05:58.357+02:00</updated><title type='text'>O fim é o começo – parte amarga</title><content type='html'>Ao mesmo tempo, eu preciso sair do plano pessoal e tentar uma visão panorâmica do processo de formação de professores. E, nesse momento, o sentimento é outro. Eu não acredito mesmo que deva resolver todos os problemas e nem tenho um plano bem elaborado para transformar o mundo. Precisaria de muita imaturidade e um pouco de imbecilidade para pensar isso. Da mesma forma seria imaturo e infantil o romantismo que não me permitisse olhar com certa distância o que foi feito esse ano na EPF-Chimoio.&lt;br /&gt;No que diz respeito à educação no país, o governo de Moçambique tem se orientado pelos Millenium Goals das Nações Unidas, que fixou metas para o desenvolvimento dos países do Terceiro Mundo. Um dos alvos é a melhoria do sistema educacional e a erradicação do analfabetismo. &lt;br /&gt;Ora, essas metas são baseadas, obviamente, em números. E estes são, por sua vez, ineptos para medir a qualidade da educação. Os números, muitas vezes, servem para maquiar e produzem um efeito inverso daquele esperado. Veja o caso do Brasil, com o seu aumento dos numeros de universidades e de graduados no nível superior, quando descobrimos que, segundo outra combinação de números, mais de 30% deste grupo nas terras tupiniquins são analfabetos funcionais. São incapazes de ler um texto e entendê-lo. O primeiro grupo de números deu uma falsa impressão de que certo problema caminha para a sua solução.&lt;br /&gt;Em Moçambique, a exigência da ONU e a preocupação do governo em resolver esse problema de pressão externa se somam no aumento do problema da educação, transformando o sistema educacional do país numa corrida por formandos.&lt;br /&gt;É o que aconteceu com o programa de formação de professores da ADPP. O período de formação dos professores era de 2 anos e meio até o ano de 2007. A partir de 2008, por pressão do governo moçambicano, a ADPP reduziu o período de formação para apenas 1 ano. Assim, o governo poderá apresentar às Nações Unidas uma bela estatística com inúmeros professores formados e trabalhando nas áreas rurais mais remotas. &lt;br /&gt;Mas, infelizmente, a maioria destes professores não estão preparados para serem aquilo do qual, a partir de agora, estão sendo chamados. Não quero dizer apenas que eles não estão preparados para serem os professores dos meus futuros filhos, mas estão aptos para ajudar no urgente combate ao analfabetismo moçambicano. Não, isso é muito mais sério. Antes de saírem no combate ao analfabetismo, precisaria ter sido combatido o analfabetismo de, talvez, 80% destes alunos. Uma aluna minha, por exemplo, durante uma prática pedagógica, tentava explicar “orações subordinadas adjetivas” aos alunos da escolinha do bairro, sem saber, ela mesmo, o que eram “orações”. Nesse dia, assumi a aula, expliquei para ela e para os alunos o que eram “orações”, o que eram “orações subordinadas”, “orações coordenadas”, até chegar no plano de aula daquele dia... Não era capaz de ler o livro-texto e interpretar. Não saiu, ela mesmo, da escola primária. Aliás, todo esse meu chororô já foi escrito no Golden Cut Report. Mas permitam-me repetir: 1 ano não é suficiente para formar um professor. &lt;br /&gt;O problema não são os alunos-futuros professores. Eles são vítimas, das mais prejudicadas, nesse efeito-dominó dantesco. Saíram da EPF com a informação de que são professores. E, acredite-me, eles acreditaram nessa. Foram enganados pelo Ministério da Educação, pelo Governador da Província (que mandou representante para o evento) e pela EPF-ADPP. E agora se dirigem às comunidades onde irão trabalhar, crendo e espalhando as falsas boas-novas.&lt;br /&gt;E não posso me permitir um otimismo tolo ao dizer que eles vão aprender, porque não vão. Se não aprenderam quando tinham formadores por perto (que não tiveram tempo suficiente para tal), agora eles acreditam que são professores. Tem um diploma para provar e duvido que você os consiga convencer do contrário. &lt;br /&gt;Outro problema é o sistema de ensino, o DmM. Baseado em novas teorias educacionais, é um sistema aberto, onde o aluno acessa um banco de dados e escolhe o que quer aprender. Esse sistema é belo de se explicar, mas na prática não conta com alguns fatores. Primeiro, para um bom desempenho das atividades magisteriais, o formando não pode prescindir de aprender a grande maioria das disciplinas ensinadas no curso de formação de professores. Muito menos num curso que tenha duração de 1 ano. Ao mesmo tempo, ele possui, durante o curso, a ignorância da própria ignorância. Ou seja, ele não sabe o que precisa saber para ser um professor. Ele nunca foi professor antes na vida. Logo, não está apto para decidir o que quer (ou precisa) aprender. Seria como um engenheiro prescindir de aprender geometria espacial. E nesse momento uma ementa tradicional e pré-fabricada (por pior que seja vista pelas teorias educacionais da moda) é a melhor opção. &lt;br /&gt;Além disso, as aulas presenciais na EPF também são “flexíveis”, pois a ementa é decidida a cada 3 semanas pelos formadores, a partir daquela expressão que até hoje eu não sei o que significa: “segundo as necessidades dos alunos”. O fato é que a reunião de decisão das matérias das próximas 3 semanas nunca ocorria. No final, aos formadores eram distribuídas as disciplinas e estes decidiam o que lecionar, sem que houvesse, na maioria das vezes, correspondência e continuidade com aquilo que fora ensinado nas semanas anteriores. Caso houvesse uma ementa tradicional e vinculante, o formador deveria espernear o quanto quisesse contra o autoritarismo da mesma, mas deveria dar aquela aula, seguindo um cronograma com continuidade, o que facilitaria a assimilação do aluno, não mais surpreendido com novidades a cada 3 semanas. &lt;br /&gt;Pior que não ter educação é ter a impressão de que se está educado, sem estar. Isso sim, é o começo do fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8950851899787318935?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8950851899787318935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/o-fim-e-o-comeco-parte-amarga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8950851899787318935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8950851899787318935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/o-fim-e-o-comeco-parte-amarga.html' title='O fim é o começo – parte amarga'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7370136979285316375</id><published>2009-12-25T17:39:00.003+02:00</published><updated>2009-12-25T18:03:42.186+02:00</updated><title type='text'>The Great Zimbabwe!</title><content type='html'>A grama do vizinho é mesmo mais verde. Para quem se acostuma com o cenário da savana moçambicana, o Zimbabwe se mostra um pedaço do paraíso. Moçambique tem sim as suas belezas naturais, mas o Zimbabwe...&lt;br /&gt;A cidade de Chimoio fica a 40 minutos da fronteira e foi graças a ineficiência tecnológica africana que eu precisei ir ao Zimbabwe finalizar a compra da passagem de avião que vai me levar para um feriado no outro extremo da Africa.&lt;br /&gt;Se eu tivesse que aparecer com qualquer motivo dessa diferença entre os dois vizinhos, a guerra civil moçambicana que destruiu as matas e expulsou a vida selvagem, a ineficiência da colonização portuguesa e o atual descaso do governo e da população seriam os meus preferidos para apontar o lado lusófono da fronteira. &lt;br /&gt;A savana do vizinho, por outro lado, é muito preservada. O cenário realmente muda exatamente na fronteira. Enquanto estamos na província de Manica, as casas são de barro e telhado de palha, nas matas predominam grandes clareiras e é muito dificil cruzar com pelo menos um macaco pelo caminho. &lt;br /&gt;Assim que se recebe o carimbo no ultimo posto moçambicano e cruzamos uma cerca para uma sala com a foto do presidente-ditador Mugabe e um oficial de fronteira com cara de quem não dá a mínima se você não fala shona te manda preencher direito uma ficha para requerer o visto zimbabuano, começamos a ver macacos andando na cerca, javalis um pouco mais à frente e os pássaros são muito abundantes.&lt;br /&gt;Carimbo no passaporte, tentamos escapar dos tipos mais assustadores de animais selvagens, os chamados cambistas, que oferecem dólares por meticais insistentemente. Sobreviventes, pegamos um táxi para Mutare, a cidade mais próxima. Por essa palidez de turista milionário, os taxistas querem cobrar 15 a 20 doláres. Mas eu tinha um trunfo. A minha primeira ida no Zimbabwe foi acompanhada pelo meu amigo e co-worker no projeto, o zimbabuano Kuda. O aumento de melanina garante o preço de apenas 3 dólares.&lt;br /&gt;O cenário até Mutare é muito bonito. Além da vegetação bastante densa e muito verde e dos animais, acompanha a beira da estrada uma infinidade de esculturas com motivos africanos em pedra (serpentine stone). São as pedras que dão nome ao país. Em shona, dzimba dza mabwe significa “grande casa de pedra”. &lt;br /&gt;Mutare é o total oposto de Machipanda, a cidade moçambicana da fronteira. Ao invés de casas de barro, um centro provinciano bem mais, de certa forma, moderno, com muitos carros e alguma pressa. Na estação de onibus, muita gritaria dos cobradores nos convencendo a entrar nas vans para Harare (e ali também chamam van de chapa, como em Moçambique). Um mais afoito pega minha bolsa para levar para a sua van e só consigo parar o feliz quando dou um grito ríspido dizendo para ele “calm down” (sossega a piriquita, para os íntimos...). &lt;br /&gt;Deixamos ali o burburinho e fomos buscar um outro lugar para pegar um ônibus grande, porque Kuda diz que tem as pernas muito compridas e não consegue andar de van (!). &lt;br /&gt;Mas acho por bem dar um salto na história, porque a primeira viagem ocorreu normalmente, com a exceção dos inúmeros animais que eu via da janela do onibus e até um bando de zebras, logo quando entrávamos em Harare.&lt;br /&gt;A segunda viagem, que aconteceu nesse domingo, me deu uma visão melhor do país devido a algumas circunstâncias.&lt;br /&gt;Eu deveria ter ido no sábado com o Kuda. Iria acontecer uma cerimônia tradicional na família e eu fui convidado. Era a chamada morte do boi. Quando um noivo casa, ele dá para a familia do pai da noiva um boi que, depois de certo tempo, conforme a tradição, é morto e comido por todos os familiares. O boi da familia Denga, depois de mais de 20 anos de espera, soube então que seria saboreado naquele domingo pelos familiares. &lt;br /&gt;Mas por motivos alheios à minha vontade (sic, ou – devo dizer – burp!), não pude sair de Chimoio no sábado e então o Kuda foi comer o boi e eu deixei pra ir no domingo mesmo...&lt;br /&gt;Ainda em Chimoio foi uma luta para a van sair. Uma coisa engraçada por aqui é que os onibus não tem um horário determinado para zarpar. Sai quando lota. Enquanto isso o motorista espera até certo tempo na “paragem” e então começa uma ronda pela cidade tentando convencer as pessoas a ir para o destino... Eu já tava com muita pressa, porque não queria chegar muito tarde em Harare. Mas não adiantaram os protestos. Lá algumas 2 horas depois o motorista resolveu sair. &lt;br /&gt;Chegando em Manica, uns 15 minutos da fronteira, o sacana nos informou que tinha umas entregas a serem feitas na cidade. Perguntou para os passageiros remanescentes se isso era problema, como se tivéssemos a opção de escolher.&lt;br /&gt;Depois de muita entrega, o cara resolveu que não ia pra Machipanda e eu tive sorte de encontrar uma outra van que estava indo naquela hora, ao invés de precisar clamar pelos meus direitos de consumidor. Aliás, direitos do consumidor por aqui é uma coisa totalmente inexistente (e, pelo que percebi depois em passagem pela Etiópia, vi que isso se extende por boa parte do continente). Um mito, verdadeira lenda urbana. Os prestadores de serviços, quaisquer que sejam, sempre deixam muito claro como estão fazendo um favor para o cliente e nunca – que eu tenha visto – um serviço é prestado com qualidade. Além disso, como aconteceu nesse caso também, sempre cobram muito caro pelo serviço se você tem pouca melanina na pele. Se você tem dinheiro sobrando, com o tempo se cansa e acaba alimentando o vício e pagando o preço exorbitante. Mas se você é voluntário e tem que economizar, precisa pedir pra ser considerado pessoa ao invés de  branco.&lt;br /&gt;Finda a praxe burocrática na fronteira, lá vamos nós na direção de Harare.&lt;br /&gt;No caminho até a capital, a primeira coisa que incomoda o viajante é a interrupção continuada de policiais de trânsito durante todo o percurso. Além dos normais pedágios cobrados a fim de contribuir para os cofres de Mugabe, pelo menos de 15 em 15 minutos somos parados por policiais que pedem propina aos motoristas. Logo na saída de Mutare, o motorista, na ânsia de lotar o carro, voltou à estação para procurar mais clientes e foi parado por 2 policiais que tomaram os documentos do veículo e só liberaram quando o motorista contribuiu para a ceia de Natal daquelas autoridades. E assim foi durante todo o trajeto.&lt;br /&gt;Um pouco mais à frente presenciei uma consequência da hiperinflação zimbabuana. Com vistas a conter uma inflação que chegou a 9.000.000% ao ano (isso mesmo, com essa tanto de zeros!), o presidente congelou os preços, mandou prender os comerciantes que desobedecia essa ordem e causou um desabastecimento geral de mercadorias, o que fortaleceu o mercado negro no país.&lt;br /&gt;Ali pelo caminho, então, o nosso carro precisou de diesel e em nenhum lugar foi possível encontrar. Então, de repente, o motorista saiu da estrada e entrou num atalho camuflado por entre a vegetação. Uns 45 minutos depois chegamos numa casa no meio do mato, onde estava sendo vendido diesel sem o conhecimento do líder máximo daquela nação.  Enquanto isso, o meu colega de poltrona tentava me explicar, muito envergonhado, a situação precária do país e os motivos do tão distante diesel. Era sua segunda vergonha naquela noite, pois já tinha sido vexado ao me explicar sobre o caso da propina aos policiais que faziam hora com os documentos do carro e nos impedia a viagem.&lt;br /&gt;Até voltarmos ao caminho de Harare, o único inconveniente real foi a histeria de uma moça que jurava ter ali leões perigosos. Não resisti a piada de dizer para ela aproveitar o safari por aquele preço camarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harare é uma cidade bastante moderna. O centro da cidade mistura a arquitetura londrina com prédios mais recentes e até uma torre com motivos “futurísticos”. Era ali onde a Inglaterra pretendia criar a capital da New England, o mesmo mote da colonização norte-americana. Harare, por sinal, significa, em shona, “cidade que nunca dorme”, um dos títulos tambem de New York City. &lt;br /&gt;Antes da colonização, a região foi palco e sede de grandes impérios africanos, como o reino de Mapungubwe e o reino de Monomotapa, além do reino de Rowzi, todos assentados sob a etnia maShona. O fim desses impérios e reinos são eventos ainda muito recentes na História. Só em meados do século XX é que a Inglaterra consegue ter o controle de todo aquele território. É recente e toda aquela grandeza de alma e orgulho como povo ainda está muito arraigado no coração dos maShonas. &lt;br /&gt;Muitos ingleses se mudaram para a região durante a colonização, que iniciou em 1890, ocupando principalmente a área rural e praticando a agricultura. Em 1980 foi proclamada a independência e desde então o poder está na mão de um único homem, Robert Mugabe.&lt;br /&gt;Mugabe recebeu muitos títulos honorários ao redor do mundo durante a luta pela independencia do Zimbabwe, inclusive o título de Cavaleiro da Ordem da Cruz concedido pela rainha da Inglaterra. A maioria desses títulos hoje estão revogados, inclusive seus cursos de direito em algumas universidades americanas. Ainda assim, sempre que vai ser referido por algum órgão de mídia zimbabuana, antes do nome aparece alguma coisa como Sua Excelencia o Honorável Camarada Secretário-Geral Engenheiro Advogado Comandante das Forças Armadas, Sr Presidente Robert Gabriel Mugabe. E a frase continua mais ou menos assim: "disse hoje, em sua sabedoria, que..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa interessante que notei assim que entrei na região metropolitana é que as pessoas plantam em todos os lugares. Todos os lugares mesmo. Inclusive no espaço destinado à calçada, entre a rua e as casas ou prédios, se tiver terra, as pessoas estão plantando. Em morros, terrenos baldios, qualquer lugar é lugar de plantio. E cada um tem seu espaço, seu quadrado, e ninguem colhe na parte do outro. &lt;br /&gt;Apesar do governo com todas as feições ditatoriais e toda a propaganda que daí decorre, eu senti um inconformismo bem generalizado. Diferentemente do povo moçambicano, que vivem uma forte impressão de que possuem uma democracia e se sentem felizes e conformados com os rumos do país, em Zimbabwe, pelo menos com todas as pessoas que conversei (à exceção do Kuda, que ama Mugabe), sempre sobra uma sensação no zimbabuano de que a situação precisa mudar. E, se lemos a história do país, parece que os tempos atuais estão melhores que os passados. Mesmo assim, todos com quem conversei, por mais que eu tentasse mostrar que a situação nos outros países estava ruim também, me diziam que o Zimbabwe deveria estar melhor e a culpa é do governo mesmo.&lt;br /&gt;Uma situação que prejudica o crescimento econômico e aumenta muito os preços é a falta de moeda local. O governo adotou o dolar zimbabuano, mas a inflação fez com que chegassem à casa dos trilhões de dólares. Mugabe então iniciou um processo de impressão de dolares zimbabuanos e compra e armazenamento de dólares americanos que surgiam no país. A oposição conseguiu então que o dolar local deixasse de ser impresso e a moeda adotada passou a ser o dólar americano.&lt;br /&gt;Acontece que praticamente todo o dólar que chega é de ajuda financeira externa americana (os Estados Unidos, coisa que ninguém gosta de dizer, é o país que mais envia ajuda externa aos países pobres). É interessante: nem nos EUA se vê tanta nota nova, inclusive de 100 doláres. Mesmo em Chimoio, quando vamos trocar meticais por dólares, sempre aparecem notas muito novas. No início eu desconfiava, conferia muitas vezes para ver se eram falsas. Não, são mesmo notas verdadeiras, do Tesouro Americano. Fui trocar alguns meticais com um cambista e ele não tinha nenhuma nota pequena, apenas notas de 100 com poucos dias de manuseio. Foram notas que usei no aeroporto de Cairo, em bancos em Cairo, no Zimbabwe, e foram conferidas também por funcionários destes bancos. Conversando com uma inglesa que mora em Harare e veio ao meu lado no aviao para Cairo, ela me dizia que todo esse dinheiro vem da ajuda externa, principalmente do próprio Federal Reserve. &lt;br /&gt;Além de usar o dólar americano, outro problema é que não existe moedas de centavos americanos. Então, os preços de coisas com valores pequenos são todos aumentados para alcançar o dólar. Uma bolacha, uma pipoca, um parafuso e uma cerveja têm o mesmo preço de 1 dólar. Comprei 6 bananas por 1 dolar, um preco que nenhum lugar dos Estados Unidos cobraria. E no mercado convencional, onde os centavos garantem o lucro do empresário, usa-se a moeda sulafricana, o rand, como forma de dividir o dólar nas suas partes centesimais. &lt;br /&gt;E nessa historia de trilhoes de dolares, algo sobrou para mim. Finalmente, depois de uma vida inteira de trabalho, eu consegui o meu primeiro bilhao de dolar. Na verdade, uma nota de 20 bilhoes de dolares. Como alegria de pobre dura pouco, a nota nao dava pra comprar nem uma banana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, apesar dos pesares, Zimbabwe me pareceu um país muito à frente de Moçambique. Eles parecem incorporar o lema do país, “Unidade, Liberdade e Trabalho”. Não se ouvem lamentos de fraqueza por terem sido colonizados, não colocam os brancos em pedestais como os únicos capazes de ficarem ricos. Muito pelo contrário, o povo zimbabuano é muito trabalhador. Nas ruas do centro da cidade, na área administrativa, muito trânsito de pessoas indo e vindo do trabalho, muita pressa e trabalho por fazer. &lt;br /&gt;Também não vi divisão por questão de cor física. Da parte da população, nenhum problema com brancos, indianos ou chineses que vao ali ganhar dinheiro, montar negócio, negociar, investir e criar empregos. Como disse um amigo quando perguntei sobre racismo e agressão contra brancos em Zimbabwe, ele disse que, nesse tempo de crise, o povo está mesmo é preocupado em trabalhar e ganhar dinheiro. Se alguém propor alguma agressão contra outro por cor ou raça, o máximo que vai ouvir é: “Come on, man, get a life!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7370136979285316375?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7370136979285316375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/great-zimbabwe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7370136979285316375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7370136979285316375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/great-zimbabwe.html' title='The Great Zimbabwe!'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-4272320681857523254</id><published>2009-12-12T11:53:00.001+02:00</published><updated>2009-12-12T12:02:57.598+02:00</updated><title type='text'>Na Humana, por Bobby's Band</title><content type='html'>Fizemos a primeira gravação de uma música da Bobby's Band. Próxima semana acontece a graduação dos futuros professores e, em seguida, cada um será encaminhado para uma região do país - principalmente áreas rurais e com alto índice de analfabetismo - conforme as vagas indicadas pelo Ministério de Educação. Sendo assim, planejamos para essa próxima semana gravarmos 6 músicas da banda num CD que vamos distribuir entre algumas pessoas e, também, deixarmos como um legado para a próxima turma continuar o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira experiência pode ser ouvida no link abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.4shared.com/file/171110680/5544ba51/Na_Humana.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na voz principal, a futura professora Rosa. &lt;br /&gt;Nos vocais, demais alunos do projeto e este escriba.&lt;br /&gt;No violão, o futuro professor Mateus.&lt;br /&gt;No contrabaixo, o project leader Bobby Williamson.&lt;br /&gt;Na bateria, o futuro professor Isaque Manhacha.&lt;br /&gt;No teclado, este escriba, que nunca tinha tocado teclado à sério na vida e faz uma coisa que não sabe se é forró ou o quê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vozes, em alguns momentos desafinadas, dão certa personalidade ao trabalho... rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música é uma espécie de kizomba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA HUMANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Humana se forma professor do futuro em Moçambique. (repetir ad nauseam)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Manica já estão a trabalhar ensinando o DmM.&lt;br /&gt;Em Nacala já estão a trabalhar...&lt;br /&gt;Em Chiuta já estão a trabalhar...&lt;br /&gt;Em Lamego já estão a trabalhar...&lt;br /&gt;Em Quilimane já estão a trabalhar...&lt;br /&gt;Em Chibata já estão a trabalhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...ensinando o DmM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-4272320681857523254?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/4272320681857523254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/na-humana-por-bobbys-band.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4272320681857523254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4272320681857523254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/na-humana-por-bobbys-band.html' title='Na Humana, por Bobby&apos;s Band'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1692619742702111500</id><published>2009-12-08T00:57:00.001+02:00</published><updated>2009-12-08T01:01:49.331+02:00</updated><title type='text'>Fórmula mágica</title><content type='html'>Moçambique tem dois grandes problemas que precisam acabar urgentemente: as Ong's e a Frelimo. Feito isso, o desenvolvimento ocorrerá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1692619742702111500?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1692619742702111500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/formula-magica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1692619742702111500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1692619742702111500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/12/formula-magica.html' title='Fórmula mágica'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1701656016949944564</id><published>2009-11-09T23:04:00.004+02:00</published><updated>2009-11-15T20:12:58.839+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interferência linguística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etimologia'/><title type='text'>Polidez</title><content type='html'>Uma atitude dos moçambicanos que costuma irritar os brasileiros é a forma como são feitos os pedidos e já foram muitas as vezes em que presenciei os voluntários brasileiros reclamando do tom de voz nestas horas. É que o moçambicano sempre pede algo com um tom de ordem e nunca tem espaço a gentil palavra “por favor”. No final, a gente se acostuma, releva e, se tiver lidando com uma criança ou um aluno, até brinca com a pergunta: “qual é a palavrinha mágica?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um olhar nos significados de algumas palavras podem ajudar a explicar estas diferenças culturais, principalmente sob a ótima da interferência linguística e da etimologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, vale ressaltar que não existe correspondente palavra nas línguas da região para o nosso “por favor”. Assim, a “transferência” da idéia ou da palavra fica, inicialmente, prejudicada. O moçambicano tem como língua nativa todos estas vertentes das línguas bantu (chona, no caso da minha região especificamente) e, ao aprender a língua portuguesa, transfere os conhecimentos e a estrutura daquelas línguas para esta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tendo a correspondente palavra para a expressão “por favor”, a transferência não ocorre. Não ocorre também o próprio conhecimento do que significa essa ação. E vêm dos Vedas o cediço entendimento de que o tamanho da alma é determinado pelo tamanho da linguagem. A alma é capaz de abarcar a riqueza do mundo na medida da sua riqueza linguística. Isso posto, não existe nada na alma que possa ser acessado sem que possua, previamente, um nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo tópico da “polidez” moçambicana, terminada a ação, recebemos, sim, um “obrigado”. Mas vejam o sentido da palavra nas línguas nativas. A expressão é &lt;i&gt;maita bassa&lt;/i&gt;, que, literalmente, se traduz como “serviço feito” ou “trabalho terminado”. Ainda aqui a polidez não é mesma. &lt;i&gt;Maita bassa&lt;/i&gt; é a atestação de que a tarefa foi completada. Serviço pronto, dirija-se ao seu lugar... Soa como um superior que certifica o fim de um trabalho ordenado anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na língua portuguesa, a nossa palavra de gratidão, o “obrigado”, é uma redução da expressão: “fico obrigado a retribuir o favor”. Agradecer, gratificar, grátis e gratuito são palavras que se originam do latim &lt;i&gt;gratiis&lt;/i&gt;, que quer dizer “pelas graças”. Todas as decorrências nas demais línguas latinas (gracias, gràcies, merci, grazie, grato) vêm da mesma origem latina e, no grego o termo é &lt;i&gt;cháris&lt;/i&gt;, do verbo &lt;i&gt;charizomai&lt;/i&gt;, que significa “mostrar favor para”, acentuando a bondade do doador e a indignidade do receptor. O termo passou pelo crivo do Cristianismo, significando ainda “favor imerecido”, quando diz da relação de bondade de Deus para com os homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hebraico, cuja cosmovisão interfere diretamente no Cristianismo e na civilização ocidental, um dos termos para “graça” é &lt;i&gt;chen&lt;/i&gt;, que significa curvar-se, conotando favor imerecido ou condescendência de um ser superior por alguém inferior em valor e posição. Ainda aqui a predisposição espontânea à retribuição e consciência da dívida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja que agora a valorização das polaridades na ação muda em relação às línguas bantu. Neste caso, é o agente – e não quem recebe a ação – que ocupa essa posição de importância. É o agente que está em vantagem, por fazer algo que o paciente não merece. E, então, o paciente lhe fica grato, lhe promete estar obrigado a retribuir o favor. E então ele é polido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra situação que ocorre de diferente entre ambas as culturas é que o moçambicano não admite um agradecimento até que o ato seja completado. Sempre que agradeço quando peço alguma coisa que ainda vai ser feita, eles perguntam como eu posso agradecer se eles ainda não fizeram o que tinha de ser feito. Ainda aqui prevalece a transferência advinda do “maita bassa”, o serviço feito. Serviço ainda por fazer não enseja motivo de agradecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu turno, a cultura ocidental valoriza a intenção do coração, ainda pela herança cristã e judaica. Se o agente demonstra apenas a intenção (no latim, animus, de anima, alma) de agir em nosso favor, isso já é suficiente para a gratidão. São Tomás já dizia que os atos morais qualificam-se de acordo com a intenção e é nesse mesmo sentido a tradição hebraica desde que o profeta Samuel soube que era a intenção do coração o padrão divino na escolha do rei Davi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1701656016949944564?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1701656016949944564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/11/polidez.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1701656016949944564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1701656016949944564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/11/polidez.html' title='Polidez'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7223282264476019344</id><published>2009-11-09T17:38:00.006+02:00</published><updated>2009-11-09T19:55:35.286+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religiões'/><title type='text'>Religião lá e cá</title><content type='html'>O fenômeno religioso é o assunto da minha vida. E é bem por isso que eu não escrevo muito sobre ele. Sempre se mostra a mim como algo tão fascinante, tão grandioso e tão amplo que qualquer tentativa de escrever sobre isso é alguma coisa de petulante. E a demora para este tipo de atrevimento faz com que eu dificilmente escreva (ou até mesmo conclua) alguma idéia teológica. Protelar sempre, amadurecer sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu me preocupe com a relevância teológica, pureza ortodoxa ou mesmo correção hermenêutica. Faço côro com Rubem Alves dizendo: “Faço teologia como respiro, não é para ter relevância”. E dele é ainda a metáfora da teologia como uma rede, não aquela que tecemos para pescar Deus como a um grande peixe, mas a que tecemos para o nosso descanso e deleite. Só me preocupo que esta rede fique bem tecida, realmente confortável à minha própria leitura posterior. E é assim que minhas andanças – que, no fundo, são todas buscas e pesquisas teológicas – aparecem tão desprovidas de desfechos nesse sentido. Daí então é que ouço de alguns amigos os reclames quanto a carência de comentários sobre o assunto que eu, como estudante de teologia, teria a obrigação de prestar mais atenção... E foi por isso que algumas idéias nascidas durante a minha estadia nos Estados Unidos nunca saíram do campo das divagações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma destas idéias começou a se delinear melhor agora, quando, já fora dos EUA, vou conhecendo um pouco da religiosidade moçambicana. A de lá começa a fazer mais sentido enquanto esta de cá vai se mostrando a mim. Diante disso, vou anotando aqui, seja para um posterior detimento mais cuidadoso, seja para compartilhar com os amigos que formam a minha mesa de “debates teológicos” (regada a cervejas e heresias), seja para... auto-afirmação, provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que nos Estados Unidos alguns eventos que presenciei não combinavam com o estereótipo de país cristão puritano e conservador que lemos nos nossos livros de História (e ouvimos dos enfezados intelectuais esquerdistas brasileiros). Não se se olha para os brancos, os herdeiros desse legado. Estes são da geração, parafraseando Fernando Pessoa, em que a maioria do jovens perderam a crença em Deus pela mesma razão que os seus pais a haviam tido – sem saber porquê. E foi já na década de 20 que Mencken, o grande iconoclasta americano, ironizou esse declínio em O Livro dos Insultos, em que certo parágrafo merece transcrição integral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O fato de que o protestantismo está gravemente doente nos Estados Unidos deve ser óbvio para qualquer observador da patologia espiritual. Metade dele está se mudando, lenta e progressivamente, em direção aos braços do Cortesão das Sete Colinas; a outra metade desliza para o vuduísmo. A primeira metade leva com ela a maior parte do dinheiro protestante; a segunda leva a maior parte da libido protestante. O que sobrar no meio pode ser comparado a um tronco a que faltam um cérebro pensante e pernas para dançar — em outras palavras, algo que começa a ficar profissionalmente atraente para os papa-defuntos, embora ainda rebole para continuar respirando. Não há falta de vida nos escalões superiores, onde os metodistas mais solventes gradualmente se transmutam em episcopais, e os episcopais escalam os velhos bastiões da Santa Madre; não há também falta de vida nos escalões inferiores, onde os batistas matutos da zona rural descem rapidamente, pela estrada do fundamentalismo, para os dogmas e práticas da selva africana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentem bem à referência à África, já chego lá. Por enquanto, vale ressaltar a “gradual transmutação”. Hoje, nos EUA, são as igrejas católicas que estão lotadas dos brancos e toda a contrição religiosa “branca” que eu vi estava, em partes, nas igrejas históricas – que não as da “história” americana – como a luterana e anglicana. Por exemplo, uma garota que conheci na Virgínia me contava fervorosamente sobre o seu chamado missionário estando sendo amadurecido numa igreja e seminário da linhagem de Lutero. Ou seja, a pouca convicção religiosa que eu vi se dava entre prosélitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo “em partes” porque a outra parte do grupo “branco”, os dos “escalões inferiores”, para usar a expressão do Mencken, está nas religiões cristãs carismáticas (ou melhor, agora, neo-carismáticas ou neo-pentecostais). Grandes expoentes desse grupo nos EUA, de onde importam estes fast-food espirituais para o Brasil, são Kenneth Hagin, Kenneth Copeland e Benny Hinn. E aqui eu também colocaria Norman Geisler e toda a turma dos fundamentalistas americanos, aqueles mesmos que tanto esforço fazem para provar a cientificidade da Bíblia com “evidências que exigem um veredicto...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ocupa, então, a lacuna deixada nas igrejas de orientação puritana ou conservadora? Sim, ninguém menos que o grupo antes excluído deste mesmo lugar, os negros. Em relação a isso, presenciei um fato que a mim pareceu bastante interessante, durante um curso que fiz em Michigan sobre aconselhamento para aidéticos e, quando de um quiz organizado pelas palestrantes com perguntas sobre sexualidade e costumes, ouvia dos participantes (e todos ali eram adultos, líderes comunitários e conselheiros) brancos respostas como “free will”, “it’s relative”, “it depends on” ou “yeah, you can have anal/oral/whatever sex”, enquanto que os negros falavam de “morality”, vontade de Deus e “sex? just the missionary position...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “meio” de Mencken, aquele tronco anencéfalo e aleijado, pode ser visto frequentando as reuniões das seitas dos pseudo-orientalismos, feiticismos e agnosticismos. São os vegetarianos que cruelmente assassinam maçãs à dentadas, os iogues massagistas das lojas de incensos e cristais e posso até incluir os adolescentes do wicca, se você entendeu que vuduísmo no texto citado é uma figura de linguagem... Como diria um amigo, “a onda agora é ser neo-qualquer coisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se ainda estamos falando de “transmutação”, nunca é tarde para lembrar as condições de criação do movimento pentecostal nos EUA, o Azusa Street Revival. O negro William Seymour, filho de escravos, caolho (para ressaltar a exclusão social pela aparência física) e pobre foi o iniciador do movimento que, neste primeiro momento, recebeu forte adesão dos grupos excluídos nos Estados Unidos, como latinos, negros e os brancos pobres. Isso aconteceu bem no início do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem adentrar muito no ambito da sociologia da religião, basicamente o pentecostalismo beneficiava as classes inferiores porque, principalmente, surgiu com a pregação da chamada “segunda benção” (Marco Pereira Davi). A religião puritana era excludente no sentido de que a espiritualidade está ligada à reta doutrina (PRD, cf. Rubem Alves) e, sendo assim, os mais instruídos são considerados, neste sentido, mais espirituais. Eram quem tinham acesso aos seminários e, por conseguinte, controlavam a instituição religiosa. A centralidade litúrgica, herdada do luteranismo, é o sermão, e fala melhor quem sabe mais. Vamos dizer, para fim meramente ilustrativo, que era o encontro com o Logos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina da segunda benção – ou kárisma ou pentecoste – surge como uma espécie de “nivelador”. O ápice da experiência com o sagrado, nesse momento, se torna o “batismo com o Espírito Santo”, que não exige nenhuma instrução, nenhuma iniciação ou qualquer tipo de privilégio social. Basta a glossolália e toda a euforia de tremeliques e sapateados. O teólogo de Westminster e o Zé das Alfaces possuem o mesmo nível de espiritualidade, desde que falem tanto em “línguas” ou pulem a mesma altura em polegadas... Aqui, a analogia é o encontro com o Vento (ruah, no hebraico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como explicar então essa total inversão, filha dessa “gradual transmutação” de que fala Mencken? Bem, como não tenho intenção de explicar isso, pelo menos por ora, então deixo a pergunta para quem teve saco para ler até aqui. Eu poderia ser apressado e dizer sobre os “sinais dos tempos” (Guenon) ou declínio da civilização (Toynbee). Mas a  questão interessante para este texto é ver o pentecostalismo tendo como personalidade o branco Benny Hinn e, por outro lado, o conservadorismo religioso e a defesa das idéias fundantes da sociedade americana, antes pregadas por Franklin, Jefferson e Hamilton, tendo como um dos grandes nomes nos últimos tempos os negros, como o pastor Martin Luther King.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação de Mencken – e o livro todo, em si – atesta o declínio destes fundamentos da sociedade americana. Ali, na década de 20, talvez ainda não fosse notável a inversão que se daria [ou ele detectou, mas não lembro de ter lido isso no livro e não vou relê-lo por agora]. O fato é que, gradativamente, essa religião dos pais foi sendo “ocupada” pelos excluídos de então. E ninguém, por enquanto, me tira da cabeça de que isso encontra consonância com a mímesis (Girard) em relação ao (ex) colonizador branco, que seria o “melhor” no estrato social, dignos, deste modo, de inveja mimética. Mas é também produto da mimesis o abraço dado pelos brancos à religião sobrenaturalista dos negros, mais – aparentemente – viva e carismática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próxima pergunta: E o que isso tem a ver com Moçambique, meu senhor? Ora, em Moçambique eu pude ver esse fenômeno ampliado numa escala global. O país está se tornando cristão. 41,3% da população professa o catolicismo ou o protestantismo. Vale dizer que o islamismo, mesmo tendo chegado à estas paragens primeiro e apesar de ser relevante (17% de adeptos), não supera o cristianismo. Não obstante a colonização portuguesa ter se tornado efetiva e forte após a Conferência de Berlim (1884), poderíamos esperar um declínio de conversões ao cristianismo após a independência, uma vez que muito se fala aqui sobre “conservar as raízes” e inclusive o processo de emancipação ter sido bem traumático, com os brancos sendo expulsos do país (Medida 20-24, que deu 24 horas para todos os portugueses deixarem o país, podendo levar apenas 20 kg de bagagem). Expulsaram os portugueses, mas não a sua religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em toda a África é o cristianismo a religião que mais cresce, principalmente as suas vertentes históricas – não tão “históricas” por aqui – como o catolicismo e o anglicanismo. Quando da última visita papal ao continente, ouviu-se que “o Século XXI é a hora da África no Cristianismo global”. Sem esquecer que o Arcebispo de York, ou seja, o segundo homem mais importante da Igreja Inglesa, é o ugandense John Sentamu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o fato que marca esse cristianismo é uma contrição genuína e inabalável. Todos os cristãos mostram um compromisso muito forte com a confissão de fé. E defendem as formas mais – digamos – conservadoras da fé cristã. Anglicana e romana são, aliás, muito comuns por aqui. Mas não pense que você sabe tudo destas igrejas até conhecer as suas facetas deste lado do sul do Atlântico. Os debates na Europa e no continente americano não guardam muita semelhança com os daqui, como, por exemplo, as críticas à autoridade eclesiástica, aceitação do aborto e o fim do celibato clerical, comuns nos romanos europeus e americanos, e o sacerdócio feminino e inclusão homossexual da igreja inglesa. Para o povo africano em sua maioria, a homossexualidade e o aborto são dois males sociais, como a criminalidade e a prostituição também o são. Também estão satisfeitos com a direção dos bispos, obrigado!, e acreditam que a igreja daqui tem questões muito mais essenciais para discutir, como a corrupção, guerra, analfabetismo e pobreza (e, agora sim, um progressista americano poderia se alegrar). Quanto à mulher, essas fazem muito bem a limpeza dos templos e os demais serviços diaconais e deixam, satisfeitas, a direção da igreja aos senhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desconsidero os aspectos culturais – e ancestrais – da adesão em desfavor do homossexualismo, do aborto ou em favor da autoridade clerical. Eu gostaria mesmo de ter focado na questão da contrição religiosa. É que recebo um convite de um amigo moçambicano para a sua crisma. Ele explica que certo desinteresse do pai (branco portugues) fez com que ele não cumprisse o sacramento romano, mas que agora gostaria muito de cumprir, pois sente que precisa se aproximar de Deus. Uma aluna não acredita quando digo que o Brasil é um país católico, afinal as novelas mostram uma sociedade que defende aborto, homossexuais e divórcio: muito depravadas, afinal [e aqui eu faço uma pausa para o espanto dela quando soube que aquelas pessoas que se beijam e fazem sexo nas novelas não são casadas com os colegas de ação e bem podem ter algum conjuge assistindo aquele beijo, sem se preocupar e sabendo que aquela é apenas a profissão do beijoqueiro].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa contrição fala de conversões “autênticas”, ou daquela chama no coração do prosélito. E até a citação dos exemplos não poderiam expressar isso propriamente, porque o fato refere-se à alma mesmo. Sente-se nas conversas como isso é importante e, repito, autêntico. Claro que falamos aqui de proselitismo, que sempre possui um grau de “convicção” maior do que a religião herdada dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso refuta, pelo menos inicialmente, Samuel Huntington, quando ele diz que o islamismo deveria superar o cristianismo. O número de conversões em ambas as religiões mostram que em 2050 haverá 3 cristãos para cada 2 muçulmanos. E não venha me falar no mundo mudando em 11 de setembro de 2001, porque desde a queda das torres a propaganda islâmica cresceu bastante e o número de conversões não mudou o seu ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eclipse do sagrado na Europa é seguido por um retorno ao sagrado no hemisfério sul. O cristianismo não mais coincide com a história européia. Jenkins, historiador de religiões, nota que “no sul do mundo a Bíblia fale dos problemas reais de cada dia, como a pobreza e a dívida, a carestia e a crise urbana, a opressão racial e sexual, a brutalidade do Estado e a perseguição”. E é o próprio Jenkins que afirma a dinamicidade dessa fé, não obstante o conservadorismo e a tendência sobrenaturalista, fatos facilmente observáveis na região em que me encontro. Novamente, para conectar os últimos pontos com o início do texto, a “lacuna” deixada pela secularização européia vai sendo “ocupada” pelos excluídos de outrora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7223282264476019344?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7223282264476019344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/11/religiao-la-e-ca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7223282264476019344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7223282264476019344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/11/religiao-la-e-ca.html' title='Religião lá e cá'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3561871236641029</id><published>2009-11-04T16:16:00.003+02:00</published><updated>2009-11-04T16:21:56.663+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleições'/><title type='text'>E pega fogo não apenas no clima...