"Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem".
Alberto da Cunha Melo

Thursday, October 12, 2017

Poema - Putrefação

PUTREFAÇÃO

Acreditem, oh gado!
Eis o vosso profeta
Cujo nobre prelado
Novo mundo arquiteta

Desde lá edifica
Dos mais baixos valores
A qual fundação rica
Vem bancar seus favores

Para tanto carece
Este mundo alquebrar
Ao que nem adolesce
Ao tarado entregar

Então diz ser doença
Tal pecado mortal
Pra escapar da sentença
De um juízo penal

Mas depois é desfeito
Já não é enfermiço
Clama agora o direito
E nos tem submissos

E então não se pode
Falar em enfermidade
Liberdade ao bigode
Pra fazer crueldade

Sofre os puros infantes
A nova ideologia
A mentira ultrajante
Que ao humano arrepia

Dos valores de baixo
Ele tudo constrói
Mundo em novo eixo
A pureza destrói

Que terrível cenário
O reino da aberração
Monstros cercam o berçário
Infernal postilhão.

Poema - Favo de Mel

FAVO DE MEL

Diga adeus a São Bernardo
Ou aos valentes cristeros
De quem escudo galhardo
Ouviu o santo cancioneiro

Novos ventos se aproximam
Arejando o episcopado
Mídia e dioceses mimam
O vigário afeminado

Ele é sensível e meigo
Apesar de bem parrudo
Gosta de vestir-se leigo
Auto-ajuda é o conteúdo

De decotes bem cercado
"Luciano, abra o olho!"
Com globais sempre abraçado
Moderninho, o pimpolho

Noiva toda molhadinha
No casório celebrada
A global empolgadinha
A platéia abismada

Só contempla bem o céu
Pra ver se de lá vem chuva
Apascenta só pitéu,
A cocota e a viúva

A batina esconde os "peito"
Coisa sexy de abalar
Para o Instagram tem jeito
Quero ver missa rezar.

Se a tristeza lhe invade
A esperança não é Cristo
Crise de ansiedade?
"Um divã ou eu desisto!"

"Tanta dona neste mundo
Tanto tempo para o céu
Por aqui eu me abundo
Dou-lhes meu falo de mel".

Poema - Freixado Coração

FREIXADO CORAÇÃO

Especialista psolento
O rabo cheio de maconha
Cabeça estocando vento
O assessor tocando bronha

Enquanto pensa no bandido
Vai continuar tocando bronha
De cocaína abastecido
O rabo cheio de maconha

População que se exploda
Fornecedor 'stá protegido
Vai destruindo a coisa toda
Enquanto salva o seu amigo

Enquanto pensa no bandido
O país vai a bancarrota
E os milhões que tem morrido
Brasileiríssima anedota

E o psolento comemora
Empanzinado de maconha
Enquanto o povão só chora
Expõe sua cara bisonha

Se o trafica sofre a pior
Então o psolento chora
Chama juiz e promotor
Pra ver se o amigo melhora

De globais sempre cercado
Com a galerinha da facu
Desde que seja badalado
Tá nem aí "pro" nosso cu

Porque de cu ele entende
É de onde sai seu fuzuê
Tudo o mais embrulha e vende
Faz puxadinho pra o PT

E vem freixando o coração
De todo cabecinha oca
Socialismo, alienação
E cuspe de uma lhama louca

Se minha cantiga desemboca
Seu tema sucede profano
Moto do voto carioca
Trafica ou miliciano.

Poema - Quadrinha do Isentão

QUADRINHA DO ISENTÃO

Para ser um isentão
Um intelectual de futuro
Basta, em cada afirmação
Ficar em cima do muro

Uma linda dualidade
Em tudo pode caber
Hoje ama a liberdade
Amanhã, a Rouanet

E as piadas com cristão?
Com certeza abrem portas
Não precisa aptidão
Qualquer uma, das mais tortas

Seu coringa preferido
É o da relatividade
Que o rigor seja abolido!
Viva a volatilidade!

E os heróis do nosso moço?
São o Cortella e o Karnal
Ou algum modinha insosso
De rostinho angelical

Nada quente, nada frio
Sempre morno, o isentão
Correção é desvario
Sua alminha, coesão

Ganha aplauso sem desconto
Aprendeu bem qual o truque
E assim ele está pronto
Pra brilhar no Feicibuqui.

Poema - Liberlândia

LIBERLÂNDIA

No meu mundo encantado
Liberlândia, terra média
Tudo é bem facilitado
Não precisa enciclopédia

Basta resumir o mundo
No esquema liberal
Se puder fazer, vai fundo!
E se não puder, é mau.

O motor da História humana
Marx muito bem dizia
Só repete, não atazana!
O motor é a economia

Se parece adolescente
Acertou, mas não me importo
Substância? Acidente?
A Tomás não me reporto!

Meu mundinho é bem simples
Mas é cheio de magia
Não precisa Aristóteles
O motor é a economia!

Poema - Cusmovisão

CUSMOVISÃO

Ave Jeânus criador
Novo modelo social
Estruturalmente anal
E vitimista sofredor

Com mérito de transformar
Sua posição sexual
Em cânone universal
E em tudo o mais escarrar

É o big brother trágico
Da diversidade o censor
De petista o pistolão

Gênio ponerológico
Tarado por um ditador
Quem vê cu não vê coração

Poema - Ode ao Molusco

ODE AO MOLUSCO

Tão podre está o senhor molusco
Que nem à jato se pode lavar
Em Piraquara se vai descansar
Égide do ocaso vermelhusco

Mas ainda do séquito bovino
Lamentos e dores se ouvem
Além da bancarrota abstraem
Do andreense o seu assassino

Mas aos de cá inda cuida Fortuna
Que ao nobre Moro se fez levantar
Pra realizar o que ao povo anela

Nem os sem-terras, quinta-coluna
A inegibilidade poderá evitar
Sem remédio, sem choro ou vela

Poema - Receita Doriana

RECEITA DORIANA

Duas pitadas de estrogênio
Algumas colheres de loção e gel
Recheio de pompa bacharel
Se curvem ao boneco do milênio!

Bem simula a grossa voz
Mas o macho ali já se foi
Mais um domesticado office-boy
Mais um globalista pó-de-arroz

Belo e limpo gari fotoshopado
De soluções cosméticas várias
Mas de gosto amargo no final

Lá vem ele, o boneco abetumado
Canto de sereia, ilusões liberotárias
De quem o MBL é mero sexo casual

Poema - Mitologia Positivista

MITOLOGIA POSITIVISTA
Um doce por sua ideologia
Que ele mesmo não sabe qual
Se positivista ou liberal
Muda sempre, noite e dia
Se dá ao dinossauro brazuca
Poder eugenista de castração
Seja então o ideólogo da reação
Nesta cena política maluca
Mas o que não se pode negar
É o poder dos óculos escuros
Fonte eufórica de juvenil grito
E percentuais que está a galgar
A revelia dos midiáticos muros
Gradualmente, de mito em mito.

Poema - Coronelismo Social Brasileiro

CORONELISMO SOCIAL BRASILEIRO

A terra de Alencar e Sêo Lunga
Também tem do que se envergonhar
Pois é dos rincões do Ceará 
Que tão péssima nova retumba

Dou bilhão para ver funcionar
Tal brasileiríssima macumba
Que da ressureta comunista tumba
O coronel soube abrasileirar

Nossa opção lulista ao Lula
Arrogâncias e dirigismos idem
Ignorância empostada, impostura

Com os comunas chinos entabula
Que da soberania as pernas abrem
Tal é o coronel de socialista cultura.