"Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem".
Alberto da Cunha Melo

Monday, February 27, 2017

O Conhecimento, em sua relação com a habilidade profissional - John Henry Cardinal Newman

PALESTRA 7: O CONHECIMENTO EM RELAÇÃO A HABILIDADE PROFISSIONAL
em "The Idea of a University"
John Henry Cardinal Newman

1.
Nas duas palestras anteriores, insistimos em primeiro lugar no cultivo do intelecto como um fim que deve ser buscado para o seu próprio benefício e, em seguida, na natureza deste cultivo, ou em que este cultivo consiste. A verdade, de qualquer tipo, é o objeto próprio do intelecto; o cultivo do intelecto, então, consiste em adequá-lo a apreensão e contemplação da verdade. Ocorre que o intelecto, em seu estado presente, com exceções que não carecem ser mencionadas aqui, não discerne a verdade intuitivamente, ou como um todo. Nós não conhecemos por contemplação simples e direta, nem num instante, mas, por assim dizer, por partes e acumulação, por um processo mental, pela circunscrição do objeto, pela comparação, combinação, correção mútua e adaptação contínua de muitas informações parciais e pelo emprego, concentração e ação conjunta das faculdades e exercícios da mente. A combinação dos poderes intelectuais, a ampliação e desenvolvimento e a compreensão são resultados de um treinamento. E tal treinamento é uma questão de hábito; não é a mera diligência, mesmo que rigorosa, que introduz a mente na verdade, nem a leitura de muitos livros, nem o contato com muitos temas, nem as experimentações, ou a presença em várias palestras. Tudo isto ainda não é o suficiente. Um homem que tenha realizado todos estes passos ainda estará vagando na ante-sala do conhecimento: não perceberá o que a sua boca repete, não verá com o olho da mente o que está diante de si, não alcançará as coisas como elas são, ou pelo menos será incapacidade de avançar um passo a frente, como resultado do que tenha adquirido, será incapaz de distinguir o verdadeiro do falso, retirar os grãos de verdade do amontoado de informações, ordenar as coisas de acordo com o real valor de cada uma e, se me permitem usar a expressão, construir idéias. Este poder é o resultado da formação científica da mente, é uma capacidade adquirida de formar juízos, de perspicácia, sagacidade, sabedoria, de um alcance filosófico da mente e de autocontrole e serenidade intelectual – qualidades que não advém da mera aquisição. Os olhos físicos, órgão de apreensão dos objetos materiais, são dados pela natureza; o olho da mente, do qual o objeto é a verdade, é um trabalho de disciplina e hábito.
Este processo de formação pelo qual o intelecto, ao invés de ser moldado ou sacrificado para algum propósito particular ou acidental, ou para alguma profissão ou habilidade ou ciência específica, é disciplinado para o seu próprio benefício, para a percepção do seu objeto próprio e para a sua própria alta cultura, é chamado Educação Liberal. E mesmo que não haja quem tenha trilhado este caminho até onde ele pode ser concebido, ou quem possua o intelecto que seja o padrão do que o intelecto deve ser, ainda assim é duvidoso que alguém não possa não apenas conceber, mas buscá-lo, fazendo do escopo e resultado deste treinamento o seu padrão pessoal de excelência. Muitos são os que se submetem a tal mister, garantindo-no para si mesmos em boa medida. A definição do padrão correto, o treinamento consoante e a condução de todos os estudantes de acordo com as suas capacidades, é isto que concebo como o papel da universidade.

(...)
10
Mas é preciso concluir estas reflexões. Hoje me limitei a mostrar que o exercício do intelecto, além de benéfico ao próprio indivíduo, também o habilita a cumprir com os seus deveres na sociedade. O filósofo e o homem do mundo diferem-se quanto ao conceito, mas os métodos pelos quais são respectivamente formados são basicamente os mesmos. O filósofo possui o mesmo domínio das questões do pensamento que o cidadão e o homem honrado nos assuntos de negócios e conduta. Se há que se definir uma finalidade prática para um curso universitário, eu diria então que é a formação de bons membros da sociedade. A sua arte é a da vida social e a sua finalidade é a aptidão para o mundo. Não pode restringir, por um lado, o seu panorama a uma profissão específica, nem criar heróis ou inspirar gênios, por outro. As obras dos gênios não se encaixam em nenhuma disciplina acadêmica, as mentes heróicas não se restringem a um estatuto. A universidade não é o nascedouro de poetas ou autores imortais, de fundadores de escolas, líderes de colônias ou conquistadores de nações. Não promete uma geração de homens como Aristóteles ou Newton, Napoleão ou Washington, Rafael ou Shakespeare, apesar de tais milagres já terem ocorrido em seu âmbito. Não é também, por outro lado, para a formação do crítico ou do pesquisador, do economista ou do engenheiro, apesar de que isto também está contido no seu escopo.
A formação universitária é um grande e ordinário meio para um grande e ordinário fim. Tem em vista a elevação intelectual da sociedade pelo cultivo da mente dos homens, do apuramento do gosto popular, do fornecimento de princípios verdadeiros ao entusiasmo nacional e objetivos sólidos as aspirações do povo, do oferecimento de grandeza e sobriedade às idéias correntes, da facilitação do exercício do poder político e do refinamento do trato na vida privada. A educação oferece ao homem, quanto as suas opiniões e juízos, uma visão clara e consciente, uma veracidade no seu desenvolvimento, uma eloqüência na sua expressão e uma força no seu fomento. O ensina a perceber as coisas como elas são, a descrevê-las com concisão, a desemaranhar a desordem intelectual, a detectar o sofisma e a descartar o irrelevante. O prepara para ocupar qualquer cargo com credibilidade e a dominar qualquer matéria com facilidade. O mostra como se comportar perante os outros, como se colocar no estado de mente alheio, como se apresentar aos seus semelhantes, como influenciá-los, compreendê-los e tolerá-los. Ele se sente à vontade em qualquer sociedade e sabe dialogar com todas as classes; ele sabe quando falar e se calar; sabe dialogar e sabe ouvir; faz perguntas pertinentes e aprende com os seus semelhantes, quando não tem nada a ensinar; está sempre pronto, sem ser inoportuno; é uma companhia prazerosa e um companheiro em quem se pode contar; sabe quando agir com seriedade e quando se divertir, e tem um tato apurado que o permite gracejar com elegância e ser sério com propriedade. Ele tem o repouso de uma mente ensimesmada, ao mesmo tempo que integrada no mundo, e é capaz de encontrar a felicidade no lar e no longínquo. Ele tem um dom que o serve em público e o apóia na solidão, sem o qual a sua sorte não é vulgar, e com o qual até o fracasso e o dissabor têm certo encanto. A arte que conduz o homem a tudo isto é, quanto ao objeto que almeja, tão útil quanto a arte da riqueza e a arte da saúde, apesar de ser menos suscetível ao método, e menos tangível, menos certa, menos completa em seu resultado.  