</title><content type='html'>Dia 28 de outubro aconteceu o pleito eleitoral moçambicano. Como aqui o sistema eleitoral usa a tecnologia da esferográfica, os votos ainda estão sendo contados até os dias de hoje. E a previsão é de que a contagem só termine na próxima semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, como os resultados preliminares apontam a evidente vitória da Frelimo, vencendo por uma margem de 75% dos votos já contados, a Renamo e seu candidato Afonso Dhlakama manifestaram essa semana que não reconhecem os resultados das eleições e acusaram o partido Frelimo, no poder, de promover irregularidades e fraudar as eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa declaração desencadeou uma onda de conflitos em várias regiões do país. Muita agitação, ameaças de tomada de poder e brigas entre partidários dão o tom da insatisfação da Renamo. Acusam a STAE, orgão da administração eleitoral de Moçambique, de ser uma “célula do partido Frelimo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os numeros da contagem preliminar mostram um declínio de mais da metade dos votos da Renamo em relação ao ano de 2004. Segundo esse partido, a sabotagem iniciou-se já no recenseamento eleitoral, quando cerca de 60% dos eleitores ficaram de fora dos cadernos eleitorais, principalmente nas regiões onde a Renamo goza de maior apoio. “Mais de cinco milhões de eleitores não votaram, o que é uma violação grosseira à Constituição da República. Estamos perante um crime eleitoral”, disse Ivone Soares, porta-voz da Renamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, o delegado provincial da Renamo em Sofala, Fernando Mbararano, ameaçou dividir o país a partir de Sofala. Será a República de Sofala, com capital na Beira e governada pelo líder da Renamo e atual candidato a presidência, Afonso Dhlakama. Na província de Nampula, a líder da Renamo ameaçou incendiar orgãos públicos e a sede da STAE. Tudo sob os auspícios da afirmação de Dhlakama de que o país iria arder caso Guebuza não renuncie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda a situação ficou mais grave na segunda-feira, quando um grupo de antigos guerrilheiros ameaçou iniciar uma rebelião armada caso as eleições não fossem anuladas. Com cerca de 300 homens, o grupo deu 72 horas para os órgãos eleitorais anularem os resultados das eleições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo que é missionário em Maputo me informa que aquela região também está em polvorosa, principalmente em Machava e Matola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em Chimoio, felizmente, a situação está tranquila, porque a grande maioria apoia a Frelimo e contam com essa vitória. Como Chimoio foi fortemente afetada pela guerra civil e sofreu as dores das torturas e assassinatos promovidos pela Renamo naquela época, o apoio à Frelimo é uma decorrência quase que natural. Alia-se a isso o fato de que Chimoio é capital de uma província mais – digamos – rural e, por isso, o debate político não é tão intenso quanto nas capitais maiores como Maputo, Beira e Nampula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3561871236641029?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3561871236641029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/11/e-pega-fogo-nao-apenas-no-clima.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3561871236641029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3561871236641029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/11/e-pega-fogo-nao-apenas-no-clima.html' title='E pega fogo não apenas no clima...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-688626588746485771</id><published>2009-10-21T14:09:00.001+02:00</published><updated>2009-10-22T02:35:05.982+02:00</updated><title type='text'>Golden Cut Report</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRodrigo%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0in;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	mso-hyphenate:none;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";	mso-ansi-language:PT-BR;	mso-fareast-language:AR-SA;}@page Section1	{size:8.5in 11.0in;	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt;	mso-header-margin:.5in;	mso-footer-margin:.5in;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ADPP – Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo&lt;br /&gt;EPF – Escola de Professores do Futuro&lt;br /&gt;Chimoio, Mozambique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOLDEN CUT REPORT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Rodrigo Morais&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;My main activity since I joined ADPP Chimoio is to integrate the teaching staff (formador) in Project II of EPF-Escola de Professores do Futuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;The activity of teaching includes the regular classes, the correction and monitoring of study in DmM system, willingness to assist students in extra-class activities, monitoring the teaching practices of future teachers in training at primary schools, participation in the jury of student assessment, the attention to student’s care of their machambas and involvement in other project activities.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;My first classes were taught based on what was prepared during the period of Specialization. Topics included the Cognitive Learning Theory (Ausubel), the study of texts written by Brazilian authors (Rubem Alves, Moacir Gadotti and Paulo Freire) and foreign authors (Edgar Morin), and topics related to Portuguese Grammar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;During my training at IICD-Michigan, I have not bothered to prepare an excessive number of classes cause I’ve intended to “feel out” the project upon arriving here and then find out what would be the real students' needs. I believed I could draw up some profound lessons about Education, since I would come at a time close to the future teachers' graduation.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;The reality has shown me that I should change most of my original plan. The students – almost the teachers as well – have many limitations. They came to the training course with a lot of disabilities, especially&amp;nbsp; lack of spelling skills and difficulty to interpret texts despite their simplicity. Therefore, it makes the very production of texts almost impossible. The trained teacher goes on to teach yet unable to do the basics, which is to enter in the classroom and teach the subjects.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;On conversations with my project leader, other teachers and the students themselves, I realized that there is not the encouragement to read in the Mozambican schools. Students go through all the basic classes without contact with written texts.&amp;nbsp; What follows is the failure of interpretation and production of texts and the lack of knowing the spelling and the grammar rules. And, in a kind of “domino effect”, it decreases the quality of teaching in all disciplines because the teachers give classes without understanding the contents. I witnessed such a situation. During Teaching Practice (práticas pedagógicas) I attended a class in which the future teacher had explained some matter of biology and, at the end, I talked to him and I realized he had not understood the matter that he had taught. He hadn’t been able to interpret the text of the&amp;nbsp; biology book.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;In my first conversation with the students of the project I heard a great yearning for new teaching methods and lesson plans. But in the course of the conversation, I noticed that they get lost in the many teaching methods and attribute this to the inability to teach. But the fact is that the difficulty to read and the "lack of intimacy" with the words, future teachers can not understand the subject they teach and can not explain scientific concepts of even low complexity. Any lesson plan or teaching method in the universe couldn't allow a good class without the teacher having previously understood and mastered the subject he/she teaches.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Since I began classes with the future teachers, I have heard from some of them that the teacher is a person who needs to educate himself daily, while engaged in the profession. I agreed immediately and it is not something I have doubted at some point in my life. This daily instruction, however, assumes the ability to read. If the teacher does not have the habit of reading, I do not see how one's education could occur daily.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;I have noted to the fact that schools in the region have the basic infrastructure lacking. All the schools I have encountered display the lack of chairs, desks and even chalk. Most of them also a lack teachers. And with all these absences, it is not surprising the lack of books that can be read by students. Some communities in the region are utilizing the ADPP Pedagogical Workshops as the only place where books and computers can be found. I could go on and describe the plight of the people's limited access to knowledge in areas I have visited at the Manica province.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;But worse than the lack of books, is the ignorance by the teacher about the importance of the act of reading. Applying the verse of Adélia Prado, which says: "I don’t want knife or cheese. I want the hunger". The eating act does not begin with the cheese, as the reading act does not begin with the book. If there is not hunger, the cheese is useless. Once there is hunger, the hungry man searches until he finds the cheese. Without books, but with the desire on the part of the teacher to encourage reading, the problem is serious but has visible solutions. One can, with some effort, raise money or find another way to acquire books, or even the teacher can use copies of texts in order to promote and develop the reading. When the teacher does not have the habit to read, we could assume he doesn’t understand the importance of it. So even if we transfer to his/her school the Library of Harvard University, the books will not be touched by the students, since the teacher does not encourage its to happen.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;In light of this, I plotted as a goal in my classes to encourage reading and writing. Thus, we can solve both problems: spelling errors and difficulty of reading. Solving the problem of reading, begins a relationship with the words in which the student learns the correct ways of writing because they see the words currently in the texts they read.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;After talking with my project leader, we came to the conclusion that it would be better to figure a way out to add to the curriculum of EPF. The fact is, among all existing assessments, reading is not included in the schedule. So, I wrote up a small project in order to start a reading plan which allows the evaluation by the teacher (or a panel of teachers) and which can be incorporated into the school year as another learning module.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Upon arriving at the college, I had set as a goal for my footprint the installation of a Poetry Workshop (or Poetry Club), where we can discuss poetry theory and also the analysis of Mozambicans poems and poets as well as universal poets. However the reality has shown differently, the need is for the students to treat basic reading and writing skills. Poetry reading requires more than simply reading and understanding of a text. The reader must be able to interpret inferences, figures of speech, study writing styles and other matters. So I’m using my Tuesday class – which would be for poetry – to work on these fundamental issues of reading and writing. From now on, I will pursue as a footprint achievement the matter of adding to the EPF curriculum as I mentioned before. I just cannot give a weekly structure of my tasks, cause it’s flexible: depends on the schedule I receive weekly from my project leader, which has the weekly classes. Currently, I have the “práticas pedagógicas” at Monday to Wednesday and classes on Tuesday night, Thursday and Friday.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;During my classes, an approach started with regard to the issue of development of the country of Mozambique. My time in Mozambique is very short, only 6 months. It is not enough time to produce a work that has lasting results. So I turned my attention to change the perspective of students (future teachers) to be themselves the agents of social transformation. Only people can liberate themselves, correctly according to Humana’s Charter. So, I started in the classroom to reflect on the role of the teacher as an agent of social transformation.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;The first step was the screening of the film Freedom Writers, followed by a short discussion about the approach taken by the character of the film which can be applied to the Mozambican reality. What actions should be done by teachers that have a social impact of changing? What is the teacher's role in the country’s development? Is the act of teaching limited to a classroom?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;The second step was to ask the students to produce a text about the community’s reality of each one of them. The goal was to make them reflect upon their community and think about actions that can be made in the daily teaching practice.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;My interest in education as an instrument of social transformation guided my choice to come to EPF and is based on the fact I believe that education provides a revolution in ways of life and daily actions. The Austrian poet Hugo von Hofmannsthal said that nothing is in the political environment of a country that is not first in their literature. Cause is from the imagination formed that you get your ideas. Therefore I believe that education is the revolution the world needs. It is urgent to open people's eyes to the reality in which they live. Not teaching them to complain or blame others for their own problems, but making them realize that it is possible an effective change of life. As Shakespeare said, in Julius Caesar: “men at the same time are masters of their fates, the fault, dear Brutus, is not in our stars, but in ourselves, that we are underlings”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;The work of educator is, in a certain sense, unfair. Working with education, we have no criteria to evaluate the results. We work with the unpredictable, at least in a short time. We can give notes, sort, evaluate, complete reports, graduate students, but real results may not be noted immediately. A seed planted in the education act does not produce pumpkins that can be harvested in 6 months. Educating is like planting oaks.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;At the same time, education is a radiating process, which goes in concentric circles: you educate ten whom educates one hundred whom educates one thousand and goes on. You need to create a tradition of education because, otherwise, the education will not “happen”. If you do not have the tradition, there is no love for culture and knowledge. Education must be very serious and begins with a group which radiates this value.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finally, another work started with my team leader Bobby and students of the project is the Bobby's Band. No, it cannot be called a work. It’s a pleasure. We played songs written mostly by the students themselves, with local rhythms and themes that are mainly about AIDS, education, etc. The band's goal is to spread messages of development and humanity through music. Therefore, we are taking care of organizing a sufficient repertoire and an schedule to move through the community. Because the issues addressed in the music and the quality for which the group has managed, the band has sparked interest in the community of Chimoio and almost every weekend we have been invited to perform.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;My project leaders are professor Domingos and Bobby. I have always heard from other DI's that the work on the project very much depends on the project leader. A good project leader facilitates the action and opens paths. Faced with this is why I can say I’m very lucky to have been placed on the project II of EPF Chimoio. Both project leaders, since I started to work, have always been people who really care about education in Mozambique, who believe in the work of teacher education and the value of DI's.&amp;nbsp; They are always working to improve the project. Both are always available for conversations, suggestions and contributions. As for me, I hope to meet the expectations of these two friends whom I gained in Mozambique.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NB: Answering the last question, I have no plans for my Camp Future. Always we have been asked about our Camp Future’s plan, but when I presented my first CF’s plan at IICD-Michigan, it had been denied. So, looks like our Camp Future is not about what we are planning, but what IICD plans. However, this question has been continuously appearing in front of me, which is nonsense. I just hope, when I go back to IICD, to receive the support to make presentations about my work at places where I found people who have helped me to get here.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Almeida Morais&lt;br /&gt;Development Instructor&lt;br /&gt;EPF Chimoio&lt;br /&gt;October 2009&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-688626588746485771?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/688626588746485771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/golden-cut-report.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/688626588746485771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/688626588746485771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/golden-cut-report.html' title='Golden Cut Report'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8453407113306511166</id><published>2009-10-20T01:24:00.000+02:00</published><updated>2009-10-20T01:24:48.040+02:00</updated><title type='text'>citação...</title><content type='html'>"O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro de seus erros, empilhados, pedra sobre pedra, ao longo de milhares de anos... Romper a continuidade com o passado, querer começar de novo, é a humilhação do homem e o plágio do orangotango. Foi um francês, Dupont-White, que, por volta de 1860, teve a coragem de exclamar: 'A continuidade é um dos direitos do homem; é uma homenagem a tudo que o distingue de uma besta'." (José Ortega y Gasset)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8453407113306511166?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8453407113306511166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/citacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8453407113306511166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8453407113306511166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/citacao.html' title='citação...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8046084264972606165</id><published>2009-10-13T00:51:00.002+02:00</published><updated>2009-10-13T00:51:18.703+02:00</updated><title type='text'>E o Nobel da Paz vai para!</title><content type='html'>Laureado em reconhecimento aos anos na luta pela. O Comitê Nobel Norueguês averiguou, dentre todos os favoritos ao prêmio, que o trabalho de Obama na defesa dos direitos humanos foi notável em função de. As ações pela "preservação e promoção da paz" tem sido, sem a menor sombra de dúvida. De 1997 a 2009, abril a setembro. Com a decisão deste ano, o Comitê entrega. Dentre os seus esforços "extraordinários", podemos citar. Sempre, entretanto, vislumbrou, ou, como dizem os especialistas. De fato, como pode ser bem observado. Não obstante o fato do prazo para a apresentação de nomeações ao prêmio ter encerrado no dia 11 de fevereiro (11 dias depois da posse), o Comitê já podia prever que Obama, em defesa da paz, faria. A sua política externa em relação ao conflito na Palestina teve como resultado. Ao ser premiado, disse logo bem alto – e realmente não falou em vão. A prometida campanha de desarmamento nuclear mundial mostrou ao mundo que é possível. Quando o recebeu no Irã, o aiatolá Ahmadinejad, o que não significa absolutamente nada. Quanto à retirada dos soldados americanos do Afeganistão, para silêncio dos seus opositores. E, no Iraque, Obama conseguiu. No tocante ao seu país, implementou diversos programas para pôr fim. Concretamente, desde que Obama assumiu a presidência, o mundo conheceu uma nova fase de. Como é noção cediça. Para sempre e eternamente, amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8046084264972606165?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8046084264972606165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/e-o-nobel-da-paz-vai-para_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8046084264972606165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8046084264972606165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/e-o-nobel-da-paz-vai-para_13.html' title='E o Nobel da Paz vai para!'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6531414360021312246</id><published>2009-10-13T00:15:00.003+02:00</published><updated>2009-10-13T00:56:19.465+02:00</updated><title type='text'>Tao Te Ching (Chapter 4)</title><content type='html'>The Tao is so empty,&lt;br /&gt;So hollow,&lt;br /&gt;Yet somehow its usefulness is inexhaustible.&lt;br /&gt;It is so very deep,&lt;br /&gt;So very profound,&lt;br /&gt;Like the source of everything.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It blunts the sharpest edges,&lt;br /&gt;Unties the knots,&lt;br /&gt;Softens the glare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is so very deep,&lt;br /&gt;So tranquil,&lt;br /&gt;It seems to barely exist at all.&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6531414360021312246?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6531414360021312246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/tao-is-so-empty-so-hollow-yet-somehow.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6531414360021312246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6531414360021312246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/tao-is-so-empty-so-hollow-yet-somehow.html' title='Tao Te Ching (Chapter 4)'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8467685128164942371</id><published>2009-10-06T02:31:00.001+02:00</published><updated>2009-10-06T02:36:15.062+02:00</updated><title type='text'>Essas coisas de política...</title><content type='html'>O evento de comemoração ao acordo de paz foi, digamos, &lt;i&gt;sui generis&lt;/i&gt;. Não tanto para um moçambicano, talvez. Mas aqui é interessante notar como qualquer ajuntamento se transforma rapidamente num comício político do partido Frelimo. Antes de tudo, estranhei o fato de que nenhum outro partido político, exceto a Frelimo, tinha enviado representante. Note-se que o evento era uma comemoração do acordo firmado entre a Frelimo e a Renamo, pondo fim à guerra. Por uma questão óbvia, era de se esperar a presença de representantes de todos os grupos envolvidos na assinatura do acordo. Além disso, como estamos no período eleitoral, nada melhor para qualquer partido do que se mostram em eventos públicos, dizendo do seu passado e presente interesse na paz e, aliás, votem em mim nas próximas eleições... Ou seja, o não comparecimento só pode ter duas razões: ou a Renamo sofre da falta de um bom marqueteiro político que a incentive a participar de eventos públicos a fim de ser “vista” pela população, ou a Frelimo não convidou a Renamo com o objetivo de, como de fato aconteceu, transformar o evento num comício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apresentador do evento, inclusive, vestia uma camiseta vermelha da Frelimo por baixo de um terno branco. Quando anunciou o discurso do governador, disse que este iria, além de discursar, ensinar ao povo, naquela momento, a real história do acordo. Não preciso dizer que o governador usou o momento do discurso para recontar a história sobre a perspectiva da Frelimo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer que a Renamo não tem teve mesmo uma influência grande na democratização e no fim da guerra. Aconteceu que Moçambique era uma das “questões de honra” do regime socialista soviético durante a guerra fria. A URSS apoiou a Frelimo na guerra da independência e patrocinou o regime socialista moçambicano, como fizeram ambas as nações envolvidas na guerra fria (EUA e URSS) a fim de mostrar, respectivamente, a superioridade (pelo número de adesões) do capitalismo ou do socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, com o declínio do regime soviético, Moçambique sofreu um forte impacto econômico e, em 1987, o presidente Joaquim Chissano apelou para o apoio do Banco Mundial e do FMI, que condicionaram a ajuda ao abandono do socialismo e o fim da guerra civil. Democracia, pluripartidarismo e livre-mercado foram decorrências óbvias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época de eleição, pode-se notar como o debate político é escasso na região. Isso, segundo notícias de outras províncias, aliás, é um problema no país todo. O fim da guerra civil não trouxe uma democracia efetiva, onde o cidadão tem acesso à informação e pode debatê-la. Aqui, a Frelimo domina não apenas o aparelhamento estatal, mas também interfere em outras instituições sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores, nas escolas da província, são obrigados a se filiarem ao partido. Claro que é uma compulsoriedade tácita. Aquele professor que não faz é rechaçado pelos outros e não galga posições de direção na escola, além de ter a carga horária reduzida. Para montar um negócio, qualquer que seja, precisa da autorização do partido. Agem, em relação ao partido, como faziam os antepassados para com o líder da tribo. Tudo deve ser feito sob os auspícios do grupo político no poder, a Frelimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas temem os líderes políticos como temiam os chefes das tribos. Os chefes sempre eram associados aos curandeiros e exerciam o poder por, além do uso da força, meio de magias que atemorizavam os aspirantes a opositores. Um aluno do projeto me contava, certo dia, que Samora Machel fora um grande líder porque era feiticeiro, fazia magias e mandava os espíritos matarem seus opositores. Contava isso, aliás, de um modo reverencial ao ex-presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desse poder – digamos – arquetípico, a História ensinada nas escolas é totalmente (totalmente mesmo!) tendente ao partido no poder. Recentemente li um livro de História de Moçambique escrito por um grupo de professores do curso de História da Universidade Eduardo Mondlane, a maior universidade do país. O livro tinha o mesmo teor de um panfleto político. Nem um pouco mais, nem um pouco menos. Não apenas contava a história pelo ponto de vista do partido, como fazia verdadeiros chamados à nação de apoio ao partido que lutou pela libertação do país. Um colega DI me disse que o livro de História da 5ª classe ensina as técnicas militares usadas pela Frelimo durante a guerra, descrevendo cada técnica em todos os mínimos detalhes, que só interessariam a algum aspirante na escola das forças armadas moçambicana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é claro que todos esses fatos históricos são muito recentes. Não se pode falar nisso aqui sem o ressentimento, sem a dor, sem o trauma. A visão do panorama histórico do país ainda é turva aos olhos dos moçambicanos. Toda a análise histórica e todo debate político é marcado não apenas pela paixão, mas pelo forte trauma da guerra, cujos heróis e vilões são nomeados pelo partido no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À guisa de exemplo, pergunte a um moçambicano o que ele achava das antigas machambas comunitárias. Estas eram uma das formas como ocorria o socialismo do governo Frelimo antes do fim da guerra. Como em qualquer sistema socialista, os meios de produção pertenciam ao Estado. No caso das machambas, as pessoas hoje vão dizer que “aquilo não funcionava”, que poucos trabalhavam de verdade e, no final, os preguiçosos ganhavam a mesma quantidade de comida que os que tinham trabalhado arduamente. Vão dizer também que o governo distribuía à população apenas a “verdura seca” e o “tomate podre”, enquanto a boa comida ficava nas mãos dos líderes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mude, então, a pergunta, para saber da mesma situação das machambas comunitárias. Agora, pergunte como era a política de produção agrícola do partido Frelimo antes da democratização? Ao ouvir o nome Frelimo, a mesma pessoa vai louvar aquele período numa descrição que te lembrará o século de Péricles na Grécia Antiga. Vão dizer que o partido cuidava de todos, que todos eram gordinhos e felizes, et cetera e tal... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu presenciei um fato da mesma natureza, durante um júri feito 3 semanas atrás. Júri é o momento no curso de formação de professores onde os alunos apresentam alguma forma de avaliação com o fito de mudar de módulo. Um aluno falou sobre a democracia moçambicana e causou muita irritação no professor que fazia a avaliação juntamente comigo. Antes, eu elogiei aquela como uma das mais bem feitas que eu tinha visto, quiçá a mais bem feita. O aluno fez uma análise da transição dos tipos de governos em Moçambique desde o tempo dos grandes impérios e reinos africanos, passando pelo governo colonial, o socialismo e, então, a democratização. Ainda teceu interessantes críticas à própria democracia moçambicana, ainda imatura, comparando com outras democracias, inclusive com a democracia ateniense. Ótimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o professor, num exercício de duplipensar (ou novilíngua, como preferir), se exaltou na defesa da Frelimo, dizendo que antes do fim da guerra (ou seja, antes da democracia e pluripartidarismo) a democracia moçambicana era melhor que a atual democracia, que existia apenas um partido e não essa bagunça de pluripartidarismo, onde todo mundo debate sobre tudo. Não bastasse chamar o socialismo de democracia, para dar mais força à sua idéia, o professor ainda afirmou que na época dos reinos e impérios também existia democracia, já que o imperador possuía um conselho de anciões que lhe aconselhava. Monarquia e socialismo por democracia, o importante era ter respeitado o tempo em que a Frelimo “reinou” soberana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8467685128164942371?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8467685128164942371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/essas-coisas-de-politica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8467685128164942371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8467685128164942371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/essas-coisas-de-politica.html' title='Essas coisas de política...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3276391770654778386</id><published>2009-10-06T00:05:00.003+02:00</published><updated>2009-10-06T00:09:15.951+02:00</updated><title type='text'>Bobby's Band nas paradas de sucesso!</title><content type='html'>Ontem, dia 04 de outubro, se comemorou em Moçambique o dia da assinatura do Acordo Geral de Paz, o acordo que, em 1992, pôs fim à guerra civil que durara 16 anos, a chamada Guerra de Desestabilização. O acordo foi assinado em Roma por Joaquim Chissano, presidente de Moçambique, e Afonso Dhlakama, presidente da RENAMO, e mediado por representantes da organização católica Comunidade de Sant’Egídio com o apoio do governo italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comemoração, na capital da província de Manica, que contou com a presença do governador da província e demais autoridades, foi na Praça de Independência, no domingo, às 9:00 horas. E os convidados especiais que abrilhantaram o evento foi ninguém menos que a Bobby’s Band!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeah, baby! Na terça-feira passada, pela manhã, fui acordado por alguém que batia na porta do meu quarto. Era o secretário de cultura da província. Ele tinha visto a banda tocar na Escola Josina Machel, no sábado anterior, e veio à EPF nos convidar para tocar no tal evento cívico de comemoração ao dia do acordo. Levei-o ao escritório do Bobby e então agendamos a participação no evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana passada foi quase toda dedicada aos ensaios, preparação de repertório, e, inclusive, um aluno criou uma letra em homenagem ao município. Além de comprarmos alguns equipamentos que necessitávamos para dar uma potência melhor ao som. Tínhamos falta de microfones e a precária rede elétrica da cidade faz a corrente elétrica oscilar muito, com o perigo de queimar o som. O novo estabilizador, por enquanto, resolveu o problema. A EPF-Chimoio goza de uma parceria com a Kellogs, que também acatou o projeto de música e pagou pelos equipamentos. Parece que agora temos um equipamento suficiente para sairmos nas vilas fazendo o nosso projeto funcionar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, aliás, o nosso equipamento, tendo sido bem equalizado, ficou melhor que o som que a província contratou para o evento. Poucos minutos depois de iniciado o evento, era dos nossos microfones que eles estavam se valendo para os discursos e demais apresentações, mesmo que o nosso tinha apenas um amplificador e duas caixas de som, enquanto a outra aparelhagem possuía 3 amplificadores e 6 caixas de som. Quase no final do evento, eu pedi licença ao dono do outro som, mudei a equalização, puxei um cabo do nosso mixer pra um dos amplificadores e juntei a qualidade à quantidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3276391770654778386?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3276391770654778386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/bobbys-band-nas-paradas-de-sucesso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3276391770654778386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3276391770654778386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/bobbys-band-nas-paradas-de-sucesso.html' title='Bobby&apos;s Band nas paradas de sucesso!'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8847387369120628717</id><published>2009-10-04T22:55:00.001+02:00</published><updated>2009-10-04T23:07:14.177+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><title type='text'>Poema ao pai</title><content type='html'>(C)omo em Emaús encontraram Cefas e seus amigos,&lt;br /&gt;(E)stamos sempre viajantes, nunca vistos mesmo olhados,&lt;br /&gt;(L)evando e trazendo de nós, sendo, estando, morrendo.&lt;br /&gt;(I)nda assim, portanto, nós ficamos, em bocados, em quem,&lt;br /&gt;(O) legado d’alma em espólio, recebe, entrega, convive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(J)á por ti, a imperatriz Fortuna mais ainda me reservou,&lt;br /&gt;(O) vigário divino, embaixador da vida e professor.&lt;br /&gt;(S)ua exemplar lição de luta, força e perseverança,&lt;br /&gt;(E)stará sempre comigo como espelho e cartilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(M)esmo quando do cândido esbulho em sua calvície&lt;br /&gt;(O)u, quem sabe, a travessia por Caronte chegar,&lt;br /&gt;(R)estará de ti a alma em bocados e amores, em mim.&lt;br /&gt;(A) vida é mesmo um ciclo sem fim, o verbo em carne&lt;br /&gt;(I)nterminavelmente se fazendo, num eterno retornar.&lt;br /&gt;(S)e Ele É, portanto, Lhe sou grato por ti, meu pai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Almeida Morais&lt;br /&gt;Palmas, 11 de fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8847387369120628717?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8847387369120628717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/poema-ao-pai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8847387369120628717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8847387369120628717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/poema-ao-pai.html' title='Poema ao pai'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6823037303901375071</id><published>2009-10-01T05:42:00.002+02:00</published><updated>2009-10-01T05:42:33.733+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'>Re-ligare - I</title><content type='html'>Pacule nascera e fora criado numa pequena vila da província de Inhambane. Ainda era muito novo, com a idade de 5 anos, quando perdeu a mãe. Ela era uma curandeira muito respeitada na região, que cuidava do filho sem a ajuda de um marido. Pacule nem conhecera o pai. Era muito difícil para uma mulher que ocupasse uma posição de líder na comunidade conseguir manter um relacionamento matrimonial. Era embaraçoso para os homens as tomarem para si. Diziam: “Se ela é chefe na vila, vai querer mandar também dentro de casa”. Ou “Onde eu me encaixo como homem? Cuidando da machamba?”.&lt;br /&gt;E o curandeiro, qualquer que fosse o seu sexo, sempre fora, para aquele povo, a pessoa para quem todos eles recorriam nos momentos mais difíceis. Fosse para solucionar conflitos de qualquer natureza existentes entre quaisquer moradores da região, fosse para consultar sobre o passado ou futuro, ou até para benzer a banca de verduras de algum vendedor que vinha amargando prejuízos. O temor a um curandeiro era maior que o temor ao chefe da tribo. Um curandeiro, sabia-se, com apenas uma palavra ou um jogo de búzios, poderia matar alguém instantaneamente. E esse era o respeito que tinha a mãe de Pacule.&lt;br /&gt;Após o funeral, sua orfandade foi protegida pela adoção por uma entidade religiosa que atuava naquela área, mantida pela igreja de orientação metodista. Ali, ele recebeu uma cama, num grande quarto onde haviam trinta e nove outras camas. Destas, desde que Pacule passara a morar naquele orfanato, quase todas sempre estavam ocupadas por crianças que, como ele, por alguma razão, perdera a família. Essa passou a ser a sua família.&lt;br /&gt;O casal de missionários que administravam a casa eram muito gentis. Amavam aquelas crianças como a seus próprios filhos. Atendiam as necessidades de cada um com especial atenção, como se único fosse. Todos os dias serviam alimentos nutritivos e saborosos para todos no refeitório. Antes do mata-bicho acontecia a oração. Após, todos eles se dirigiam à sala-de-aula, dentro do próprio orfanato, onde eram ensinadas as disciplinas das escolas primárias comuns. Além destas disciplinas, também eram ensinadas as lições bíblicas. Terminada a aula, eles voltavam ao refeitório para o almoço. Era sempre alguma refeição muito bem preparada pela cozinheira do orfanato.&lt;br /&gt;Á tarde era reservada para brincadeiras, oficinas onde eles aprendiam várias profissões, liam livros de histórias infantis, cantavam, dançavam. Logo após o jantar, era o momento de culto na capela. Ali, Pacule ouvia sobre a vida de Jesus e outros homens da Bíblia, aprendia orações, cantava lindas músicas e até aprendeu a tocar violão.&lt;br /&gt;Desde pequeno ele sempre se interessou muito pelas histórias bíblicas contadas pelos missionários. Era com especial prazer que participava todos os dias na capela. Quando se destacou nas aulas de violão, começou a acompanhar a missionária nos louvores do culto. Pouco a pouco, sua ajuda ao missionário foi sendo mais essencial. E, algum tempo depois, Pacule ensaiava os primeiros sermões a serem ministrados aos demais.&lt;br /&gt;O tempo foi passando e a cada dia ele aprendia mais o exercício de capelania. Logo, se tornou um orador notável. E, no ano de completar vinte e um anos de idade, decidiu-se: “– Pai, quero seguir os seus passos. Quero me tornar pastor”.&lt;br /&gt;Tudo foi preparado a seu tempo e qual não foi a alegria daquele senhor quando consagrou o pastor Pacule, numa cerimônia simples, porém bonita, que contou, inclusive, com a presença de pastores vindos de várias províncias. Era motivo de orgulho para todos aquele jovem pastor, tão apto à palavra e tão conhecedor dos assuntos teológicos. &lt;br /&gt;Assumiu, assim, a direção de uma pequena igreja numa comunidade próxima. E logo uma outra característica que ficou evidente naquele jovem pastor era a forma cordial e sincera com que tratava as pessoas, sempre com um sorriso no rosto e uma expressão otimista e encorajadora. E naquela mesma comunidade se apaixona por uma dedicada moça da igreja, que, poucos meses depois, toma como esposa.&lt;br /&gt;E, assim, as estações substituíram-se, acrescentando experiência e sucesso àquele ministério pastoral. No decênio da sua consagração foi removido para uma igreja na capital da província. Trouxe consigo a mesma bem-aventurança que o fizera um pastor tão amado pela comunidade em que servira anteriormente. Naquela capital atuaria por mais treze anos. Mas seria ali que a sua vida mudaria para sempre.&lt;br /&gt;Começou com algumas visões que passara a ter, de forma cada vez mais constante. Na maioria delas, apareciam-lhe ossadas humanas distribuídas de formas características. Outros objetos, dispostos como oferendas, também surgiam diante dele, e desapareciam tão repentinamente quanto tinham surgido. Mas a visão que mais lhe perturbava o espírito era de uma mulher, que lhe aparecia muito bem vestida, com um enigmático olhar de um misto de severidade e doçura. &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que iniciaram as visões, também o seu espírito se tornara enfraquecido. Pouco a pouco o seu olhar foi perdendo aquela amabilidade que lhe fora peculiar. Dúvidas perturbavam o seu coração, levando-o, gradativamente, a questionar os rumos que tinha dado à sua vida. Seu ministério foi lhe parecendo sem sentido. Algo faltava. Mas a natureza deste algo lhe escapava. &lt;br /&gt;Foi quando lembrou do seu pai, o missionário que o acolhera. Agora, já bastante idoso, continuava na direção daquele orfanato, cuidando dos muitos filhos, seu orgulho e feliz missão que recebera. Pacule foi ter com seu padrasto e contou-lhe da perturbação do seu coração. Ouviu então toda a vetusta sabedoria. Palavras de conforto e conselhos paternais saíram daquela já trêmula voz. Pacule deveria orar ao Senhor, jejuar e meditar sobre determinada passagem bíblica. &lt;br /&gt;Cumpriu à risca toda a paternal sabedoria conselheira. Mas, desta vez, nada mudara. Ou, segundo lhe pareceu, as visões aumentavam de frequencia. Agora, a mulher da sua visão fazia-lhe visitas diárias.&lt;br /&gt;Novamente, foi ter com o pai. Dessa vez, aproveitando a presença de outros pastores, foi sugerida uma sessão de exorcismo. Discreta, já que se tratava do exorcismo que tinha como paciente um pastor. Às portas fechadas, a sessão foi efetuada. Duas horas de comandos de expulsão, unções com óleos consagrados, imposição de mãos e toda sorte de ritos adotados. Terminada a sessão, foi-lhe transmitida a certeza de que as visões não mais o perturbariam. Porém, qual não foi a sua surpresa, poucos minutos após o exorcismo, novamente aparece-lhe a mulher das suas visões. E todo o dia seguinte permeou seus olhos de ossos e oferendas.&lt;br /&gt;Diante disso, seu padrasto o aconselhou a se afastar temporariamente do ministério. Umas férias prolongadas o fariam bem. O conselho de pastores aprovariam aquela medida sem a subtração da sua prebenda.&lt;br /&gt;Foi o que fez Pacule. Foi para casa, para o cuidado de sua mulher e seus dois filhos já crescidos, em busca de descanso para a sua alma perturbada.&lt;br /&gt;As visões, no entanto, não o deixaram. Cotidianamente, cada vez mais frequentes, faziam com que seu coração sofresse mais e mais. O mesmo homem que dara tanto alento aos seus fiéis, cujas palavras fora guia daquele povo que lhe confiava as amarguras e sofrimentos, agora sofria intensamente e não via uma saída possível.&lt;br /&gt;Um dia, sua esposa comentou o fato com uma amiga que conhecera na feira. Ela, então, sugeriu que ele consultasse o curandeiro daquele lugar. Pacule, porém, negou veementemente. Aprendera que o curandeirismo era abominação aos olhos de Deus, ora essa! “Nunca faria isso”, foi a sua resposta seca.&lt;br /&gt;Mas a dor se intensificava mais a cada dia, juntamente com as visões. E, num átimo de desespero e incapacidade de visualizar o fim daquela dor, foi ter com o curandeiro.&lt;br /&gt;Apesar de nunca ter estado num ambiente daquele, sentiu uma estranha familiaridade com a casa do curandeiro e todos os ornamentos e oferendas, filas de espera, búzios, raízes e etc. Parecera que já estivera numa lugar como aquele antes. Só não se lembrava onde e quando.&lt;br /&gt;O curandeiro pediu que sentasse e contasse o que lhe pertubava o coração. Após ouvir silenciosamente, o homem ajuntou nas mãos um punhado de búzios e jogou-os sobre a mesa. Olhou, então, atentamente, para a disposição de cada peça derrubada. Moveu algumas, olhou novamente. Aqueles segundos pareciam horas a Pacule. Começava a se arrepender de ter ido ali. Seu coração batia acelerado, num misto de ansiedade pelo que iria ouvir e irritabilidade por estar naquela sala.&lt;br /&gt;Então, o curandeiro começou a falar. Disse que aquelas visões eram sinais de um chamado. Que aquela mulher era a mãe de Pacule, que ele não mais lembrava o semblante, mas que vinha, agora, lhe dizer algo muito importante. Ele tinha uma responsabilidade para com a comunidade que a sua mãe deixara, com a morte, desgarrada. Aquelas pessoas precisavam de um guia espiritual. E este guia era ele. Ele, Pacule, deveria voltar à vila onde nascera. Não mais, porém, como pastor metodista. Ele deveria se tornar um curandeiro, como ela fora. Foi para isso que ele nascera. Era a sua missão.&lt;br /&gt;As palavras penetravam seu ser como navalhas afiadas cortando a carne macia. O seu rosto, estampa do choque. Pacule se vê sentado naquela sala, sem nenhuma reação possível a ser tomada. Os pensamentos vinham e iam tão rapidamente que ele não conseguia se deter em nenhum. Ele, que sempre soubera todas as respostas, que sempre apontara o caminho, naquele momento tinha a visão turva. Apenas a imobilidade do seu corpo estupefado. &lt;br /&gt;Assim ficou por longos segundos, até que foi informado que poderia se retirar. Outras pessoas aguardavam a vez. Vagarosamente, como que convertendo toda aquela informação em chumbo que trazia às costas, ele se retirou. Um gosto amargo na boca seca, um tremor que percorria todo o corpo e os olhos perturbados eram companheiros de viagem de Pacule na sua volta para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6823037303901375071?