Sunday, February 12, 2017

Nova direita, erros antigos

Voegelin dizia que não existe comunhão de linguagem com os representantes de ideologias, porque estes operam por meio daquilo que Sir Roger Bacon classificou como “ídolos”, símbolos lingüísticos que perderam o seu contato com a realidade e apenas expressam a alienação ideológica do seu portador. Numa era como a nossa, onde a linguagem foi tão degradada e corrompida, uma pessoa que pretenda refletir honestamente sobre os problemas do seu tempo precisará, antes, identificar e demolir estes topoi.

E o topos do dia é a afirmação, diante da paralisação da polícia militar, de que esta classe profissional precisa ser defendida sempre e incondicionalmente, mesmo após a ação omissiva de usarem as suas famílias como barreira humana que permitisse uma paralisação sem punição militar.

A paralisação da PM no Espírito Santo criou um vácuo institucional que causou não só um pandemônio de degradações, invasões de propriedades e furtos, como a morte de mais de 60 pessoas. O cenário do dia seguinte ao fim da paralisação não deixaria a desejar a nenhum vandalismo black bloc, no melhor estilo de caos social proposto pelos frankfurtianos como um meio de destruição do status quo. E, em irradiação semelhante às manifestações black blocs, ouvem-se burburinhos de paralisações semelhantes no estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Coincidência”, dirão!

Não obstante, ideólogos de direita imediatamente passaram a defender a ação irresponsável da polícia sob a alegação de que... bem, de que “é preciso defender a PM”. Simples assim. O lugar-comum surge instantaneamente na boca de todos, como substituto de uma detida, inteligente e responsável reflexão sobre os efeitos reais da ação. Puro fetiche mental!

A primeira coisa que não lhes ocorre é que a defesa da PM é um corolário da defesa de um princípio que é anterior a instituição militar, qual seja, o princípio da ordem social. A PM deve ser defendida contra os ataques dos inimigos da ordem enquanto ela seja uma instituição que garanta esta ordem. A ordem política é o conjunto de instituições e normas que garantem a possibilidade de relações harmoniosas entre os indivíduos de uma sociedade. Se os membros de quaisquer destas instituições se recusam a cumprir o seu dever, permitindo que a anomia se instaure, defender esta recusa é promover o próprio estado de anomia.

Todos os teóricos comunistas concordam que estimular um estado de caos e desordem é a melhor maneira de concentrar o poder nas mãos de um partido revolucionário. Não é sem razão que os partidos de esquerda rapidamente vieram em defesa da greve da polícia.

Para uma esquerda que tem conseguido aparelhar boa parte das instituições do estado brasileiro para os seus propósitos revolucionários, os policiais militares sempre foram a categoria do funcionalismo público que se manteve como um intrépido desafio, pois seu regime laboral militar está protegido contra o controle sindical. É por isso – e só por isso – que a esquerda advoga a desmilitarização da polícia.

Agora, porém, foi descoberta uma nova forma de usar os policiais contra a própria instituição, instilando as famílias (e basta ouvir os áudios das convocações para identificar as várias palavras de ordem típicas de sindicatos) a impedirem seus maridos policiais de deixarem os quartéis.

É pueril o pensamento de que a paralisação da polícia militar possa beneficiar qualquer avanço da direita na atual conjuntura política. Se, no longo prazo, o estado de anomia beneficia a revolução cultural marxista, no curto cria instabilidade social suficiente para trazer o PT de volta ao poder nas eleições de 2018 como o salvador do país e restituidor da paz.

Mas o maior erro dos ideólogos que “defendem a polícia a qualquer custo” advém de uma incapacidade de aplicar os princípios conservadores ao caso real. Não lhes ocorre que qualquer reivindicação, por mais justa que seja, não pode se sobrepor a defesa e a proteção da vida humana. Se a direita tem razão ao criticar as utopias de esquerda que assassinaram 150 milhões de pessoas pela promessa ideológica do socialismo de instauração do paraíso terreno, agora cometem o mesmo erro, ao defender o ato irresponsável da PM que conduziu – como previamente era sabido que conduziria – à morte de tantas pessoas e ao caos instalado.

Ao colocarem a defesa da vida, da lei e da ordem abaixo da defesa de uma instituição, o ideólogo está substituindo um pensamento político por um slogan político. Cometem o mesmo erro apontado por Russell Kirk, em seu A Política da Prudência, perpetrado pelos neocons americanos, que abandonaram a defesa das coisas permanentes para abraçarem dogmas ideológicos, como a política externa expansionista.

Recuperar a realidade a partir das deformações contemporâneas, como propõe Voegelin, requer o tremendo esforço de reconstruir as “categorias fundamentais de existência, experiência, consciência e realidade”. Demolir estas deformações no nosso tempo é trabalho para aqueles que não devem satisfações a nenhum programa político ou ideológico, mas à sua própria consciência. É fazermos a pergunta de T.S.Elliot, “onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento?” e orientarmos as nossas escolhas políticas pela virtude da prudência, aquela que, segundo Platão e Edmund Burke, é a virtude mais necessária ao estadista.


A ideologia anima os homens padronizados, como diria G. Orwell, “que pensam em slogans e falam em balas de revólver”. A nova direita brasileira, pelo visto, já nasceu com erros antigos.

Monday, December 5, 2016

O fim de um argumento

"Jogamos" a massa nas ruas por um justo motivo: o impeachment de Dilma. A massa agora, porém, está incontrolada e incontrolável, servindo aos propósitos dos próprios donos do poder contra os quais, no início, se levantou.
A queda de Renan reforça ainda mais a pretensão do STF de se colocar como o super-ego da nação e dá uma força ainda maior ao perigoso ativismo judicial.
Mas e agora, como controlar a massa? Como chamar de volta, se não a razão, pelo menos ao sono, o gigante babão? Como evitar que o Brasil se torne um cenário apocalíptico de "Rematar Clausewitz"? Como aplacar a sede cega de sangue dos que dançam ao redor da fogueira onde arde o bode sacrificial?
O presidente do Senado agora é petista, o Rede é o protagonista das manifestações e o STF conseguiu esfriar o PL que transformaria em crime de abuso de autoridade de um ministro da côrte a usurpação de competência do poder Legislativo.
Tudo está perfeitamente desenhado. Só nos resta observarmos a debacle nacional, a instauração da oclocracia. Ou rezarmos.


Pensando a coisa girardianamente (não adianta, tudo nesta semana nos remete a Girard), só Cristo pôde desvelar o mecanismo do bode expiatório, quando pediu ao Pai que perdoasse os seus verdugos, pois eles "NÃO SABEM o que fazem". Isso me lembra a conclusão a que chegou o cardeal São Roberto Bellarmino, quando, ao comparar todas as formas de governo em um dos mais belíssimos tratados de ciência política do Ocidente, afirma que só um santo poderia, realmente, conduzir uma sociedade em real e verdadeira transformação.
No final das contas, sou forçado a concordar com Santo Agostinho quando, após estudar toda a retórica e a filosofia, descobre que a verdadeira sabedoria está em Cristo, de quem testificavam as histórias bíblicas que lhe contava a sua mãe, Santa Mônica, e as quais ele, quando jovem, achava uma grande besteira.
Façamos então um côro com Chesterton, reconhecendo que "aquilo que nos é mais familiar é o que temos de mais desconhecido". E isto de mais familiar e estranho pode muito bem ser resumido naquela frase que a nossa avó dizia, e de quem ríamos do que críamos ser uma tolice de velhos: "Só Jesus na causa"!
Era a mais alta e profunda verdade! Só Cristo pode sarar essa nação! Só homens santos podem ser Seu instrumento!

Sobre as manifestações de rua desta semana

A atual massa de desinformados que, respondendo a uma convocação de patifes, crêem agora estar defendendo Sérgio Moro e a Lava Jato contra a ampliação da tipificação penal do crime de abuso de autoridade contra membros do judiciário, é um excelente exemplo de como não basta ser de direita (ou de esquerda), é preciso ser um conservador.
Conservadorismo como aquele entendido por Russell Kirk, não como uma ideologia, mas como um adjetivo. Uma atitude, um conjunto de sentimentos, um estado da mente, um tipo de caráter, uma maneira de olhar para ordem social civil. A postura de desconfiança contra as fórmulas ideológicas prontas e, no caso atual, contra os heróis e salvadores erigidos pela massa.
O conservador, que ontem apoiava a Lava Jato e Sérgio Moro, hoje precisa se colocar no fronte antípoda desta batalha. Hoje, a ameaça que temos diante de nós é o ativismo judicial dos membros do Poder Judiciário, que abusam das suas competências, usurpando aquelas que seriam do Poder Executivo e, principalmente, as do Poder Legislativo. Se ontem o abuso de poder era cometido pelo PT e seus asseclas no âmbito do Poder Executivo, hoje é uma turma do STF que o abusa, ao usurpar o papel político do Legislativo, como quando, essa semana, tentou legalizar o aborto a partir do terceiro mês de gestação, num caso onde a questão nem era o mérito em dissídio.
Como diria um dos nossos maiores conservadores, Bernardo Pereira de Vasconcelos, em seu mais célebre discurso, "hoje, porém, é diverso o aspecto da sociedade. (...) Os perigos da sociedade variam; o vento das tempestades nem sempre é o mesmo; como há de o político, cego e imutável, servir a seu país?"
É exatamente por ser um conservador que hoje digo com convicção: "Abaixo Sérgio Moro! Abaixo o STF! Viva a Câmara dos Deputados! Viva o equilíbrio e a separação entre os poderes!"


Quem acha que um juiz pode fazer qualquer coisa na persecução da justiça não entende o que é a persecução da justiça. Não consigo entender alguém que seja contra o "checks and balances". Não adianta ser contra a "ditadura do Executivo" e defender "todo o poder aos juízes". Afinal, uma juristocracia é ainda pior do que uma ditadura.
Vamos transformar o Brasil na distopia do Judge Dredd ou quê?



São Tomás Moro, o padroeiro dos políticos, em conversa com o seu genro Roper, falando sobre determinado político inglês, de muito mau caráter:
São Tomas: "Precisamos dar a ele o benefício da lei".
Roper: "Você daria ao diabo o benefício da lei?"
São Tomas: "Sim, eu daria ao diabo o benefício da lei. Você não?"
Roper: "Nunca! Eu quebraria todas as leis para destruir o diabo!"
São Tomas: "Mas e, uma vez quebradas todas as leis, se o diabo se voltasse contra você, onde estaria o seu amparo?"