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6823037303901375071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/re-ligare-i.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6823037303901375071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6823037303901375071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/10/re-ligare-i.html' title='Re-ligare - I'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7238910556242241211</id><published>2009-09-24T03:18:00.000+02:00</published><updated>2009-09-24T03:18:40.889+02:00</updated><title type='text'>A história do meu saxofone</title><content type='html'>A história do meu sax merece um post. Ainda no Brasil eu perdi meu antigo saxofone num negócio de jerico que fiz. Esse não era muito bom, mas tinha me acompanhado desde que aprendi tocar este instrumento. Eu precisava completar a grana para vir pro projeto e apareceu uma pessoa com um papo de comprar meu sax pra tocar na igreja e entre aleluias e glórias acabei oferecendo um preço muito barato, mas que, no final, o cristão fez questão de esquecer de pagar... Eu vim para o projeto e não pude cobrar o prejuízo. Ficar sem o dinheiro não foi grande problema. Problema mesmo foi ter ficado sem o sax. &lt;br /&gt;Um dia, porém, quando andava em fundraising nos Estados Unidos, fiquei na casa de um rapaz em Washington, o Chethan. Ele tinha um estúdio dentro de casa, onde fazia música experimental e tinha, além da aparelhagem de som, muitos instrumentos musicais de todo o tipo. Para quem não sabe, Washington é a meca da música experimental no mundo e o Chethan é um dos caras que organizam os festivais em DC. Os 3 dias que passei na casa dele foram de conversas infindáveis sobre música. Nós trocamos muita informação e ele me deu tanta música em mp3 que ainda não consegui ouvir todas. Muita coisa boa mesmo! &lt;br /&gt;E foi ali naquele estúdio que encontrei um sax alto de marca Conn num case quebrado e cheio de poeira. O cara tinha comprado pra aprender qualquer dia e esse dia estava demorando chegar... Peguei aquela coisa linda e fizemos uma jam: ele na guitarra e eu no sax. Nossa jam se prolongou até uma da manhã e só parou porque os coreanos que estavam comigo queriam dormir. Chethan, no outro dia, disse que tinha gostado demais da nossa jam e do meu som. Disse que só não me vendia o sax porque intentava aprender. Ele me deu o fone de algumas pessoas que poderiam me vender um sax usado, mas nenhum preço estava acessível. No final, eu até me decidi por comprar um mais barato que tinha visto, que fiquei de ir no outro dia.&lt;br /&gt;Quando cheguei de volta na casa do meu anfitrião, continuamos a nossa conversa sobre música até que ele ficou pensativo, perguntou se eu tinha comprado o sax, coçou a cabeça e disse que não iria se sentir bem se deixasse de me vender aquele Conn. Chethan disse que do menor preço que eu tivesse encontrado, poderia pagar metade pra levar aquele sax. O preço mais barato que eu tinha encontrado por um sax como aquele, usado, em todas as minhas pesquisas, era de US$ 300,00. “Just give me US$ 150,00”. Entreguei o dinheiro antes que ele tivesse tempo de desistir da oferta e fui embora satisfeito, com meu sax de ótima marca por um preço inacreditável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7238910556242241211?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7238910556242241211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/historia-do-meu-saxofone.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7238910556242241211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7238910556242241211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/historia-do-meu-saxofone.html' title='A história do meu saxofone'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-429455652090332254</id><published>2009-09-24T03:11:00.001+02:00</published><updated>2009-09-24T03:12:55.348+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abelhas'/><title type='text'>A invasão das abelhas africanas</title><content type='html'>Durante o festival, um fato inusitado. Enquanto as pessoas almoçavam, eu fiquei com alguns rapazes que conheci, estudantes de uma universidade da cidade, fazendo uma jam. Os caras tocavam blues muito bem, além de alguns ritmos da região. Ficamos improvisando muita coisa e dali não pretendíamos sair tão cedo. Nem o cheiro de peixe com chima tirava a atenção dos músicos. Algumas crianças se juntaram ao redor e se divertiam com a nossa performance. De repente, um enxame de abelhas africanas invadiu o lugar. Foi um pandemônio. Um deus-nos-acuda. As crianças gritavam de debandada. Eu não esperei ver nenhum inseto. Bastou o grito de “abelha!” e eu já corri qual azougue. Saí do jeito que estava, com o sax na mão e fui parar dentro da escola. Alguém derrubou o violão durante a corrida. Quem vinha ver o motivo da gritaria logo estava voltando com mais pressa do que a da chegada. &lt;br /&gt;Depois de algum tempo, passado o susto, fui ver o estado dos meus novos amigos. Encontrei-os já no meio da rua, fora da escola, com microfones e percussão nas mãos e os olhos assustados. &lt;br /&gt;As abelhas continuaram ali um bom tempo. Eu tentei ir em busca do case para guardar o sax, mas logo voltei correndo com um bando de furiosas atrás. Uma criança apontou acima da minha cabeça e gritou: “Estão todas em cima de você!”. Nem me voltei pra conferir. Do jeito que estava, corri de volta pra escola. Dessa vez uma das abelhas se enroscou no meu cabelo, fazendo um barulho de fúria. Quanto maior o barulho, mais eu me debatia; quanto mais eu me debatia, mais furiosa ela ficava e maior o barulho. Até que senti uma dor aguda no topo da cabeça. Tirei o nervoso inseto com um tapa, não sem antes ele ter me deixado uma marca de dor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-429455652090332254?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/429455652090332254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/invasao-das-abelhas-africanas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/429455652090332254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/429455652090332254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/invasao-das-abelhas-africanas.html' title='A invasão das abelhas africanas'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8803933048045114926</id><published>2009-09-24T03:08:00.000+02:00</published><updated>2009-09-24T03:08:14.188+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>What the hell is Bobby’s Band?</title><content type='html'>Desde que cheguei em Chimoio tratei de por em ação um projeto que me foi partilhado por Bobby, meu team leader. Há algum tempo a Kellogs Foundation doou para a escola uma aparelhagem de som com o básico: amplificador, mixer, 2 caixas de som, 4 microfones e um teclado. A idéia, então, era montar uma banda para sair pelas cidades e vilas da região cantando e falando sobre prevenção de AIDS, educação e temas correlatos. &lt;br /&gt;O Bobby era baixista de uma banda de rock nos Estados Unidos antes de vir para o projeto. Um aluno do projeto, o Mateus, toca violão. Outro aluno, o Manhacha, toca bateria e um grupo de alunos cantam e dançam. Está, então, formada a Bobby’s Band.&lt;br /&gt;Bem, o nome não é muito criativo, mas foi idéia dos alunos. Bobby até quis argumentar, mas sem sucesso. Ficou Bobby’s Band mesmo. &lt;br /&gt;Nós tocamos músicas feitas pelos próprios alunos, com ritmos africanos e temas que falam principalmente de AIDS e educação. Como não tem tecladista na banda, eu resolvi tocar teclado também, além do sax. Já tinha treinado alguma coisa em Michigan, no piano da IICD. Agora, estou conseguindo até arriscar uns improvisos... &lt;br /&gt;Fim-de-semana passado foi a nossa estréia, no Festival Cultural da EPF Chimoio, que reuniu várias escolas com apresentações de teatro, danças e música.&lt;br /&gt;No próximo sábado vamos tocar no evento de uma escola na cidade e, depois, vamos organizar uma agenda para as comunidades ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SrrGVL_jE5I/AAAAAAAAAEw/-4XaYtfrsHA/s1600-h/And+go.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SrrGVL_jE5I/AAAAAAAAAEw/-4XaYtfrsHA/s320/And+go.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8803933048045114926?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8803933048045114926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/what-hell-is-bobbys-band.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8803933048045114926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8803933048045114926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/what-hell-is-bobbys-band.html' title='What the hell is Bobby’s Band?'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SrrGVL_jE5I/AAAAAAAAAEw/-4XaYtfrsHA/s72-c/And+go.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6012814202717469952</id><published>2009-09-22T03:26:00.000+02:00</published><updated>2009-09-22T03:26:35.042+02:00</updated><title type='text'>Nasceu onde mesmo?</title><content type='html'>Essa brincadeira no post anterior sobre nascer naquele ou neste lugar merece mais palavras. O post até poderia se chamar “a vingança que tardia” ou alguma coisa do gênero. &lt;br /&gt;Aqui, em Moçambique, os brancos, principalmente os portugueses, andam todos com um ar de superioridade que irrita o mais asceta dos homens. Fazem pouco caso dos negros, desrespeitam-os no seu próprio continente. Se referem aos moçambicanos negros com termos que lhes afastem o máximo, aquele pronome na terceira pessoa do plural, mais indefinido impossível. Conversar com alguns brancos na cidade, para mim, tem sido torturante, a maioria das vezes. Gente em eterno choque cultural, cuja cura talvez só venha mesmo com outro tipo de choque, o elétrico, por uma agulha dentro da unha... &lt;br /&gt;Bem, a parte da “vingança” veio de ter conhecido um deste citado tipo, português, branco, bonito aos próprios olhos e muito, mas muito chato mesmo.&lt;br /&gt;Depois de alguma conversa, já na hora de me despedir, perguntei de qual cidade de Portugal ele era. Foi então que o candidato a "sêo Manuel da padaria" titubeou e disse que nascera aqui mesmo, em Moçambique. Ora, pela idade, ele nem poderia ter nascido antes da independência, mas não deu outra. Juntei tudo numa risada sarcástica e revelei ao enganado aprendiz de Dom Manuel o Venturoso que ele era, na verdade, moçambicano.&lt;br /&gt;Fui saindo em despedida enquanto ele, entre gaguejos vergonhosos, tentava argumentar contra essa minha conclusão impecável. Mas impecável mesmo estava o meu sarcasmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6012814202717469952?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6012814202717469952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/nasceu-onde-mesmo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6012814202717469952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6012814202717469952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/nasceu-onde-mesmo.html' title='Nasceu onde mesmo?'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1565335057984789867</id><published>2009-09-22T02:56:00.001+02:00</published><updated>2009-09-22T03:01:08.777+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banditismo'/><title type='text'>Os bandidos da minha terra gorjeiam até demais...</title><content type='html'>“No dia em que o crime se ornamenta com os despojos da inocência, por uma curiosa deformação que é própria do nosso tempo, é a inocência que se vê intimada a apresentar suas justificativas”. É de um ‘francês’ nascido em terras africanas, Albert Camus, a frase que uso para lamentar a vergonhosa atuação do governo brasileiro em defesa do italiano Cesare Battisti, que matou a tiros quatro pessoas: Antonio Santoro (agente penitenciário), Pierluigi Torregiani (joalheiro), Lívio Sabatini (açougueiro) e Andréa Campagna (policial), além de ter remetido à prisão perpétua, em cadeira de rodas, o filho de Andrea Campagna, atingido por disparos da pistola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor brasileiro ao banditismo já não é novidade e desde muito tempo está aí, nas músicas, literatura e cinemas nacionais. Foi o espírito que moveu as pessoas que adoravam Leonardo Pareja e que colocaram a bandeira brasileira sobre o seu caixão, sob os louvores de aprovação da mídia nacional. Foi o espírito que moveu Moreira Salles, menos notável pelos seus filmes do que por sua proteção ao bandido Marcinho VP. O teatro de Chico Buarque, obras de Ledo Ivo, apoio presidencial às FARC’s, ao MIR chileno, rifa feita por deputado para pagar a fuga de guerrilheiro colombiano, música deste ou daquele pensador que estava feliz porque matou o presidente, ... e a lista vai crescendo. No teor, o discurso pateta de que bandidos são bons (ou, pelo menos, vítimas da sociedade) e a polícia e as instituições democráticas são o mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese é tão absurda que nem vale a pena citar nomes de pessoas que nasceram na pobreza e são exemplos de vida. Também não vale a pena dissertar sobre a distância de valores entre os crimes de corrupção dos homens do poder político e os crimes contra a vida humana dos assassinos e bandidos do “submundo”. Até porque muito dessa dualidade bem-mal pregada diz respeito aos opostos entre a vida do culpadíssimo cidadão comum que tenta sobreviver montando o seu próprio negócio (um burguês filho da puta) e o venturoso bandido que escapa do presídio e dá entrevista nas páginas amarelas da Veja contando como a polícia é mal treinada e equipada, para o orgasmo nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso atual, o ministro da Justiça, Tarso Genro, abandona todo o decoro e critica o posicionamento do ministro Peluso, do STF, que não fez coro com o grupo da torcida organizada do assassino que, nas terras tupiniquins, atende pelas alcunhas de escritor e preso político. Enquanto a novilíngua usa palavras como “preso político” para induzir o traumatizado cérebro brasileiro a se identificar com as prisões políticas da ditadura militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, outro ministro pede vista do processo, numa manobra que parece o “ganhar tempo” para que o novo ministro do STF, que logo será indicado pelo presidente, venha cantar em uníssono em defesa do assassino, já com a ordem de Sua Excelência (sua sim, minha não) o presidente dessa bagunça toda, digo, da República. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando que logo teremos uma candidata à presidência cuja único grande feito na vida foi o assalto à casa da ex-amante e secretária do político Adhemar de Barros, onde o político, já defunto, teria deixado um cofre contendo muito dinheiro, que a atual ministra nunca disse onde guardou... Enquanto isso, eu vou lendo notícias do Brasil e minha gastrite vai se tornando em úlcera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para continuar com a xaropada de citações, termino com essa de Rui Barbosa, brasileiro que nasceu no Brasil mesmo: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1565335057984789867?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1565335057984789867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/os-bandidos-da-minha-terra-gorjeiam-ate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1565335057984789867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1565335057984789867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/os-bandidos-da-minha-terra-gorjeiam-ate.html' title='Os bandidos da minha terra gorjeiam até demais...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-5877061678732343352</id><published>2009-09-15T01:48:00.001+02:00</published><updated>2009-09-15T01:57:21.088+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Origem da linhagem familiar moçambicana</title><content type='html'>Após a fixação do grupo etno-linguistico bantu na região onde hoje é Moçambique, desde cerca de 1700 anos, a base fundamental da economia consistia na agricultura de cereais, principalmente de mapira e mexoeira. A produção agrícola, que determinava relações de produção permanentes, era feita pelas mulheres da aldeia, que produziam para a família alargada (clã). Sendo assim, como produtoras, as mulheres detinham uma certa autoridade e controle sobre os celeiros, mas não controlavam bens mais valiosos e duradouros, como o gado, por exemplo. A caça e a pesca, por sua vez, eram praticadas pelos homens e tinham como finalidade complementar a dieta alimentar. Não configuravam, no entanto, relações de produção tão duráveis quanto na agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Moçambique, nota-se uma diferença no que concerne à produção. As tribos ao sul do Rio Zambeze centralizaram a sua produção na agro-pecuária, enquanto os povos do norte do rio eram essencialmente agricultores. Com a cultura orientada para os animais e o pastoreio, houve uma alteração na psicologia coletiva das etnias do sul, o que marca uma diferença ainda hoje notada no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joseph Campbell, no seu O Poder do Mito, nos ensina sobre os arquétipos e mitologias que orientavam as sociedades antigas. Nas sociedades agrícolas a figura da mulher é de fundamental importância, pois a personificação da energia que dá origem às formas e as alimenta é essencialmente feminina. A Deusa é a figura mítica dominante no mundo agrário dos primitivos sistemas de cultura do plantio. A mulher dá à luz, assim como da terra se originam as plantas. A mãe alimenta, como o fazem as plantas. Assim, a magia da mãe e a magia da terra relacionam-se. São povos, também, fixos na terra que lhes alimenta. Povos pastores, por outro lado, estão sempre em movimento, são nômades e entram em conflitos com outros povos, conquistando as áreas para onde se movem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cultura bantu, à frente de cada linhagem ou da família alargada (clã) estava um chefe, com poderes políticos e religiosos, e um conselho de anciãos. Ao norte do rio, no entanto, não obstante o poder pertencer ao homem, a comunidade aldeã constituía-se em torno de parentes consanguíneos (antepassado comum) definidos por via materna. Essa linhagem matrilinear determinava inclusive a transferência de poder, na medida em que este passava do tio materno para o sobrinho. Ao sul do Zambeze, por outro lado, o poder passava do pai para o filho ou do irmão mais velho para o mais novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Povos pastores são sempre conquistadores, assassinos, nômades e patriarcais. Não possuem a ligação com a terra dos povos agricultores, pacatos, estáveis e matriarcais. Surge, então, nessas comunidades patriarcais ao sul do Zambeze, um poder político que se estruturava diferentemente do poder meramente linhageiro. Era originado da conquista militar, onde o clã vencedor passava a exercer uma supremacia política sobre as outras, as quais deveriam pagar um tributo ao chefe da linhagem vencedora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge, então, uma nova divisão social do trabalho. Os produtores deveriam produzir um sobreproduto para o pagamento do tributo. A linhagem do chefe e dos anciãos passa a constituir a aristocracia da sociedade. Abaixo desta aristocracia estavam os membros das outras linhagens que habitavam a área dominada. Estrangeiros pagavam impostos mais altos. A classe dominante começa a possuir escravos domésticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São destes grupos que sairão, logo depois, as tribos que formaram, pelas sucessivas conquistas dos outros clãs, os reinos e impérios da região. São estes, principalmente, o povo Chona, Nguni e Tsonga. Darão origem ao reino do Grande Zimbabwe, ao império Monomotapa e ao império de Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pacíficos povos ao norte do rio, por sua vez, recebe a influência do contato mercantil com os árabes e aspectos culturais dessas etnias vão pouco a pouco mudando, com muitos deles vindo a se estruturarem em xeicados e sultanatos. São os povos do norte também as principais vítimas do tráfico de escravos feito, posteriormente, pelos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a influência das linhagens matrilineares e patrilineares se fazem presentes também no direito civil. Nas províncias acima do rio Zambeze, o sobrenome (apelido, no português moçambicano) que o filho recebe é o da mãe, enquanto nas províncias abaixo do rio, as pessoas carregam o sobrenome do pai. Se uma mulher da região norte casa-se com um homem da região sul, ela adquire o sobrenome do pai do noivo. O mesmo ocorre com o homem sulista que se casa com uma mulher do norte: ele recebe o sobrenome da sogra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-5877061678732343352?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/5877061678732343352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/origem-da-linhagem-familiar-mocambicana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5877061678732343352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5877061678732343352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/origem-da-linhagem-familiar-mocambicana.html' title='Origem da linhagem familiar moçambicana'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1665655228418158489</id><published>2009-09-14T03:15:00.000+02:00</published><updated>2009-09-14T03:15:47.235+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'>Ronda macabra [baseado numa história real]</title><content type='html'>Era o ano de 1989. Ela estava sentada debaixo da mangueira. Descascava uma manga vagarosamente. “Esse ano as mangueiras não deram quase nada”, pensou, enquanto descansava daquele dia difícil de cuidado da machamba nos fundos de sua casa. Foi o dia em que colhera em boa parte dos canteiros. Amanhã deveria levar os produtos para a feira, para vender ou trocar por algum outro produto com outras pessoas da vila.&lt;br /&gt;Sua mente voava eufórica. Lembrava daquele dia, mês passado, quando foi com seu namorado para o riacho, banhar. Ele era o mais lindo da vila, ela achava. Foram naquele dia, depois que ele sorriu para ela e disse que queria namora-la. “Ndinokuda, mama”, ele dissera. Isso fora suficiente para ela descer com ele o rio. Lá, eles fizeram sexo durante ela nem lembra quanto tempo. Ah, como ele gostara. Bendita hora em que sua mãe, cumprindo a tradição agora quase esquecida ou deixada de lado, a preparara para o futuro marido. Fizera a matuna, numa cerimônia de preparação da sua vagina com folhas de uma planta sagrada, que aumentava os pequenos lábios, melhorando o desempenho sexual. Ela conseguia, então, controlar a penetração do homem e o orgão masculino só saia da vagina quando ela queria, quando ela tivesse terminado, quando ela alcançasse o prazer. Sim, ela vira a expressão de contentamento no rosto dele. Sabia que ele voltaria a ter com ela. Quem sabe até a pediria em casamento. Era isso que ela queria. Já estava na idade, tinha 17 anos. Se não casasse logo, em pouco tempo a vila começaria a se perguntar se ela não casaria. Era o seu maior medo.&lt;br /&gt;Ainda mais agora, que ficara grávida. Sentia que algo mudara dentro de si desde que estivera no riacho com o namorado. Carregava uma vida dentro de si. Mas agora sentia medo. E se ele não a aceitasse como esposa? E se tivesse que criar o filho sozinha? &lt;br /&gt;De repente, pensou que traria ao mundo mais uma vida. Sentiu um frio descendo pela espinha. Uma vida, um filho! Sentiu uma alegria e uma dor. Seria mãe, aquilo para o qual nascera para ser, que sentira como sendo desde que sangrara a primeira vez. Desde então, os deuses a lembravam, todo mês, do seu papel naquela vila. Ela se sentia em unidade com a terra que cultivava. Faria nascer uma vida, como as plantas que regava nasciam da terra. Sabia que seus seios iriam mudar, para amamentar. Alimentar, como também faziam as plantas dadas pela Mãe Terra aos homens. Seu pensamento voava longe, voava como o falcão-cuco, tão comum naquela região. Sua mãe sempre a repreendia, dizendo que ela pensava demais. Não era papel da mulher pensar. Mulher tinha que aprender a cultivar a machamba, a passar troco na feira e a cuidar dos filhos. &lt;br /&gt;Mas ela pensava muito mesmo e não conseguia parar. Agora, pensava no mundo que ia receber o seu filho. A dor, o trabalho, a seca, a guerra civil. Nem se lembrava mais quando ou porque a guerra civil começara. Desde a sua infância, as notícias da morte de algum vizinho, parente ou conhecido eram constantes. Era normal, como comprar o pão na feira ou regar a machamba. Era cotidiano. &lt;br /&gt;Ela nem pensava no fim da guerra. Para ela, a guerra sempre existiu e sempre existiria. Era como aquela casa, onde ela morou desde que nasceu, com sua mãe, seu irmão, sua irmã. Depois, veio o cunhado e, logo depois, a sobrinha. O cunhado não deveria ter vindo morar na casa. Segundo o costume, ele deveria construir sua própria casa ou levar a esposa para a casa dos pais dele. Mas ele era orfão e desempregado. A mãe dela foi deixando, com o compromisso do genro de que sairia dali assim que pudesse. Então, veio a sobrinha. &lt;br /&gt;Ah, como ela adorava a sobrinha. Viera para alegrar aquela casa. Trouxe aquela alegria que a fazia esquecer da dor e secura daquela vida. Sorria, brincava, chorava de madrugada. Acordava a todos na casa, aos berros. Em poucos minutos, o sobressalto dava lugar a carinhos e brincadeiras, vozes suaves de acalento. Como ela gostava de carregar a sobrinha nas costas, amarrada na capulana...&lt;br /&gt;Sim, a vinda da sobrinha mudou um pouco aquela rotina. Mas, depois, tudo voltou a parecer o mesmo: a família, a machamba, a feira, a guerra.&lt;br /&gt;E nada lhe parecia mais cotidiano do que a guerra civil. Não custou muito para aprender a viver com a guerra. Não mais estranhava as invasões de soldados à sua vila. Às vezes, uma família qualquer que costumava encontrar na feira, vendendo produtos da machamba, desaparecia. Ela aprendera a não mais perguntar. Com o tempo, aprendera a não sentir saudades. Outras vezes – muitas vezes – tinha visto pequenas fábricas e comercios da vila queimando, destruídos. Todos sabiam que tinham sido os revoltosos. Não permitiam o crescimento da vila. De nenhuma vila por onde passavam. Assim, com o tempo, todos eles aprenderam a não construírem grandes casas, a não estocarem comida ou mesmo construirem fábricas de farinha ou tijolos. Todos faziam os tijolos no próprio quintal, comiam o produto da própria machamba e apenas trocava entre si o essencial, na pequena feira montada do centro da vila. Nada que pudesse chamar a atenção dos revoltosos.&lt;br /&gt;Os revoltosos também não aceitavam escolas. Tinham queimado a pequena escola da vila, que os portugueses construíram e onde ela estudara. Agora, estudava na casa do professor da vila, que lhe falava sobre países distantes, sobre contas com números e que mandava ler livros que ele mantinha escondido dos revoltosos. Mas ela não gostava dos números. Preferia as aulas onde ele falava das terras distantes. Isso a fazia sonhar, imaginava-se vivendo naqueles reinos e países, com aquelas pessoas diferentes e jeitos de ser todo especiais. Ela não dizia, mas queria ter nascido muzungu. Todos os muzungus são muito ricos e podem ir onde quiserem. Todos os muzungus que vira não tinham aquele olhar de dor, tão comum nos olhos da sua vila. Um dia, na capital, vira uma televisão. Era um caixa luminosa, onde se passava uma história de muzungu. Todos bem vestidos, sorridentes, gordos e felizes. Era uma história de amor. E como eles amavam bonito, pensou ela. Um dia, quem sabe, iria perguntar ao feiticeiro se era possível alguma poção para faze-la muzungu.&lt;br /&gt;A guerra também lhe ensinara a evitar lugares onde existiam minas terrestres. Sempre ouvia de pessoas vitimadas por alguma mina, em determinado lugar. Quase sempre morriam. Para outras, no entanto, os deuses olhavam de bom grado. Perdiam uma perna, ou as duas, mas viviam. Sorte, proteção dos deuses. Quanto ao terreno onde isso acontecia, não precisavam dizer mais nada. Ela, como todos na vila, sabia que não devia andar mais por aquele lugar. E, com o passar do tempo, poucos eram os lugares por onde ela andava. Apenas nos lugares seguros dentro da vila, da escola para casa, de casa para feira e para casa.&lt;br /&gt;Tinha ouvido do cunhado que aquela era uma região que corria maior risco, porque era próxima ao Malawi. Era lá que os revoltosos tinham uma base, com o apoio do governo daquele país. Ela não entendia muito sobre a guerra. Ouvia muitas coisas, todos os dias. Aprendera a repetir os comentarios, as opiniões e as esperanças. Alguns, mais velhos, tinham esperança de que a guerra acabasse. Falavam de um tempo em que toda aquela região era um grande e poderoso império, o Império do Grande Zimbábwe. Via nos olhos destes contadores do passado uma melancolia cheia de esperança quanto ao futuro. Quanto a ela, apenas conhecera a guerra. Mas aqueles olhares a contagiava. E ela tentava imaginar sua vida sem a guerra. Mas não conseguia. Não conhecera nenhum mundo sem guerra. Nunca deixara a sua vila, exceto aquela vez em que fora à capital. Mas a guerra também estava lá. Em todo o seu mundo conhecido havia a guerra. E, com ela, toda a dor, choro, perdas e funerais. &lt;br /&gt;Antes, vieram os portugueses. Dominaram, colonizaram, levaram escravos, exploraram a terra, exploraram as pessoas. Depois, uma euforia. Palavras de ordem, expectativa. Independência. Seu país passara a se chamar Moçambique. Ganhara bandeira, hino, presidente, cidadania. E ganhara a guerra. A guerra viera no mesmo comboio que trouxera a independência. &lt;br /&gt;Os mais velhos diziam que os deuses abandonara aquela terra. Os feiticeiros explicavam que, antes, os homens é que haviam abandonado os deuses. Aceitaram a religião dos brancos, a religião muzungu. Até um rei de um reino vizinho tinha se batizado na religião dos brancos. Pecado. Desobediência às leis do seu povo, dadas pelos deuses aos feiticeiros.&lt;br /&gt;Agora, sofriam a dor do abandono. Os deuses não olhavam mais pra eles. As secas eram maiores, os rios demoravam encher, os homens morriam como formigas pisoteadas num formigueiro. E eles aguardavam um tempo onde os deuses restaurariam as glórias dos tempos do grande império.&lt;br /&gt;De repente, ela ouviu um barulho do outro lado do quintal. Seus pensamentos se interromperam bruscamente quando notou que alguém derrubara a cerca de bambu e adentrava os domínios de sua casa. Seu coração tomou um ritmo descompassado, acelerado. Suas pernas tremeram. Largou, então, suavemente, o caroço de manga que ainda roía e se voltou, muito cautelosamente, na direção daquele som. Ouviu uma voz grave, agressiva, que não lhe pareceu familiar. Dava ordens de comando num tom baixo e assustador. &lt;br /&gt;Muito devagar, ela olhou por entre o arbusto que impedia a total visualização do invasor. Para sua sorte, essa posição impedia os invasores de ve-la. Pôde acompanhar os movimentos daqueles homens. Reconheceu a roupa que usavam, a roupa dos revoltosos. “Oh não, os revoltosos não!”, gemeu dentro de si.&lt;br /&gt;Seu coração era todo gelo e medo. Suava frio, imaginando que só poderia vir o pior daquele momento.&lt;br /&gt;Eles se achegaram ao redor da casa e chutaram a porta que, frágil, se partiu em duas no chão da cozinha, num forte estrondo. Gritos foram ouvidos de dentro da casa. Os homens, num relance, haviam entrado. Secos golpes são ouvidos do lado de fora.&lt;br /&gt;Ela volta à sua posição anterior, atrás do tronco da mangueira. As batidas do seu coração a traem. É o som que mais ouve naquele momento. Parece querer lhe sair pela garganta. Traduzem todo o pânico que sente.&lt;br /&gt;Sua mente trabalha desesperadamente. Tenta descobrir o que fazer. Que ação tomar. Correr na direção de impedir aquela agressão? Fugir? Ficar?&lt;br /&gt;De repente, como que por uma luz vinda dos deuses, ela visualiza um buraco na cerca. Muito perto de onde ela estava, poderia passar por ali sem ser notada. Seu instinto de sobrevivência a impulsiona naquela direção. Uma vez segura, pensaria melhor no que fazer. Foi, então, silenciosamente, para aquela fenda, seu lugar de salvação. Com muito cuidado, atravessou aquele espaço e passou a olhar o que desenrolava dentro do quintal.&lt;br /&gt;No instante em que volta o seu olhar ao lugar de onde viera, os homens estão levando sua família para fora. Sua mãe é arrastada pelo cabelo por um homem que parecia ser o comandante daquele grupo. Em seguida, vem outro guerrilheiro segurando seu cunhado pelo pescoço e o joga no chão de terra, violentamente. Atrás, vem outro homem segurando pelo braço a irmã com a sobrinha nas costas. Mais 2 outros homens saem da casa e andam pelo quintal, para ter certeza que ninguém mais faltava àquela reunião macabra. Todos eles portam rifles, que carregam a tiracolo, e armas pequenas e facas nas cinturas. Suas roupas demonstram estarem a muito tempo no mato, combatendo nas guerrilhas.&lt;br /&gt;Ela olha, assustada, entre as brechas deixadas pelos bambus. Tenta entender o que se passa. Um turbilhão confuso de pensamentos passam por sua mente. Seu corpo, no entanto, não mostra a mesma mobilidade. As pernas trêmulas pesam como chumbo. Não se movem, estáticas. Um gosto amargo na boca. As mãos a tremerem, suadas e igualmente pesadas. Apenas os olhos, em pânico, esboçam lágrimas que descem pelo rosto, retrato terrificante.&lt;br /&gt;Seus ouvidos não conseguem captar os sons advindos do sinistro. Mesmos gritados, audíveis, são bloqueados pelo pavor daquela testemunha. Ela apenas percebe os bruscos movimentos dos guerrilheiros que acusam, golpeiam e machucam aquelas carnes estendidas no chão.&lt;br /&gt;De repente, um dos homens golpeia a cabeça da irmã, que já segurava a criança em seus braços. O marido esboça uma reação instintiva de proteção. Levanta a mão direita, como que para alcançar aquela cena que se desenrola a poucos centímetros dele. O soldado que ataca, então, saca a arma e desfere o primeiro golpe, que atinge o coração do homem. Suficiente. O corpo tomba, imóvel. Um outro soldado alveja o corpo já morto. Tiro inútil, apenas vontade de participação naquele ato cruel.&lt;br /&gt;A esposa grita um pranto desesperado. Um soldado arranca a criança das suas mãos. O pranto se intensifica. O homem coloca a criança num pilão que se encontra próximo à porta destruída. Entrega, então, o pau do pilão à mãe e ordena: “Acerta a cabeça dele!”. Da distância, a testemunha geme e vira-se. Não poderia ver aquela cena. Não tem mais forças pra chorar. Apenas se segura de joelhos no chão, enquanto volta o olhar para longe daquela cena agriotímica. &lt;br /&gt;A mãe se recusa a acertar a cabeça da criança. Seu pranto adquire um tom mais assustador. A dor de ter de matar sua filha seria maior que qualquer dor de morte. Seu corpo se encolhe no chão, recusando-se ao movimento, enquanto recebe golpes das pesadas botas daqueles soldados em todo o seu corpo. Mas, quanto mais fortes as ordens e golpes, mais rendido ao chão aquele corpo tomba. Então, os homens desistem da crueldade. Num tiro de misericórdia, dão cabo ao sofrimento e à vida daquela mãe. Um outro tiro assassina a criança que chorava dentro do pilão. Um ultimo estampido vitima a matriarca daquele lar. &lt;br /&gt;No ar ainda se ouvem o eco dos tiros. As outras casas da vila, ao som do primeiro tiro, deram por fechadas todas as portas e janelas. Uma áurea de pavor e apreensão toma conta daquele povoado. Todos pedem aos deuses que aquele momento termine.&lt;br /&gt;Os guerrilheiros dão por encerrado o seu trabalho. Começam a se retirar do local pelo mesmo lugar de entrada, não sem antes pegarem na casa os mantimentos e água que garantiriam mais um dia de jornada, aqueles mesmos mantimentos que deveriam ir para a feira no dia seguinte. Comentam os soldados da sorte de terem encontrado tanta comida embalada, como que esperando por eles. Seus olhares, carregados de ódio e impiedade, procuram uma outra vila para um novo palco do terror que impõem.&lt;br /&gt;Atrás da cerca de bambu, um corpo jaz desmaiado, já sem forças para chorar ou assistir a cena que se passa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1665655228418158489?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1665655228418158489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/ronda-macabra-baseado-numa-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1665655228418158489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1665655228418158489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/ronda-macabra-baseado-numa-historia.html' title='Ronda macabra [baseado numa história real]'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-4445096316241462590</id><published>2009-09-08T21:29:00.000+02:00</published><updated>2009-09-08T21:29:37.972+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choque cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor de mãe'/><title type='text'>Sobre dores e amores</title><content type='html'>“Põe-me como selo sobre o teu coração (...) porque o amor é forte como a morte”. Cântico dos cânticos 8:6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalevo Oberg fala dos estágios do choque cultural no contato com um meio social diferente. São 4. Primeiro, a lua-de-mel, recebe-se toda a novidade cultural como estupendo. Depois, vem o choque propriamente dito, o sentimento de desorientação e estranheza. A seguir, o período de negociação com as diferenças culturais. Por último, a aceitação de que coisas boas e más na outra cultura podem ser trabalhadas. Mas isto, meu amigo, é teoria. A prática, na maioria das vezes, dói. &lt;br /&gt;Nesse caso, dói mesmo o tal segundo estágio. E foi nesse que me bati semana passada. Ou que me bateu.&lt;br /&gt;Em dado momento, a vida fica normal a ponto de ficar “pensável”. Era finda toda a novidade, já tinha me integrado no projeto, dei algumas aulas, etc e tal.&lt;br /&gt;Ao redor, uma vida toda diferente. Nada do que estava acostumado. Cores, gostos, costumes, cheiros, sotaques. Tudo tão diferente. Eu era o total estranho, o anormal, o Outro. &lt;br /&gt;Então, a gente lembra do tempo em que era apenas mais um, era o patrício. Aquele sentimento de integração, de integralidade mesmo. Disso brota uma triste saudade, um sentimento de estranheza. Lembranças de tudo que deixei pra trás. &lt;br /&gt;Já vi vários tipos de choques culturais. Uns ficam amargurados, outros culpam os pais por não terem nascido negros. Outros, ainda, olham para a cultura estranha com asco e não perdem nenhuma oportunidade de gabar-se da grandeza de qualquer rincão do qual tenha vindo. Preconceitos, estado de choque, irritabilidade, sentimento de superioridade, sentimento de inferioridade, interpretação errônea dos comportamentos. Tenha o efeito que for, choque cultural, no final das contas, não faz bem pra ninguém. Eu estava com a aura negra, como disse um colega de quarto. Minha dor era mesmo estar me sentindo deslocado, desintegrado. Estranho e, principalmente, sem amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que aconteceu algo que me restituiram os sentidos, me trouxe toda a força necessária para alcançar a sanidade, para poder pensar sobre aquele momento e me levantar em busca de cura para a alma.&lt;br /&gt;Estava lendo um dos livros que trouxe do Brasil, justamente um sobre integração pessoal do Mário Ferreira dos Santos e, em determinada página, já muito avançado na leitura, encontro uma folha de papel como que a marcar alguma leitura anterior. Pego em minhas mãos aquela folha de papel e, surpresa!, era uma carta de amor. Uma carta dela. Naquelas palavras, todo o cuidado, carinho, preocupação, confiança e segurança que eu precisava. Experimento a verdade tantas vezes repetidas pelos poetas e filósofos, “a redenção pelo amor e no amor”. Na pior situação exterior, a entrega interior à pessoa amada é tábua salvadora. &lt;br /&gt;“Saiba, porém, que aqui, ao lado dos seus, é o seu lugar”. Essa frase resgatou meu sentimento de integração. “Talvez minhas preocupações com você sejam infundadas, mas ainda não consegui chegar ao nível de maturidade pra deixar de sentir tanto medo, quando se trata de você (...) porque eu estava triste (...) mas acho que não tenho o direito de impossibilitar a você essa experiência. (...)”. A carta prossegue. Cada palavra são tijolos com os quais me reconstruo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto amor, amor que só uma mãe pode dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo, dona Eida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-4445096316241462590?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/4445096316241462590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/sobre-dores-e-amores.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4445096316241462590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4445096316241462590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/sobre-dores-e-amores.html' title='Sobre dores e amores'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3719586699825567848</id><published>2009-09-08T09:36:00.003+02:00</published><updated>2009-09-08T21:47:06.925+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidade de Beira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'>O Robinson africano</title><content type='html'>Fora uma noite tribulosa aquela. Desde o ocaso viam-se nuvens negras se aproximando no horizonte, tomando, pouco a pouco, o controle de toda a abóbada celeste, cortada, periodicamente, por feixes luminosos que piscavam naquele manto negro. O capitão dissera, com aquele piscar do olho direito que lhe era particular, que aquela seria uma noite daquelas... Mandara sua tripulação preparar o barco para a noite que começava. Esteve, sim, deveras preocupado. Deveria aportar em Lourenço Marques nos próximos 3 dias, naquela que aparentava ser uma viagem rápida e tranquila. Vinha da cidade de Bombaim, donde transportara alguns produtos alimentícios, principalmente especiarias, que davam muito lucro ao mercado português.&lt;br /&gt;Já estava aposentado de 40 anos no mar. Ainda aceitava aquele tipo de trabalho fácil para ajudar na manutenção de casa. Aquela viagem, em especial, lhe renderia ótimos lucros no mercado de Lourenço Marques. Viagem simples, rota segura. Conhecia o Oceano Índico como ao quintal de sua casa. Desde que era um garoto e começara naquele navio negreiro. Mas não gostava do negreiro. Sua consciência lhe dizia que não correto escravizarem os negros. Mesmo que eles não fossem totalmente humanos, apenas selvagens, como ouvira o padre dizer na missa. Mas mesmo se fossem animais, pensava. Dizia isso porque lembrara de como gostava do cão de sua mãe, um mastif inglês de cor beje e jovialidade que fora perdida por anos deitado a correntes. Alias, fora do mastif que lembrara quando vira o primeiro negro, acorrentado ao pescoço, ser embarcado naquela sua primeira viagem. Os negros também são criaturas de Deus, Vossa Santidade. Não, não ousara dizer isso ao clérigo. Padre é homem de Deus, sabe o que diz. Mas, mesmo assim, lá no fundo, não concordava. Porém, não matutava muito sobre isso. &lt;br /&gt;De qualquer forma, deixara o negreiro assim que conseguiu que suas economias lhe permitisse o acesso ao navio a que dedicara sua vida. Aquele sim, era um navio que lhe dera orgulho. Começara como imediato e galgara ao posto de capitão do navio. Apesar de navegar sobre a bandeira portuguesa, sendo ele um italiano. Os portugueses pagavam melhor e não tinham bons marinheiros como ele. Duvidava se alguém amava o mar tanto quanto ele. Sim, senhor. Isso que o fazia tão bom marinheiro. Era o amor que sentia por aquela vida, um flutuar macio sobre as águas do oceano. Um dia, quando criança, ouvira o padre dizer sobre o paraíso, sobre morar no céu. Pra ele, o céu de que falava o padre era como o mar. Viver flutuando. Tão macio como só vivem os reis. No timão, se sentia o rei do oceano, embaixador de Poseidon.&lt;br /&gt;E, agora, suas preocupações se mostraram fundadas. Aquela tempestade estava se tornando a mais forte que jamais vira. As ondas batiam no casco do barco, jogando a forte embarcação de um lado a outro, descontrolada. O motor roncava veloz, mas com um frustrado som que indicava não mais ter o controle sobre aquela embarcação. Num esforço heróico, um tripulante alimentava a fornalha com um carvão já totalmente encharcado pelas águas daquele temporal. Outros homens gritavam ordens de comando, sons que eram abafados pelo brado enfurecido do deus dos mares. Outros, ainda, corriam pelo convés, na esperança de conterem cordas, bagagens e barris que eram arremessados pela fúria do vento. Enquanto isso, o barco se chocava com cada imensa onda que se levantava em sua direção, qual leve casca de noz. Alguns homens, em desespero, pulavam do barco. Outros eram mesmo arremassados contra a vontade. Uma vez no oceano, as ondas rapidamente engoliam os seus corpos exaustos. Gritos continuavam a ser ouvidos nos intervalos dos golpes das ondas chocando-se com o casco. A derrocada daquela máquina naval era evidente.&lt;br /&gt;O capitão apenas olhava todo o espetáculo infernal. A serenidade sexagenária estampada no rosto sabia que pouco poderia ser feito, a menos que a tempestade diminuisse. Também não tinha forças para enfrentar a tempestade lá fora. Restava rezar. E era o que fazia, na sua mente. Rezava, lamentava pelos seus homens e pensava num saída.&lt;br /&gt;Foi quando avistou um luz. Longe, bem longe, tremulava um pequeno clarão que não era um raio. Tinha certeza também que não era uma estrela. Lembrara de onde deveria estar. Pelo tempo da viagem, só poderia estar perto daquele farol. Como não pensara nisso antes? Aquela era a cidade de Beira, onde tantas vezes aportara para descansar de uma dura viagem. Cidade que sofrera muitos ataques das tribos dos negros do interior do continente, mas que continuara sob o dominio portugues, que se esforçava tanto para te-la, sabedor que era da posição estratégica daquela região.&lt;br /&gt;A mesma luz irradiou toda a esperança naquele velho coração. Abriu a porta da sua cabine e correu ao homem do leme. “Quarenta e cinco graus a estibordo, a todo vapor!”