É um claro caso de mecanismo do bode expiatório de René Girard essa crença de que o judiciário e o MP podem tudo na persecução de políticos corruptos, inclusive o abuso de poder e de competências, a espetaculização, etc.
A massa projeta no bode as suas frustrações miméticas e exige o sacrifício em praça pública, num mecanismo inconsciente e selvagem. Não importa o domínio das leis, do devido processo, mas o império da horda, da manada. Alguém precisa morrer para compensar as minhas frustrações.
Isso não é defender as instituições contra os corruptos. Isso é uma forma de corrupção em si. A corrupção do espírito. É a inveja mimética de uma falsa prosperidade da era pré-cristã. É o desejo de se retornar ao animismo, é a saudade da selva.



Sobre o aborto e o STF


Um sociedade que perdeu o respeito pela vida dos seus filhos perdeu o seu próprio sentido de existir!
Hoje tivemos a pior notícia da política brasileira, cuja seriedade só um povo já degradado moralmente é incapaz de perceber. A cultura da morte conseguiu uma vitória no STF, onde uma turma decidiu que é permitido o assassinato de bebês até o terceiro mês da gestação.
Definitivamente, estamos nas mãos de gente sórdida, de psicopatas!


O argumento em favor do assassinato de bebês é o mesmo usado para justificar a escravidão: "você está na minha propriedade, eu posso fazer com você o que eu quiser".


Só a congestão de hipóteses acadêmicas pseudo-científicas pode distrair um estudante desta obviedade: um ato se torna ato, ou seja, deixa de ser potência, a partir de quando não poderá ser outra coisa, a não ser por um acidente.
Um espermatozóide não é vida, mas mera potência de vida, porque se você o deixa seguir o seu ciclo, sem a intervenção de um contato com o óvulo, ele não crescerá e se tornará vida. O mesmo com o óvulo, que inclusive é parte de um outro ciclo, todo ele independente e que marca aspectos específicos do corpo de uma mulher.
Agora, o encontro do espermatozóide com o óvulo forma um zigoto, que inicia um ciclo que será necessariamente um ser humano adulto. O zigoto não será outra coisa, a não ser por um acidente. É um ser humano, não em mera potência, mas em ato!



Atenção você que, neste momento, acredita estar lutando em favor do Moro e da Lava Jato nesta questão da possibilidade de se responsabilizar os juízes e promotores em casos de abuso de autoridade! Por favor, pensem um pouco.
Entenda que o nosso maior problema político (e social, intelectual, jurídico, etc) é o pensamento revolucionário. É um "zeitgeist" que pretende reformar a sociedade pela ação de almas iluminadas, reformistas, "progressistas", normalmente membros da burocracia estatal. Pessoas que concebem um mundo perfeito, "a sua imagem e semelhança", e querem impor este mundo garganta abaixo de todos.
Não é preciso elencar os males deste tipo de pensamento. A História está cheia de exemplos dos resultados nefastos do pensamento revolucionário.
Vamos falar de um exemplo bem recente. Um exemplo de ontem, quando um grupo destes reformadores sociais criaram um precedente para permitir o assassinato de fetos. Um grupo de reformadores sociais, de revolucionários progressistas, instalados no STF.
Abusaram da autoridade e não podem nem ao menos ser responsabilizados por isso. Não podem sofrer um impeachment, porque a figura do abuso de autoridade de um membro do judiciário é muito restrita.
Você pode até achar que um juiz pode abusar da autoridade para prender um político corrupto. Discordo de você, mas entendo que o desgosto com a classe política se entranhou em nossos sentimentos e já está difícil usar a razão.
Mas entenda que o ativismo judicial é muito pior que o ativismo político. Eu temo muito mais o ativismo revolucionário de um ministro Barroso do que o ativismo de um Jean Wyllys. Porque as ações do último podem ser revogadas.
Lutar pela Lava Jato e esquecer os valores que sustentam a nossa sociedade, principalmente do mais importante dele, o direito a vida, é tirar o cisco e deixar a trave.



Sunday, November 20, 2016

Equidade de resultados - Pasi Sahlberg

SAHLBERG, Pasi. "Equity of Outcomes". Finnish Lessons 2,0: What can the world learn from educational change in Finland. Second Edition. Teachers College Press: New York, 2015. 
Tradução: Rodrigo Morais


EQUIDADE DE RESULTADOS


             Muitos pensam equivocadamente que equidade, em educação, consiste em todos os estudantes estarem submetidos ao mesmo currículo ou que alcancem os mesmos resultados na escola. Esta também foi a crença corrente na Finlândia por muito tempo, após a reforma educacional fundada na igualdade, que foi lançada no início dos anos 1970s. Equidade educacional, no entanto, consiste na possibilidade de todos os estudantes terem acesso a uma educação de alta qualidade, não importando onde vivem, quem são seus pais ou qual escola frequentam. Neste sentido, a equidade garante que as diferenças nos resultados não dependam das diferenças no contexto econômico familiar.

             A equidade dos sistemas educacionais é medida nos testes internacionais pelo cálculo da relação entre os resultados escolares dos estudantes e os vários aspectos do contexto familiar. A OCDE usa um indicador que inclui a situação econômica, social e cultural (ESCS) para calcular o índice de equidade entre os estudantes baseado na formação acadêmica, profissão e riqueza dos pais, além de outros aspectos do contexto socioeconômico. Nos sistemas mais igualitários, o aprendizado escolar é menos dependente do contexto familiar. Existe uma grande variação, entre os países, na relação entre os resultados escolares e o contexto familiar, assim como variam, entre os mesmos, os resultados escolares em leitura, matemática e ciências.