. O grito contagiou o tripulante que, desde algum tempo, desistira de controlar o leme. Aquela efusão de ânimo e confiança o deu força para cumprir as ordem do seu capitão. &lt;br /&gt;O barco ainda teimava em sobreviver diante de toda a fúria daquela tempestade. De forma cambaletante, obedeceu ao novo comando do leme. Os poucos homens que restaram entenderam a manobra. Alguns viram a mesma luz, distante. Gritos de esperança brotaram de lábios trêmulos. E o barco se dirigiu rumo a luz salvadora. &lt;br /&gt;De repente o capitão se sente sem forças. Uma tontura, uma fraqueza. Sente-lhe faltar as forças. Empreendera muito esforço para chegar até o leme. Fora um luxo que não poderia ter tido, mas sabia que isso salvaria a vida dos poucos amigos que ainda sobrevivera. Sem mais forças para pensar sobre isso, vê tudo ficar mais escuro ainda. Mas este escuro agora era por dentro da retina. Era o escuro da sua mente que apagava. Desmaiou.&lt;br /&gt;Poucas horas se passaram até que o barco alcançara a praia. Um som seco indicou que o barco navegava outra superfície que não a água do mar. Adentrava a praia. De repente pára. Os olhos do capitão se abrem. Já era dia. A maré começava a baixar. O céu ia ficando limpo. A bem poucos metros do barco ele vê o farol que os salvara. Agradece aos céus.&lt;br /&gt;Passados alguns instantes, vê seus homens gritando de alívio e agradecendo pela vida. Ele resolve sentar e observar aquela euforia, com um leve sorriso de quem vê os filhos a brincar numa poça de lama. Poucos minutos depois, homens correm em direção ao barco. Perguntam, ouvem respostas, gritam, levantam as mãos aos céus em desespero. Outros aparecem, carregam nos ombros as poucas mercadorias que restaram. Outros carregam corpos dos seus amigos. Um outro – este ele acompanha com maior interesse – carrega o seu corpo. Sim, era ele mesmo que ali ia sendo carregado. Reconhecera a farda de capitão e a barba e cabelos grisalhos. Mas ele não se importava mais com o próprio corpo. Queria mesmo era ficar ali, no seu barco, no barco do qual era o capitão. Nunca mais sairia, pois sabia que aquele era o seu lugar.&lt;br /&gt;Se dirigiu então ao castelo de proa. Era sua parte preferida do barco. Era ali que ficava a contemplar o oceano nos dias de calmaria, aquele manto que dividia as extremidades do horizonte com o céu cheio de nuvens.&lt;br /&gt;Sentado no castelo, se sentiu novamente o rei do mar. Os homens vinham e iam. Às vezes vinham crianças brincar no barco. Mas sempre saiam no final da tarde, quando a maré subia. Parte do barco ficava coberto de água. Mas ele dali não arredava. Era o dono, senhor daquele guerreiro do Índico, que acabara a batalha tão bravamente. Sentia orgulho ao lembrar daquela peleja entre seu barco e o furioso Poseidon. Ao deus fora difícil vencer o pequeno e valente guerreiro...&lt;br /&gt;O tempo foi passando. Vez por outra, alguma negra trazia seu sinhozinho para banhar naquela praia. Eles sempre queriam subir no barco, mas eram impedidos pelas preocupadas mucamas. Outras vezes vinham um bando de negrinhos, trepavam no barco, faziam algazarras, banhavam pelados no mar e voltavam correndo para as suas casas.&lt;br /&gt;Sempre via companheiros de navegação passar ao largo. Se dirigiam ao porto. Outros, barcos pesqueiros, menores que o seu, aportavam numa comunidade a poucas centenas de metros dali. Vendia-se e compra-se peixes.&lt;br /&gt;O tempo passava. Já não sabia mais quantos anos ali estivera. Sem sentir frio, sem sentir calor, cansaço ou fome. Apenas ele e seu barco. Suficientes.&lt;br /&gt;Um dia, ouvira um alvoroço. Os portugueses saíam apressados em barcos, carregando o que podiam. Pelas conversas que conseguiu ouvir, soube que tinha sido declarada a independência da nação de Moçambique. O lugar não mais pertencia a Portugal. Era terra dos negros. Ora, afinal errara o padre. São, sim, homens, os negros. Via-os, agora, a passear pela praia, com a cabeça erguida e, no olhar, aquele orgulho próprio de quem reconhece em si mesmo a humanidade. &lt;br /&gt;Homens continuaram vindo e indo. Roupas diferentes, cores diferentes, idiomas diferentes.&lt;br /&gt;Essa manhã, que lhe aparentava ser um sábado, viu vindo um grupo de jovens. Reconheceu o idioma português, mas com um sotaque diferente. De qualquer modo, não pareciam portugueses. Foram chegando e, como ouvira muitas vezes antes, ouviu exclamações de espanto diante do seu barco. Um deles, recuperado o choque inicial da contemplação do barco, tirou logo parte da roupa e correu em direção ao oceano. Outro sacou uma maquina da bolsa. Reconheceu a máquina. Era uma camera fotográfica. Tinha visto uma quando fora em Londres com a esposa. Tirara uma fotografia que exibia na sala-de-estar de casa. Mas esta que o jovem exibia era bem menor que aquela. Parecia também muito mais leve e moderna. Ele a levava pendurada no pescoço. Não quis pensar sobre isso. Não se interessava por câmeras fotográficas. Apenas fez a pose de capitão do barco enquanto o rapaz se posicionava em vários angulos diferentes.&lt;br /&gt;Dois dos visitantes deitaram sobre a sombra da almeida do seu barco. Ali, pela conversa, soube serem eles um grupo de brasileiros que trabalhavam como voluntários numa organização que ajudava no desenvolvimento do país. O capitão ficou feliz com aquele ato de cortesia entre os países irmãos. Do seu rosto nasceu um discreto sorriso de sexagenário.&lt;br /&gt;Outras duas mulheres que estavam no grupo encontraram um lugar ao sol, deitadas em um pano estendido sobre a areia. Ainda fazendo parte do grupo, um outro que notou não ser brasileiro. Este falava inglês e deveria ser do Zimbabwe, como vira muitos outros com o mesmo sotaque naquela praia anteriomente.&lt;br /&gt;Um grupo de adolescentes gritavam e pulavam na água, muito agitados e despreocupados, como convém aos de pouca idade. Logo, vieram se acercar dos brasileiros e sentaram-se todos no casco do barco, conversando animadamente sobre pensamentos que povoam a mente dos jovens.&lt;br /&gt;Depois, todos eles se foram e só restou um brasileiro, aquele que antes correra em direção a água. Olhou para os lados e não viu seus amigos. Então se aproximou mais do castelo de proa e ficou a olhar e a tocar o barco. Seus olhos se perdiam naquela contemplação. O capitão, então, parou por um momento e se interessou por aquela cena. Se pudesse, queria saber o que se passava na mente daquele rapaz. De alguma forma, quis que o rapaz estivesse pensando no capitão daquele barco. Na tripulação que morrera, na tripulação que se salvara. Porque o capitão sabia que, de alguma forma, aqueles gritos ainda ecoavam. Os comandos, os desesperos, os desfalecimentos, as esperanças, o adeus. Ainda podiam ser percebidos por aqueles que possuem ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/Sqa0Lrcj3WI/AAAAAAAAAEo/QEZooSE2veE/s1600-h/barco2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/Sqa0Lrcj3WI/AAAAAAAAAEo/QEZooSE2veE/s320/barco2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3719586699825567848?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3719586699825567848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/o-robinson-africano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3719586699825567848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3719586699825567848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/o-robinson-africano.html' title='O Robinson africano'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/Sqa0Lrcj3WI/AAAAAAAAAEo/QEZooSE2veE/s72-c/barco2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3771076402661012635</id><published>2009-09-07T23:43:00.002+02:00</published><updated>2009-09-07T23:43:31.760+02:00</updated><title type='text'>O ditador</title><content type='html'>O ditador vai ao médico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a pressão, doutor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor sabe o que faz, meu general. Neste momento, ela é imprescindível para manter a ordem.&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3771076402661012635?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3771076402661012635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/o-ditador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3771076402661012635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3771076402661012635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/o-ditador.html' title='O ditador'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3007063846099884193</id><published>2009-09-07T21:20:00.000+02:00</published><updated>2009-09-07T21:20:32.195+02:00</updated><title type='text'>E a libido vence o pietismo</title><content type='html'>“Tudo aqui manda pecar e peca - desde a cigana-do-mato e a mucama, cipós libidinosos, de flores poliandras, até os cogumelos cinzentos, de aspirações mui terrenas, e a erótica catuaba, cujas folhas, por mais amarrotadas que sejam, sempre voltam, bruscas, a se retesar.” João Guimarães Rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia, assim que cheguei, conheci um grupo de adolescentes e jovens muito animados. Entabulamos uma conversa e um rapaz que falava mais pelo grupo disse que faziam parte de uma igreja tal. Conheço a mesma igreja no Brasil. É de um segmento neopentecostal, conhecida pela enorme adesão de jovens. Aqui, pelo que vi, não é diferente. De fato, a maioria dos segmentos do movimento neopentecostal tem como foco principal os jovens e adolescentes. Os cultos acabaram com a liturgia tradicional e tem como centralidade um período – o mais longo do culto – de louvores e músicas “de jovens”, com oportunidade de se dançar, pular, correr, suar, gritar. Tudo com muita euforia, num afã de histeria coletiva. A própria homilia é toda voltada pra temas recheados de pensamento positivo, teologia da prosperidade, vida com propósito, etc. Tudo que atrai um ser humano na difícil fase da juventude, de vazio existencial, facilmente preenchido por qualquer ideologia da moda, onde somos o nosso maior desconhecido e o ideário do Poder Jovem nos diz que somos tudo. Além disso, grande parte da programação dessas igrejas são voltadas aos jovens na forma de encontros, retiros, células, estudos e saídas pra “balada gospel”. &lt;br /&gt;Todo esse ganho a partir desse sentimento de integrar-se em algo maior que si mesmo tem um preço. As igrejas neopentecostais usam de uma agressiva doutrinação pietista, principalmente nas questões ligadas ao corpo, como o sexo e dinheiro. Prometem aos jovens que, uma vez seguidas essas regras, Deus lhes garantirá um casamento feliz e um futuro profissional brilhante. E quem não tem problemas sentimentais? Que jovem não se preocupa com sua carreira? Está resolvido o problema. A igreja oferece um sistema pietista de namoro (namoro de côrte) e um sistema de dízimos e ofertas de causar inveja no Papa medieval mais avarento. Se você não gosta de MacDonalds, saiba que os americanos exportam coisa pior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lembrança disso tudo me fez sorrir ao ver aqueles jovens. E me fez lembrar o trecho de Sagarana que neste texto serve de epígrafe. Esse é o país da libido sexual. Tudo aqui, de forma muito forte, manda pecar e peca. Os jovens estavam ali num período de descanso de um retiro. Ora, se você já foi num retiro desses no Brasil, sabe que esse é o momento de reafirmação da confissão de fé, onde, entre histerias e profecias, os jovens se arrependem e ficam pelo menos uma semana sem se masturbarem. Mas ali, naquele momento de intervalo, eu vi cenas de fazer Craig Hill bater o tamanquinho em chiliques de madame, o pior pesadelo de Jaime Kemp. Enquanto o dito rapaz me repetia as frases de efeito ouvidas no retiro (que eu já conhecia e já tinha ouvido à exaustão), uma menina se trocava na frente de outro rapazinho, tirando toda a roupa e fazendo cara de satisfeita quando notava que ele se deliciava naqueles seios. Outros, mais afoitos, se dirigiam, aos pares, para umas ruínas ali perto, na certa para fazerem algo de diferente do que seja refletir sobre as palavras dos líderes no retiro...&lt;br /&gt;Então, perguntei ao rapaz que tipo de assuntos eles ensinavam no retiro. Sim, eram temas padrões de todo retiro neopentecostal. Então perguntei se eles deixavam de fazer sexo. Ele deu um sorriso, apenas. Disse que gostava mesmo da parte que ensinava o jovem a não roubar e a ir pra escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei feliz por Moçambique. A cultura erótica os protegeu de serem afetados por essas aberrações que o Brasil, por outro lado, aprende rápido do decadente puritanismo norte-americano. Aqui, à parte de ouvir o rapaz dizendo chavões como “Deus é tremendo”, estive com uma pessoa com um ótimo papo, diferente do tipo-padrão de jovens neuróticos do neopentecostalismo brasileiro, com quem é impossível ter uma conversa saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3007063846099884193?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3007063846099884193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/e-libido-vence-o-pietismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3007063846099884193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3007063846099884193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/e-libido-vence-o-pietismo.html' title='E a libido vence o pietismo'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3469932694683971220</id><published>2009-09-07T21:10:00.001+02:00</published><updated>2009-09-07T21:44:30.428+02:00</updated><title type='text'>Visita a Beira</title><content type='html'>Desde sexta-feira estive na cidade de Beira, capital da província de Sofala, uma das maiores e mais importantes cidades do país. Ali, o moderno e o provinciano não coram em andar de mãos dadas. Prédios, carrões, casebres, carroças, esgoto à céu-aberto, feiras, grandes supermercados, menino maltrapilho, mulher lavadeira, uma reunião de determinada seita, um cantico que vem da mesquita, sinos de outra sé, doutor deputado, negro, branco, hindu e mulato. Está tudo ali, morando a vizinhança. &lt;br /&gt;Beira é importante também em relação ao passado. Ali era a principal rota de acesso da colonização portuguesa ao interior do continente, por meio do Rio Pungue, fazendo a ligação até o Zimbabwe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira parada depois do descanso da viagem foi a borda moçambicana do Oceano Índico, na praia do Estoril, que tem uma vista singular: um farol e a carcaça de um navio em partes soterrado na areia da praia. Verdadeiro cartão postal! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ali também que, depois de alguns minutos de caminhada na praia, encontrei uma comunidade de pescadores: várias casas de palha na beira do oceano, com vários barcos e aquele cheiro de peixe. Era a hora que os barcos voltavam do oceano e eu corri pra ajudar um que aportava, pra fazer um amigo e perguntar se o mar estava pra peixe. Depois de levarmos o barco pra uma distãncia segura na praia, como em todo relacionamento&amp;nbsp; moçambicano, vieram os abraços e sinais que poderiam muito bem indicar que nossa amizade era desde a nossa infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles me mostraram os peixes, inclusive dois cações, um peixe-martelo e duas enguias. Nas enguias o pescador me fez um preço camarada, que comprei só pra experimentar. Comprei ainda um peixe de mais de 2 quilos pela metade do preço do mercado, que garantiu a nossa janta naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3469932694683971220?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3469932694683971220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/visita-beira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3469932694683971220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3469932694683971220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/visita-beira.html' title='Visita a Beira'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-4163981417167139849</id><published>2009-09-07T20:35:00.000+02:00</published><updated>2009-09-07T20:35:32.501+02:00</updated><title type='text'>Eleições</title><content type='html'>Moçambique esse ano terá seu quarto processo eleitoral presidencial, no proximo 28 de outubro. Dessa vez, no entanto, a eleição também terá, no mesmo pleito, a escolha dos representantes assembléias provinciais e distritais.&lt;br /&gt;Os presidenciáveis são Armando Guebuza, candidato à reeleição pelo partido Frelimo, Afonso Dhlakama, pelo partido Renamo, e Daviz Simango, do partido MDM. &lt;br /&gt;A Frelimo governa o país por 34 anos, desde a independência. Naquele tempo, era partido único, uma vez que o país vivia um regime socialista. A guerra de desestabilização, promovida pela Renamo, tinha como objetivo principal o fim do regime de partido único e a instauração da democracia.&lt;br /&gt;O candidato da Renamo é um dissidente da Frelimo que saiu por não concordar com as idéias socialistas e a administração da Frelimo, e disputa sua quarta eleição concorrendo contra a Frelimo.&lt;br /&gt;Vindo da cidade de Beira, o edil (prefeito, para os brazucas) Daviz Simango, é a esperança do partido MDM. Filho de Uria Simango, vice-presidente e um dos fundadores da Frelimo, à época da morte de Eduardo Mondlane deveria ter sido seu presidente, mas foi vetado e partilhou do poder num triunvirato com Samora Machel e Marcelino dos Santos. No mesmo ano (1969) foi expulso do partido, fugiu do país e voltou em 1974, fundando o partido PCN. Quando a Frelimo assumiu o poder após a independencia, Uria Simango foi preso e forçado a confessar crimes, inclusive o assassinato de Eduardo Mondlane. Desde então seu corpo nunca foi encontrado, bem como de outros membros do PCN. Seu filho, agora edil de Beira, virá para esta eleição com um discurso de justiça pela morte do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-4163981417167139849?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/4163981417167139849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/eleicoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4163981417167139849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4163981417167139849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/eleicoes.html' title='Eleições'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7491999887619205557</id><published>2009-09-07T20:14:00.000+02:00</published><updated>2009-09-07T20:14:17.664+02:00</updated><title type='text'>Um conselho, dos bons...</title><content type='html'>Conselho, se fosse bom, não seria dado. Então, estou a vender um, que abaixo segue. Sobre as formas de pagamento, aceitamos depósito bancário, cash, western union e cheques (que tenham provisão de fundos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você viveu os ultimos anos no Brasil recebendo qualquer regular informação, por meios que podem ir desde TV à cabo até conversas de botequim, sabe da briga entre o clã Marinho, donos das Organizações Globo de Comunicação (que controla boa parte do mercado brasileiro de televisão, jornais, rádios, revistas, produção cinematográfica, etc), e o bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal, da Central Record de Comunicação e de 15 milhões de fiéis mentes ao redor do mundo.&lt;br /&gt;Como era de se prever, o encontro destes dois titãs do controle de massa no solo brasileiro foi seguido de intenso combate, que se protrai no tempo desde que o gigante Edir venceu a disputa pela compra da TV Record. Mas esse derrota não intimidou o gigante Marinho, que se levantou, limpou a poeira e, novamente, se preparou para um novo ataque.&lt;br /&gt;Outro combate memorável se deu quando o bispo Von Helde, num programa da TV Record, numa preocupação extremada de demonstrar a ineficiência de uma escultura de Nossa Senhora Aparecida, “chutou a santa” e, não se contendo, fez críticas de ordem estética ao escultor, chamando a santa de “bicho tão feio, horrível e desgraçado”. A Rede Globo, então, encontrou no evento uma chance de vencer uma batalha: a imagem do goleador de santas repetiu-se mais que avião de árabe aterrizando no World Trade Center. Diante da comoção nacional, o bispo supostamente arrependido pediu desculpas pelo ultraje a culto e sumiu dentro de alguma igreja récem-aberta na África do Sul.&lt;br /&gt;Malas recheadas com milhões, denúncias de ambos os lados sobre quaisquer futilidades e foi se formando a arena onde o troféu é o cérebro do povo brasileiro.&lt;br /&gt;No último ano, novamente vimos toda a efusão combativa dos nossos titãs, quando a Igreja Universal aparentemente orquestrou um plano onde vários fiéis, em diferentes cidades, entravam com ações contra jornais e televisões que criticassem o estilo de vida “macedônico”. Como não existe crime perfeito, ao se compararem as petições iniciais dos diferentes e aparentemente desconexos processos, notou-se que poucas palavras guardavam de diferentes. Possivelmente teria sido escrito pelo mesmo advogado e distribuídas pelas diferentes cidades dos rincões brasileiros. A direção da igreja se restringiu à negação geral das acusações de obstrução da justiça e litigância de má-fé. Se tivessem falado que o mesmo anjo ditou as diferentes petições aos “profetas” usando o mesmo vernáculo, eu, como homem de grande fé que sou, teria acreditado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, toda esta xaropada acima serve pra um propósito. Seguido do conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a filial da Igreja Universal, digo, da TV Record em Moçambique, Rede Miramar de Televisão, tem obtido altos índices de audiência no país, garatido pela grande aceitação por parte de todos os segmentos sociais do país, transmitindo (pasmem!) novela brasileira produzida pela Rede Globo! &lt;br /&gt;Isso é um exemplo de companheirismo, de amizade, de que os gigantes podem andar de mãos juntas... &lt;br /&gt;E qual é o slogan da TV Miramar? “Tudo a ver com você”!&lt;br /&gt;Então, quando forem brigar, nobres gigantes, lembrem-se o quão amigos vocês são nas terras moçambicanas, dêem as mãos e cantem “we’re happy to be together”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7491999887619205557?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7491999887619205557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/um-conselho-dos-bons.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7491999887619205557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7491999887619205557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/um-conselho-dos-bons.html' title='Um conselho, dos bons...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2227564557156199166</id><published>2009-09-07T20:00:00.000+02:00</published><updated>2009-09-07T20:00:48.431+02:00</updated><title type='text'>feriado nacional</title><content type='html'>Dia 07 de setembro, feriado nacional. Em Moçambique também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no dia 07 de setembro do ano de 1974 que se consolidou o Acordo de Lusaka entre Portugal e Moçambique, que preparou o processo de descolonização e fixou como data final da transição para a total independência o dia 25 de junho de 1975. Esse acordo pôs fim a 10 anos de guerra pela independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no Brasil, enquanto o acordo estava sendo negociado entre a metrópole e a colônia, os colonos portugueses que moravam em Moçambique se revoltaram contra o acordo. Aqui, eles invadiram uma estação de rádio, um presídio, o aeroporto e outros orgãos. Mas a ordem estava dada na metrópole. A Frelimo, partido político à frente do processo, voltou para a capital já como governo provisório na transição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2227564557156199166?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2227564557156199166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/feriado-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2227564557156199166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2227564557156199166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/feriado-nacional.html' title='feriado nacional'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7514322988279016519</id><published>2009-09-07T19:57:00.000+02:00</published><updated>2009-09-07T19:57:58.149+02:00</updated><title type='text'>Livros pra comida, prato pra educação</title><content type='html'>Semana passada, dando aula para a turma dos futuros professores, fiz uma enquete: Quantos livros os senhores leram semana passada? Nenhuma resposta. Mudei a pergunta: Quem leu um livro nesse mês que passou? Silêncio. Dois meses atrás? Nada. Três meses? Uma mão levantada dessa vez. Alguém leu um livro no último semestre? Outra tímida mão surge. Com muita coragem, fiz a pergunta: Algum dos que não levantaram a mão antes leu um livro esse ano? Mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a minha primeira aula de interpretação de texto e não preciso dizer o resultado do exercício. Se não têm o hábito da leitura, não poderiam mesmo interpretar um texto. Mesmo que eu tenha lido o texto antes do exercício e tecido comentários, facilitando em muito a resposta de simples perguntas sobre o texto, o resultado foi triste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se você me conhece, sabe que não sou o tipo perfeccionista. Não tenho disciplina, leio o que gosto e nunca fiz tabelinhas de leituras. Li 4 livros a semana passada, me sinto atrasado por isso e às vezes (só às vezes) sinto culpado por minutos de sono excedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como um professor pode ficar um ano sem ler outro livro que não seja aquele usado para preparar a aula que vai dar no dia seguinte? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje deixei de lado o plano que fiz para as minhas aulas e vou trabalhar mais leituras. Essa vai ser minha nova obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7514322988279016519?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7514322988279016519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/livros-pra-comida-prato-pra-educacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7514322988279016519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7514322988279016519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/livros-pra-comida-prato-pra-educacao.html' title='Livros pra comida, prato pra educação'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6074448266365972451</id><published>2009-09-01T01:28:00.000+02:00</published><updated>2009-09-01T01:28:05.623+02:00</updated><title type='text'>minha fascinação</title><content type='html'>O que mais me fascina, dentre tudo que meus olhos me ofertam, são as pessoas. Uma mãe que carrega uma criança nas costas, um garoto que brinca com seu carrinho, um homem sentado na porta da casa, um velho enrolando fumo, um feirante, um padre, um garçom, um mendigo, uma lavadeira, um casamento, um ricaço, uma menina sapeca, um religioso qualquer, um menino chorando, uma família pedindo boléia, dois rapazes dançando na porta de um bar, uma dança, um batuque, um sorriso desconcertado.&lt;br /&gt;Cada rosto, uma história, uma cosmovisão, uma esperança, amores, dores, perguntas, alegrias. In-divíduo. Cada olhar relata. Cada sorriso, uma porta de entrada pro infinito. Verbos encarnados, pequenos cristos. Deus definitivamente não está nos compêndios teológicos. Ele habita o sorriso de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos mistérios guardam estes chamados os seres humanos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6074448266365972451?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6074448266365972451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/minha-fascinacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6074448266365972451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6074448266365972451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/minha-fascinacao.html' title='minha fascinação'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1087827920208539759</id><published>2009-09-01T01:13:00.002+02:00</published><updated>2010-01-17T21:28:43.317+02:00</updated><title type='text'>Variações sobre o tema Desenvolvimento</title><content type='html'>Antes de tudo, é mister ressaltarmos que o Desenvolvimento econômico representa um anseio coletivo. E existe um anelo, possivelmente correto, de que a melhor maneira de aliviar as tensões sociais é promover o progresso econômico acompanhado da distribuição igualitária dos frutos deste progresso. Mas o que precisamos mesmo aprender é que não basta repetir reiteradamente a palavra Desenvolvimento, num afã de macumba ideológica. Planos não são feitiços, Papai Noel não é Ministro da Fazenda e não existe mágica em questões econômicas.&lt;br /&gt;As preocupações desenvolvimentistas são, sim, louváveis e legítimas. Não restam dúvidas de que precisamos de estradas, de fábricas, usinas, agricultura produtiva, investimentos. Boa parte da população vive em condições subumanas de miséria e analfabetismo, sofrendo de doenças hoje facilmente curáveis. &lt;br /&gt;Mas há que se pensar no que existe de concreto, passando da idéia ao esforço ordenado, sabendo, como Sancho Pança, que “del dicho al hecho hay gran trecho” ou como Confucio, para quem “o caminho de dez mil milhas começa com um passo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver rápido progresso econômico sem que os líderes do país - em todos os níveis, políticos, professores, engenheiros, empresários, líderes trabalhistas, padres, jornalistas - desejem o progresso econômico do país e estejam dispostos a pagar o preço, que é a criação de uma sociedade da qual tenham sido eliminados os privilégios econômicos, políticos e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não vou, aqui, culpar o imperialismo ou o colonialismo pelo subdesenvolvimento. Existe escasso fundamento na atribuição do subdesenvolvimento ao imperialismo colonizador - sobretudo se atentarmos para o fato óbvio de que o Desenvolvimento é mesmo um dos produtos mais característicos da civilização ocidental que é acusada de imperialista. Na verdade, se não fosse o colonialismo, o Brasil ainda seria a terra dos tupinambás, a Coréia ainda seria o Reino da Manhã Tranquila, a China seria o Florido Império Central. Queremos voltar à época dos reinos e impérios africanos do período pré-colonial? Creio que não. Os dois países mais atrasados da África são a Libéia e a Etiópia e foram os únicos a preservar sua independência durante o século do colonialismo. Nas palavras de Roberto Campos, “o anti-colonialismo desonera-nos, a um tempo, da responsabilidade de pensar, da obrigação de mudar e do sentimento de culpa”. Vale o negativo exemplo brasileiro que, mesmo depois de quase 200 anos, ainda reclama o fato de ter sido colônia portuguesa de exploração e nunca assume as ações próprias em ordem a buscar o desenvolvimento do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não amo (nem odeio) os europeus nem nenhum dos países ricos, não sou a favor do imperialismo (venha ele de onde vir), e também não advogo um retorno ao colonialismo. &lt;br /&gt;Muito contrariamente a tudo isso, defendo que esse período histórico deve ser superado, que os traumas sejam curados e que caminhemos, com as nossas próprias pernas, a via do desenvolvimento e crescimento da nação moçambicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse o Cassius shakespeariano, na obra Julio Cesar, “men at the same time are masters of their fates; the fault, dear Brutus, is not in our stars, but in ourselves, that we are underlings”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no livro Psicologia do Subdesenvolvimento, de Meira Penna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1087827920208539759?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1087827920208539759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/variacoes-sobre-o-tema-desenvolvimento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1087827920208539759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1087827920208539759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/09/variacoes-sobre-o-tema-desenvolvimento.html' title='Variações sobre o tema Desenvolvimento'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8736802826757542240</id><published>2009-08-30T00:44:00.000+02:00</published><updated>2009-08-30T00:44:41.495+02:00</updated><title type='text'>O canto que aqui não há...</title><content type='html'>Em Michigan alguém que retornara de Moçambique me falou sobre carros puxados por bois. Logo me empolguei, porque uma das melhores lembranças da minha infância no interior é o canto do carro de boi. Qual não foi minha decepção quando, aqui, vi que os bois puxam carroça, dessas leves que, no Brasil, são puxadas por cavalos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração de menino ainda quer ouvir novamente aquele som grave e insigne do carro de boi. Seu canto, qual arauto, anuncia de muito longe a chegada do imponente rei do estradão. Pesado, vagaroso e rústico, ainda hoje, mas agora bem raro, vemos no interior do Brasil, donde, na ausência de boas estradas, o carreiro transporta as dádivas da terra, principalmente aquelas mais pesadas de que não suportam os muares. Não existindo estrada, ele, sereno, caminha por sulcos e obstáculos de quaisquer tipos de solo. E o seu canto avisa a distância sobre a sua chegada.&lt;br /&gt;Feito de madeira maciça, as suas rodas possuem a “cantadeira” que, untada com sebo, são as cordas vocais deste cantor dos sertões: “Carro que não canta, não presta”, dirá o carreiro, empunhando seu aguilhão com que conduz as suas juntas de boi, unidas pela canga no pescoço de cada um. Na frente, sempre vai um menino, o candieiro, dando a direção à junta da guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carro de boi: quem ouve o seu canto jamais esquece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8736802826757542240?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8736802826757542240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/o-canto-que-aqui-nao-ha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8736802826757542240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8736802826757542240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/o-canto-que-aqui-nao-ha.html' title='O canto que aqui não há...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6402735007601897624</id><published>2009-08-29T19:35:00.000+02:00</published><updated>2009-08-29T19:35:16.140+02:00</updated><title type='text'>“The Rock” - T.S. Eliot</title><content type='html'>The Eagle soars in the summit of Heaven,&lt;br /&gt;The Hunter with his dogs pursues his circuit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perpetual revolution of configured stars,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perpetual recurrence of determined seasons,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O world of spring and autumn, birth and dying&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The endless cycle of idea and action,&lt;br /&gt;Endless invention, endless experiment,&lt;br /&gt;Brings knowledge of motion, but not of stillness;&lt;br /&gt;Knowledge of speech, but not of silence;&lt;br /&gt;Knowledge of words, and ignorance of the Word.&lt;br /&gt;All our knowledge brings us nearer to our ignorance,&lt;br /&gt;All our ignorance brings us nearer to death,&lt;br /&gt;But nearness to death no nearer to GOD.&lt;br /&gt;Where is the Life we have lost in living?&lt;br /&gt;Where is the wisdom we have lost in knowledge?&lt;br /&gt;Where is the knowledge we have lost in information?&lt;br /&gt;The cycles of Heaven in twenty centuries&lt;br /&gt;Bring us farther from GOD and nearer to the Dust.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6402735007601897624?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6402735007601897624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/rock-ts-eliot.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6402735007601897624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6402735007601897624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/rock-ts-eliot.html' title='“The Rock” - T.S. Eliot'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2972055488057118712</id><published>2009-08-29T19:32:00.000+02:00</published><updated>2009-08-29T19:32:53.941+02:00</updated><title type='text'>A eloquência daqueles olhos</title><content type='html'>Um olhar. Foi esta a refutação que hoje me deu uma criança a toda fala dos filósofos da linguagem sobre a mediação linguística do mundo (e do corpo). Não, não houve linguagem, não houve palavra, não houve verbo, nem substantivo, adjetivo também não houve. Apenas dois olhinhos que adentraram meu olhar. Não houve palavra, não precisou. O som do silêncio. A eloquência de um olhar. Dor? Curiosidade? Fome? Inocência? Infância? Alegria? Tristeza? Não. A linguagem foi frustrante naquele momento. Nenhuma palavra traduzia aquele olhar. Talvez toda a Humanidade, talvez tudo o que nos faz humanos, talvez toda a alma. Ainda não. Era mais. Muito mais que isso. &lt;br /&gt;O olhar daquela criança não tinha idioma, não tinha raça, não tinha cor. Era o Tudo, era o Verbo Encarnado, era a Humanidade. E era mais que tudo isso também. Foi tão grande, tão intenso, tão maior que tudo, tão maior que qualquer emoção que jamais senti. &lt;br /&gt;Wittgenstein disse que os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo. Mentiu. Eu nunca terei linguagem suficiente para aquele olhar e mesmo assim o senti. Transcendeu os limites da minha linguagem. Me guiou por tão longe, outro mundo, mas, ainda assim, eu poderia reconhecer, era minh’alma. O vôo daquele segundo foi infinito. Fui tocado mais do qualquer palavra, em qualquer idioma, poderia me afetar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez seja mesmo a linguagem, mas aquela dita por T.S. Eliot, que desconhece as palavras mas habita a Palavra. O Verbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual rosa cuja mera contemplação parece insuficiente, dei as mãos praqueles olhinhos e, surpresa!, os olhinhos acariciaram meus dedos. Toda aquela tão forte efusão de Verbo materializou-se, então, numa gota de lágrima no meu rosto mudo..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden" /&gt;&lt;input id="jsProxy" onclick="jsCall();" type="hidden" /&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2972055488057118712?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2972055488057118712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/eloquencia-daqueles-olhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2972055488057118712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2972055488057118712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/eloquencia-daqueles-olhos.html' title='A eloquência daqueles olhos'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2385665623356541942</id><published>2009-08-27T20:32:00.004+02:00</published><updated>2009-08-27T21:14:17.769+02:00</updated><title type='text'>Colonialismo de bajulação</title><content type='html'>Um fenômeno que afeta muito profundamente os africanos e causa enorme prejuízo é a bajulação estrangeira. O “branco” vem pra cá, agora com a antiga colonização terminada, com o mesmo ar de superioridade de antes, adicionando, desta vez, aquela cara (ainda superior) de piedade, distribuindo dinheiro e doações por onde quer que vá. As pessoas aqui, então, assimila essa relação de doador-beneficiário e aprende a sempre esperar presentes. Não precisam, por consequência, se preocupar com o desenvolvimento do seu lugar; bastam apenas esperarem os brancos com seus escambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra ‘desenvolvimento’ vinda de um estrangeiro soa, por conseguinte, totalmente dissonante nessa relação de dependência que foi estabelecida. Enquanto isso, os africanos se destroem no alcool (já não falo só dos moçambicanos, porque essa situação é generalizada mesmo), sem empregos, sem capacidade de gestão de negócios, sem ao menos notar o rumo que estão tomando. Apenas esperam. Penelopeiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, essa relação de doador-beneficiário é nada menos que uma enorme falta de respeito ao povo africano. Uma assunção de que eles são pequenos demais, coitados demais, incapazes, por eles mesmos, de crescerem e alcançarem uma vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pense que sou contra doações. Sou contra a política de doações, o vício e a bajulação. Pior que o sentimento de inferioridade é o sentimento de “coitadinho”. Sentimento de inferioridade, aliás, pode ser uma abençoada neurose. A obsessão germanizante de um povo em luta com o complexo de inferioridade gerou a filosofia de Fichte, Schelling e Hegel e a afirmação xenófoba do russismo contra a hegemonia franco-germânica produziu Dostoiévski, Soloviev e Lossky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste ver crianças treinadas pra pedir dinheiro, não fazendo nada o dia todo que não seja pedir esmolas. É totalmente automático: “Estou a pedir cinco meticais”. Quando vêem brancos, então, correm na direção, com as mãos estendidas. E quem não se comove com uma criancinha negrinha e magrinha? Crianças que poderiam estar nas escolas aprendendo alguma coisa ou em qualquer outro lugar recebendo uma doação do qual nunca disporia: educação, formação técnica ou qualquer habilidade para a vida. No entanto, passam a vida como cenário de fotografias dos grandes humanitários despejando caminhões de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acatemos, então, a repreensão do Zaratustra de Nietzsche: “sois pressurosos em ajudar ao próximo e têm belas palavras para isso, mas eu vou digo que o vosso amor ao próximo é fruto do vosso mau amor por vós mesmos (...) desejareis seduzir o próximo por vosso amor e dourar−vos com a sua ilusão”. Aquilo que veio num intento de ajuda se reverte num mecanismo de maior escravidão e dependência. E se você é brasileiro, um analogia com a situação dos índios no Brasil ajuda a entender o problema. Aqui, pelo menos, ainda não assistimos ao suicídio de jovens sem motivos pra viver, obrigados ao confinamento em reservas, com muito alcool e pouca coisa pra fazer. Como vovó já dizia, “cabeça vazia, oficina do diabo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, hoje ouvi um “cabeça-pensante” acusando de neo-colonialismo o investimento estrangeiro no país. Neo-colonialismo, meu saco, é continuar essa situação de abastecimento estrangeiro gratuito. Isso sim, impede o país de se desenvolver. Mantém a situação como está. Quer ajudar a África? Abra uma escola aqui! Distribua oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2385665623356541942?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2385665623356541942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/colonialismo-de-bajulacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2385665623356541942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2385665623356541942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/colonialismo-de-bajulacao.html' title='Colonialismo de bajulação'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-748219370129496809</id><published>2009-08-27T15:13:00.003+02:00</published><updated>2009-08-27T15:28:07.224+02:00</updated><title type='text'>Protozoário de uma figa!</title><content type='html'>Aqui em Moçambique o Plasmodium não perdoa nem na região montanhosa e fria de Chimoio. Essa semana dois colegas voluntários do projeto foram diagnosticados com malária. O Fábio, um italiano hiperativo que está com dificuldades de assimilar a palavra "repouso", e o Thiago. O Thiago, que fez o treinamento comigo em Michigan e simplesmente tinha acabado de chegar em Chimoio (na sexta passada), ontem acordou com dor de cabeça, tosse e cansaço, foi na clínica da cidade e, bingo!, lá estava o sacana do vermezinho nadando pela corrente sanguínea.&lt;br /&gt;A malária aqui mata tanto quanto a AIDS. A cada 30 segundos morre uma criança no continente, vítima da doença. Na semana que eu cheguei morreu, também vitimado pela malária, o team leader da EPF de Nhambane. O país apresenta um grande número de sequelados, já que a malária, se não tratada rapidamente, pode causar graves deformações na pessoa e a falta de informação e acesso a hospitais faz com que os doentes mudem de estágio na doença até ser tarde demais. Outra situação agravante é o degradante estado do sistema de saúde e alguns métodos de diagnóstico que falham em descobrir a doença. Alie-se a isso o despreparo dos funcionários das clínicas e hospitais. Para se ter uma idéia, a enfermeira da clínica onde o Thiago foi diagnosticado quis utilizar uma seringa já usada anteriormente em outra pessoa, ao que foi impedida pelo nosso amigo enfermo de forma veemente. Ela alegou ausência de seringas novas na clínica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o treinamento em Michigan consultamos uma médica que prescreveu certo remédio que supostamente preveniria o contágio. O fato foi que eu deixei de tomar o remédio já no segundo dia na África, porque o efeito colateral me deixou muito mal, com tonteiras e vômitos. O Thiago tomou esse remédio desde que chegou e, mesmo assim, foi contaminado. Aqui, fui informado por outros voluntários que o remédio adquirido nos EUA é ineficiente contra a malária e não existe remédio que evite o contágio.&lt;br /&gt;O que tem sido eficaz para mim, pelo menos até agora, é o repelente de insetos. Durante todo o dia e antes de dormir, renovo meu perfume, emanando o cheiro de repelente onde quer que eu vá... Além disso, o mosquiteiro ajuda a manter o sono tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-748219370129496809?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/748219370129496809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/protozoario-de-uma-figa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/748219370129496809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/748219370129496809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/protozoario-de-uma-figa.html' title='Protozoário de uma figa!'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3002994096975256407</id><published>2009-08-26T00:53:00.002+02:00</published><updated>2009-08-26T00:57:00.448+02:00</updated><title type='text'>Geração Biz</title><content type='html'>Como convencer um pai a não vender a virgindade da filha de 13 anos de idade, já que ele vê a si mesmo como o seu dono, com autoridade para dispor do corpo e das vontades dessa criança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como convencer um jovem casal de namorado a não engravidar tão cedo a fim de que continuem indo a escola e ao menos termine a educação básica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como convencer um pai a não tirar a filha de 14 anos da escola com o objetivo de que ela engravide e cumpra “o seu papel na sociedade” de dar à luz a um filho o mais cedo possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como convencer uma sociedade a permitir uma adolescente grávida a continuar na escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como convencer um jovem casal enamorado a usar preservativo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ensinar uma inocente menina de 14 anos a não ceder às propostas, barganhas e presentes de velhos de 50 anos que a querem como objeto sexual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ensinar um jovem herdeiro de uma cultura poligamica e machista que ter mais de uma namorada é infidelidade e, pior, um risco maior de contaminação de HIV?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ensinar essa cultura machista a respeitar as suas mulheres, evitando pelo menos a violência doméstica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas e outras questões povoam o pensamento de jovens que se voluntariam num programa do Governo de Moçambique chamado Geração Biz. Hoje eu acompanhei o trabalho do Cláudio, no recrutamento de jovens para esse programa. Jovens com boas aptidões para a comunicação e mobilização de outros jovens no sentido de mudar o pensamento das novas gerações. Uma galera que está de parabéns pelo trabalho que vêem fazendo por este lindo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota para um dos concorrentes às vagas, de 19 anos, cujo nome me escapa, mas que, depois de demonstrar muita inteligência e uma excelente capacidade de comunicação, disse que queria ser voluntário da Geração Biz porque, além do fato de poder ajudar na conscientização dos jovens da comunidade, ele, sendo órfão de pai e mãe, não tinha condições de voltar a escola, que deixara 2 anos atrás, e, como os integrantes do projeto recebem como benefício a isenção de custas escolares (aqui todas as escolas, inclusive públicas, cobram um certo valor do estudante), ele teria a oportunidade de voltar a estudar. Nem preciso dizer que ele ganhou a vaga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3002994096975256407?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3002994096975256407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/geracao-biz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3002994096975256407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3002994096975256407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/geracao-biz.html' title='Geração Biz'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2929674961550932800</id><published>2009-08-26T00:03:00.004+02:00</published><updated>2009-08-26T00:13:23.725+02:00</updated><title type='text'>Suposições para uma psicologia coletiva de Moçambique</title><content type='html'>O continente africano, desde tempos imemoriais, assistiu a composição, apogeu e declínio de vários impérios dentre as tribos que o habitaram.&lt;br /&gt;Destes, o segundo maior império no séc. XIX, Império de Gaza, dominou boa parte da região onde hoje é Moçambique, desde o rio Zambeze até o rio Maputo, tendo seu apogeu iniciado no ano de 1828. Shoshangane, um ex-general zulu que se revoltou contra o famoso imperador Chaka Zulu, fugiu para o norte em direção onde hoje é Moçambique, dominando os povos daquela região e formou, então, o seu próprio império. Quando ele chega na região onde fez a sede do império, Shoshangane expulsa os portugueses daquela área, matando a maioria deles.&lt;br /&gt;Aos outros reis da área, este imperador cobrava impostos, principalmente na forma de marfim, que era comercializado com os portugueses estabelecidos mais ao norte. Comercializavam também escravos, normalmente vencidos nas batalhas, que, vendidos aos portugueses, eram enviados principalmente para as Americas.&lt;br /&gt;A dinastia dos imperadores de Gaza dominaram um território maior que a Península Ibérica (Portugal e Espanha juntos), quase metade do que hoje é Moçambique, exercendo forte influência sobre toda a região ao redor, numa estrutura política semelhante ao sistema feudal europeu.&lt;br /&gt;A grandeza deste império foi tão grande que ainda hoje os portugueses escrevem essa 'história' com rancor, atribuindo, inclusive, todo esse poder a uma aliança com a Inglaterra. De fato, os portugueses, nesse período, nunca adentraram seu controle nessa região, não obstante a Conferência de Berlim ter determinado aquela área ao controle português. Com exceção de pequena parte da Zambézia e da Ilha de Moçambique, a soberania portuguesa era meramente nominal e os potentados negros e mulatos escarneciam-na impunemente.&lt;br /&gt;Ngungunhane, o Leão de Gaza, foi o último imperador deste império e seu reinando estendeu-se até 28 de Dezembro de 1895, dia em que foi feito prisioneiro pelo português Joaquim Mouzinho de Albuquerque. Por ser já famoso na imprensa mundial da época, os portugueses não o fuzilaram. Antes, foi desterrado para os Açores, onde se torna uma espécie de atração turística, vivendo o resto da vida a fazer cestos e caçar na ilha onde viveu até morrer por hemorragia cerebral em 1906.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz essa pequena narração sobre o passado do país para “dar pano pra manga” numa discussão da psicologia coletiva moçambicana. O fato é que, desde a sua independência até os dias de hoje, Moçambique possuiu 3 presidentes, que foram Samora Machel, Joaquim Alberto Chissano e, atualmente, Armando Guebuza. Um fato interessante sobre estes homens é que todos são oriundos da região que sediou o império africano de Gaza. Os dois primeiros nasceram na província de Gaza e o último é de Nampula, mas viveu em Maputo a maior parte da sua vida. Parece existir, no imaginário popular moçambicano, uma referência ao comando de Gaza, tanto numa forma de resgatar a grandeza do passado quanto no sentido de uma herança arquetípica de submissão a Gaza. Mas isso é assunto pra uma pesquisa mais profunda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2929674961550932800?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2929674961550932800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/suposicoes-para-uma-psicologia-coletiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2929674961550932800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2929674961550932800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/suposicoes-para-uma-psicologia-coletiva.html' title='Suposições para uma psicologia coletiva de Moçambique'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-5644726154908386392</id><published>2009-08-24T14:00:00.002+02:00</published><updated>2009-08-24T14:03:43.350+02:00</updated><title type='text'>Que beleza, é uma partida de futebol!</title><content type='html'>Um jogo de futebol por aqui oferece uma gama de novos termos que, se você é do país do futebol, não pode morrer sem saber. Se por acaso vier em Moçambique e quiser jogar uma partida, se dirija ao campo mais perto de onde estiver. Existem muitos, basta avistar as BALIZAS em qualquer terreno baldio e você está diante de um palco futebolístico.&lt;br /&gt;Para iniciar uma partida, é bom que você tenha o EQUIPAMENTO para diferenciar cada EQUIPA, mas também aceitam a divisão entre os "sem-CAMISOLA" e os "com-CAMISOLA". Para calçar os pés, use sempre a BOTA. Caso não tenha, pode pedir emprestado ao moçambicano mais perto de você.&lt;br /&gt;Uma EQUIPA é dividida entre os AVANÇADOS, a DEFESA e o GUARDA-REDES.&lt;br /&gt;O objetivo do jogo ainda é chutar a bola dentro das BALIZAS e, assim, fazer o GOLO. Isso se o GUARDA-REDES não espalmar para fora. Assim sendo, nunca diga escanteio. Olhe para o juiz e grite: CANTO! Se ficar muito cansado, peça pra ser substituído por algum dos jogadores SUPLENTES. Mas caso você seja, como eu, um perna-de-pau, pode ficar de fora, vai sentar na BANCADA, no grupo dos ADEPTOS, gritando, cantando e batendo palmas. E, para voltar às expressões da terrinha, prepare-se para o futebol mais raçudo e cheio de trombadas violentas que você jamais viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-5644726154908386392?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/5644726154908386392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/que-beleza-e-uma-partida-de-futebol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5644726154908386392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5644726154908386392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/que-beleza-e-uma-partida-de-futebol.html' title='Que beleza, é uma partida de futebol!'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-5165610171448778647</id><published>2009-08-24T02:55:00.002+02:00</published><updated>2009-08-26T00:27:03.235+02:00</updated><title type='text'>... e tem a dor.</title><content type='html'>Depois que você se acostuma com toda a euforia do lugar, passa a olhar melhor para as pessoas. Andando pelas vilas, antes de me focar, eu apenas era o muzungu que respondia a insistentes “bom dia”. Depois, passei a olhar as pessoas nos olhos e uma coisa muito forte aconteceu comigo. Num recôndito mais profundo que a música existe uma dor. Dor de um povo sofrido. Sofrimento da guerra, da fome, das doenças, da morte. E sofrimento da ausência de sentido.&lt;br /&gt;Hoje, andando pelo bairro de Nhamatanda, via os olhos deste sofrimento. Andando pelas ruas, mulheres esqueléticas e uma imagem que me chocou. Uma criança com a barriga inchada pelos vermes, deitada no chão de uma pequena varanda da casa de palha. Os olhos abertos já não tinham o brilho com o que identificamos o olhar de uma criança. Os irmaozinhos brincavam por perto enquanto ele olhava desinteressado. Desinteressado da brincadeira, desinteressado da infância, desinteressado de um sorriso. Apenas dor.&lt;br /&gt;Mais à frente, um garoto de 10 ou 11 anos fabricava tijolos com argila no quintal de casa. Vários tijolos amontoados testemunhavam seu tempo naquele labor. E a infância passando lá fora...&lt;br /&gt;A falta de sentido? Você a encontra nos cantos das ruas, bêbadas, caídas, sujas, abandonadas. O alcool é o refúgio maldito desse povo que sofre. Vêem a vida passar pelos olhos vermelhos e corpo sujo pelo vômito alcoolico e, cambaleantes, se dirigem a lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança e sentido são suas maiores fomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-5165610171448778647?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/5165610171448778647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/e-tem-dor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5165610171448778647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5165610171448778647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/e-tem-dor.html' title='... e tem a dor.'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-348093620632284762</id><published>2009-08-24T02:23:00.001+02:00</published><updated>2009-08-24T03:04:44.529+02:00</updated><title type='text'>Moçambique, música para os seus olhos...</title><content type='html'>Meus olhos se perdem na musicalidade deste lugar. Toda cidade ou vila em Moçambique tem uma musicalidade particular, uma euforia diferente, mas sempre uma euforia moçambicana. Meus olhos se perdem esperando pelos meus ouvidos que seguem cada som. Música, qualquer que seja ela, tem um poder muito forte sobre mim. Às vezes, na maioria delas, um efeito paralisante. Principalmente quando nunca a ouvi antes. Disso posso dizer que sou um escravo. E nisso está o meu maior encanto por esse lugar.&lt;br /&gt;Os moçambicanos não apenas fazem essas músicas. Eles sentem. Sentem toda essa musicalidade. E dançam por ela. Em todo lugar, em todo o tempo, o moçambicano dança. É lindo ver uma criança de 5 anos dançando melhor que qualquer sambista da Sapucaí. Dançam e sorriem. E a vida vai passando em compasso binário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-348093620632284762?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/348093620632284762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/mocambique-musica-para-os-seus-olhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/348093620632284762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/348093620632284762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/mocambique-musica-para-os-seus-olhos.html' title='Moçambique, música para os seus olhos...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1956301582263348229</id><published>2009-08-24T00:30:00.002+02:00</published><updated>2009-08-24T00:42:02.824+02:00</updated><title type='text'>A Batalha</title><content type='html'>O sol queimava a face daqueles homens. A pele, negra como a noite mais escura, brilhava, refletindo o sol do deserto. O suor que escorre, umidecendo a negritude qual óleo que besunta uma escultura, reforça o brilho daquela raça. São os deuses do deserto. O grupo, armado de coragem e bravura, mira, com fúria no olhar, o inimigo, postado à frente naquele campo que testemunhara tantas vezes batalhas como aquela. São em mesmo número e em mesma intrepidez. Cores diferentes nas suas vestes indicam seus diferentes lados na batalha que está para começar. Mais uma vez haveria a defesa daquele território, como muitas gerações haviam feito antes destes que agora ocupam essa arena.&lt;br /&gt;À frente do grupo que defendia aquele território estava aquele que aparentava ser o líder. Maior em força e tamanho, exibia aos inimigos a robustez dos braços torneados, onde bíceps e tríceps apareciam perfeitamente delineados, dando, juntamente com os avantajados músculos do tórax, a impressão de que ele vestia uma armadura de guerra.&lt;br /&gt;Suas coxas negras exibiam também o mesmo poder, testemunhando a presença anterior em muitas outras batalhas, donde acumularam toda a força e resistência. As pernas, mais finas, davam àquele guerreiro a habilidade do melhor corredor, vantagem naquele campo aberto e repleto de inimigos.&lt;br /&gt;Dele também se via o suor a escorrer pelo corpo, realçando o poder daquela cor tão escura. Seus olhos flamejantes testificam o legado guerreiro da raça. Seu pai, seu avô e muitas gerações passadas visualizam o inimigo por meio daquele olhar. Toda a fúria de um povo forjado na batalha. É sem titubear que, ao contemplar seu físico, os homens da sua tribo se faziam tão confiantes. Parecia mesmo que a batalha já estava ganha. Seus destinos estavam nas mãos daquele herói.&lt;br /&gt;De repente, um agudo som indica o início do combate. Os homens correm na direção de onde estavam os inimigos. As fortes e ágeis pernas saltam após leves toques no chão, dando a impressão de que aqueles homens voam. Todos correm em direções estrategicamente pré-estabelecidas, conhecedores que são daquele tipo de batalha.&lt;br /&gt;Então se dá o encontro com o inimigo. Pernas se chocam bruscamente, violentamente os guerreiros avançam sobre o inimigo. Empurrões, violências, chutes, palavras inaudíveis. O suor se intensifica. Os bravos homens avançam com fúria.&lt;br /&gt;Mas os homens das outras vestes também são bravos. Logo se percebe que aquela não seria uma batalha fácil. Toda a fúria se transforma em secos e súbitos ruídos dos golpes que aquele sol testemunha.&lt;br /&gt;Ouvem-se gritos. São as mulheres daquela tribo, que de longe assistem estupefadas. Seus gritos impulsionam seus homens, lembrando-os do legado que defendem: essas mulheres, seus filhos, seus irmãos, sua tribo.&lt;br /&gt;Essa nova infusão de ânimo encoraja aqueles nobres guerreiros, que avançam com mais violência sobre o inimigo.&lt;br /&gt;Os minutos passam, com cada segundo sendo testemunha de golpes e ataques brutais. Os corpos negros se chocam em movimentos frenéticos. Ágeis giros, pés voam na direção do inimigo. Mais e mais corpos em luta. Alguns caem no chão, mas rapidamente se levantam e voltam à batalha. Revidam-se golpes, intensifica-se o conflito.&lt;br /&gt;O sol se movimenta na direção de se esconder daquela peleja. Teme, talvez. Aquela arena, que tantas vezes fora palco de batalhas como aquela, recebe mais feridas em seu solo.&lt;br /&gt;Os homens já não são tão negros assim. A areia do deserto agora cobrem-lhes os corpos, colorindo um tom acizentado aos guerreiros suados.&lt;br /&gt;Enquanto ouvem-se mais e mais golpes, nota-se que o inimigo pouco a pouco se enfraquece. Alguns não mais correm, mas andam, arquejantes, visivelmente abatidos. Não poderiam vencer aqueles bravos homens. Não poderiam vencer os donos do deserto.&lt;br /&gt;De repente, aquele que era o líder dos bravos aponta os olhos ao objeto que os inimigos estavam a defender. Prepara então seu instrumento de guerra. Naquele instante, um seco som se faz ouvir. É o golpe dado pelo bravo guerreiro. O instrumento de guerra levanta voo, subindo até as alturas.&lt;br /&gt;Todos os corpos param. Os segundos são contados com apreensão. Todos os olhos acompanham aquele instrumento de guerra. Seguem-no, apreensivos, todos. As bocas se entreabrem, assustadas. As mulheres emudecem. O vento silencia. O objeto ainda voa no ar. Todos adivinham aonde ele vai dar. Alguns inimigos tentam esboçar uma reação. Mas é tarde demais. De repente, o grito da vitória. Toda a turba que assistia grita em uníssono:&lt;br /&gt;GOOOOOOOL!!!!!&lt;br /&gt;A bola entra certeira próxima ao vértice das traves. Os guerreiros se aglomeram em comemoração. Os que assistiam invadem o campo, bradando. As mulheres pulam, batendo palmas. E o juiz aponta o centro do campo, marcando um gol para o time de Chimoio contra o time de Gondola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1956301582263348229?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1956301582263348229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/batalha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1956301582263348229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1956301582263348229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/batalha.html' title='A Batalha'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6248439525044492140</id><published>2009-08-23T21:47:00.000+02:00</published><updated>2009-08-23T21:48:08.824+02:00</updated><title type='text'>Língua Chona</title><content type='html'>- Manguanani.&lt;br /&gt;- Uribom?&lt;br /&gt;- Ndiribom.&lt;br /&gt;- Wassuera sei nhamassi?&lt;br /&gt;- Ndassuera bom.&lt;br /&gt;- Ndiwe ani zita raco?&lt;br /&gt;- Ndini Rodrigo.&lt;br /&gt;- Ndacuenda.&lt;br /&gt;- Ndacuenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é um modelo de conversação básica em chona, a língua falada em Moçambique nos estados de Manica, Tete e Sofala, bem como em partes de Zambia e Zimbabwe. Comecei a aprender e fico muito chato perguntando pra todo mundo que passa como ele está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução? Segue:&lt;br /&gt;- Bom dia.&lt;br /&gt;- Tudo bem?&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;- Como passou o dia?&lt;br /&gt;- Meu dia foi bom.&lt;br /&gt;- Qual seu nome?&lt;br /&gt;- Eu sou Rodrigo.&lt;br /&gt;- Tchau (lt. Estou indo embora).&lt;br /&gt;- Tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6248439525044492140?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6248439525044492140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/lingua-chona.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6248439525044492140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6248439525044492140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/lingua-chona.html' title='Língua Chona'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7209516233059328020</id><published>2009-08-21T17:56:00.000+02:00</published><updated>2009-08-21T17:57:14.295+02:00</updated><title type='text'>O horário moçambicano</title><content type='html'>Um fato que qualquer estrangeiro nota de primeiro plano sobre o povo moçambicano é a despreocupação com os horários. Devo confessar que não sou a pessoa mais correta em relação a chegar no horário, e até entendo que reuniões possam começar com 15 minutos de atraso, mesmo que eu faça esforço pra chegar no horário. Mas o horário moçambicano, mesmo para mim, causa certo incômodo. Não há meios de fazerem as pessoas chegarem aos compromissos no horário determinado.&lt;br /&gt;Durante os meus dias de adaptação ao fuso horário, com todas aquelas insônias e horas sobrando, resolvi assistir o filme sobre a vida de Albert Schweitzer, que estava na lista de espera há muito tempo. Uma das coisas que ele reforçou sobre o povo africano durante o depoimento inserido no filme era a demora com que os trabalhadores se dirigiam ao local de trabalho e, mais que a demora na saída, a lentidão do percurso. Se você não conhece Africa, vai dizer que é só a visão de um europeu perfeccionista em detrimento de um povo de outra cultura. Mas, de fato, a relação do povo (moçambicano, pelo menos) com o horário, aqui, marca um tópico importante no “choque cultural”.&lt;br /&gt;Minha primeira experiência aconteceu já no meu primeiro compromisso. Uma das minhas atividades na primeira semana seria sair com 2 alunos do projeto pela cidade, a fim de que me fossem mostrados os pontos principais, prédios que eu, em algum momento, irei utilizar, como o hospital, o laboratório, os prédios públicos, comércios, etc.&lt;br /&gt;Pelo tamanho da cidade, soube que o tour não seria tão grande assim. Dessa forma, marquei um outro compromisso de assistir um “juri”, que é o momento em que os professores testam e analisam o aprendizado dos alunos segundo as disciplinas que foram ministradas durante a semana. Seria uma forma de entender o sistema de avaliação, me inteirar sobre as matérias que estão sendo estudadas e ver o desempenho e desenvolvimento dos alunos.&lt;br /&gt;Os 2 alunos vieram me dizer que deveríamos sair às 6 da manhã. Vieram mais tarde, pouco antes de eu ir dormir, reforçando que deveríamos sair às SEIS DA MANHÃ. “Ok” - pensei - “Parece que vou ter que acordar bem cedo amanhã...”. Ora, eu não tenho o adaptador para ligar meu despertador, já que aqui o plug da tomada é diferente. Então fiquei muito atento e antes do sol nascer eu já estava em pé e cheiroso...&lt;br /&gt;O juri iniciaria às 10 da manhã, então daria pra ir na cidade, ver o que tinha que ver e voltar com tempo de sobra para assistir o juri.&lt;br /&gt;Desse modo, comecei o processo de espera.&lt;br /&gt;Depois de procurar os alunos na área comum da escola, lá pelas 6:30 voltei pro meu quarto. Às 8:20 da manhã um dos alunos bateu na porta. “Estamos prontos?”, perguntei. “Não, só vim ter certeza que está acordado. Eu vou mata-bichar (tomar café da manhã) e volto aqui”.&lt;br /&gt;Às 9:00 eu já estava grilado. Putz, o cara me fez acordar antes das 6 da manhã pra sair uma hora dessas! O Bobby, meu project leader, me encontrou naquela hora e disse que seria interessante que eu assistisse o juri que estaria pra acontecer, pois fazia parte das atividades de “reconhecimento” do projeto.&lt;br /&gt;Os alunos só foram estar prontos para sair mesmo às 9:30!!!&lt;br /&gt;Eu já tinha desistido de conhecer a cidade...&lt;br /&gt;Falei pra eles que naquela hora não poderia mais ir, já que o Bobby me solicitou no juri.&lt;br /&gt;Pronto! Isso foi suficiente para ferir os sentimentos de um dos alunos. Eu não deveria fazer aquilo, pois eles acordaram cedo para me levar na cidade (sic!) e então foi que eu, que tinha esperado todo aquele tempo, para não ferir suscetibilidades, pedi desculpas aos alunos e me dirigi ao tal juri.... E, para ter uma idéia do quanto ele ficou ferido, não me levou no outro dia para acompanhar a aula que daria na escola da comunidade. Tive de ir com um outro aluno.&lt;br /&gt;Escrevi isso hoje, mesmo passado todo esse tempo, porque tive outra experiência do gênero poucos instantes atrás.&lt;br /&gt;Hoje seria o dia em que decidiríamos a minha posição no projeto. Para isso, tive uma reunião com o Bobby pela manhã onde, decididos os pontos a serem decididos, eu deveria me reunir com o meu líder de projeto que ficou estabelecido na reunião, o Nicolau, bem como com os professores e com os alunos, a fim de estabelecermos os pontos de trabalho iniciais, etc e tal. A reunião ficou acertada para iniciar às 2 da tarde.&lt;br /&gt;Ás 2 eu dei por encerradas minhas outras atividades e me dirigi à sala determinada. Ninguém. Andei um pouco pela escola, voltei uns 15 minutos depois e... ninguém de novo. Esperei até 2:30 conversando com o Luis e o Thiago, voltei na sala e... ninguém também! Sabedor já do horário moçambicano, fui em busca do meu líder de projeto. Ele estava na sala dos professores decidindo a hora que deveria iniciar a reunião (como assim, caramba?). Me perguntou que horas eu acharia melhor começar a reunião das duas horas... Eu perguntei: “Às 3:00 horas?”. “Três está bom pra você?”, perguntou o professor. Meu amigo, se você mora aqui e começa às 3 a reunião das 2, você tá ótimo! Mas perguntei se não poderia ser às 2:45 hs. Bom de barganha, ficamos assim estabelecidos.&lt;br /&gt;Mesmo assim, no horário estabelecido, outro professor precisou ir chamar os alunos que não tinham chegado pra reunião das duas... E até 3:15 chegavam alunos...&lt;br /&gt;Depois de tanto tempo, ficou evidente na reunião que nenhum ponto de fato importante estava pronto para ser determinado, apenas aquilo que eu tinha trazido do meu planejamento. Decidiu-se, então, que teríamos uma outra reunião na segunda-feira para decidir o que haveria de ser decidido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7209516233059328020?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7209516233059328020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/o-horario-mocambicano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7209516233059328020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7209516233059328020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/o-horario-mocambicano.html' title='O horário moçambicano'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7474235513968185867</id><published>2009-08-20T01:32:00.003+02:00</published><updated>2009-08-20T01:38:59.444+02:00</updated><title type='text'>migalhas lulistas</title><content type='html'>Lula, quando abre a boca sem que esteja lendo discurso que lhe escrevem, sempre nos dá motivos para rir ou pra chorar. Dessa vez, é motivo pra rir. Notícia que transcrevo do site Migalhas, edição de ontem (porque em Moçambique já são 1:38 am):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lula disse ontem que lê pouco nas horas de folga, porque lhe dá sono, e vê muita "bobagem" na televisão. Disse ter um "corpinho elegante", mas reclamou de ter de ir à praia escondido para escapar de fotos : "Eu agora estou lendo o novo livro do Chico [Buarque], 'Leite Derramado'. Passo um pouco da noite lendo, eu não consigo ler muitas páginas por dia, dá sono. E vejo televisão, quanto mais bobagem, melhor para mim. Eu quero é limpar a cabeça", confessou à rádio Tupi do Rio".&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7474235513968185867?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7474235513968185867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/migalhas-lulistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7474235513968185867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7474235513968185867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/migalhas-lulistas.html' title='migalhas lulistas'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-4820703396811092550</id><published>2009-08-19T18:23:00.000+02:00</published><updated>2009-08-19T19:22:44.633+02:00</updated><title type='text'>Uma visita inusitada...</title><content type='html'>Hoje recebi uma visita inusitada. Por volta das 10 horas da manhã, uma cobra de pelo menos uns 60 a 70 cm rastejou perto do meu quarto. E não pensem que 70 cm foi o tamanho do meu medo. A cobra passou antes que eu pensasse em descobrir se era venenosa ou não, mas me pareceu que não. Alias, eu estava na proteção do olhar pela janela. Ela passou, toda senhora de si, rastejando pela passarela acimentada que nos leva a cozinha, como um cão que atravessa a rua. A minha reação foi um leve sorriso ao lembrar que eu estava na Africa. Depois de algum tempo os dias vão ficando normais e precisei dessa cobra pra lembrar que vim morar no bush, into the wild... Como n’O Pequeno Príncipe, uma cobra me lembrou que estava na Africa, mas ao contrário do que lhe disse aquela cobra, na minha Africa existem pessoas, não apenas desertos.&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-4820703396811092550?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/4820703396811092550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/uma-visita-inusitada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4820703396811092550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4820703396811092550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/uma-visita-inusitada.html' title='Uma visita inusitada...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-5245943902378424169</id><published>2009-08-19T18:02:00.000+02:00</published><updated>2009-08-19T18:03:32.315+02:00</updated><title type='text'>Cenário por dentro da janela</title><content type='html'>Lembro de, em alguma série do primário, ter lido um texto sobre um garoto que queria ser inventor e, com certo espírito revolucionário, esboçou uma casa redonda, se gabando, então, de ter criado algo totamente novo. Foi então que lhe mostraram o joão-de-barro construindo sua casinha circular num galho de uma árvore, ao que foi informado que este passaro assim o fazia desde tempos imemoriais, ensinando o garoto da impossibilidade de viver de rupturas sem se conhecer mesmo que minimamente o passado.&lt;br /&gt;Se eu conhecesse esse menino, o convidaria para conhecer o meu lugar de descanso. Digo lugar de descanso porque não posso chamar de casa. Minha casa mesmo é o mundo e o meu teto é de estrelas, assim como tudo o que tenho cabe numa mochila de 75 quilos (fora o case do meu saxofone).&lt;br /&gt;Mas quanto ao quarto onde descanso e o farei por 6 meses, dada as suas características circulares e arquitetura pouco usual, mereceria a visita do nosso pequeno arquiteto de casas circulares (me refiro ao menino da estória, não ao Niemeyer...). Assim é o meu quarto, conforme descrevo a seguir:&lt;br /&gt;A parede, que na minha terra seria chamada “parede de reboco”, de base circular, formando um cilindro equilátero, “circunda-se” em algo como quatro metros de diâmetro e dois metros e alguma coisa de altura, pintados de branco, por dentro e por fora, com uma tinta à base de cal.&lt;br /&gt;O telhado de palha amarrada forma um cone reto, com vários bambus saindo do vértice do cone em direção a extremidade da circunferência. Essa é a base sob a qual assenta a palha amarrada num estilo moçambicano que me foi explicado por um trabalhador do projeto, formando uma grossa esteira que é jogada sobre os bambus e amarrada no vértice do cone, levemente saliente. Antes, porém, uma lona preta cobre toda a superfície do teto, com vistas a evitar qualquer infiltração de agua nesse aparato de palha, bem como a visita dos insetos que habitam esse tipo de cobertura residencial.&lt;br /&gt;Se você consegue visualizar como isso seria, te deixo dizer que moro numa “oca”.&lt;br /&gt;Dentro, quatro saliências na parede formam as bases daquilo em que foram construídas duas beliches, com caibros, de forma totalmente rudimentar. Quando cheguei éramos quatro a ocuparem todas as camas. O alemão Gerard foi embora, então somos eu numa beliche e o Luis e o Paulo (ambos brasileiros) na outra.&lt;br /&gt;O assoalho é cimentado e pintado de vermelho, donde descola muita poeira durante todo o dia, impedindo o quarto de ter uma limpeza genuína. Uma janela da abrir para dentro com folhas duplas, feita de madeira e com tela para evitar a invasão dos mosquitos da malária, tão comuns por estas paragens.&lt;br /&gt;O quadro se completa com uma mesa de madeira usada para leituras e porta-trecos, com uma cadeira que lhe acompanha, uma estante de palha trançada, uma estante feita de tabuas que aproveita a quina de uma das beliches, uma outra cadeira de palha trançada e, por último mas não menos importante, um bambu amarrado no teto que serve de pau-de-arara para alguns cabides.&lt;br /&gt;O melhor dessa residencia está desenhada na parte de dentro da parede. Por todo derredor algum voluntário anterior reproduziu, com uma notável perfeição artística, alguns dos desenhos originais do Pequeno Príncipe de Saint-Exupery. O mais notável deles mostra o planeta do principezinho, com um broto de baobá e o vulcaozinho no cercado, réplica muito fiel do desenho que consta do Capítulo III do livro. Alem dos desenhos, uma frase tirada do livro: “On ne voit bien qu'avec les yeux du coeur. L'essentiel est invisible pour les yeux”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se dá o cenário do meu descanso diário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-5245943902378424169?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/5245943902378424169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/cenario-por-dentro-da-janela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5245943902378424169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5245943902378424169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/cenario-por-dentro-da-janela.html' title='Cenário por dentro da janela'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3657699376099549277</id><published>2009-08-19T14:43:00.000+02:00</published><updated>2009-08-19T14:54:17.756+02:00</updated><title type='text'>Em Vez, de Carlos Lacerda</title><content type='html'>Fuçando a biblioteca do projeto encontrei algumas preciosidades. Dentre elas, a que me chamou maior atenção foi um livro de Carlos Lacerda chamado Em Vez, com uma seleção de textos escritos como discursos políticos, artigos jornalísticos e até homenagens póstumas. Mesmo tendo nascido muitos anos depois e vivendo numa época onde Paulo Coelho é um imortal da Academia, tenho saudade de um tempo na História do nosso país de Gustavo Corção, Mário Ferreira dos Santos, Carlos Lacerda e outros. O prefácio diz bastante sobre a genialidade desse homem que o Brasil se esforça em esquecer. Transcrevo parte deste prefácio abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) Há várias maneiras de existir. Uma delas é a de se recusar a existir numa competição de mediocridades pressurosas, de concorrências espúrias. Menos espetaculosa do que as outras, exige mais firmeza, dessa espécie rara e difícil das firmezas sóbrias e honradas, que não tiram partido de si mesmas porque visam a, simplesmente, não ceder, não capitular; sem esperar sequer o reconhecimento público dessa difícil capacidade que é a de se abster. É a firmeza do pobre Hamlet, a passar por fútil e por doido, por não ceder às instancias patéticas da mãe trágica e trêfega e do padastro incestuoso. É a firmeza de Socrates, preferindo a cicuta à dobrez da consciência. Quanta coisa podia ele, ainda, dar de si aos contemporâneos, se cedesse um pouco! Mas deu aos pósteros o máximo, com a lição que lhes deixou, única, porém eterna. É a firmeza de quem resiste à tentação do êxito fácil, para deixar claro um princípio; senão aos olhos de todos, desde logo, claríssimo depois, quando assenta a poeira da confusão e se dissipa a temporária névoa dos equívocos. Recorre-se, assim, à linguagem evasiva e sinuosa das alusões e das desconversas. Atinge-se, quando muito, o máximo de futilidade de que pode ser capaz quem não nasceu para ela. Porém, salva-se, nisso, a coerência. E por assim dizer, a honra da inteligência, que não se desfaz com a desconversa intencional e sim com a cumplicidade, mesmo bem intencionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pactuar com o erro a pretexto de que assim se lhe atenua o efeito deletério, é um ato de firmeza que exige mais contenção, mais coerência, do que o simples protesto ocasional, sem consequencias, logo extinto e logo desfeito por inconsequente, fácil de abafar e ainda mais fácil de ser esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto existir uma voz que não pactua, o coro desafina. Se as vozes discordantes de todo se calam, ou falam uma vez só e nunca mais, o coro se torna perfeito, isto é, horrível na sua monotonia, na sua compungida e abjeta submissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos países, em muitas circunstâncias, sobreviver é uma forma de protesto; existir já é, por si só, um modo de dar testemunho. E dar sinal de existência, por sinais sem significado aparente, por palavras e assuntos que nada têm a ver com o da nossa principal preocupação, é um modo viril de não desaparecer na condescendência nem se deixar destruir na fácil exasperação de um só gesto, um só grito, um só momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um propósito firme, que exige domínio dos nervos e serenidade da inteligência para não aceitar a provocação de nenhum lado, sob nenhum pretexto, e não sucumbir à tentação da bravata, nem mesmo da própria e autêntica bravura sem consequência. Na minha vida de aprendiz de tantas coisas, já me ocorrera resistir por mil modos diferentes. Faltava-me conhecer esta modalidade rara e realmente muito dificil de ser exercida. A resistencia manifestada simplesmente pela existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existo, logo penso. Enquanto houver quem seja capaz de pensar, nem tudo estará perdido ao acabar a corda que move os engoços, os enguiços, as geringonças, as construções abstratas e abstrusas, fantasiosas mas sem imaginação, de modelos sociais e econômicos dos quais se ausenta o fator que a todos aglutina e dá sentido, que é o fator político – mola mestra de toda sociedade organizada, de toda cultura e, afinal, de toda civilização".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3657699376099549277?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3657699376099549277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/em-vez-de-carlos-lacerda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3657699376099549277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3657699376099549277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/em-vez-de-carlos-lacerda.html' title='Em Vez, de Carlos Lacerda'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2048674214137835923</id><published>2009-08-18T14:36:00.000+02:00</published><updated>2009-08-18T15:03:59.758+02:00</updated><title type='text'>Paisagem de interior</title><content type='html'>Hoje, andando pelas ruas da vila onde moro, lembrava dos versos da poesia matuta de Jessier Quirino, Paisagem do Interior. Se você adicionar as negras vestidas de capulana, com menino amarrado nas costas e bacias de água na cabeça, seria mais ou menos assim: &lt;a href="http://www.releituras.com/jessierq_paisagem.asp"&gt;http://www.releituras.com/jessierq_paisagem.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2048674214137835923?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2048674214137835923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/paisagem-do-interior.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2048674214137835923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2048674214137835923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/paisagem-do-interior.html' title='Paisagem de interior'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6953291987487939612</id><published>2009-08-18T14:29:00.000+02:00</published><updated>2009-08-18T15:48:29.028+02:00</updated><title type='text'>Escolinha da vila</title><content type='html'>Hoje pela manhã fui visitar uma escola pública da comunidade. Aqui todas as escolas possuem como nome alguma data. Então, como não lembro que dia era aquele, vamos dizer que foi Escola Primária Completa 05 de Outubro, em homenagem ao aniversário do meu pai e aniversário da nossa carta constituicional brasileira...&lt;br /&gt;Essa é uma das escolas onde os futuros professores da EPF vão dar aulas em ordem de estágio. Nhama, um dos alunos, deu aula hoje e me convidou para assisti-la. Essa aula ele dividiu com uma colega também da EPF.&lt;br /&gt;A escola, como todas da região, estava numa situação muito precária. As salas faziam parte de uma construção muito antiga, com o teto que indicava poder ter sido algum armazém muitos anos atrás. As paredes davam testemunho dessa ancianidade pelas rachaduras, uma pintura que há muito deixara de desbotar e pedaços do reboco faltando em todo o derredor das mesmas.&lt;br /&gt;As carteiras, daquelas que devem receber duplas de alunos, estavam, em sua maioria quebradas. Os alunos se viram e usam pedaços de outras carteiras inutilizadas, a fim de fazerem o seu assento ou a bancada de livros. Em cada uma que poderia receber assento, 3 alunos se apertavam. Alguns alunos sentavam em apenas um pequeno pedaço de madeira de 5 centímetros de largura, suportado pela armação de alguma cadeira quebrada. Uma aluna que chegou um pouco atrasada sentou mesmo apenas numa armação de outra carteira quebrada, equilibrando-se no canto da carteira sem assento, até que os coleguinhas apertaram e a deram um lugar mais confortável. No fundo da sala, uma coleção de peças de carteiras quebradas dão testemunho de que pouco foi feito para melhorar o conforto dos alunos, amontoadas que estão desde muito tempo. O frio completava a situação de dificuldade. Poucos alunos estavam devidamente vestidos para o frio que faz em Chimoio. A maioria veste roupas já degradadas pelo tempo, em farrapos mesmo. Uma aluna que sentou perto de mim, vestida uma blusa muito fina, tremia durante toda a aula.&lt;br /&gt;As crianças, num total de 20, com faixa etária de 12 a 13 anos, a maioria homens (Moçambique está em processo de emancipação e inclusão feminina, também nas escolas), aprenderam hoje sobre adição de frações no primeiro período de aula. No segundo período viram como funciona o aparelho respiratório e conheceram as partes em que ele é dividido, por meio de um cartaz desenhado pelo professor e apresentado aos alunos. Após o intervalo, interpretaram um texto do folclore moçambicano, que conta a história de uma ave da região chamada “mocho”. A seguir, tiveram aula de artes. Os alunos, apesar da idade, estavam muito comportados e participativos. Nas escolas daqui o aluno, para falar, precisa pedir autorização primeiro, depois se levantar e então expor algo ou responder alguma pergunta. Nessa sala os aluninhos brigavam para responder e a cada pergunta, de &lt;leo_highlight style="border-bottom: 2px solid rgb(255, 255, 150); background: transparent none repeat scroll 0% 0%; cursor: pointer; display: inline; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" id="leoHighlights_Underline_0" onclick="leoHighlightsHandleClick('leoHighlights_Underline_0')" onmouseover="leoHighlightsHandleMouseOver('leoHighlights_Underline_0')" onmouseout="leoHighlightsHandleMouseOut('leoHighlights_Underline_0')" leohighlights_keywords="pronto" leohighlights_url="http%3A//thebrowserhighlighter.com/leonardo/highlights/keywords?keywords%3Dpronto"&gt;pronto&lt;/leo_highlight&gt;, pelo menos 3 ou 4 levantavam as mãos.&lt;br /&gt;Uma professora da escola fica responsavel por avaliar os alunos diariamente. Esse também é o papel dos DI, mas como eu estava só de visita, não fui com essa intenção crítica. De qualquer forma, a professora entrou na sala por 10 minutos, e, talvez motivada pela minha presença, deu muito esporro nos professores estagiários, principalmente pela forma como eles organizaram seu plano de aula. No final ela perguntou se eu tinha alguma coisa pra adicionar, eu elogiei o fato dos alunos estarem muito motivados e participativos e teci alguns elogios sobre a didática dos professores, material didático de apoio, etc. Deixei para fazer algumas críticas mais profundas informalmente, quando estávamos regressando para casa.