Igualdade de oportunidade educacional e equidade de resultados são características importantes dos países nórdicos, e significam mais do que simplesmente a garantia de que todos tenham acesso a escola. Na Finlândia, esta equidade consiste num sistema educacional inclusivo e socialmente justo, que oferece a todos a oportunidade de conquistar os seus sonhos e objetivos por meio da educação. Como resultado da reforma da educação secundária, na década de 1970, as oportunidades educacionais para um aprendizado de qualidade se espalharam uniformemente pelo país. No início dos anos 70, quando se inicia a implantação desta reforma, havia uma significante desequidade de oportunidades entre jovens adultos devido as diferentes orientações educacionais associadas com o velho sistema paralelo. Esta disparidade educacional correspondia fortemente a divisão socioeconômica da sociedade finlandesa da época. E apesar dos resultados começarem a se uniformizar em meados dos anos 80, a separação dos alunos em níveis quanto a habilidade com matemática e línguas estrangeiras manteve esta disparidade relativamente alta.

Após a mudança do sistema de níveis para o sistema global, em meados dos anos 80, e o consequente aumento da expectativa de aprendizado para todos os estudantes, a disparidade de resultados começou a decair. Ou seja, todos os estudantes, independentemente das condições sociais ou interesses, passaram a estudar matemática e línguas estrangeiras nas mesmas classes, sem nivelamento. Antes disto, estas disciplinas eram divididas em três níveis, em que os alunos eram colocados de acordo com desempenho acadêmico anterior ou mesmo, muitas vezes, pela influência dos pais ou conhecidos.

Até o primeiro teste do PISA, em 2000, não estava claro se as políticas igualitárias e os altos investimentos em equidade educacional eram de fato eficientes para aumentar a qualidade dos resultados. Muitos pensavam que a valorização da igualdade e da equidade como os fatores fundamentais da política educacional nacional impediria o desenvolvimento do talento individual e, por conseguinte, a melhora da qualidade. Uma das descobertas mais inesperadas do primeiro PISA foi que a maioria dos sistemas educacionais com os melhores índices de aprendizado era também os mais equânimes. Desde então, o PISA tem revelado, dentre outras coisas, que a Finlândia tem a menor variação de desempenho entre as escolas, nos índices de leitura, matemática e ciências, de todos os países da OCDE (2001; 2004; 2007; 2010b; 2013b).

Se calcularmos o quanto da variação total do desempenho escolar está associado com as diferenças dentro de cada escola e o quanto dele está associado com as diferenças entre as escolas, vemos ainda outro aspecto da igualdade e da equidade em sistemas educacionais. As variações de desempenho entre escolas mostram o quanto estas são estatisticamente diferentes em qualquer país. Na Holanda, Bélgica e Alemanha, por exemplo, as diferenças de aprendizado entre escolas é maior do que dentro da mesma escola, o que sugere que exista uma disparidade maior entre as escolas quanto ao desempenho geral. A figura 2.2 mostra a variação de desempenho entre diferentes escolas e na mesma escola, nos países da OCDE, conforme as notas de matemática em 2012 (OECD, 2013b). Nestes países se observa uma diferença média de 37% entre diferentes escolas e 63% na mesma escola. A variação total do desempenho educacional na Finlândia em relação a variação da OCDE é de 86%.

De acordo com a Figura 2.2, a Finlândia tem uma variação entre escolas de aproximadamente 6% na escala do PISA, enquanto a média no Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha é de, respectivamente, 18%, 23% e 30%. A variação de desempenho entre escolas na Finlândia em 2012 estava no mesmo nível mostrado nos exames anteriores do PISA. O fato de que quase toda a variação (ou desigualdade) ocorre “na mesma escola”, conforme mostra a figura 2.2, indica que as diferenças restantes são provavelmente devidas principalmente a variação entre os talentos naturais dos estudantes. Variações entre escolas se relacionam a desigualdades sociais. Uma vez que esta variação é ínfima na Finlândia, isto mostra que o país foi capaz de lidar eficazmente com as desigualdades sociais. Outrossim, isto sugere, como observado por Norton Grubb em seu estudo sobre a equidade educacional na Finlândia, que a reforma educacional finlandesa foi bem sucedida na construção de um sistema educacional igualitário num período relativamente curto de tempo, um dos objetivos principais da proposta de reforma educacional na Finlândia, criada no início dos anos 1970s (OECD, 2005; Grubb, 2007). Esta variação quase insignificante do desempenho entre escolas faz com que os pais finlandeses raramente se preocupem com a qualidade da escola na sua vizinhança. Mesmo que a busca por uma escola que naõ seja a da vizinhança seja um fenômeno crescente em grandes áreas urbanas da Finlândia, os pais normalmente buscam por uma escola comum e segura para os seus filhos.


Uma ênfase mais acentuada na equidade educacional dá um sentido diferente ao desempenho escolar e na forma como ele é medido. Testes padronizados se tornaram o modo mais comum de se avaliar o desempenho das escolas em muitas partes do mundo. As prestações de contas são baseadas nos dados coletados nestes testes. Os professores e diretores são responsabilizados pelo aprendizado dos alunos com base nestes dados. Mas não na Finlândia. A ausência de testes padronizados na Finlândia deixa as escolas responsáveis pelas avaliações de desempenho dos alunos. Um escola com um desempenho considerado excelente, na Finlândia, é aquela onde todos os estudantes superam as expectativas. Em outras palavras, quanto maior a equidade, melhor é a escola, de acordo com o critério finlandês.

Um sistema educacional equânime e onde os estudantes aprendem bem é também capaz de corrigir os efeitos das desequidades sociais e econômicas. Desde a década de 70, as políticas educacionais finlandesas têm alcançado altos índices de desempenho escolar, ao mesmo tempo em que diminuem as influências do contexto familiar nos resultados de aprendizado, conquistando assim um alto nível de equidade. Alguns se perguntam porque os finlandeses consideram isto tão importante. A desequidade no sistema educacional da Finlândia é vista como particularmente problemática porque demonstra a incapacidade da utilização de todo o potencial cognitivo dos estudantes. Por ser uma nação pequena, a Finlândia não pode deixar nenhuma criança para trás. As evidências também mostram que o fortalecimento da equidade educacional pode ser custo-benéfico. A OCDE concluiu recentemente, após examinar os quatro ciclos de dados do PISA, que os sistemas educacionais com os melhores desempenhos dentre os seus países-membros são aqueles que combinam qualidade com equidade (OCDE, 2012). Outra pesquisa (Cunha & Heckman, 2010) mostra que o investimento em educação de alta qualidade, para todos os estudantes e que direciona recursos adicionais aos menos favorecidos o mais cedo possível, é uma estratégia efetiva que produz os melhores impactos na melhora acadêmica como um todo.

Como a Finlândia transformou estas descobertas em práticas que melhoraram a equidade nas escolas? Um fator é o direito universal de que toda criança finlandesa tenha educação básica de alta qualidade. O outro, igualmente importante, é a inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais no sistema comum de ensino – um importante princípio-chave da educação finlandesa. Todas as escolas precisam ter professores de educação especial e assistentes de classe que possam ajudar os alunos com necessidades especiais. Existem diferenças notáveis na forma como a educação especial é definida e ofertada na Finlândia, em comparação com outros países do mundo, inclusive os Estados Unidos. A mais importante delas é que a educação especial é direcionada a todos os estudantes finlandenses, com base na premissa de que, em algum momento das nossas vidas, todos precisamos de apoio e ajuda para avançar.

Primeiro, a educação especial é definida, na Finlândia, como direcionada primariamente as dificuldades relativas ao aprendizado, como a leitura e a escrita, e as dificuldades de aprendizado em matemática ou língua estrangeira. Nos Estados Unidos e em muitos outros países, estudantes são identificados como portadores de necessidades especiais com base em critérios que normalmente se referem a uma variedade de condições incapacitantes, como deficiências sensoriais e fonoaudiológicas, deficiência intelectual ou dificuldades comportamentais.

Segundo, na Finlândia as dificuldades especiais são identificadas e tratadas o mais cedo possível: a prevenção é a estratégia comum. Isto significa que existe um grande número de crianças em atendimento especial na Finlândia, em comparação com os Estados Unidos e outras nações, principalmente nos primeiros anos escolares. Nas escolas secundárias finlandesas, quase um terço dos estudantes frequentaram a educação especial em 2012, seja em período integral ou parcial.

Finalmente, o novo sistema de educação especial na Finlândia, desde 2011, é definido com o título de Apoio Escolar e de Aprendizado, e todos os alunos da educação especial estão sendo integrados nas classes regulares. Existem três categorias de assistência ofertadas a estes estudantes com necessidades especiais: 1) apoio geral, 2) apoio intensificado e 3) apoio especial. A primeira inclui as ações dos professores das classes regulares, em termos de diferenciação, assim como esforços da escola para lidar com as diferenças entre os estudantes. A segunda categoria consiste na terapêutica, pelo professor regular em parceria com o professor de educação especial, e ensino individualizado ou em grupos pequenos com um professor de educação especial trabalhando meio período. A terceira categoria inclui uma gama de serviços de educação especial, de educação regular em tempo integral a colocação em instituição especial. Todos os estudantes nesta categoria recebem um Plano de Aprendizado Individual que leva em consideração as características de cada estudante e, assim, personaliza o aprendizado de acordo com as habilidades de cada aluno. Os efeitos desta nova política de educação especial são o aumento do número de estudantes no apoio intensificado e a diminuição do número no especial. No ano escolar 2013-2014, no peruskoulu (educação básica), 6,5% receberam apoio intensificado e 7,3%, apoio especial. Em 2013, cerca de 22% de todos os estudantes no peruskoulu receberam apoio intensificado ou geral de meio período. O total de estudantes em educação especial no peruskoulu finlandês em 2013 era de 28%, de acordo com as estatísticas oficiais.

Muitos acreditam que o sistema de educação especial da Finlândia é um dos fatores chaves que explicam os excelentes resultados de sucesso e equidade do sistema escolar finlandês, em recentes estudos internacionais. Minha experiência pessoal, baseada no trabalho e na visita a centenas de escolas finlandesas, é que a maioria das escolas dá uma atenção particular aquelas crianças que precisam de mais ajuda para serem bem sucedidas, comparadas com outros estudantes. Muitos professores e administradores que visitam as escolas finlandesas pensam o mesmo, mas estão normalmente presos no dilema “excelência vs. equidade” devido a demandas externas e regulações nos seus próprios países. Os testes patronizados que comparam indivíduos com médias estatísticas, as competições que deixam para trás os estudantes mais fracos e os salários para professores baseados em mérito prejudicam os esforços escolares para promover a equidade. Nada disso existe atualmente no sistema educacional finlandês.