&lt;br /&gt;No final, foi muito interessante aquela experiência. Pude perceber que mesmo sem muitos recursos e infra-estrutura, os professores da EPF estão sendo capazes de motivar os alunos e dar boas aulas, recebendo uma resposta positiva dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="leoHighlights_iframe_modal_span_container"&gt;&lt;div id="leoHighlights_iframe_modal_div_container" style="border: 1px solid black; position: absolute; visibility: hidden; display: none; width: 394px; height: 40px; z-index: 32768; background-color: white;" onmouseover="leoHighlightsHandleIFrameMouseOver();" onmouseout="leoHighlightsHandleIFrameMouseOut();"&gt;                                                     &lt;div id="leo_iFrame_closebar" style="position: absolute; top: 0px; left: 0px; width: 394px; height: 40px; z-index: 32768; background-image: url(chrome://shim/content/highlightsFilter-1/header.gif);"&gt;       &lt;a href="javascript: leoHighlightsIFrameClose();"&gt;          &lt;div id="leo_iFrame_close" style="position: absolute; top: 10px; left: 360px; width: 20px; height: 20px;"&gt;          &lt;/div&gt;       &lt;/a&gt;    &lt;/div&gt;        &lt;iframe id="leoHighlights_iframe" name="leoHighlights_iframe" title="leoHighlights_iframe" src="about:blank" vspace="0" hspace="0" marginwidth="0" marginheight="0" style="position: absolute; top: 40px; left: 0px;" width="250" frameborder="0" height="100" scrolling="no"&gt;    &lt;/iframe&gt;     &lt;/div&gt;  &lt;script defer="defer" type="text/javascript"&gt;    createInlineScriptElement("var%20LEO_HIGHLIGHTS_DEBUG%20%3D%20true%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_DEBUG_POS%20%3D%20false%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_INFINITE_LOOP_COUNT%20%3D%20300%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_MAX_HIGHLIGHTS%20%3D%20200%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_ID%20%3D%20%22leoHighlights_iframe%22%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_DIV_ID%20%3D%20%22leoHighlights_iframe_modal_div_container%22%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_SHOW_DELAY_MS%20%3D%20300%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_HIDE_DELAY_MS%20%3D%20750%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_BACKGROUND_STYLE_DEFAULT%20%3D%20%22transparent%20none%20repeat%20scroll%200%25%200%25%22%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_BACKGROUND_STYLE_HOVER%20%3D%20%20%20%22rgb%28245%2C245%2C0%29%20none%20repeat%20scroll%200%25%200%25%22%3B%0Avar%20_leoHighlightsPrevElem%20%3D%20null%3B%0A%0A/**%0A%20*%20General%20method%20used%20to%20debug%20exceptions%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20location%0A%20*%20@param%20e%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsReportExeception%28location%2Ce%29%0A%7B%0A%20%20%20if%28LEO_HIGHLIGHTS_DEBUG%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20alert%28%22EXCEPTION%3A%20%22+location+%22%3A%20%22+e+%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%22%5Cn%5Ct%22+e.name+%22%5Cn%5Ct%22+%28e.number%260xFFFF%29+%22%5Cn%5Ct%22+e.description%29%3B%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20is%20a%20dimensions%20object%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20width%0A%20*%20@param%20height%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20LeoHighlightsDimension%28width%2Cheight%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09this.width%3Dwidth%3B%0A%20%20%20%09this.height%3Dheight%3B%0A%20%20%20%09this.toString%3Dfunction%28%29%20%7B%20return%20%28%22%28%22+this.width+%22%2C%22+this.height+%22%29%22%29%3B%7D%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22new%20LeoHighlightsDimension%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%09%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20is%20a%20Position%20object%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20x%0A%20*%20@param%20y%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20LeoHighlightsPosition%28x%2Cy%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09this.x%3Dx%3B%0A%20%20%20%09this.y%3Dy%3B%0A%20%20%20%09this.toString%3Dfunction%28%29%20%7B%20return%20%28%22%28%22+this.x+%22%2C%22+this.y+%22%29%22%29%3B%7D%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22new%20LeoHighlightsPosition%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%09%0A%7D%0A%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_ADJUSTMENT%20%3D%20new%20LeoHighlightsPosition%283%2C3%29%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_HOVER_SIZE%20%3D%20new%20LeoHighlightsDimension%28394%2C236%29%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_CLICK_SIZE%20%3D%20new%20LeoHighlightsDimension%28394%2C512%29%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_CLOSE_BAR_HEIGHT%20%3D%2040%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_DIV_HOVER_SIZE%20%3D%20new%20LeoHighlightsDimension%28LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_HOVER_SIZE.width%2C%0A%09%09%09LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_HOVER_SIZE.height+LEO_HIGHLIGHTS_CLOSE_BAR_HEIGHT%29%3B%0Avar%20LEO_HIGHLIGHTS_DIV_CLICK_SIZE%20%3D%20new%20LeoHighlightsDimension%28LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_CLICK_SIZE.width%2C%0A%09%09LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_CLICK_SIZE.height+LEO_HIGHLIGHTS_CLOSE_BAR_HEIGHT%29%3B%0A%0A%0A/**%0A%20*%20Sets%20the%20size%20of%20the%20passed%20in%20element%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20elem%0A%20*%20@param%20dim%20%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsSetSize%28elem%2Cdim%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09//%20Set%20the%20popup%20location%0A%20%20%20%09elem.style.width%20%3D%20dim.width%20+%20%22px%22%3B%0A%20%20%20%09if%28elem.width%29%0A%20%20%20%09%09elem.width%3Ddim.width%3B%0A%20%20%20%09elem.style.height%20%20%3D%20dim.height%20+%20%22px%22%3B%0A%20%20%20%09if%28elem.height%29%0A%20%20%20%09%09elem.height%3Ddim.height%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22_leoHighlightsSetSize%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%09%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20can%20be%20used%20for%20a%20simple%20one%20argument%20callback%0A%20*%0A%20*%20@param%20callName%0A%20*%20@param%20argName%0A%20*%20@param%20argVal%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsSimpleGwCallBack%28callName%2CargName%2C%20argVal%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20var%20gwObj%20%3D%20new%20Gateway%28%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20if%28argName%29%0A%20%20%20%20%20%20%09gwObj.addParam%28argName%2CargVal%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.callName%28callName%29%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22_leoHighlightsSimpleGwCallBack%28%29%20%22+callName%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20gets%20a%20url%20argument%20from%20the%20current%20document.%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20url%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsGetUrlArg%28url%2C%20name%20%29%0A%7B%0A%09%20%20name%20%3D%20name.replace%28/[%5C[]/%2C%22%5C%5C%5C[%22%29.replace%28/[%5C]]/%2C%22%5C%5C%5C]%22%29%3B%0A%09%20%20var%20regexS%20%3D%20%22[%5C%5C?%26]%22+name+%22%3D%28[^%26%23]*%29%22%3B%0A%09%20%20var%20regex%20%3D%20new%20RegExp%28%20regexS%20%29%3B%0A%09%20%20var%20results%20%3D%20regex.exec%28url%29%3B%0A%09%20%20if%28%20results%20%3D%3D%20null%20%29%0A%09%20%20%20%20return%20%22%22%3B%0A%09%20%20else%0A%09%20%20%20%20return%20results[1]%3B%0A%7D%0A%0A%0A/**%0A%20*%20This%20allows%20to%20redirect%20the%20top%20window%20to%20the%20passed%20in%20url%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20url%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsRedirectTop%28url%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%20%20%20%09%0A%20%20%20%09top.location%3Durl%3B%09%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22_leoHighlightsRedirectTop%28%29%22%2Ce%29%3B%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20is%20used%20to%20report%20events%20to%20the%20plugin%0A%20*%20@param%20key%0A%20*%20@param%20sub%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsEvent%28key%2C%20sub%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20var%20gwObj%20%3D%20new%20Gateway%28%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.addParam%28%22key%22%2C%20key%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.addParam%28%22sub%22%2C%20sub%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.callName%28%22leoHighlightsEvent%22%29%3B%09%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22_leoHighlightsEvent%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20will%20find%20an%20element%20by%20Id%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20elemId%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsFindElementById%28elemId%29%0A%7B%0A%09try%0A%09%7B%0A%09%09var%20elem%3Ddocument.getElementById%28elemId%29%3B%0A%09%09if%28elem%29%0A%09%09%09return%20elem%3B%0A%09%09%0A%09%09/*%20This%20is%20the%20handling%20for%20IE%20*/%0A%09%09if%28document.all%29%0A%09%09%7B%0A%09%09%09elem%3Ddocument.all[elemId]%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20if%28elem%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09return%20elem%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20for%20%28%20var%20i%20%3D%20%28document.all.length-1%29%3B%20i%20%3E%3D%200%3B%20i--%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09elem%3Ddocument.all[i]%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09if%28elem.id%3D%3DelemId%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20return%20elem%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%7D%0A%09%09%7D%0A%09%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22_leoHighlightsFindElementById%28%29%22%2Ce%29%3B%0A%20%20%20%7D%0A%09return%20null%3B%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20Get%20the%20location%20of%20one%20element%20relative%20to%20a%20parent%20reference%0A%20*%0A%20*%20@param%20ref%0A%20*%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20the%20reference%20element%2C%20this%20must%20be%20a%20parent%20of%20the%20passed%20in%0A%20*%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20element%0A%20*%20@param%20elem%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsGetLocation%28ref%2C%20elem%29%20%7B%0A%20%20%20var%20count%20%3D%200%3B%0A%20%20%20var%20location%20%3D%20new%20LeoHighlightsPosition%280%2C0%29%3B%0A%20%20%20var%20walk%20%3D%20elem%3B%0A%20%20%20while%20%28walk%20%21%3D%20null%20%26%26%20walk%20%21%3D%20ref%20%26%26%20count%20%3C%20LEO_HIGHLIGHTS_INFINITE_LOOP_COUNT%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20location.x%20+%3D%20walk.offsetLeft%3B%0A%20%20%20%20%20%20location.y%20+%3D%20walk.offsetTop%3B%0A%20%20%20%20%20%20walk%20%3D%20walk.offsetParent%3B%0A%20%20%20%20%20%20count++%3B%0A%20%20%20%7D%0A%0A%20%20%20return%20location%3B%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20is%20used%20to%20update%20the%20position%20of%20an%20element%20as%20a%20popup%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20IFrame%0A%20*%20@param%20anchor%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsUpdatePopupPos%28iFrame%2Canchor%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20//%20Gets%20the%20scrolled%20location%20for%20x%20and%20y%0A%20%20%20%20%20%20var%20scrolledPos%3Dnew%20LeoHighlightsPosition%280%2C0%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20if%28%20self.pageYOffset%20%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20scrolledPos.x%20%3D%20self.pageXOffset%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20scrolledPos.y%20%3D%20self.pageYOffset%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%20else%20if%28%20document.documentElement%20%26%26%20document.documentElement.scrollTop%20%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20scrolledPos.x%20%3D%20document.documentElement.scrollLeft%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20scrolledPos.y%20%3D%20document.documentElement.scrollTop%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%20else%20if%28%20document.body%20%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20scrolledPos.x%20%3D%20document.body.scrollLeft%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20scrolledPos.y%20%3D%20document.body.scrollTop%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%0A%20%20%20%20%20%20%0A%20%20%20%20%20%20/*%20Get%20the%20total%20dimensions%20to%20see%20what%20scroll%20bars%20might%20be%20active%20*/%0A%20%20%20%20%20%20var%20totalDim%3Dnew%20LeoHighlightsDimension%280%2C0%29%0A%20%20%20%20%20%20if%20%28document.all%20%26%26%20document.documentElement%20%26%26%20%0A%20%20%20%20%20%20%09document.documentElement.clientHeight%26%26document.documentElement.clientWidth%29%0A%20%20%20%20%20%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%09totalDim.width%20%3D%20document.documentElement.scrollWidth%3B%0A%20%20%20%20%20%20%09totalDim.height%20%3D%20document.documentElement.scrollHeight%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%0A%20%20%20%20%20%20else%20if%20%28document.all%29%0A%20%20%20%20%20%20%7B%20/*%20This%20is%20in%20IE%20*/%0A%20%20%20%20%20%09%20%09totalDim.width%20%3D%20document.body.scrollWidth%3B%0A%20%20%20%20%20%20%09totalDim.height%20%3D%20document.body.scrollHeight%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%0A%20%20%20%20%20%20else%0A%20%20%20%20%20%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%09%20totalDim.width%20%3D%20document.width%3B%0A%20%20%20%20%20%20%09%20totalDim.height%20%3D%20document.height%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%0A%0A%20%20%20%20%20%20//%20Gets%20the%20location%20of%20the%20available%20screen%20space%0A%20%20%20%20%20%20var%20centerDim%3Dnew%20LeoHighlightsDimension%280%2C0%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20if%28self.innerWidth%20%26%26%20self.innerHeight%20%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20centerDim.width%20%3D%20self.innerWidth-%28totalDim.height%3Eself.innerHeight?16%3A0%29%3B%20//%20subtracting%20scroll%20bar%20offsets%20for%20firefox%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20centerDim.height%20%3D%20self.innerHeight-%28totalDim.width%3Eself.innerWidth?16%3A0%29%3B%20%20//%20subtracting%20scroll%20bar%20offsets%20for%20firefox%0A%20%20%20%20%20%20%7D%20else%20if%28%20document.documentElement%20%26%26%20document.documentElement.clientHeight%20%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20centerDim.width%20%3D%20document.documentElement.clientWidth%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20centerDim.height%20%3D%20document.documentElement.clientHeight%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%20else%20if%28%20document.body%20%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20centerDim.width%20%3D%20document.body.clientWidth%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20centerDim.height%20%3D%20document.body.clientHeight%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%0A%20%20%20%20%20%20%0A%20%20%20%20%20%20//%20Get%20the%20current%20dimension%20of%20the%20popup%20element%0A%20%20%20%20%20%20var%20iFrameDim%3Dnew%20LeoHighlightsDimension%28iFrame.offsetWidth%2CiFrame.offsetHeight%29%0A%20%20%20%20%20%20if%20%28iFrameDim.width%20%3C%3D%200%29%0A%20%20%20%20%20%20%09iFrameDim.width%20%3D%20iFrame.style.width.substring%280%2C%20iFrame.style.width.indexOf%28%27px%27%29%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20if%20%28iFrameDim.height%20%3C%3D%200%29%0A%20%20%20%20%20%20%09iFrameDim.height%20%3D%20iFrame.style.height.substring%280%2C%20iFrame.style.height.indexOf%28%27px%27%29%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20%0A%20%20%20%20%20%20/*%20Calculate%20the%20position%2C%20lower%20right%20hand%20corner%20by%20default%20*/%0A%20%20%20%20%20%20var%20position%3Dnew%20LeoHighlightsPosition%280%2C0%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20position.x%3DscrolledPos.x+centerDim.width-iFrameDim.width-LEO_HIGHLIGHTS_ADJUSTMENT.x%3B%0A%20%20%20%20%20%20position.y%3DscrolledPos.y+centerDim.height-iFrameDim.height-LEO_HIGHLIGHTS_ADJUSTMENT.y%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%0A%20%20%20%20%20%20if%28anchor%21%3Dnull%29%0A%20%20%20%20%20%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20//centerDim%20in%20relation%20to%20the%20anchor%20element%20if%20available%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20var%20topOrBottom%20%3D%20false%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20var%20anchorPos%3D_leoHighlightsGetLocation%28document.body%2C%20anchor%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20var%20anchorScreenPos%20%3D%20new%20LeoHighlightsPosition%28anchorPos.x-scrolledPos.x%2CanchorPos.y-scrolledPos.y%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20var%20anchorDim%3Dnew%20LeoHighlightsDimension%28anchor.offsetWidth%2Canchor.offsetHeight%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20if%20%28anchorDim.width%20%3C%3D%200%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09anchorDim.width%20%3D%20anchor.style.width.substring%280%2C%20anchor.style.width.indexOf%28%27px%27%29%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20if%20%28anchorDim.height%20%3C%3D%200%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09anchorDim.height%20%3D%20anchor.style.height.substring%280%2C%20anchor.style.height.indexOf%28%27px%27%29%29%3B%0A%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20//%20Check%20if%20the%20popup%20can%20be%20shown%20above%20or%20below%20the%20element%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20if%20%28centerDim.height%20-%20anchorDim.height%20-%20iFrameDim.height%20-%20anchorScreenPos.y%20%3E%200%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09//%20Show%20below%2C%20formula%20above%20calculates%20space%20below%20open%20iFrame%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20position.y%20%3D%20anchorPos.y%20+%20anchorDim.height%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20topOrBottom%20%3D%20true%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%7D%20else%20if%20%28anchorScreenPos.y%20-%20anchorDim.height%20-%20iFrameDim.height%20%3E%200%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09//%20Show%20above%2C%20formula%20above%20calculates%20space%20above%20open%20iFrame%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09position.y%20%3D%20anchorPos.y%20-%20iFrameDim.height%20-%20anchorDim.height%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20topOrBottom%20%3D%20true%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%7D%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20if%20%28topOrBottom%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20//%20We%20attempt%20top%20attach%20the%20window%20to%20the%20element%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09position.x%20%3D%20anchorPos.x%20-%20iFrameDim.width%20/%202%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20if%20%28position.x%20%3C%200%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09position.x%20%3D%200%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20else%20if%20%28position.x%20+%20iFrameDim.width%20%3E%20scrolledPos.x%20+%20centerDim.width%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09position.x%20%3D%20scrolledPos.x%20+%20centerDim.width%20-%20iFrameDim.width%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%7D%20else%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20//%20Attempt%20to%20align%20on%20the%20right%20or%20left%20hand%20side%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20if%20%28centerDim.width%20-%20anchorDim.Width%20-%20iFrameDim.width%20-%20anchorScreenPos.x%20%3E%200%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20position.x%20%3D%20anchorPos.x%20+%20anchorDim.width%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20else%20if%20%28anchorScreenPos.x%20-%20anchorDim.width%20-%20iFrameDim.width%20%3E%200%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%09position.x%20%3D%20anchorPos.x%20-%20anchorDim.width%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20else%20%20//%20default%20to%20below%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20position.y%20%3D%20anchorPos.y%20+%20anchorDim.height%3B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%7D%0A%20%20%20%20%20%20%7D%0A%20%20%20%20%20%20%0A%20%20%20%20%20%20%0A%20%20%20%20%20%20/*%20Make%20sure%20that%20we%20don%27t%20go%20passed%20the%20right%20hand%20border%20*/%0A%20%20%20%20%20%20if%28position.x+iFrameDim.width%3EcenterDim.width-20%29%0A%20%20%20%20%20%20%09position.x%3DcenterDim.width-%28iFrameDim.width+20%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20%09%09%0A%20%20%20%20%20%20//%20Make%20sure%20that%20we%20didn%27t%20go%20passed%20the%20start%0A%20%20%20%20%20%20if%28position.x%3C0%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20position.x%3D0%3B%0A%20%20%20%20%20%20if%28position.y%3C0%29%0A%20%20%20%20%20%20%09position.y%3D0%3B%0A%0A%20%20%20%20%20%20if%20%28LEO_HIGHLIGHTS_DEBUG_POS%26%26LEO_HIGHLIGHTS_DEBUG%29%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20alert%28%22%20Popup%20info%20id%3A%20%20%20%20%20%20%20%22%20+iFrame.id+%22%20-%20%22+anchor.id%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20+%20%22%5Cnscrolled%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%22%20+%20scrolledPos%20%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20+%20%22%5Cncenter/visible%20%20%20%20%22%20+%20centerDim%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20+%20%22%5Cnanchor%20%28absolute%29%20%22%20+%20anchorPos%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20+%20%22%5Cnanchor%20%28screen%29%20%20%20%22%20+%20anchorScreenPos%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20+%20%22%5CnSize%20%28anchor%29%20%20%20%20%20%22%20+%20anchorDim%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20+%20%22%5CnSize%20%28popup%29%20%20%20%20%20%20%22%20+%20iFrameDim%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20+%20%22%5CnResult%20pos%20%20%20%20%20%20%20%20%22%20+%20position%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20%7D%0A%0A%20%20%20%20%20%20//%20Set%20the%20popup%20location%0A%20%20%20%20%20%20iFrame.style.left%20%3D%20position.x%20+%20%22px%22%3B%0A%20%20%20%20%20%20iFrame.style.top%20%20%3D%20position.y%20+%20%22px%22%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22_leoHighlightsUpdatePopupPos%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A%0A%0A/**%0A%20*%20This%20will%20show%20the%20passed%20in%20element%20as%20a%20popup%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20anchorId%0A%20*%20@param%20size%0A%20*%20%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsShowPopup%28anchorId%2Csize%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09var%20popup%3Dnew%20LeoHighlightsPopup%28anchorId%2Csize%29%3B%0A%20%20%20%09popup.show%28%29%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22_leoHighlightsShowPopup%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%09%0A%7D%0A%0A%0A/**%0A%20*%20This%20will%20transform%20the%20passed%20in%20url%20to%20a%20rover%20url%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20url%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20_leoHighlightsGetRoverUrl%28url%29%0A%7B%0A%09var%20rover%3D%22711-36858-13496-14%22%3B%0A%09var%20roverUrl%3D%22http%3A//rover.ebay.com/rover/1/%22+rover+%22/4?%26mpre%3D%22+encodeURI%28url%29%3B%0A%09%0A%09return%20roverUrl%3B%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20Class%20for%20a%20Popup%20%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20anchorId%0A%20*%20@param%20size%0A%20*%20%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20LeoHighlightsPopup%28anchorId%2Csize%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09this.anchorId%3DanchorId%3B%0A%20%20%20%09this.anchor%3D_leoHighlightsFindElementById%28this.anchorId%29%3B%0A%20%20%20%09this.iFrame%3D_leoHighlightsFindElementById%28LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_ID%29%3B%0A%20%20%20%09this.iFrameDiv%3D_leoHighlightsFindElementById%28LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_DIV_ID%29%3B%0A%20%20%20%09%0A%20%20%20%09var%20url%3Dunescape%28this.anchor.getAttribute%28%27leoHighlights_url%27%29%29%3B%0A%0A%20%20%20%09this.iFrame.src%3Durl%3B%0A%0A%20%20%20%09leoHighlightsSetSize%28size%29%3B%0A%20%20%20%09%0A%20%20%20%09this.updatePos%3Dfunction%28%29%20%7B%20_leoHighlightsUpdatePopupPos%28this.iFrameDiv%2Cthis.anchor%29%7D%3B%0A%20%20%20%09this.show%3Dfunction%28%29%20%7Bthis.updatePos%28%29%3B%20this.iFrameDiv.style.visibility%20%3D%20%22visible%22%3B%20this.iFrameDiv.style.display%20%3D%20%22block%22%3B%20this.updatePos%28%29%3B%7D%20%20%20%09%09%0A%20%20%20%09this.scroll%3Dfunction%28%29%20%7B%20this.updatePos%28%29%3B%7D%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22new%20LeoHighlightsPopup%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A*%0A*%20This%20can%20be%20used%20to%20close%20an%20iframe%0A*%0A*%20@param%20id%0A*%20@return%0A*/%0Afunction%20leoHighlightsSetSize%28size%2CclickId%29%0A%7B%0A%09try%0A%09%7B%0A%09%09/*%20Get%20the%20appropriate%20sizes%20*/%0A%20%20%09%09var%20iFrame%3D_leoHighlightsFindElementById%28LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_ID%29%3B%0A%20%20%09%09var%20iFrameDiv%3D_leoHighlightsFindElementById%28LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_DIV_ID%29%3B%0A%20%20%09%09%0A%20%20%09%09/*%20Figure%20out%20the%20correct%20sizes%20*/%0A%20%20%09%09var%20iFrameSize%3D%28size%3D%3D1%29?LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_CLICK_SIZE%3ALEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_HOVER_SIZE%3B%0A%20%20%09%09var%20divSize%3D%28size%3D%3D1%29?LEO_HIGHLIGHTS_DIV_CLICK_SIZE%3ALEO_HIGHLIGHTS_DIV_HOVER_SIZE%3B%0A%0A%20%20%09%09/*%20Refresh%20the%20iFrame%27s%20url%2C%20by%20removing%20the%20size%20arg%20and%20adding%20it%20again%20*/%0A%20%20%09%09var%20url%3DiFrame.src%3B%0A%20%20%09%09var%20idx%3Durl.indexOf%28%22%26size%3D%22%29%3B%0A%20%20%09%09if%28idx%3E%3D0%29%0A%20%20%09%09%09url%3Durl.substring%280%2Cidx%29%3B%0A%09%09url+%3D%28%22%26size%3D%22+size%29%3B%0A%09%09if%28clickId%29%0A%09%09%09url+%3D%28%22%26clickId%3D%22+clickId%29%3B%0A%09%09%0A%20%20%09%09iFrame.src%3Durl%3B%0A%20%20%09%09%0A%20%20%09%09/*%20Clear%20the%20hover%20flag%2C%20if%20the%20user%20shows%20this%20at%20full%20size%20*/%0A%20%20%09%09if%28size%3D%3D1%26%26_leoHighlightsPrevElem%29%0A%20%20%09%09%09_leoHighlightsPrevElem.hover%3Dfalse%3B%0A%20%20%09%09%0A%20%20%09%09_leoHighlightsSetSize%28iFrame%2CiFrameSize%29%3B%0A%20%20%09%09_leoHighlightsSetSize%28iFrameDiv%2CdivSize%29%3B%0A%09%7D%0A%09catch%28e%29%0A%09%7B%0A%09%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsSetSize%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%09%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20Start%20the%20popup%20a%20little%20bit%20delayed.%0A%20*%20Somehow%20IE%20needs%20some%20time%20to%20find%20the%20element%20by%20id.%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20anchorId%0A%20*%20@param%20size%0A%20*%20%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHighlightsShowPopup%28anchorId%2Csize%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%09%09var%20elem%3D_leoHighlightsFindElementById%28anchorId%29%3B%0A%20%20%09%09if%28_leoHighlightsPrevElem%26%26%28_leoHighlightsPrevElem%21%3Delem%29%29%0A%20%20%09%09%09_leoHighlightsPrevElem.shown%3Dfalse%3B%0A%20%20%09%09elem.shown%3Dtrue%3B%0A%09%09_leoHighlightsPrevElem%3Delem%3B%0A%20%20%20%09%0A%20%20%20%09/*%20FF%20needs%20to%20find%20the%20element%20first%20*/%0A%20%20%20%09_leoHighlightsFindElementById%28anchorId%29%3B%0A%20%20%20%09%0A%20%20%20%09setTimeout%28%22_leoHighlightsShowPopup%28%5C%27%22+anchorId+%22%5C%27%2C%5C%27%22+size+%22%5C%27%29%3B%22%2C10%29%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsShowPopup%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%09%0A%7D%0A%0A/**%0A*%0A*%20This%20can%20be%20used%20to%20close%20an%20iframe%0A*%0A*%20@param%20id%0A*%20@return%0A*/%0Afunction%20leoHighlightsHideElem%28id%29%0A%7B%0A%09try%0A%09%7B%0A%09%09/*%20Get%20the%20appropriate%20sizes%20*/%0A%20%20%09%09var%20elem%3D_leoHighlightsFindElementById%28id%29%3B%0A%20%20%09%09if%28elem%29%0A%20%20%09%09%09elem.style.visibility%3D%22hidden%22%3B%0A%20%20%09%09%0A%20%20%09%09/*%20Clear%20the%20page%20for%20the%20next%20run%20through%20*/%0A%20%20%09%09var%20iFrame%3D_leoHighlightsFindElementById%28LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_ID%29%3B%0A%20%20%09%09if%28iFrame%29%0A%20%20%09%09%09iFrame.src%3D%22about%3Ablank%22%3B%0A%20%20%09%09%0A%20%20%09%09%0A%20%20%09%09if%28_leoHighlightsPrevElem%29%0A%20%20%09%09%7B%0A%20%20%09%09%09_leoHighlightsPrevElem.shown%3Dfalse%3B%0A%20%20%09%09%09_leoHighlightsPrevElem%3Dnull%3B%0A%20%20%09%09%7D%0A%09%7D%0A%09catch%28e%29%0A%09%7B%0A%09%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsHideElem%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%09%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A*%0A*%20This%20can%20be%20used%20to%20close%20an%20iframe.%0A*%20Since%20the%20iFrame%20is%20reused%20the%20frame%20only%20gets%20hidden%0A*%0A*%20@return%0A*/%0Afunction%20leoHighlightsIFrameClose%28%29%0A%7B%0A%20%20try%0A%20%20%7B%0A%09%20%20_leoHighlightsSimpleGwCallBack%28%22LeoHighlightsHideIFrame%22%29%3B%0A%20%20%7D%0A%20%20catch%28e%29%0A%20%20%7B%0A%09%20%20_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsIFrameClose%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20should%20handle%20the%20click%20events%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20anchorId%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHighlightsHandleClick%28anchorId%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%09%09var%20anchor%3D_leoHighlightsFindElementById%28anchorId%29%3B%0A%20%20%09%09anchor.hover%3Dfalse%3B%0A%20%20%09%09if%28anchor.startTimer%29%0A%20%20%09%09%09clearTimeout%28anchor.startTimer%29%3B%0A%20%20%20%09%0A%20%20%09%09leoHighlightsEvent%28%22clicked%22%29%3B%0A%20%20%20%09leoHighlightsShowPopup%28anchorId%2C1%29%3B%0A%20%20%20%09return%20false%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsHandleClick%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%09%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20should%20handle%20the%20hover%20events%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20anchorId%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHighlightsHandleHover%28anchorId%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%09%09var%20anchor%3D_leoHighlightsFindElementById%28anchorId%29%3B%0A%20%20%09%09anchor.hover%3Dtrue%3B%0A%20%20%09%09%0A%20%20%09%09leoHighlightsEvent%28%22hovered%22%29%3B%0A%20%20%20%09leoHighlightsShowPopup%28anchorId%2C0%29%3B%0A%20%20%20%09return%20false%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsHandleHover%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%09%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20will%20handle%20the%20mouse%20over%20setup%20timers%20for%20the%20appropriate%20timers%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20id%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHighlightsHandleMouseOver%28id%29%0A%7B%0A%09try%0A%09%7B%0A%09%09var%20anchor%3D_leoHighlightsFindElementById%28id%29%3B%09%09%0A%0A%09%09/*%20Clear%20the%20end%20timer%20if%20required%20*/%0A%09%09if%28anchor.endTimer%29%0A%09%09%09clearTimeout%28anchor.endTimer%29%3B%0A%09%09anchor.endTimer%3Dnull%3B%0A%09%09%0A%09%09anchor.style.background%3DLEO_HIGHLIGHTS_BACKGROUND_STYLE_HOVER%3B%0A%09%09%0A%09%09/*%20The%20element%20is%20already%20showing%20we%20are%20done%20*/%0A%09%09if%28anchor.shown%29%0A%09%09%09return%3B%0A%09%09%0A%09%09/*%20Setup%20the%20start%20timer%20if%20required%20*/%0A%09%09anchor.startTimer%3DsetTimeout%28function%28%29%7B%0A%09%09%09leoHighlightsHandleHover%28anchor.id%29%3B%0A%09%09%09anchor.hover%3Dtrue%3B%0A%09%09%09%7D%2C%0A%09%09%09LEO_HIGHLIGHTS_SHOW_DELAY_MS%29%3B%0A%09%7D%0A%09catch%28e%29%0A%09%7B%0A%09%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsHandleMouseOver%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%09%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20will%20handle%20the%20mouse%20over%20setup%20timers%20for%20the%20appropriate%20timers%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20id%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHighlightsHandleMouseOut%28id%29%0A%7B%0A%09try%0A%09%7B%09%0A%09%09var%20anchor%3D_leoHighlightsFindElementById%28id%29%3B%0A%09%09%0A%09%09/*%20Clear%20the%20start%20timer%20if%20required%20*/%0A%09%09if%28anchor.startTimer%29%0A%09%09%09clearTimeout%28anchor.startTimer%29%3B%0A%09%09anchor.startTimer%3Dnull%3B%0A%09%09%0A%09%09anchor.style.background%3DLEO_HIGHLIGHTS_BACKGROUND_STYLE_DEFAULT%3B%0A%09%09if%28%21anchor.shown||%21anchor.hover%29%0A%09%09%09return%3B%0A%09%09%0A%09%09/*%20Setup%20the%20start%20timer%20if%20required%20*/%0A%09%09anchor.endTimer%3DsetTimeout%28function%28%29%7B%0A%09%09%09leoHighlightsHideElem%28LEO_HIGHLIGHTS_IFRAME_DIV_ID%29%3B%0A%09%09%09anchor.shown%3Dfalse%3B%0A%09%09%09_leoHighlightsPrevElem%3Dnull%3B%0A%09%09%09%7D%2CLEO_HIGHLIGHTS_HIDE_DELAY_MS%29%3B%0A%09%7D%0A%09catch%28e%29%0A%09%7B%0A%09%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsHandleMouseOut%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%09%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20handles%20the%20mouse%20movement%20into%20the%20currently%20opened%20window.%0A%20*%20Just%20clear%20the%20close%20timer%0A%20*%20%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHighlightsHandleIFrameMouseOver%28%29%0A%7B%0A%09try%0A%09%7B%0A%09%09if%28_leoHighlightsPrevElem%26%26_leoHighlightsPrevElem.endTimer%29%0A%09%09%09clearTimeout%28_leoHighlightsPrevElem.endTimer%29%3B%0A%09%7D%0A%09catch%28e%29%0A%09%7B%0A%09%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsHandleIFrameMouseOver%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%09%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20handles%20the%20mouse%20movement%20into%20the%20currently%20opened%20window.%0A%20*%20Just%20clear%20the%20close%20timer%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20id%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHighlightsHandleIFrameMouseOut%28%29%0A%7B%0A%09try%0A%09%7B%0A%09%09if%28_leoHighlightsPrevElem%29%0A%09%09%09leoHighlightsHandleMouseOut%28_leoHighlightsPrevElem.id%29%3B%0A%09%7D%0A%09catch%28e%29%0A%09%7B%0A%09%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsHandleIFrameMouseOut%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%09%7D%0A%7D%0A/**%0A%20*%20This%20is%20a%20method%20is%20used%20to%20make%20the%20javascript%20within%20IE%20runnable%0A%20*/%0Avar%20leoHighlightsRanUpdateDivs%3Dfalse%3B%0Afunction%20leoHighlightsUpdateDivs%28%29%0A%7B%0A%09try%0A%09%7B%0A%09%09/*%20Check%20if%20this%20is%20an%20IE%20browser%20and%20if%20divs%20have%20been%20updated%20already%20*/%0A%09%09if%28document.all%26%26%21leoHighlightsRanUpdateDivs%29%0A%09%09%7B%0A%09%09%09leoHighlightsRanUpdateDivs%3Dtrue%3B%20//%20Set%20early%20to%20prevent%20running%20twice%0A%09%09%09for%28var%20i%3D0%3Bi%3CLEO_HIGHLIGHTS_MAX_HIGHLIGHTS%3Bi++%29%0A%09%09%09%7B%0A%09%09%09%09var%20id%3D%22leoHighlights_Underline_%22+i%3B%0A%09%09%09%09var%20elem%3D_leoHighlightsFindElementById%28id%29%3B%0A%09%09%09%09if%28elem%3D%3Dnull%29%0A%09%09%09%09%09break%3B%0A%09%09%09%09%0A%09%09%09%09if%28%21elem.leoChanged%29%0A%09%09%09%09%7B%0A%09%09%09%09%09elem.leoChanged%3Dtrue%3B%0A%09%09%09%09%0A%09%09%09%09%09/*%20This%20will%20make%20javaScript%20runnable%20*/%09%09%09%09%0A%09%09%09%09%09elem.outerHTML%3Delem.outerHTML%3B%0A%09%09%09%09%7D%0A%09%09%09%7D%0A%09%09%7D%0A%09%7D%0A%09catch%28e%29%0A%09%7B%0A%09%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlightsUpdateDivs%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%09%7D%0A%7D%0A%0Aif%28document.all%29%0A%09setTimeout%28leoHighlightsUpdateDivs%2C200%29%3B%0A%0A/**%0A%20*%20This%20is%20used%20to%20report%20events%20to%20the%20plugin%0A%20*%20@param%20key%0A%20*%20@param%20sub%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHighlightsEvent%28key%2C%20sub%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%20%20%20var%20gwObj%20%3D%20new%20Gateway%28%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.addParam%28%22key%22%2C%20key%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.addParam%28%22sub%22%2C%20sub%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.callName%28%22LeoHighlightsEvent%22%29%3B%09%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHighlights%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A%0A/*----------------------------------------------------------------------*/%0A/*%20Methods%20provided%20to%20the%20highlight%20providers...%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20*/%0A/*----------------------------------------------------------------------*/%0A%0A/**%0A%20*%20This%20will%20redirect%20the%20top%20window%20to%20the%20passed%20in%20url%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20url%0A%20*%20@param%20parentId%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHL_RedirectTop%28url%2CparentId%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%09%09leoHighlightsEvent%28%22clicked.2eBay%22%29%3B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsRedirectTop%28url%29%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHL_RedirectTop%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A%0A/**%0A%20*%20This%20will%20set%20the%20size%20of%20the%20iframe%0A%20*%20%0A%20*%20@param%20url%0A%20*%20@param%20parentId%0A%20*%20%0A%20*%20@return%0A%20*/%0Afunction%20leoHl_setSize%28size%2Curl%29%0A%7B%0A%20%20%20try%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09/*%20Get%20the%20clickId%20*/%0A%20%20%20%09var%20clickId%3D_leoHighlightsGetUrlArg%28%20url%2C%22clickId%22%29%0A%20%20%20%09%0A%20%20%20%20%20%20var%20gwObj%20%3D%20new%20Gateway%28%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.addParam%28%22size%22%2Csize%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20if%28clickId%29%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20gwObj.addParam%28%22clickId%22%2CclickId+%22_blah%22%29%3B%0A%20%20%20%20%20%20gwObj.callName%28%22LeoHighlightsSetSize%22%29%3B%0A%20%20%20%7D%0A%20%20%20catch%28e%29%0A%20%20%20%7B%0A%20%20%20%09_leoHighlightsReportExeception%28%22leoHl_setSize%28%29%22%2Ce%29%3B%20%20%20%09%0A%20%20%20%7D%0A%7D%0A"); &lt;/script&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6953291987487939612?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6953291987487939612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/escolinha-da-vila.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6953291987487939612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6953291987487939612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/escolinha-da-vila.html' title='Escolinha da vila'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8121937312470777981</id><published>2009-08-16T22:20:00.000+02:00</published><updated>2009-08-16T22:51:18.640+02:00</updated><title type='text'>Os vetustos pintores</title><content type='html'>Hoje fomos visitar as pinturas rupestres de Chinhamapere, no distrito de Manica. Segundo informações da nossa guia, elas possuem 25 a 27 mil anos de existência e são consideradas sagradas pelos moradores da região.&lt;br /&gt;Pegamos uma chapa pela estrada que vai pro Zimbabwe durante pouco mais de 30 minutos, que dividi entra admirar a paisagem e tirar uma soneca. Poucos quilometros após Manica descemos numa pequena comunidade onde deveríamos encontrar as tais pinturas. Além deste escriba, estavam a goiana Grazi, o coreano Moa (meu companheiro de todas as horas), Kuda do Zimbabwe, e a brasileira Isabel, que está em Chimoio dando uns treinamentos para profissionais de saúde.&lt;br /&gt;Antes de subirmos o pequeno monte onde se encontram as pinturas, precisávamos pedir autorização na machamba (pequena chácara), para uma velhinha que se apresentou como descendente dos antiquíssimos pintores. Ali mesmo na sua palhoça ela nos pediu uma pequena contribuição e reclamou que deveríamos tê-la avisado com antecedência da nossa vinda, pois assim ela não estaria de porre naquele momento...&lt;br /&gt;Assim, empreendemos a nossa subida do monte, num corta-mato (atalho) acidentado e cheio de pedras. A velhinha ia num pique impressionante, de deixar o nosso korean soldier pra trás (Moa, nosso amigo da Coréia, como todo conterrâneo, serviu o exército, e possui um preparo físico dos diabos!).&lt;br /&gt;Primeiro visitamos um lugar onde ela nos informou ser onde os antigos cozinhavam cerveja. Depois nos mostrou uma fonte de água que nunca seca, mesmo na pior estiagem. Depois, o lugar de reunião dos antigos produtores de cerveja, onde o fruto do trabalho era, com muita alegria, repartido... Me pareceu mesmo um lugar propício a se tomar um porre...&lt;br /&gt;Então nos voltamos ao clímax da nosso empreendimento, as pinturas rupestres. Antes, ela nos advertiu que não mais poderíamos tirar fotografias, a não ser com autorização dos espíritos. Como nenhum apareceu para dar a deixa, continuamos subindo ao topo do monte, onde estariam as gravuras.&lt;br /&gt;Quando já avistávamos a pedra onde estavam as pinturas, a nossa guia nos pediu para aguardarmos neste lugar e, enquanto tirava os sapatos, nos avisou de que iria pedir autorização aos espíritos. Após alguns minutos ela nos fez sinal para que subíssemos.&lt;br /&gt;Chegamos então às pinturas rupestres. Ainda com um ar reverencial, ela pediu que aguardássemos um pouco mais enquanto fazia uma oração aos espíritos. Tirou um manto amarrado à sua capulana (tipo de vestimenta feminina), cobriu a cabeça, ajoelhou num pequeno altar abaixo das pinturas e disse suas palavras na língua nativa por alguns minutos.&lt;br /&gt;Após este ritual, fomos informados que os espíritos pediam outra contribuição... E lá vamos nós, contando o nosso mirrado dinheirinho de voluntário. Meticais no altar, os espíritos, pela voz de seu oráculo, nos informou que poderíamos tirar fotos. Então a nossa guia nos explicou mais sobre as pinturas, respondeu algumas perguntas e ali nos detivemos por alguma meia hora.&lt;br /&gt;As pinturas retratavam basicamente, segundo nos explicou a senhora, a vida cotidiana daquela comunidade antiga. Ali estavam representados os guerreiros da tribo, outra figura mostrava um grupo de caçadores ao redor da sua presa, mais a frente pudemos identificar um grupo de dançarinos e assim por diante. Algumas gravuras estão impressionantemente bem preservadas. Outras estavam fossilizadas, cobertas de borrões e quase que não se podia visualizar nenhum traço.&lt;br /&gt;Devo dizer que senti uma certa emoção diante daquele testemunho dos tempos pré-históricos. O traçado na rocha que desafiou o tempo e se manteve como sinal de um período do qual pouco sabemos sobre, proporcionando-nos uma visão das mentes daqueles homens, seus costumes e cotidiano, que nenhum outro tipo de material de origem arqueológica permite. Tudo ali, diante dos meus olhos!&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8121937312470777981?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8121937312470777981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/os-vetustos-pintores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8121937312470777981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8121937312470777981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/os-vetustos-pintores.html' title='Os vetustos pintores'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7891992024781312789</id><published>2009-08-16T20:32:00.000+02:00</published><updated>2009-08-16T20:33:09.727+02:00</updated><title type='text'>Noite passada de marabenda</title><content type='html'>Ontem aconteceu um evento semanal chamado “Noite Cultural”, onde os futuros professores se reúnem para apresentações, shows, teatros, jogos ou qualquer outra criatividade que lhes advenha. Um DI alemão, o Gerard, que hoje retornou à terra natal, cantou 2 músicas tradicionais alemãs com acompanhamento de um percusionista aluno do projeto. Um jogo interessante que os alunos fizeram foi uma dança que deveria ser feita com todos os pés sobre uma folha de papel que era dobrada ao final de cada música. Cada vez que a música era trocada a folha era novamente dobrada e era então que o moçambicano mostrava toda a sua sensualidade dançando muito, mas muito coladinho...&lt;br /&gt;Outra atividade que aconteceu muito foram dublagens de músicas, feitas por alunos, com muita expressividade artística e alguma graça. As músicas brasileiras dominaram o repertório. Uma, em especial, me reportou à minha terra natal: “Será que foi saudade”, de Zezé de Camargo e Luciano. É Goiás invadindo Moçambique... Além dessa, alguns sucessos da música popular brasileira pós-moderna que você faria muito bem em não me perguntar os nomes...&lt;br /&gt;Após o evento tivemos algumas músicas e danças. Eu arrisquei aprender as danças locais marabenda e passada. Passada é parecida com o forró, mas o “dois pra lá – dois pra cá” só acontece com o quadril, sem mover os pés. Eu teimava em mover os pés, do que fui advertido pela minha “professora” 2 ou 3 vezes, com sua autoridade de mulher moçambicana...&lt;br /&gt;Já a marabenda me lembrou alguns passos de umbanda, o que bastou imitar o que tinha visto antes no Brasil. Não sem que o movimento do meu corpo denunciasse que eu não era nativo.&lt;br /&gt;E assim os estudantes passaram a noite, fazendo a poeira daquele chão batido levantar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7891992024781312789?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7891992024781312789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/noite-passada-de-marabenda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7891992024781312789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7891992024781312789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/noite-passada-de-marabenda.html' title='Noite passada de marabenda'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8271934832250896844</id><published>2009-08-15T15:09:00.000+02:00</published><updated>2009-08-15T15:40:01.795+02:00</updated><title type='text'>Brasil pelos olhos moçambicanos</title><content type='html'>Sempre que digo que sou brasileiro provoco um sorriso. A visão que os moçambicanos têm do Brasil é quase como a de um irmão mais velho. Recentemente libertos da colonização portuguesa, Moçambique deseja caminhar com as próprias pernas o caminho do desenvolvimento e qualidade de vida para o seu povo. Admiram o fato do Brasil ser hoje um país em desenvolvimento (ou desenvolvido, se se comparamos com quaisquer dos países do continente africano) e, inclusive, em vários aspectos, estar à frente de Portugal. Todo o ressentimento que guardam contra os portugueses os fazem olhar para o Brasil como um país a se espelhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A admiração se vê nas ruas. É muito comum ver moçambicanos com camisas da seleção brasileira. Novelas brasileiras é programa obrigatório nas tardes de boa parte do povo. Ouvem-se, às vezes, sons da nossa música. E sempre estão a me perguntar aspectos da história brasileira e alguns chegam ao excesso de admirar o nosso presidente (quem disse que tudo eram flores?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8271934832250896844?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8271934832250896844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/brasil-pelos-olhos-mocambicanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8271934832250896844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8271934832250896844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/brasil-pelos-olhos-mocambicanos.html' title='Brasil pelos olhos moçambicanos'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-5356295226441597633</id><published>2009-08-15T12:09:00.000+02:00</published><updated>2009-08-15T12:46:45.438+02:00</updated><title type='text'>Economia moçambicana</title><content type='html'>A principal produção do país é agrícola (algodão, cana-de-açúcar e castanha-de-caju). Dessa, a maior parte é agricultura de subsistência (80%). É comum, andando por qualquer rua das cidades e, principalmente, dos povoados, ver-se na frente das casas pequenas barracas onde se vendem a pequena produção familiar, basicamente de frutas, verduras, pães e miçangas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de parte do país ter solo desértico, pouco menos da metade desta geografia é apta para a produção agrícola. Acontece que em muitas destas terras foram plantadas minas terrestres durante a guerra civil, que, pelo fato da dificuldade de localização, não foram desativadas e ainda coloca em risco a vida dos agricultores e moradores dos povoados mais afastados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da agricultura, o país extrai a madeira das florestas nativas, bem como trabalha a pecuária bovina, a pesca do camarão e a extração da imensa riqueza mineral do país, consistente principalmente no sal, ouro, diamante e outras pedras preciosas e semipreciosas, além do gás natural e do mármore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Industrialmente, o país é auto-suficiente na produção de tabaco e cerveja. E as reservas florestais e praias abrem oportunidades ao país em relação à visitação de estrangeiros em busca de contato com a vida selvagem africana.&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-5356295226441597633?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/5356295226441597633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/economia-mocambicana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5356295226441597633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5356295226441597633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/economia-mocambicana.html' title='Economia moçambicana'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7949076563105015564</id><published>2009-08-14T21:52:00.000+02:00</published><updated>2009-08-14T21:59:48.532+02:00</updated><title type='text'>Leitura que vale a pena</title><content type='html'>Adauto Suannes é corpo estranho no mar de burrices escritas na net. Um dos melhores cronistas que já li. Essa semana continua detonando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.migalhas.com.br/mig_circus.aspx?lista=S&amp;amp;cod=90798&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7949076563105015564?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7949076563105015564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/leitura-que-vale-pena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7949076563105015564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7949076563105015564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/leitura-que-vale-pena.html' title='Leitura que vale a pena'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3931758086677472708</id><published>2009-08-14T20:57:00.000+02:00</published><updated>2009-08-15T10:24:26.191+02:00</updated><title type='text'>Muzungu</title><content type='html'>Passando pela periferia da cidade ou pelas vilas mais afastadas, é muito comum ouvir o nome “muzungu”. Significa “homem branco” na língua local. Pareço uma criatura de outro mundo. Rapazes vêm conversar comigo, mulheres sorriem e contam alguma piada entre si e as crianças... bem, algumas delas correm de medo, outras correm ao meu redor, e outras vêm pegar na minha mão, voltando heróicas para o grupinho de amigos, em comemoração. Hoje um grupo de crianças me acompanhou por toda a estrada do bairro, até chegar em downtown. Eu tento brincar com elas, tento entabular uma conversa, tento fingir que não vejo. Não tem jeito. Aqui, sou totalmente o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3931758086677472708?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3931758086677472708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/muzungu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3931758086677472708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3931758086677472708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/muzungu.html' title='Muzungu'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8325182766633429806</id><published>2009-08-14T20:47:00.000+02:00</published><updated>2009-08-14T20:49:36.821+02:00</updated><title type='text'>A Favorita</title><content type='html'>Enquanto escrevo essas linhas, os alunos da EPF estão na sala ao lado assistindo novela brasileira, entre gritos de torcida e reclames de descontentamento pela história que se passa...&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8325182766633429806?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8325182766633429806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/favorita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8325182766633429806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8325182766633429806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/favorita.html' title='A Favorita'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-4542811634847594079</id><published>2009-08-14T20:45:00.000+02:00</published><updated>2009-08-14T20:47:08.494+02:00</updated><title type='text'>Chapa e boléia</title><content type='html'>Falando em táxi, tinha me esquecido de escrever sobre a “chapa”. Ou escrevi e me esqueci. Como não vou voltar as páginas pra descobrir, digo de novo ou pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chapa e boléia foram as primeiras coisas que os voluntários que aqui já estão me contaram sobre Moçambique. Chapa é uma van que faz o transporte urbano, normalmente de uma empresa chinesa (que você pode ver por todos os caracteres chineses que você vê na van), com assento para 15 pessoas, mas que nunca tem menos que 20 passageiros. Normalmente leva de 25 a 30 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boléia é o “jeito voluntário” de ir: a carona. À beira da estrada, pernas à mostra, dedo polegar apontando para a frente no movimento da punheta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira chapa foi em Maputo. Fui ao Shoprite, o Wal-Mart moçambicano. Tem de tudo nessa espécie de mall. De tudo mesmo! E todo tipo de gente, muito estrangeiro e gente cujo fenótipo você não esperava encontrar por aqui. Eu encontrei um daqueles gordos americanos, estoque de hamburguer, cenário interessante num país de tantas privações. Para quem vive cercado pela vizinhança do meu projeto, esse “templo do consumismo” (pra não perder o chatíssimo discurso da New Left) parece uma nota dissonante na melodia do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, eu dizia que peguei minha primeira chapa. Quando a van parou e fomos informados que iriam na direção do Shoprite, olhei para dentro e hesitei, perguntando: “Tem vaga?”. Torci para que ele dissesse que não, que deveria pegar o próximo. Mas ele disse: “Tem, entra!”. Resolvi confiar naquela voz que denotava tanta experiência no transporte urbano moçambicano. Deveriam ter quase 30 pessoas ali dentro. Eu vi uma vaga entre dois acocorados e subi. Com o “balanço do busão”, ao término da viagem, eu estava de cócoras, com a bunda virada pro fundo da van e a cabeça quase colada no volante. Embaixo de mim uma garota com uniforme de alguma escola. Ao lado do motorista, uma senhora daquelas das ancas gordas e vestida de capulana fazia o meu campo de visão esquerdo. Eu torcia para não espirar por um resfriado que tinha adquirido em South Africa. E assim, alguns 20 minutos depois, fui informado da chegada ao meu destino final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo e entrei naquele templo do consumismo-capitalista-opressor-desumano-explorador-blá-blá-blá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-4542811634847594079?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/4542811634847594079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/chapa-e-boleia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4542811634847594079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4542811634847594079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/chapa-e-boleia.html' title='Chapa e boléia'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3619980672755386726</id><published>2009-08-14T19:41:00.000+02:00</published><updated>2009-08-14T19:42:19.080+02:00</updated><title type='text'>Táxi moçambicano</title><content type='html'>É muito dificil reconhecer um táxi em Moçambique. Por mais que você procure, não vai encontrar um carro com algum sinal escrito “taxi” ou alguima coisa do gênero. Perguntando a um taxista o porquê da inexistência da indicação, fui informado que, em virtude da exigência legal de registro e “outros papéis”, dificeis de serem conseguidos pelos cidadãos comuns, os taxistas escondem sua identidade. Então, ficam em determinado ponto da cidade, encostados no carro, oferecendo seus serviços aos transeuntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sem registro assim mesmo que entrei nesse táxi. A falta de registro traz no bojo a falta de segurança. Mas o preço é bem menor. Eu vendo minha segurança, ele faz o dinheirinho e todos vivemos felizes para sempre...&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3619980672755386726?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3619980672755386726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/taxi-mocambicano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3619980672755386726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3619980672755386726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/taxi-mocambicano.html' title='Táxi moçambicano'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6059902170825737840</id><published>2009-08-13T21:40:00.001+02:00</published><updated>2009-08-13T22:07:32.779+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Além da violência e autoritarismo, não poderia faltar a discriminação. Os professores discriminam mesmo os alunos. São seres inferiores, em busca da ascensão iniciática, gotejada pelas bondosas mãos daqueles seres superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, essa é uma situação que a ADPP não se esforça pra evitar. Mesmo aqui, os alunos comem separado dos professores, num sistema de rodízio entre as turmas, em pratos sem talheres. Isso mesmo, comem usando as mãos (não, engraçadinho, eles não estão segurando os talheres com as mãos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu jantei com os alunos. Alguns acharam estranho, um DI comendo na parte "inferior" da cozinha. É interessante como a opressão é assimilada pela mente e passa a fazer parte do dia-a-dia: o estranho nisso tudo não é a segregação, mas foi o fato de eu ter comido lá com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre comer sem talheres, não tive dificuldades. Lembro de ter visto a minha avó fazendo isso uma vez. Eu poderia me acostumar... Foi arroz e um guizado de vegetais do qual já esqueci o nome.&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6059902170825737840?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6059902170825737840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/alem-da-violencia-e-autoritarismo-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6059902170825737840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6059902170825737840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/alem-da-violencia-e-autoritarismo-nao.html' title=''/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8711602371802236537</id><published>2009-08-13T19:31:00.000+02:00</published><updated>2009-08-13T21:37:43.909+02:00</updated><title type='text'>relaçao professor-aluno</title><content type='html'>A relação professor-aluno em Moçambique é de autoritarismo e medo. Principalmente como meio de esconder a sua falta de conhecimento e de capacidade didática, o professor usa de ameaças e, inclusive, chega às vias mesmo da violência física. É normal um professor parar a aula, e, lembrando que tem uma conta a ser paga no centro da cidade, escolher um aluno e o mandar ir ao centro pagar a referida conta. O aluno diz "sim, senhor" e rapidamente se dirige a cumprir a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões mais sérias você pode resolver batendo com uma régua na mão do aluno. Se for da classe infantil, pegar pela orelha também funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pude presenciar algumas conversas "professor-aluno". O ser divinal olha com aquele ar de infinita superioridade ao infeliz vassalo que lhe mendiga a atenção. Essa vítima, no futuro, será o verdugo. A não ser que alguma coisa seja feita.&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8711602371802236537?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8711602371802236537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/relacao-professor-aluno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8711602371802236537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8711602371802236537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/relacao-professor-aluno.html' title='relaçao professor-aluno'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-365495951286603239</id><published>2009-08-12T13:40:00.000+02:00</published><updated>2009-08-12T14:01:45.984+02:00</updated><title type='text'>Minha casa</title><content type='html'>Cheguei em Chimoio às 0;30 do dia de hoje, depois de 20 horas de viagem. Fui sentado na frente do onibus, junto com o motorista e um funcionário moçambicano da embaixada no  Zimbabwe. Conversamos sobre tudo, desde a nova lei de emancipação da mulher até sobre os índios brasileiros.  O tema mais polêmico foi mesmo a nova lei moçambicana de emancipação da mulher. Os homens pareciam não concordar de forma alguma. Pra nossa sorte, tínhamos no banco logo atrás uma mulher que fazia parte de um movimento de emancipação feminina. Isso enriqueceu o debate: "Nós fomos exploradas duplamente, pelos colonizadores portugueses e pelos nossos maridos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chimoio foi chamada por um ex-presidente de "a capital da guerra". Foi palco dos piores momentos e vítima das piores atrocidades da guerra. Ainda se vê, pela janela do ônibus, os sinais desse passado recente. Mas o mais belo é todo o processo de reconstrução. Como uma flor que nasce depois da queimada, Moçambique teima em sobreviver.&lt;br /&gt;O povo aqui é muito unido. Alias, outro efeito da guerra: durante as guerra civil, o movimento de resistência chamada RENAMO atacava as comunidades no interior do país, decapitando pessoas e destruindo a estrutura do país. Foi então que, para fugir da morte, o povo fugiu para as cidades. Uniu-se, então, as etnias, a fim de sobreviverem a um inimigo comum, a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-365495951286603239?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/365495951286603239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/minha-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/365495951286603239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/365495951286603239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/minha-casa.html' title='Minha casa'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7465485705252141628</id><published>2009-08-12T13:37:00.000+02:00</published><updated>2009-08-12T13:39:52.096+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu pergunto: És moçambicano&lt;span dir="ltr" id=":1bf"&gt;?&lt;br /&gt;Ele responde: Muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pareceu suficiente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7465485705252141628?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7465485705252141628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/eu-pergunto-es-mocambicano-ele-responde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7465485705252141628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7465485705252141628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/eu-pergunto-es-mocambicano-ele-responde.html' title=''/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1681722681115175171</id><published>2009-08-10T13:24:00.000+02:00</published><updated>2009-08-10T13:30:31.196+02:00</updated><title type='text'>Sobre Albert Schweitzer</title><content type='html'>Meu tempo ocioso no aguardo do embarque pra Chimoio trouxe toda a riqueza da obra de Schweitzer de volta às mãos. Um dos homens que mais me influencia. Vai algumas preciosidades, trecho da obra que estou relendo hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The disastrous feature of our civilization is that it is far more developed materially than spiritually. . . . [A] civilization which develops only on its material side, and not in corresponding measure in the sphere of the spirit, is like a ship with defective steering gear which gets out of control at a constantly accelerating pace, and thereby heads for catastrophe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I have given up the ambition to become a great scholar, I want to be more — simply a human."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Philosophy without religious concerns is empty, and religion without philosophical thought is blind."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Science and knowledge cannot discover anything in reality that would demonstrate that the world is essentially good or that life has a predetermined meaning. Life is a riddle that reason can never fully penetrate: “But what life is, no science can tell us.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Relativism is dangerous not only because it lowers our standards but also because it often leads to indifference and apathy, to a complete decline of a civilization’s ethical and spiritual aspects."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What worry me is the insufficient presence of the ethical and spiritual ideals that would guide the development of science and technology toward serving the highest interest of humanity. In the absence of such ideals, science and technology may end up poisoning the environment and developing powerful weapons that can destroy all life on this planet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The last fact which knowledge can discover is that the world is a manifestation, and in every way a puzzling manifestation, of the universal will to live.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ethics consists in the affi rmation of all life and the devotion to it, independent of our knowledge of the world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1681722681115175171?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1681722681115175171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/sobre-albert-schweitzer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1681722681115175171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1681722681115175171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/sobre-albert-schweitzer.html' title='Sobre Albert Schweitzer'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8429271533593977522</id><published>2009-08-10T11:29:00.000+02:00</published><updated>2009-08-10T11:31:58.222+02:00</updated><title type='text'>Esse país tem música</title><content type='html'>4 horas da madruga, ouço um som que vem de uma mesquita nas proximidades. Um canto islâmico. Esse país continua me encantando...&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8429271533593977522?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8429271533593977522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/esse-pais-tem-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8429271533593977522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8429271533593977522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/esse-pais-tem-musica.html' title='Esse país tem música'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-8996934796128202898</id><published>2009-08-10T10:54:00.000+02:00</published><updated>2009-08-10T11:15:26.190+02:00</updated><title type='text'>Saiba mais sobre a corrupção em Moçambique, ou Coisas para fazer a beata Francinalva corar de vergonha</title><content type='html'>A corrupção por parte dos professores aparece em segundo lugar no ranking do estudo da ética no país, depois da corrupção na área de saúde; aparece apenas em terceiro lugar a corrupção praticada pela polícia. Isto inclui o suborno oferecido pelos pais para os professores e outros funcionários da Educação para que as crianças adquirem um lugar na escola ou possam ir para a aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desafios do setor da educação em Moçambique é ainda maior quando se considera que é um campo atravessado por um conjunto de práticas de corrupção nas mais diversas formas, que minam as possibilidades da chamada "educação de qualidade". Com baixos salários, sem incentivos ou motivação, muitos professores encaminha-se para buscar ganhos ilícitos através do comércio e vendas de notas, da extorsão sexual e absenteísmo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Moçambique, todos os atores que interagem no setor da educação têm, de uma maneira ou de outra, um pé na corrupção. Professores, estudantes, pais, funcionarios, diretores, altos funcionários, todos tem uma ligação com a prática de suborno e extorsão sexual, com a manipulação das regras de aquisição e distribuição de bolsas de estudo às famílias e concessão de notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao captar a dinâmica das relações estabelecidas entre esses atores, a distinção entre corruptor ativo e passivo é muito fina. Esta posição varia consoante as circunstâncias, incluindo o momento do ano em que se encontra. Um estudante que, no início do ano paga um professor para ter acesso a um lugar na escola, pode ser o elemento passivo no final do ano em que esse intercâmbio seja desencadeada pelo professor que, durante os exames, quer extrair o máximo de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo estima que a falta de professores qualificados (de carreira) vai piorar, por várias razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores do nivel secundário são geralmente envolvidos em formas de corrupção. O professor começa a preparar, no início do ano, as condições de exigir pagamentos aos estudantes. Uma das armadilhas é desenvolver testes considerados difíceis, o que torna o aluno dependente e, após dois ou três avaliações, o aluno percebe que a única solução é a de lidar com o professor. Em seguida, o professor tem o controle da situação e exigir a troca de favores aos estudantes. Alguns preferem favores sexuais. Outros preferem que os estudantes paguem-lhes bebidas alcoolicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os montantes pagos a professores variam de acordo com as cadeiras e o estatuto do professor para o aluno. Alguns professores indicam um menu de itens que o aluno deve adquirir para ele: mobiliário ou material construção (blocos, cimento), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós tivemos casos de professores que disseram que a sua construção foi interrompida porque o aluno tinha atrasado os pagamentos. E no final do ano, alguns professores dizem que é hora da Liga Milionária". Entrevista com um aluno da Escola Secundária Franscisco Manyanga, em Maputo&lt;br /&gt;"O Estado finge nos pagar e nós fingimos trabalhar. E onde aparece uma oportunidade para aumentar o salário alguns professores usam-na". Entrevista com um professor da Escola Secundária Josina Machel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O envolvimento dos pais acontece no início do ano, no período de matrícula. Quando o pai percebe que o seu filho não pode ter lugar, ele procura um professor ou um funcionário da secretaria para garantir a vaga. E as propostas são atraentes para os professores e/ou empregados, pagando valores elevados para a criança estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os alunos que estão envolvidos em casos de corrupção têm um objetivo: a compra de notas para a mudança de classe - indo para exame ou dispensação. Os alunos entrevistados disseram que os professores também vendem-lhes as notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais formas de corrupção na educação é o abuso sexual. Neste caso, a extorsão não se destina a extrair dinheiro, mas os favores sexuais de alunas. Os professores utilizam intimidação e ameaça a fim de conseguir favores sexuais em troca da aprovação. Um estudo sobre este assunto identifica a exploracao como um grande embaraço para as garotas frequentarem a escola, num país lutando pela inclusão da mulher em instituições como a educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-8996934796128202898?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/8996934796128202898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/saiba-mais-sobre-corrupcao-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8996934796128202898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/8996934796128202898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/saiba-mais-sobre-corrupcao-em.html' title='Saiba mais sobre a corrupção em Moçambique, ou Coisas para fazer a beata Francinalva corar de vergonha'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3155094676692749164</id><published>2009-08-10T10:39:00.000+02:00</published><updated>2009-08-10T10:54:00.331+02:00</updated><title type='text'>Corrupção na EPF</title><content type='html'>Depois de gastar alguns dias em Michigan estudando sobre corrupção no sistema educacional de Moçambique, nada como alguma aula mais prática. Conversando com DI's da EPF de Maputo, soube da normalidade das práticas de corrupção naquela escola. Acontece que quando um TG é descoberto em algumas destas práticas em qualquer das EPF's de Moçambique, pelo fato de ser TG, não é demitido da escola. É mandado para a EPF de Maputo. Aqui, então, se tornou a coleção do que há de pior nos projetos ao redor do país. Só a nata, o filé do boi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim me disseram os DI's e eu não utilizei nenhum metodo cognitivo para a aceitação da idéia. Foi adesão imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3155094676692749164?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3155094676692749164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/corrupcao-na-epf.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3155094676692749164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3155094676692749164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/corrupcao-na-epf.html' title='Corrupção na EPF'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1525372246445628496</id><published>2009-08-10T10:37:00.000+02:00</published><updated>2009-08-10T11:23:37.502+02:00</updated><title type='text'>Notícias da terrinha</title><content type='html'>Um cocaleiro, um analfabeto por opcão pessoal, um sem certidão de nascimento, um guerrilheiro, o Chaves e, agora, uma ladra. A política nas Americas já virou um freak show. Saudades do tempo onde só haviam os filhos da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos louvam o trapaceiro, o malandro, o ladrão, o bandido, e depois se perguntam como a gente pode estar tão fudido.&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1525372246445628496?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1525372246445628496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/noticias-da-terrinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1525372246445628496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1525372246445628496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/noticias-da-terrinha.html' title='Notícias da terrinha'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2497838456867221662</id><published>2009-08-10T10:33:00.001+02:00</published><updated>2009-08-10T10:33:59.183+02:00</updated><title type='text'>Troca justa</title><content type='html'>Em ordem a me adaptar a língua moçambicana, mudei a configuração do meu teclado para Português. Agora tenho os acentos e a cedilha, mas, uma vez que o hardware do teclado não muda, fiquei sem ponto de interrogação e ponto de exclamação. Ou seja, meus textos virão sem muitas perguntas e nenhuma emoção... &lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2497838456867221662?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2497838456867221662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/troca-justa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2497838456867221662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2497838456867221662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/troca-justa.html' title='Troca justa'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-5786782691398198259</id><published>2009-08-10T10:31:00.000+02:00</published><updated>2009-08-10T10:33:08.167+02:00</updated><title type='text'>Recado na porta do banheiro</title><content type='html'>"Caro Utente,&lt;br /&gt;Nao saia da casa de banho sem puxar o autoclismo e Sem confirmar se a sanita esta limpa.&lt;br /&gt;Colabore!"&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-5786782691398198259?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/5786782691398198259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/recado-na-porta-do-banheiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5786782691398198259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5786782691398198259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/recado-na-porta-do-banheiro.html' title='Recado na porta do banheiro'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6816201149321032456</id><published>2009-08-09T19:20:00.002+02:00</published><updated>2009-08-10T11:29:30.505+02:00</updated><title type='text'>Rumo a Maputo...</title><content type='html'>Cheguei na Bahia! Mocambique tem a cara, o cheiro, a cor, o sabor, a musica e o ritmo da Bahia. Me explico. Vamos comecar do comeco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu segundo dia comeca com o coreano acordando e perguntando porque eu nao tinha dormido. Esqueca tudo que voce aprendeu sobre a leveza asiatica, os samurais andando em papel de arroz sem deixar marcas. Esse coreano eh na verdade um trator de esteira, um elefante na plantacao de milho, um desfile da Mangueira. Acordou fazendo o maior barulho no nosso quarto e despertando todos os nossos roomates. O canadense cessou o ronco nesse instante, os africanos se mexeram na cama e apos uns 10 minutos o coreano deu por terminado a sessao furacao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apos as formalidades legais com a gerencia do “Hotel Rwanda” (aquilo era a cara do hotel do filme, com animais ampalhados e motivos “africanos” para agradar turistas) a fim de fechar a nossa estadia, deixei alguns papeis que Andrea e Ivana precisariam para pegar o onibus de Johanesburgo para Maputo e partimos no carro do hotel em direcao a estacao rodoviaria. La chegando, nos dirigimos ao guiche da empresa que nos levaria a Maputo, Intercape. Logo descobri que era a empresa mais barata e com o pior servico do transporte internacional de Africa do Sul. Com certeza o baixo preco foi fator decisivo para a escolha desta referida pela IICD para o transporte dos voluntarios. Alias, a vida de fundraiser nos Estados Unidos me ensinou a nao reclamar de qualquer coisa: esta levando pra Maputo? Tow pegando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O servico ruim foi demonstrado pelo atraso do onibus. Na passagem dizia que deveriamos chegar com meia hora de antecendencia, a fim de otimizar o servico e principalmente porque teria uma pre-checagem do visto mocambicano. De fato chegamos 7:20 da manha, para pegar o onibus que sairia as 8:00. Ja no guiche, recebi uma cortesia da atendente, que, pelo fato de ter recebido a passagem dos 4 voluntarios num mesmo documento impresso da internet, queria discutir o fato de que a passagem estava para a segunda-feira. Eu expliquei que 2 das passagens estavam para aquele dia (as outras duas ja tinha sido trocadas por Trine na noite anterior, quando a informei que as colegas nao tinham chegado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela quis discutir, mas de repente percebeu a situacao e disse “esta bom, esta bom, esta bom”, como quem diz “Basta!”. Eu ja notei ai certa impaciencia dos sul africanos na questao da prestacao de servicos. E ainda ia ver isso mais pra frente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a impressao da minha passagem, me dirigi ao portao de embarque, onde fica um pequeno guiche para checagem de visto e passagem. Um fato interessante era que a fila era formada de bagagens, nao de pessoas. Cada um ia na fila, deixava suas bagagens a fim de marcar o lugar e sentavam em algumas cadeiras em frente ao guiche. Um mocambicano me disse para fazer o mesmo com um sorriso no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado alguns minutos, hora de passar pela checagem de visto e la se ve aquela atendente nervosa brigando para que as pessoas se comportassem na fila e esbravejando para quem nao portava visto. A mulher pegava mais ar que pneu de trator, como se diz no Ceara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de findo esse inicio de pandemonio, nos dirigimos ao lugar onde deveria estacionar o onibus. La chegando, me aproximei do mocambicano que tinha me ajudado na fila e comecamos a conversar, juntamente com outro que se aproximou. Foi meu primeiro contato mais profundo com o sotaque mocambicano. Ali fui entendendo alguns dos acentos e pegando algumas palavras e expressoes diferentes. Uma que me fez pensar um pouco mais foi a expressao usada quando eles nao me entendiam; ao inves de dizer “o que?”, eles diziam um “diga?”, com acento na letra “a”, algo como “digar?”. Parecia que eles queriam que eu continuasse o assunto, e nao que repetisse o que tinha dito antes. Assim levamos uma conversa que muito me agradou pela relacao de identidade e diferenca que eram evidenciadas. Falamos de cerveja, economia, mulher politica e lugares a se conhecer em Mocambique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa vai, conversa vem, fomos ficando impaciente com o onibus. Ja eram 8:30 e nada do onibus aparecer. Todas as outras empresas ja haviam partido e o nosso nem encostava. No que os mocambicanos diziam: “nunca mais chega!”. Ora, o que era aquilo? Nunca mais mesmo? Nao, era so uma expressao para “demora a chegar”. 8:45 foi a hora que vimos o nosso onibus encostar. Atraso que muito me pareceu uma heranca portuguesa, ja que sao coisas que se ve no Brasil. E um frio michiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entao comecou outro pandemonio para entrar no onibus. Caramba, foi uma verdadeira muvuca. O povo atropelando, entravam no onibus, deixavam alguma coisa marcando o lugar (nao, nao tinha assento numerado) e voltavam para deixar as malas grandes no bagageiro. Entao, todos se atropelavam nesse vai e volta e o pessoal da empresa gritando por ordem. Sentamos, estrategicamente, na primeira fila, no segundo piso, em cima do motorista, em ordem a apreciar TODA a paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pedi ao coreano que cuidasse que nossa bagagem fosse devidamente registrada e guardada e subi para marcar o lugar. Depois de algum tempo, olhei e na janela e vi o coreano no mesmo lugar, olhando atonito para a bagunca que faziam para despachar as malas. Talvez ele esperasse um momento de sossego para despachar a nossa. Desci la, peguei as malas e entrei na muvuca. Ate que tivemos nossa bagagem devidamente guardada. Entramos no onibus, esperamos a poeira baixar e iniciamos o processo de deixar Africa do Sul pra tras. Ainda na cidade, mais me impressionou como ali parece Goiania ou talvez seja so saudade da terrinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenario que se ve do onibus eh impressionante. Isso mesmo, de uma beleza impressionista. A vegetacao de savana tem um verde seco como no sertao brasileiro, mas com arvores retorcidas como no cerrado. Durante todo o trajeto, o selvagem alterna-se com a intervencao humana. Algumas plantacoes de banana, outras que nao identifiquei, algumas queimadas, e alguma coisa do esperado “bush” que faz a nossa cabeca quando pensamos na Africa. Fiquei atento para tentar ver se aparecia alguma leao, elefante, hiena ou outra fera africana. So vi cabras. Muitas cabras. Pela quantidade de cabras, suspeitei que nao teriam feras por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela janela tambem pude visualizar a pobreza. Fizemos uma rota especial, mais distante da pobreza africana. Mas foi possivel ver barracos de lona no meio do nada, criancas vendendo qualquer coisa na beira da estrada, mulheres carregando galoes de agua na cabeca. Se voce conhece o sertao brasileiro, sabe do que estou falando... Saindo de Joahnesburgo, uma capital grande e desenvolvida, e passando por aqueles lugares, lembrei do filme Central do Brasil, onde esse mesmo tipo de trajeto eh feito, mostrando esses contrastes e as mudancas nas feicoes e situacoes das pessoas na medida em que adentramos no “countryside”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 2 horas da tarde, paramos para o almoco. Num boteco. Nao tinha nada mesmo naquele lugar pra se comer. E nao aceitavam dolares. Como eu nao troquei ainda os meus dolares, tive de me valer do meu amigo coreano, comprando pra mim um lanche no cartao de credito e recebendo a promessa de pagamento posterior. Porque devedor eh aquele que deve e credor eh aquele que cre que vai receber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a deixa, trocamos de onibus, ja que este nao tinha autorizacao para cruzar a fronteira. Dai decorre que o atraso na saida nao foi pra cuidar de conseguir a devida autorizacao...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troca bagagem, briga de quem nao gostou do novo lugar que pegou (eu ja tinha subido correndo pra garantir minha primeira colocacao) e uma situacao inusitada: o celular do motorista tinha sido roubado! Liga no celular, da na caixa, procura, ameaca de revista geral, mobilizacao, ate que alguem sugere que o motora busque no outro onibus, que tinha ficado. Ele voltou calado e satisfeito. Seguimos viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto maximo da viagem foi mesmo as conexoes que estabeleci com as pessoas, todas mocambicanas. Para minha sorte, na segunda seria algum feriado na Africa do Sul e varios mocambicanos que trabalham ali estavam indo pra casa ver a familia. O onibus estava lotado, com poucos turistas e muitos mocambicanos. Ao meu lado iam um rapaz e uma rapariga. Meu primeiro contato foi antes do almoco, quando perguntei a rapariga quando o onibus pararia para o almoco. Mas, por puro habito, perguntei em ingles. Ela me olhou aflita e pediu em portugues pra alguem traduzir pra ela o que eu queria. Sorri e fiz a pergunta em portugues. Ficando assim mais facil, ela me informou que pararia num restaurante que depois descobri ser o tal boteco. Na troca do onibus sentou ao seu lado esse dito rapaz. E entao ele passou a viagem toda entre me falar sobre o pais e em fazer o filme pra mocinha ao seu lado. Pelo que me disse, trabalhava com o que chamamos no Brasil de lanternagem. Em portugues mocambicano, nao lembro mais qual era a profissao do rapaz. Eh interessante como todo mocambicano com que voce converse vai te dizer como Mocambique eh o melhor pais da Africa, quica do mundo, e como voce eh privilegiado de estar indo para la. Para quem se considera um brasileiro nao praticante, esse amor a patria soa muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No banco de tras estava um rapaz muito simpatico com sua mae. Ele ficou feliz por saber que eu estava indo pra trabalhar numa OnG, pra ajudar o pais, tal e coisa. Quando ele contou pra mae, ela nao pareceu do mesmo agrado. Ouvi-la dizendo que “essas pessoas nao se importam conosco”. Ele me passou o fone do seu irmao gemeo que trabalha numa OnG tambem em Chimoio, a minha cidade. Enquanto isso, na poltrona do lado, o rapaz fazia seu filme pra mocinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos perguntavam porque o “meu amigo” era tao calado. Expliquei que ele ainda nao falava portugues em ordem a entabular uma conversa, mas que ja comecava a entender as coisas. Como ninguem ali, pelo visto, falava um bom ingles, desistiram da preocupacao com o coreano rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de cruzar a fronteira. A mulher disse no microfone para que todos se aprontassem pois, como estavam vendo, a “bicha estava longa”. Eu rapidamente olhei pra frente na busca de um travesti de 2 metros de altura. Mas ela estava se referindo a fila. Uma imensa fila de carros estavam engarrafados na fronteira. Eu contei ao meus ja intimos amigos o que isso significa no Brasil e todos saimos rindo em direcao a bicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La chegando, depois de andarmos na bicha por uns 100 metros, entramos num processo de varios momentos onde tinhamos que fazer a mesma coisa. Foram necessarios pelo menos 5 ou 6 postos onde pessoas chegavam o nosso visto. Mas nao pense num posto como posto oficial. Era apenas lugares no nosso trajeto onde um grupo de funcionarios publicos checavam nosso visto e nos deixavam continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas 1 deles era de fato um posto onde o passaporte foi previamente carimbado como de saida de South Africa. Depois de mais alguns funcionarios checando no caminho, entramos mesmo numa sala onde se daria a recepcao ao pais pelo carimbo oficial no passaporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos outra bicha ali e fomos na direcao de ter os nossos passaportes carimbados. Taxa de 3 dolares, algumas perguntas sobre o Brasil e o oficial me mandou em direcao a outro oficial, que chegou algumas coisas num computador que por algum milagre ainda estava funcionando. Ele me sugeriu fortemente que provasse das mulheres mocambicanas e ensinasse o meu amigo coreano o portugues para que ele tambem pudesse fazer isso. Sorri e traduzi pro meu companheiro. Como somos ambos rapazes comprometidos, nao iremos acatar a sugestao do nobre oficial publico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali saimos na busca do onibus, que deveria ter atravessado. Esse trajeto foi cheio de imagens mocambicanas de criancas vendendo quaisquer coisas, homens bebendo em barracas e cambistas oferendo metical, a moeda local. Procurei ali uma casa de cambio e, como nao encontrei, nao troquei meus dolares, o que logo me faria me arrepender por nao ter trocado com algum cambista. O fato foi que nao quis mostrar dolares no meio de tanta gente aglomerada. Mas, pior que isso, fiquei sem meus meticais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apos adentrarmos no onibus, o rapaz do lado tinha tomado algumas cervejas na espera e estava mais confiante de continuar fazendo o filme para a mocinha. Eu sorria do seu esforco inutil e ele me piscava os olhos, confiante. Enquanto isso, eu tive uma otima conversa com o meu companheiro do banco traseiro. Ele me disse muita coisa interessante sobre Mocambique, Africa e etc. Ali realmente pude aprender coisas validas sobre o pais e sobre a cultura desse povo. Realmente inteligente e professoral o meu companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos fomos nos aproximando da zona habitada, com o rosto de pessoas sofridas e barracos de lonas dando sinais de alguma cidade por perto. Chegamos em Matola, uma cidade ao lado de Maputo, onde, depois descobri, fica o bairro de Machava, lugar da sede da ADPP onde agora estou. Como nao sabia que ali ficaria mais perto de onde deveria ir, desci apenas para conhecer o lugar, enquanto os passageiros que ali ficariam desciam e procuravam suas malas numa carroceira atras do onibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo vi um grupo de criancas vendendo amendoins e ovos na pequena estacao. Ao verem a minha desemelhanca com o local, vieram correndo oferecer seus produtos. Conversei e brinquei um pouco com eles, explicando que nao tinha moeda local e nao poderia comprar nada. Perguntei sobre a escola, sobre a familia e ouvi todo o obvio: estudavam de manha, vendiam coisas na rua para complementar a renda familiar. Estes disseram que estavam na escola, mas a hesitacao em me dizerem da serie ou classe me fez duvidar. Meu coracao amou demais aqueles garotos. Eles me ensinaram algumas palavras no dialeto local, brincaram um pouco comigo e, no final, dei alguns centavos de dolar em troca de um bocadinho de amendoim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali estavamos deixando o Mocambique geografico e entrando no Mocambique humano. Logo que o onibus saiu novamente, fui vendo as pessoas, as casas, os bares, os mercados, as igrejas, as luzes, os carros, etc. Nos olhos de gente sofrida vi toda a euforia e alegria de quem tem a vida a celebrar. Tudo em Mocambique eh muito vivo, muito energico, muito euforico! Vi pessoas dancando nas ruas, mulheres correndo, homens sorrindo, casais dancando em plena calcada! Eu tinha uma leve desconfianca que estava pra me apaixonar por esse lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matola (bem como Maputo) eh a cara de qualquer cidade um pouco maior do interior do norte do Brasil. Eu me sentia em casa. Novamente aquela sensacao de identidade e estranheza. Poderia ser qualquer cidade da Bahia, Tocantins, Para, Maranhao, Rondonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando Matola, logo entramos em Maputo, a capital. Cidade grande, de certa simplicidade, com ares de quem quer crescer mais e desenvolver. Lembrei o quanto o pais eh novo, recem-independente de Portugal, mas ja com os sinais da auto-gestao, com obras de construcao civil por toda parte. Entramos no centro da cidade, com aquele ar de cidade que cresceu desordenamente, segundo o bel-prazer dos seus ocupantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos em algum lugar que chamaram de estacao, o que na verdade era apenas um bar e um guiche da empresa (que nao mais precisava demonstrar a falta de profissionalismo). Antes de descer do onibus, visualizei uma disputa de 2 taxistas pelos que lhes pareciam os melhores clientes. Logo o meu companheiro de viagem estava ao pe do ouvido de um dizendo da existencia de um brasileiro e coreano e nos apontando. Quando desci, comecaram a brigar por mim. Eu peguei aquele que o colega tinha conversado e fomos em direcao a Machava, para a sede da ADPP, onde estavamos sendo esperados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de embarcar, porem, lhe perguntei o preco da passagem, ao que ele disse 20 dolares. Trine tinha me dado 50 dolares para o taxi, dizendo que seria do meu e do Moa, 25 pra cada um. Entao, por 20 tava sendo um bom negocio. Uma vez dentro do taxi, primeiro o taxista se pos a deixar um amigo em casa, antes de nos levar para o nosso destino. Depois, foi a vez dele tentar abastecer o carro. O fato foi que nenhum posto de gasolina por perto estava abastecendo. Segundo ele me explicou, as gasolineiras queriam aumentar o preco e o governo nao aceitou, o que resultou nessa especie de boicote por parte dos vendedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguma procura, encontrou-se um posto abastecendo e voltamos em rumo ao destino final. O motora dirigia ouvindo uma radio portuguesa, que narrava a morte de um ator portugues famosissimo mundialmente que eu nunca tinha ouvido falar. Alem disso, respondia as minhas perguntas sobre a cidade e o pais, com muita pouca propriedade em relacao a historia, mas bastante conhecedor dos pontos turisticos e locais que eu deveria visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 15 minutos, estavamos na sede da ADPP. Depois de receber a atencao do guarda que cuidava do portao, me voltei para pegar a bagagem e pagar o taxista. Foi quando fui informado que nao custaria 20 dolares, mas sim 30. De fato, eu deveria ter cara e sotaque de turista a ser enganado. Mas pra merda, que eu sou brasileiro e a gente faz parte da turma que engana. Pra cima de mim nao, po!