Ao final da reforma da peruskoulu, a Finlândia adotou uma estratégia de intervenção antecipada e prevenção, a fim de ajudar aqueles indivíduos com necessidades educacionais especiais, quaisquer fossem. Assim, os possíveis déficits de aprendizado e desenvolvimento são diagnosticados ainda no início do desenvolvimento e cuidado infantil, antes que a criança entre na escola. Nos primeiros anos da educação infantil, o apoio intensivo especial – principalmente em leitura, escrita e aritmética – é oferecido para todas as crianças que tenham necessidades especiais. Como resultado, a proporção de estudantes em educação especial, na Finlândia, nas primeiras séries do ensino primário, é relativamente maior do que na maioria dos países. Como mostra a figura 2.3, o número de estudantes que recebem apoio especial nas escolas finlandesas diminui no final da educação primária e, então, tem um leve aumento na medida em que os estudantes passam para as séries iniciais da escola secundária, baseada em disciplinas. O motivo para o aumento da necessidade de apoio especial nestas séries iniciais da educação secundária é que o currículo único define certas expectativas para todos os estudantes, independente das suas habilidades ou aprendizado anterior. A estratégia comum adotada internacionalmente é corrigir os problemas da educação primária e secundária na medida em que ocorrem ao invés de tentar preveni-los (Itkonen & Jahnukainen, 2007). Os países que utilizam a estratégia acima têm um número crescente de estudantes com necessidades especiais por toda a educação primária e secundária, como mostra a figura 2.3.

O sistema de educação altamente igualitário da Finlândia não é resultado apenas de fatores educacionais. As estruturas básicas do estado de bem-estar social finlandês têm um papel importante na provisão de condições equânimes para todas as crianças e suas famílias, a fim de que iniciem uma vida estudantil bem sucedida, ao completarem 7 anos. Longas licenças parentais, sistema de saúde amplo e preventivo para todos os bebês e suas mães e monitoramente sistemático do desenvolvimento mental e físico das crianças estão disponíveis a todos, independente das circunstâncias de vida ou econômicas. Educação básica infantil, pré-escolas gratuitas que atendem 98% das crianças com 6 anos de idade, amplos serviços de saúde e medidas preventivas para identificar possíveis dificuldades de desenvolvimento e aprendizado antes que a criança ingresse na escola estão acessíveis para todos. As escolas finlandesas também oferecem para cada criança almoço grátis e saudável diariamente, independente da situação econômica de cada um. A pobreza infantil está num nível muito baixo de aproximadamente 5% da população de crianças, comparada com 23% nos Estados Unidos e 13% no Canadá. A fim de evitar que os alunos de escolas primárias sejam classificados de acordo com as suas performances estudantis, os testes com notas não são normalmente utilizados nos primeiros cinco anos da peruskoulu. Este é um importante princípio no desenvolvimento da educação primária na Finlândia: os elementos estruturais que causam o fracasso escolar devem ser removidos. É por isto que repetência e confiança excessiva nas medições de performance acadêmica, que serão discutidas no proximo texto, têm sido gradualmente retiradas das escolas finlandesas.

Saturday, November 12, 2016

Trecho do Relatório de Yale de 1828

"Quando um homem dá início à prática de sua profissão, as energias de sua mente devem ser dedicadas principalmente aos deveres próprios do ofício. Mas, se seus pensamentos nunca exploram outros assuntos, se ele jamais circula pelos vastos domínios da literatura e da ciência, haverá certa estreiteza em seus hábitos de pensamento, uma peculiaridade de caráter que por certo o marcará como um homem de opiniões e conhecimentos limitados. Caso se destaque em sua profissão, sua ignorância de outros temas e as imperfeições de sua educação estarão ainda mais expostas à observação pública. Por outro lado, aquele que não só é eminente na vida profissional, mas também possui uma mente ricamente abastecida de conhecimentos gerais, tem uma elevação e uma dignidade de caráter que lhe confere uma influência poderosa na sociedade, e uma esfera muitíssimo ampla de utilidade. Sua situação permite-lhe difundir a luz da ciência em meio a todas as classes da comunidade."
Relatório de Yale de 1828

Sobre Trump e Obama

O que dizer de um cientista que estuda durante toda uma vida para supostamente entender o seu objeto de estudo e, ao final, não consegue um mínimo grau de previsibilidade quanto ao comportamento deste objeto?

Pois este é o caso de TODOS os analistas políticos da imprensa brasileira. Que dó de quem depende destas toupeiras para entender o que se passa no Brasil e no mundo.

Durante toda esta campanha americana, confundiram a cobertura da notícia com o "wishful thinking" pessoal e adicionaram a este a torcida pura, simples e descarada. Para ninguém pensar que são ovelhas inocentes, temperaram a coisa com pitadas de histeria coletiva.

E agora respondem as suas próprias caras de tacho com clichês ainda mais descolados da realidade, com besteiras do tipo "onda conservadora", "racismo", "intolerância", "renascimento do fascismo", etc.

Não são analistas, e nem querem ser. São engenheiros sociais.
E odeiam, têm pavor da realidade.

Os analistas políticos podem não ser muito bons em prever os eventos, mas são excelentes em inventar razões ocultas e malvadas que justificam, ex post facto, os resultados que não conseguiram antever.

São ótimos psicanalistas políticos!

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Não entendo como uns "cabra" barbados e bombados ficam aí dando chilique do tipo "ain Trump venceu, ain que medinho, ain minha fé na humanidade". Tudo bem você ser suscetível a qualquer estímulo histérico que a turma da Globo News andou copiando da Clinton News Network, mas precisa agir exatamente como um cãozinho de Pavlov assustado?
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Um bando de especialistas que errou tudo está agora dizendo quais serão os resultados da coisa que eles não conseguiram prever.

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Obama ficou 8 anos na presidência americana para resolver um único problema, o sistema de saúde do país. Depois de todo este tempo e gozando de um poder decisório que os outros presidentes não usaram (as "executive orders"), ele sai do governo sem resolver o problema. O seu Obamacare é um desastre total e não sobreviveria mesmo se Trump quisesse (não quer!).
Não houve Obamania, bajulação da mídia ou prêmio Nobel adiantado capaz de salvar a fraude que foi o homem que, no final das contas, enfraqueceu o seu país militarmente e permitiu conscientemente a expansão do terrorismo islâmico e da insegurança no mundo.
Como havia mostrado Dinesh D'Sousa, foi um homem com uma mente terceiro-mundista elevado à presidência de uma potência mundial. Não poderia mesmo dar certo!