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma discussao seria com o motorista, onde deixei bem claro que nao ia pagar esse valor, principalmente pelo desaforo e a ma-fe. Repeti as palavras do sacana me informando o valor e perguntei se eu tinha ouvido errado. Ele disse que na verdade deu mais. Meu ovo que deu mais. Eu ja tava com a voz empostada e o senhor se recusava a ir embora. Eu disse que chamaria a policia, que nao pagava 30 nem morrendo e o tal senhor nao arredava da oferta. O sacana ainda ficou investigando se meu 20 dolares era “original”. “Meu amigo, esse dolar veio dos Estados Unidos ontem”, disse o cliente ofendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, com a minha vontade de despedir o sacana, tirei 5 dolares do bolso e falei pra ele pegar e dar o fora. Eu ja tava falando mais grosso que baixista de coral, mais bruto que os pe da burra, mais carregado que caminhao de madeira. Nao sei se foi a voz ou o dolar adicional que fez com ele se desse por satisfeito, mas entrou no carro e foi embora, feliz por ter feito mais um turista de trouxa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei na casa dos DI. Encontrei logo o nosso teamate KBS, da Coreia. Ele tinha vindo para Africa no inicio de julho e ja tinha viajado por toda South Africa e agora descansava de um stress recem ocorrido: assim que chegou em Maputo, um dia depois de ter mandando um email para o nosso time dizendo que Africa nem era tao perigosa assim na questao dos furtos, ele teve seu laptop e camera roubados dentro do quarto. Uma pessoa entrou, disse pra ele ficar quieto e entregar tudo, ao que lhe foi concedido. Ele tinha a esperanca que Moa lhe trouxesse um computador dos EUA, mas como nao tivemos acesso aos carros da IICD na ultima semana em Michigan, nao foi possivel comprar o aparelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a conhecer as pessoas que aqui estao: um rapaz da Suecia que vai trabalhar na escola vocacional de Maputo, uma garota da Alemanha tambem recem-chegada e um espanhol que esta em tempo de deixar o projeto, alem de uma coreana e uma japonesa vindas de Massachussets, do time de fevereiro. Tempo de tomar aquele banho, achar um lugar pra dormir e conectar a internet pra dizer “cheguei bem” e “te amo” pras duas mulheres da minha vida (mae e namorada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo veio o responsavel pelos DI’s se apresentar (como ele se chama mesmo?) e nos dar o salario de agosto. Como chegamos hoje, dia 09, recebemos 3.300,00 meticais, com o desconto de uma semana. Entao, fomos eu, o KBS e o Moa, procurar alguma coisa pra comer. Fomos num posto de gasolina que estava fechado e so atendia pela janelinha. Sem chance de escolher comida assim, meu amigo! Perguntei onde tinha um lugar pra comer e o dono me apontou uns arbustos e disse que depois daquela escuridao tinha uma luz, onde me serviriam uma janta reforcada. Para la nos dirigimos e eis que encontramos um bar, com algumas pessoas sentadas, alguns numa sinuca, no mesmo estilo que voce veria numa viagem pelo interior do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me aproximei do balcao, vi numa mesa o nosso querido TG, que tinha acabado de nos pagar o “salario”, tomando uma cervejinha. Se vc ainda nao sabe, eh uma regra da Humana que ninguem, TG (professor / team leader / project leader) ou DI (voluntario), pode beber durante o periodo em que estiver a servico da OnG. O nosso TG fez de conta que nao tinha nada na sua mesa, nos comprimentou entusiasticamente e voltou a se concentrar naquele copo. Eu pedi um frango assado e uma Coca de garrafa de 1 litro (pra continuar me sentindo num boteco brasileiro). KBS e os recem chegados colocaram as fofocas de Michigan em dia, terminei o frango e fomos andar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ai que realmente o lugar me conquistou. Foi entao que a baiana Mocambique se desnudou diante dos meus olhos. Um grupo vinha dancando e cantando, comemorando qualquer coisa que o meu deslumbramente impediu de ir perguntar. Pessoas andando nas ruas, sorrindo, meninos correndo, raparigas mostrando os dentes e todo o remelexo da mulatada. Isso, mulatada. Mocambique tem, obviamente, maioria negra. Mas os negros nao sao como os de Africa do Sul. Aqui as pessoas se misturam. Aqui eles sao mulatos tambem. Tudo eh uma coisa so. E sao lindos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda aquela musica encheu meu coracao de extase. Eu queria ficar e dancar junto, nao importando qual fosse o motivo da comemoracao. Os coreanos queriam comprar alguma coisa e ir embora. Se eu soubesse como voltar de onde estavamos, com certeza ficaria. Ja era hora avancada na noite e eu queria mais daquela euforia. Cara, eu vou amar esse pais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ultimo, assim que voltamos para ADPP, chegaram Raul, amigo que fiz em Michigan, do time de agosto passado, juntamente com um espanhol. Tinham chegado naquele instante do Zimbabwe. Tinham deixado a ADPP com a desculpa de alguma investigacao na comunidade e conserto de computadores num outro projeto e foram desbravar o Zimbabwe. Voltaram contando muitas historias, dentre terem dormido no meio do mato dentro de uma reserva florestal cheia de animais selvagens, ter tocado num leao, passeio no Victoria Falls e toda a aventura que envolveu uma viagem sem planejamento para o Zimbabwe, sem a autorizacao e ciencia dos TG’s e cobertura dos companheiros DI’s. Depois de conversarmos bastante, tomarmos algumas cervejas quentes e comer amendoim, depois das 4 da manha, cada um foi encontrar seu pedaco de colchao e apenas ficou este escriba, ainda sem sono por causa da mudanca de fuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi manha e noite do segundo dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6816201149321032456?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6816201149321032456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/segundo-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6816201149321032456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6816201149321032456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/segundo-dia.html' title='Rumo a Maputo...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2222826344759778739</id><published>2009-08-09T17:44:00.000+02:00</published><updated>2009-08-09T17:46:59.731+02:00</updated><title type='text'>Primeiro dia</title><content type='html'>Finalmente chegou o grande dia: estou na Africa. Depois de 2 meses de promotion e 6 meses de treinamento e fund raising nas terras do Tio Sam, finalmente aportei na paisagem africana.&lt;br /&gt;Sai de Dowagiac as 11 da manha do dia 05. Karina, minha querida amiga mais brasileira que costariquenha, foi me levar no aeroporto de South Bend, onde deveria pegar um onibus que faz a ligacao South Bend Airport para O`Hare International Airport of Chicago, lugar de partida do meu voo. Tambem foi comigo ate South Bend minha menina, minha namorada Debora. Qualquer dia escrevo com tempo tudo que ela significa pra mim e como foi lindo, especial e magico o tempo que passamos juntos em IICD. Tempo que me mudou pra sempre. Dito isso, pode-se imaginar a dor da separacao e da despedida. Em South Bend eu nao consegui me despedir direito. Nao disse tudo que gostaria, nao consegui acompanha-la no choro, nao consegui expressar como aquilo tudo doia em mim. Mas disse o suficiente para que ela entendesse que eu estava indo, mas a estava levando no meu coracao e nao ia me separar disso. Foi um “ate breve, meu amor”, nao um “adeus”.&lt;br /&gt;Depois dos beijos e choros, entrei no onibus e a viagem para Chicago transcorreu sem maiores transtornos. Ela ocupou meus pensamentos durante todo o percurso. Ja sentia muita saudade, um no na garganta...&lt;br /&gt;Chegando em Chicago, me esqueci de ligar para uma pessoa que tinha me prometido umas doacoes. Aconteceu que, para o check in em Chicago, precisei dar mais de meia hora de explicacoes e mostra de documentos para a atendente da American Airlines. Eu nao tenho visto para Africa do Sul. De fato, nao preciso, uma vez que estou indo pra Mocambique. Quando eu disse isso para a atendente, ela disse que pelo fato de Mocambique ser um estado de Africa do Sul, eu deveria ter visto de Africa do Sul. Depois de alguma conversa sobre geografia, a aplicada aluna acreditou que Mocambique era um pais. Foi quando mostrei minha passagem de onibus ja comprada que faria minha conexao South Africa-Mocambique. Entao surgiu outro fato na perspicaz visao da atendente. O fato era que meu visto de Mocambique tinha apenas 3 meses de extensao e minha passagem de retorno estava para daqui a seis meses. Como sou brasileiro, segundo ela me explicou, nao teria o beneficio da duvida de que pediria extensao do visto depois de passados 3 meses. Entao, eu expliquei que o meu tipo de visto em Mocambique so era concedido com prazo maximo de 3 meses. Mostrei mais alguns papeis, dentre contrato com a Humana People to People e certificado de “ele eh gente fina” (nao, esse eu nao tinha), suficientes apenas para que ela chamasse outra atendente. E la vamos nos novamente. Todas as mesmas perguntas respondidas, muitas navegacoes no sistema e minha cara de fome. Fome mesmo. Se nao fosse a fome, talvez naquele momento eu estaria paciente. Mas eu nao tinha almocado e ja eram quase 4 horas da tarde. O sanduiche que tinha entrado quando sai da IICD (11:00 da manha) ja havia desaparecido, deixando o estomago ansioso por trabalho. Eu demonstrei toda aquela impaciencia e perguntei pras mulheres o que poderia, de fato e com eficiencia, ser feito, quem poderia ser chamado para resolveria aquilo. Entao elas ficaram discutindo entre si para quem seria bom ligar (what a hell!), ate que resolveram ligar pra alguem. O cara gastou muito tempo elogiando a tal atendente e pedindo pra ela repetir de novo a pergunta. Pelo teor das respostas e repeticoes, era a tal cantada barata do “que bonito o seu sotaque”. Ao que ela, benevolentemente, repetiu 4 ou 5 vezes a frase que ele supostamente tinha gostado, com aquela risada de quem quer uma carona depois do trabalho. E a minha fome me dizendo para ficar mais estressado. Maldito Don Juan! Ate que ela me respondeu o obvio: Eu deveria me comprometer a pedir a extensao do visto depois de 3 meses. Era isso que eu tinha dito no inicio, meu saco! E foi assim, sem assinar nada ou qualquer coisa. Ela so disse, qual conselho materno: “Eu vou liberar sua passagem, mas voce tem que prometer pedir a extensao do visto depois de 3 meses, ok?”. By the way, aquele sotaque era horrivel...&lt;br /&gt;Feito o check in, vamos ao embarque. Nao sem antes comprar alguma coisa pra comer.&lt;br /&gt;Para entrar no terminal, ao passar no detector de metais, uma situacao pelo menos engracada. Eu ja fui tirando o tenis e todas as coisas do bolso e colocando na mochila. Tudo pra facilitar o acesso e nao demorar no detector. Pois quando ia passando, eis que ele apita. O guarda, muito gentilmente, me pede pra revistar os bolsos e qual nao foi minha surpresa, um bolso que eu nao tinha olhado antes estava cheio de... camisinhas! Que menino mal-intencionado, me diriam voces (e me disse o guarda, com um “I got ya” bem cinico). Nao expliquei pra ele que estava levando pra distribuir quando fosse falar sobre AIDS na EPF. Nem precisava explicar. Apenas sorri e curti toda a graca do momento.&lt;br /&gt;O fato foi que eu tinha me esquecido. Foi na ultima checada no meu quarto que abri a gaveta onde guardava as camisinhas. Nao tinha “empacotado” antes porque, como fiz a mala 2 dias antes, a despedida da minha namorada ainda me fazia precisar delas... Ao sair do quarto pela ultima vez, pus todas elas num bolso mais baixo da calca e fui embora. Como minha memoria nao tem a obrigacao de cuidar disso no meu lugar, nem lembrei de olhar antes de passar no detector... no detector de camisinhas.&lt;br /&gt;Aguardando o aviao, inicialmente tentei conectar internet, para tentar dizer mais palavras de amor pra minha linda. Nao consegui. Entao por ali fiquei, em frente ao portao de embarque designado, esperando o aviao que me levaria a Londres, onde pegaria o aviao para South Africa.&lt;br /&gt;O tempo foi passando, a hora do voo se aproximava e o aviao ainda nao havia estacionado na frente do portao de embarque. Deveria sair as 5:05pm, conforme constava do agendamento. Ate as 7:00pm ainda seria possivel alcancar o meu voo Londres-South Africa pela British Airways, segundo meus calculos, ja que o voo saia de Londres as 8:45am do outro dia. Mas ja eram 7:30pm quando, dado o fato de o aviao nao ter estacionado ainda, me pus a trocar minha passagem da segunda conexao. O problema foi que nao tinha voo para Africa do Sul ate as 7:30pm, horario de Londres. Isso me deixaria quase 48 horas no “estradao”. Como ja tinha me alimentado, nao fiquei estressado nesse momento: “nao tem voce, vai voce mesmo”. Troquei a passagem ali mesmo em Chicago e as 8:00 saimos dali em direcao a Londres. Com tres horas de atraso!&lt;br /&gt;Passei a viagem toda assistindo filmes, ja que nao durmo mesmo em viagens. Assisti quase todos os filmes oferecidos pela American Airlines, em tempo pra chegar em London...&lt;br /&gt;La chegando (mais ou menos 10 da manha, creio) me pus a esperar o proximo aviao pra South Africa. Entre entrar na internet (recados pra a amada namorada e para a aflita e tambem amada mae, alem de informar Michigan sobre o meu atraso), ler um livro e caminhar pelo terminal, fui deixando o dia passar ate que fosse a noite, quando peguei o aviao pra South Africa. Um fato sobre Londres eh que o dolar ali nao vale nada. Enquanto nos EUA da pra manejar e fazer o dolar nao desaparecer da carteira, em Londres tudo eh muito caro e/ou o dolar nao vale nada mesmo. Gastei 40 dolares durante a minha estadia, para 2 modestissimos lanches e algumas moedas para a conexao de internet.&lt;br /&gt;E la vamos nos novamente para o embarque, dessa vez em direcao a Africa. Exceto pelo fato de meu companheiro de viagem ocupar mais que o proprio espaco na sua poltrona e uma mulher na minha frente passar mal, eu diria que foi uma boa viagem. O que matava era a saudade do meu amor...&lt;br /&gt;Entao, na manha do dia 07 de agosto (sai de Dowagiac na manha do dia 05), cheguei em Johanesburgo, capital da Africa do Sul. Caraca! Senti muita emocao quando o aviao pousou. Nao conseguia conter minhas pernas tremendo. Foi muito tempo de espera, de estresse em fund raising, de expectativas, de planos, algumas vontades de desistir, alguns momentos onde achei que deveria voltar pra minha vida no Brasil, outros de profunda certeza do que estou indo fazer, alem da saudade. Saudade da familia, da namorada, dos amigos. Meu coracao batia acelerado! Africa! What a wow!! Agora eh pra valer, a hora de fato chegou!&lt;br /&gt;Depois de passar pela sessao de checagem de passaporte e todas as formalidades de aeroporto, um susto. Na esteira so encontrei a minha mochila, nao encontrei o saxofone que tinha despachado junto. Eu ja estava esperando algum transtorno, porque acompanhei o sofrimento de alguns amigos que perderam malas em aeroportos e parece ter alguma relacao entre Africa e bagagem perdida em aeroporto. Mas com o sax seria sacanagem, po... Tudo poderia acontecer, ja que tive mudanca de aviao e troca de horario, etc. Alem de contar com o fator de alguem ter pegado “por engano”, ja que o case era visivelmente de um saxofone. Depois de andar mais um pouco, vi um lugar onde colocaram as bagagens com adesivo de “fragil”. La estava o meu sax, coisa mais linda, me esperando: que ufa! (o que perdi mesmo foi o meu sleeping bag, que estava amarrado na mochila, mas so percebi isso ao chegar no hotel...).&lt;br /&gt;Fora do terminal, deveria encontrar o motorista da empresa hoteleira que deveria me acomodar nesses dias de Africa do Sul, ate o dia de sair pra Mocambique. Eu suspeitei que ele nao estaria me esperando, uma vez que tive todas as mudancas de horarios e cheguei 12 horas depois do combinado. Apesar de ter avisado Trine, em Michigan, e ela ter entrado em contato com o hotel, algo me dizia que ele nao viria no horario. Como de fato aconteceu. Eu coloquei a bagagem num carrinho e me pus a andar, procurando o motorista ou meu nome em alguma placa, enquanto pensava no que fazer. Consegui num posto de informacoes um cartao com o telefone do hotel, ja que so o tinha dentro da minha bagagem. E me pus andar mais um pouco. O fato eh que eu nao queria trocar meus dolares pela moeda local para ter que fazer a ligacao. Foi quando apareceu, atras de mim, um rapaz me perguntando se eu precisava de ajuda. Ele me viu passando pela segunda vez em frente da porta do terminal e me seguiu por uns 10 metros a fim de perguntar se eu precisava de ajuda. Quanta gentileza! Expliquei que deveria mas nao estava sendo esperado pelo pessoal do hotel e ele me ofereceu seu celular para que eu ligasse. O que fiz de pronto. Confesso que fiquei comovido de verdade. O agradeci dizendo como aquilo me fez sentir-me bem-vindo no pais. Ele sorriu, disse “cool” e foi esperar a namorada em frente ao terminal. Eu fiquei comovido mais pelo fato de que sei que eu nao teria feito isso. Primeiro que nao me atentaria para uma pessoa que passasse pela segunda ou terceira vez em frente ao terminal como que esperando outrem. Se notasse, duvido que seria tao gentil ao ponto de seguir a pessoa e oferecer ajuda. Ele estava esperando a namorada e nao tinha nada a ver com esse latino de chapeuzinho que passava... Aprendi isso sobre mim mesmo naquele momento. A partir de agora certamente ficarei mais atento para as pessoas nesse tipo de situacao.&lt;br /&gt;Alguns 10 minutos de espera e la vou eu em direcao ao hotel. Primeira impressao de diferenca de lugar, o fato de que a direcao automotiva aqui eh a mesma inglesa, do lado direito do carro. Dava uma sensacao que estavamos invadindo a faixa alheia ou que estavamos em contra-mao. As 3 primeiras curvas me assustaram. Depois me acostumei e tudo foram flores. Ou, se nao literalmente flores, pelo menos a paisagem da cidade de Johanesburgo.&lt;br /&gt;Johanesburgo eh como qualquer capital. Grande, cheia de predios, carros e gente. Dentro do carro tocava uma radio de musica classica. Era um Mahler, mas nao consegui descobrir qual sinfonia era aquela. Logo, a motorista mudou de estacao e colocou em alguma radio crista, com uma mulher pregando em lingua local, num tom pentecostal bem incinsivo e alto. Eu so localizava o nome de Jesus, algumas vezes Nazare e Israel. Enquanto isso, ao som daquele sotaque, apreciava a cidade.&lt;br /&gt;De todas as capitais que conheco, Johanesburgo me lembrou mais a cidade de Goiania. Pelo menos na parte que passei, varios warehouse (como se chama isso em portugues? galpoes?) nao muito altos como nas cidades americanas, alem de ver varias concessionarias no estilo que se ve na entrada de Goiania, alguns conjuntos habitacionais e aqueles comercios do tipo “conserta-se pneus” e “vende-se qualquer coisa” pintados na parede. Mas alguns T-Mobile e MacDonald’s me disseram que eu bem poderia estar em Chicago ou New York. Mas eu estava em Johanesburgo, Africa do Sul! Como isso soa bem!&lt;br /&gt;Uma coisa que notei aqui eh que, como nos Estados Unidos, nao vi mesticos. Brancos caucasoides e negros negroides. Os negros com o mesmo sotaque particular no ingles, como eu ja conhecia dos africanos que encontrei nos Estados Unidos. Os brancos, com o mesmissimo sotaque ingles. Devo dizer que essa incapacidade de certos povos de se misturarem entre si nao me cai bem no estomago. Black Power, White Honor, Korea Forever, puros judeus povo de Deus, tudo isso me da no saco. Ja disse Einstein que isso eh a poliomielite da humanidade, uma doenca infantil. Mas assim caminha a humanidade (ou, como diz no Ceara, “arriegua, pra onde rai essa romba di genti”).&lt;br /&gt;Todos os motoristas sentados no banco do passageiro, muita gente vendendo qualquer coisa em todos os sinais, um frio de fim de inverno e eu andando pela cidade em direcao ao hotel. A motorista tinha ao seu lado um filho ou alguem proximo que ela estava levando para algum lugar antes de me deixar no hotel. Funcionaria do mes, cuidando de coisas particulares no horario do expediente, me fez a cortesia de dar um bom passeio na cidade. Eu nao tinha notado ainda o quanto estava cansado dos 2 dias sem dormir, dado a excitacao diante da cidade novidade. Entao, aproveitei para ver mais da cidade e ver o maximo possivel. Alias, como cheguei com tanto atraso, nao vou ficar 2, mas apenas um dia na cidade. Este. Amanha pela manha ja pego o onibus para Maputo.&lt;br /&gt;Quando cheguei no hotel, apos todas as formalidades e papeis assinados, fui para o quarto. Questao interessante, essa, depois de tudo. O quarto eh um quarto conjunto, um quarto com quatro beliches e uma cama. Dessas, conta-se no momento 5 hospedes: um canadense que esta a passeio, dois quenianos que sao motorista e guia turistico que seguem num onibus turistico e aqui fizeram essa parada, o coreano Moa, meu companheiro de quarto em IICD desde que cheguei e antes de cada um arrumarmos namoradas e, agora, companheiro de projeto, ja que vamos para a mesma cidade e mesmo projeto (falo pra ele que isso ja ta parecendo uniao estavel e no Brasil tem status de casamento). Moa chegou aqui dois dias atras e estava me esperando para irmos juntos a Maputo. Alem dos 4 citados acima, tem tambem este escriba.&lt;br /&gt;Hoje nao fiz praticamente nada, exceto dormir. Nao tinha nocao de como estava cansado ate ver a cama. Escolhi qualquer uma e dormi durante todo o dia. Acordei as 5 da tarde, comi uma pizza inteira e mais alguns pedacos rejeitados pelo meu amigo coreano e voltei a dormir um pouco mais. Aqui a comida tambem eh muito cara. Preco ingles. A unica comida mais acessivel no restaurante do hotel era pizza mesmo. Mas que me custou 20 dolares. Preco de pizza da Times Square. Apos essa ultima soneca, acordei, entrei na internet, falei com a namorada e mais algumas pessoas, mas como o acesso eh muito caro tambem, nao fiquei muito. Dormi novamente, de forma que meu primeiro dia na Africa se resumisse nisso. Afinal, aqui eh longe do centro da cidade e o transporte tambem tem custo ingles. Daqui ficarei mais um pouco ouvindo musica ou lendo alguma coisa ate que sejam 6 da manha, quando acordarei o coreano e vamos em direcao a Mocambique. Deveriamos ir num grupo de quatro pessoas, ja que Andrea (de Costa Rica) e Ivana (argentina) deveria seguir conosco, mas ainda nao chegaram e nao deram noticias. O aviao que veio de Sao Paulo, onde deveriam estar, chegou junto com o meu voo. Nao as vi no aeroporto e ficou alguem do hotel esperando, mas restou frustrado. Sendo assim, vamos indo, porque a experiencia me ensinou a nao confiar de esperar por elas. Podem ter mudado de ideia sobre voos, sobre qualquer coisa, e nao nos informariam.&lt;br /&gt;O canadense ronca muito alto e as vezes parece que esta engolindo alguma coisa, tao estranho eh este ronco. Outras vezes ele alterna com um som mais agudo. Muito sinfonico, o canada. O guia turistico chegou a poucos minutos (3 da matina) com muito pouco sangue no alcool que lhe corre nas veias. Conversamos um pouco, ate que ele me convencesse de que eu preciso visitar o Quenia e Tanzania, segundo ele os melhores lugares da Africa (eu vou!). O Moa pegou o cobertor do motorista do onibus, que muito gentilmente nao reclamou e ja esta dormindo a muito tempo. Quem me fez notar isso foi o bebado guia, que disse que bastava ter ido pedir um na recepcao... Eu apenas sorri e guardei pra tirar algumas piadas com o Moa amanha, durante a longa viagem a Maputo.&lt;br /&gt;Daqui um par de horas saio pro destino final dessa primeira viagem. Muita expectativa no coracao e muitos planos na cabeca. Rumbora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi manha e noite do meu primeiro dia africano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2222826344759778739?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2222826344759778739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/primeiro-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2222826344759778739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2222826344759778739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/primeiro-dia.html' title='Primeiro dia'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-4846166486834797553</id><published>2009-08-09T16:19:00.000+02:00</published><updated>2009-08-09T17:34:51.167+02:00</updated><title type='text'>O retorno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gracas a dois dias de insonia em funcao do fuso horario, acabei por escrever sobre parte da aventura em que me empreendi na savana africana.&lt;br /&gt;Depois de 8 meses nos Estados Unidos, numa experiencia muito enriquecedora de treinamentos e fund raising, parti para Mocambique, onde vou trabalhar num projeto chamado Escola de Professores do Futuro, que tem por objetivo lutar contra o analfabetismo e pobreza, formando professores nas comunidades e capacitando-os para irem nas areas com alto indice de analfabetismo.&lt;br /&gt;Eu vim como Development Instructor, uma pessoa que acompanha e participa na formacao desses professores, e que fica a disposicao do projeto para ensinar o que for preciso. O DI pode fazer qualquer coisa mesmo, dependendo mesmo unicamente da vontade de ajudar. Temos bastante liberdade para atuar nos projetos como queremos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Acho que seria interessante gastar algum tempo qualquer dia contando sobre a minha experiencia nos Estados Unidos, no centro de treinamento da IICD, em Michigan. Meu time tinha 10 pessoas, de varias nacionalidades: Brasil, Argentina, South Korea, Japao, Costa Rica e Equador. Foi um tempo de troca de experiencias e cosmovisoes muito interessante e enriquecedor. Fiz amigos que nunca vou esquecer e vivi situacoes que mudaram muito meu modo de ver a vida. Qualquer dia escrevo sobre isso. Em outra insonia, quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-4846166486834797553?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/4846166486834797553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/o-retorno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4846166486834797553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4846166486834797553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/08/o-retorno.html' title='O retorno'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-423378162135702618</id><published>2009-01-22T05:27:00.001+02:00</published><updated>2009-08-10T10:31:44.202+02:00</updated><title type='text'>Não deixe de ler:</title><content type='html'>http://www.baciadasalmas.com/2008/confissoes-de-um-ex-dependente-de-igreja/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-423378162135702618?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/423378162135702618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/01/confisses-de-um-ex-dependente-de-igreja_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/423378162135702618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/423378162135702618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/01/confisses-de-um-ex-dependente-de-igreja_21.html' title='Não deixe de ler:'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-5896877130791332983</id><published>2009-01-20T17:29:00.000+02:00</published><updated>2009-08-10T10:37:33.986+02:00</updated><title type='text'>Dom Barack Sebastiao Obama</title><content type='html'>Hoje eh a posse de mais um messias na politica do continente americano. Dom Sebastiao agora ressuscitou pelas bandas do imperio ianque. Pelo menos dessa vez podemos falar de quinto imperio mundial sem corar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Por que sera que quando todo mundo esta tendo tremiliques de prazer, meu estomago esta embrulhando? Porque vc eh um velho rabugento, diria a Sra.Wilson.&lt;br /&gt;&lt;input id="gwProxy" type="hidden"&gt;&lt;!--Session data--&gt;&lt;input onclick="jsCall();" id="jsProxy" type="hidden"&gt;&lt;div id="refHTML"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-5896877130791332983?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/5896877130791332983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/01/dom-barack-sebastiao-obama.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5896877130791332983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/5896877130791332983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/01/dom-barack-sebastiao-obama.html' title='Dom Barack Sebastiao Obama'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-6652157467445394137</id><published>2009-01-14T19:28:00.000+02:00</published><updated>2009-01-14T19:29:03.821+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;"The tragedy of   life is what dies inside a man while he lives." Albert Schweitzer&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-6652157467445394137?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/6652157467445394137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/01/tragedy-of-life-is-what-dies-inside-man.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6652157467445394137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/6652157467445394137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/01/tragedy-of-life-is-what-dies-inside-man.html' title=''/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-1289375862889342380</id><published>2009-01-10T17:53:00.001+02:00</published><updated>2009-01-10T17:53:46.740+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span&gt;"Doubt isn't the opposite of faith; it is an element of faith."&lt;br /&gt;Paul Tillich&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-1289375862889342380?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/1289375862889342380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/01/doubt-isnt-opposite-of-faith-it-is.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1289375862889342380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/1289375862889342380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2009/01/doubt-isnt-opposite-of-faith-it-is.html' title=''/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-2527147342491854685</id><published>2008-12-28T04:54:00.001+02:00</published><updated>2008-12-28T04:54:57.133+02:00</updated><title type='text'>Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Poesia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastei uma hora pensando um verso&lt;br /&gt;que a pena não quer escrever.&lt;br /&gt;No entanto ele está cá dentro&lt;br /&gt;inquieto, vivo.&lt;br /&gt;Ele está cá dentro&lt;br /&gt;e não quer sair.&lt;br /&gt;Mas a poesia desse momento&lt;br /&gt;inunda minha vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(1902-1987)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-2527147342491854685?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/2527147342491854685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/carlos-drummond-de-andrade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2527147342491854685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/2527147342491854685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/carlos-drummond-de-andrade.html' title='Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-553213670196340002</id><published>2008-12-26T16:56:00.001+02:00</published><updated>2008-12-26T16:56:49.839+02:00</updated><title type='text'>Lindo poema de Chesterton</title><content type='html'>THE DONKEY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When fishes flew and forests walked&lt;br /&gt;And figs grew upon thorn,&lt;br /&gt;Some moment when the moon was blood,&lt;br /&gt;Then surely I was born;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With monstrous head and sickening cry&lt;br /&gt;And ears like errant wings,&lt;br /&gt;The devil's walking parody&lt;br /&gt;On all four-footed things.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The tattered outlaw of the earth,&lt;br /&gt;Of ancient crooked will;&lt;br /&gt;Starve, scourge, deride me: I am dumb,&lt;br /&gt;I keep my secret still.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fools! For I also had my hour;&lt;br /&gt;One far fierce hour and sweet:&lt;br /&gt;There was a shout about my ears,&lt;br /&gt;And palms before my feet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(G. K. Chesterton)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-553213670196340002?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/553213670196340002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/lindo-poema-de-chesterton.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/553213670196340002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/553213670196340002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/lindo-poema-de-chesterton.html' title='Lindo poema de Chesterton'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-807501627234970859</id><published>2008-12-26T16:51:00.000+02:00</published><updated>2008-12-26T16:54:31.276+02:00</updated><title type='text'>Poema de Natal, de Vinicius de Moraes</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Poema de Natal&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para isso fomos feitos:&lt;br /&gt;Para lembrar e ser lembrados,&lt;br /&gt;Para chorar e  fazer chorar,&lt;br /&gt;Para enterrar os nossos mortos -&lt;br /&gt;Por isso temos braços  longos para os adeuses,&lt;br /&gt;Mãos para colher o que foi dado,&lt;br /&gt;Dedos para cavar  a terra.&lt;br /&gt;Assim será a nossa vida;&lt;br /&gt;Uma tarde sempre a esquecer,&lt;br /&gt;Uma  estrela a se apagar na treva,&lt;br /&gt;Um caminho entre dois túmulos -&lt;br /&gt;Por isso  precisamos velar,&lt;br /&gt;Falar baixo, pisar leve, ver&lt;br /&gt;A noite dormir em  silêncio.&lt;br /&gt;Não há muito que dizer:&lt;br /&gt;Uma canção sobre um berço,&lt;br /&gt;Um verso,  talvez, de amor,&lt;br /&gt;Uma prece por quem se vai -&lt;br /&gt;Mas que essa hora não  esqueça&lt;br /&gt;E que por ela os nossos corações&lt;br /&gt;Se deixem, graves e  simples.&lt;br /&gt;Pois para isso fomos feitos:&lt;br /&gt;Para a esperança no milagre,&lt;br /&gt;Para  a participação da poesia,&lt;br /&gt;Para ver a face da morte -&lt;br /&gt;De repente, nunca  mais esperaremos...&lt;br /&gt;Hoje a noite é jovem; da morte apenas&lt;br /&gt;Nascemos,  imensamente.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold;"&gt;Vinícius de Moraes&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-807501627234970859?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/807501627234970859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/poema-de-natal-de-vinicius-de-moraes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/807501627234970859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/807501627234970859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/poema-de-natal-de-vinicius-de-moraes.html' title='Poema de Natal, de Vinicius de Moraes'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-4916858717815837952</id><published>2008-12-26T11:51:00.000+02:00</published><updated>2008-12-26T11:53:04.867+02:00</updated><title type='text'>GENUÍNA MUNDANIDADE (D. Bonhoeffer)</title><content type='html'>O manuscrito com esta citação estava sobre a escrivaninha de Bonhoeffer na Marienburger Allee quando ele foi preso em abril de 1943 por seu envolvimento numa conspiração para eliminar Hitler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As ideologias descarregam sua fúria sobre os seres humanos e depois deixam-nos da mesma forma que um pesadelo deixa a pessoa que desperta dele. Sua lembrança é amarga. Não tornaram a pessoa mais forte ou mais madura, apenas mais pobre e mais desconfiada. Minhas atividades recentes, que têm se desenrolado predominantemente na esfera secular, dão-me muito que pensar. Impressiona-me o fato de viver, e poder viver, por dias sem a Bíblia; se me obrigasse a lê-la sentiria estar fazendo isso por auto-sugestão, não por obediência [...] Sei que basta abrir meus próprios livros para ouvir o que pode ser dito contra essa postura. E não quero também me justificar, porque sei que “espiritualmente” já experimentei períodos muito mais ricos. Porém sinto apenas crescer minha resistência contra tudo que é “religioso”.&lt;br /&gt;Vida, autenticidade, liberdade e compaixão significam muito para mim; apenas suas manifestações religiosas é que são tremendamente sem atrativos. A cruz de expiação é a liberação para uma vida diante de Deus em meio a um mundo sem deus; é a liberação para uma vida de genuína mundanidade/identificação com o mundo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-4916858717815837952?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/4916858717815837952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/genuna-mundanidade-d-bonhoeffer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4916858717815837952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/4916858717815837952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/genuna-mundanidade-d-bonhoeffer.html' title='GENUÍNA MUNDANIDADE (D. Bonhoeffer)'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-7679819887016447361</id><published>2008-12-26T10:15:00.000+02:00</published><updated>2008-12-26T11:51:45.136+02:00</updated><title type='text'>Ao mestre Bonhoeffer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;O Cristianismo &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt; um verdadeiro paraiso de grandes mentes e grandes mestres. Para mim, o maior deles no seculo XX foi Dietrich Bonhoeffer. O homem que ensinou com a propria vida o sentido de "conceito e vivencia", que se doou inteiramente por aquilo em que acreditava. E que nos deixou um legado em obras realmente magnificas e apaixonantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos realmente numa era sem grandes herois. Os idolos que inspiram a nossa geracao sao tao vazios quanto essa geracao. Sao a melhor expressao daquilo que poderiamos chamar de "idolos de barro". E estao por toda parte, no ultimo Big Brother, nas revistas de modas e tendencias, no novo album musical que depois de amanha virara "classico". Nao produzem nada que realmente transforme vidas, que de um sentido duradouro a existencia de todos os seus admiradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, dira alguem, isso sempre existiu. Sempre houveram os demagogos, os sofistas, aqueles que encantam a massa com truques baratos e cosmeticos. Sim, direi eu. Mas parece-me que a nossa epoca tem um diferencial. A nossa epoca coroou este homem mediocre. No nosso seculo isso se tornou regra, modelo de perfeicao, centralidade. Na nossa era, os anoes nao mais se reconhecem como anoes e decidem se sobem ou nao nas costas dos gigantes. Agora, os anoes derrubam os gigantes e os obrigam a andar na mesma estatura de nanismo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;A cultura kitsch &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;definitivamente tomou todo o espaco da grande cultura. Alias, usar a expressao "grande cultura" hoje em dia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;é um verdadeiro pecado. Pecado mortal. Uma expressao que, alias, deve-se ser evitada nas proximidades daqueles que deveriam ser os primeiros a defende-la (como a classe dos intelectuais e dos academicos). Falar sobre alta cultura, homem superior e coisas do genero &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;causa verdadeiro alvoroco. E voce pode receber alcunhas novas, dessas que nunca pensou que seria chamado, como fascista, extremista, anti-socialista (e, nao apenas para completar a musica do Raulzito, "eu admito, voce ta na pista"). De qualquer forma, todas estas alcunhas tem todos e nenhum sentido. Sao, elas tambem, cosmeticos para evitar uma verdadeira reflexao sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Nao significa que nao temos, realmente, herois em quem possamos nos espelhar. O que ocorre &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;é que a cultura inferior, de massa, sufoca a apresentacao destes herois. Somos apresentados, diariamente, a todos estes substitutos entorpecentes do show business, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;da ultima moda, que nunca sacia aquela fome interior, profunda, que, no final das contas, da-se por ignorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, conforme me ensinou Joseph Campbell, heroi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;é aquele que deu a propria vida por algo maior que ele mesmo. Para mim, estas pessoas chegaram a um nivel de realizacao existencial pela qual vale a pena almejar. Aquela inquietacao da existencia, as perguntas por sentido e a propria preocupacao advinda da ressonancia do interior do nosso ser que nos faca realmente sentir o enlevo de estarmos vivos encontram no exemplo destes homens a certeza de que nao tracamos o caminho sozinhos; os herois de todos os tempos enfrentaram os mesmos riscos antes de nos. No fim do labirinto, quando pensavamos que estariamos sozinhos, estariamos na companhia do mundo todo. Temos apenas que seguir a trilha do heroi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estes herois &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;é que tenho buscado. E entao eles me convidam para andar pelas mesmas veredas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sao pessoas como Jesus, Socrates, Pitagoras, Bonhoeffer e Schweitzer, por exemplo, que realmente fazem a minha cabeca, que me inspiram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Sao os meus herois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na proxima postagem vou transcrever um dos trechos mais magnificos do mestre Bonhoeffer. Aguardem uns 30 segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: Nao &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;se enganem pensando que ja aderi, com 4 dias de antecedencia da vigencia, ao Acordo Ortografico da Lingua Portuguesa. Eh que ainda nao aprendi a operar esse teclado norte-americano sem tils e cedilhas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-7679819887016447361?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/7679819887016447361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/ao-mestre-bonhoeffer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7679819887016447361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/7679819887016447361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/ao-mestre-bonhoeffer.html' title='Ao mestre Bonhoeffer'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6107916257359405403.post-3805829845204273295</id><published>2008-12-26T09:42:00.000+02:00</published><updated>2008-12-26T10:14:35.210+02:00</updated><title type='text'>No comeco sempre doi, mas dizem que depois fica bom e a gente tem ate arrepios de prazer...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Pois &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;é. Aqui estou, iniciando um blog. Na verdade, nao tenho a minima ideia de como isso funciona (se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;é que isso vai funcionar mesmo...). Nunca fui muito bom com coisas "modernas". Admiro meus dois irmaos, que sabem tudo desse mundo virtual. E, como me acostumei a sempre buscar ajuda deles quando preciso de algo, nunca me dei a realmente saber fazer as coisas acontecerem aqui. Entao, pra sair dessa vida de alienacao, resolvi instalar o iTunes e criar um blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao creio que eu va falar muito de mim aqui. Por dois motivos principais: 1) Nunca fui dado a me abrir muito, exceto depois de um longo tempo de silencio, e 2) Nao acredito muito no poder transformador da palavra, essa com "p" minusculo, opinativa, diaria, de periodicos e artigos; acredito numa busca com resultados mais lentos e duradouros. Pelo menos, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;é o que busco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, essa historia de blog realmente vai dar trabalho. E, para fazer jus ao meu espirito indisciplinado, certamente nao irei atualiza-lo diariamente. Talvez semanalmente. Ou, talvez,...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pra finalizar isso que "quis ser uma introducao mas nao pode", justifico o titulo do blog como uma citacao de Mario Ferreira dos Santos, que, para mim, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;é a melhor inteligencia do Brasil de todos os tempos. Assim &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;é a forma como ele concebia que deve ser o espirito filosofico. E &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;é assim &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;que me parece o dever-ser de uma vida digna de ser vivida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6107916257359405403-3805829845204273295?l=rodrigoalmorais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/feeds/3805829845204273295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/no-comeco-sempre-doi-mas-dizem-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3805829845204273295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6107916257359405403/posts/default/3805829845204273295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rodrigoalmorais.blogspot.com/2008/12/no-comeco-sempre-doi-mas-dizem-que.html' title='No comeco sempre doi, mas dizem que depois fica bom e a gente tem ate arrepios de prazer...'/><author><name>Rodrigo A. Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14012496746211652116</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_va-2oe7V2to/SpmdO9UBKiI/AAAAAAAAAD8/fY7wkn5hlmk/S220/ca.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