Monday, April 11, 2016

Meu mês de Fevereiro no Facebook

29 de fevereiro:
Politicamente correto e multiculturalismo decepam a cabeça de um bebê e caminham pelas ruas de Moscou gritando Allahu Akbar.



Ninguém quer mais fazer militôncia sem pão com mortadela.


26 de fevereiro:
É em momentos como este que eu me pergunto: Em meu lugar, o que faria Eric Cartman?

Beneficiário do Bolsa Família é a carreira profissional que mais está em alta no Brasil.


"Lula não tem celular"
(Instituto Lula)
"O PT não tem marqueteiro"
(Rui Falcão)
"Petista tem cérebro"
(Dráuzio Varela)

25 de fevereiro:
Se tem uma coisa que me deixa otimista em relação ao futuro do Brasil é ler os informativos da militância petista. As hipérboles que escrevem em relação ao avanço da direita no país faz com que eu me sinta na Inglaterra da Revolução Gloriosa. Agora só falta o TSE oficializar um único partido conservador no Brasil e... Go, Tories!


24 de fevereiro:
“Educação é o tema mais importante da política real para conservadores no mundo moderno.
Quando o estado tomou conta da educação no séc. XIX [na Inglaterra] foi espetacular porque fez com que ela se tornasse acessível a todos, mas ele deixou as portas abertas para a colonização do sistema educacional por gente que não acredita em educação.
Estas pessoas não acreditam que educação é compartilhar com as futuras gerações o conhecimento acumulado pelas gerações anteriores, eles acham que educação é um instrumento de engenharia social para implementação do socialismo por meio de lavagem cerebral dos jovens. Um dos instrumentos utilizados para isso é a criação de um currículo nacional e um sistema nacional de avaliação para prevenir que o conhecimento seja passado para a próxima geração.
Numa perspectiva filosófica, durante os anos 50 e 60 surgiu a idéia preconceituosa entre os educadores de que o propósito da educação é fazer caridade com as crianças, que a função do conhecimento é dar às crianças algo que elas não teriam de outra forma. Isso é o inverso da verdade: a função das crianças é ajudar o conhecimento, porque elas podem receber conhecimento e depois passar adiante.
A questão é que quando você entende que a função do sistema educacional é ter crianças aptas a receber e repassar conhecimento é natural que surjam diferenças entre os cérebros que são mais ou menos habilitados a isso. E é natural que estas diferenças fiquem mais evidentes com as provas e testes. O sistema atual foi desenhado para prevenir que isso aconteça. A intenção é fazer com que a criança seja tão “igual” a outra quanto possível em todos os estágios de desenvolvimento. Se o conhecimento surge no caminho para atrapalhar este projeto, ele será sacrificado.
Eu entendo o estado colocando orientações bem genéricas sobre o que a educação deve ou não ser e só. O sistema educacional deve ser compatível com a meta de cuidar da nossa herança cultural."
Roger Scruton
Mais:
- "Maquiavel Pedagogo" - Pascal Bernardin (livro) http://bit.ly/214P8Tq
- "Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire" (por Marcelo Centenaro)http://marcelocentenaro.blogspot.com.br/…/pedagogia-do-opri…
- Sobre a educação sexual nas escolas. http://on.fb.me/1eTesFR
- Mais absurdos pedófilos em sala de aula para crianças de 10 anos em nome de "educação sexual" http://on.fb.me/1JUYztI
- Gustavo Ioschpe: "Professores, acordem!" http://abr.ai/1LV9Qc0
- Gustavo Ioschpe: "Estamos acabando com o país" http://abr.ai/1LV9p18


Resposta ao liberotário ateu Toddynho que defende taxação de igrejas:
- Liberteen tem dificuldade de perceber que a taxação de igrejas é uma das piores formas de intervenção estatal, aquela que coloca o Estado em superioridade axiológica (e anterioridade ôntica) em relação a religião.
"Isenção tributária" às igrejas não é benesse estatal, é a garantia de que a base civilizacional (a religião. vide R. Girard) está protegida contra o afã controlador do Estado. A religião, como a família, é anterior ao Estado.
O liberotário parece aquele petistazinho que inverte o conceito de "Estado laico" para exigir o controle estatal da moralidade.
Confundem o reconhecimento da superioridade da moral religiosa sobre as leis (aquela que garante e protege os valores morais históricos) com uma espécie de beneplácito legislativo.


"João Santana recebeu dinheiro ilegal sim, mas não do PT" é o novo "Não foi mensalão, foi caixa 2".
É o PT dando uma de ladrão sincero, negando um crime pela confissão de outro.


"Meu trafica falou que na perifa não teve panelaço"
Viram porque a prisão de João Santana é o fim do PT?


Sempre que escuto alguém defendendo o PT, culpando a mídia (?), a zélite, o Feagacê, etc, o meu cérebro automaticamente coloca gás hélio na voz da pessoa e a transforma na voz do Punheteu.


23 de fevereiro:
Depois de uma semana passada muito agitada e um fds meio adoentado, hoje tive uma folguinha pra comemorar em atraso o Dia Internacional do Cachimbo!
Este é o xodó da minha coleção: um meerschaum Konçak original, esculpido o deus grego Baco. Fumando uma mistura de tabaco que eu mesmo fiz, com 20% de Latakia, 50% de Golden Cavendish e 30% de Cherry Liqueur.
Boas cachimbadas, amigos!

A prisão de João Santana faz parte da estratégia da Operação Lava Jato de destruir as desculpas esfarrapadas que a massa de apoiadores do governo despejam sobre as redes sociais.
Sem João Santana acabaram as explicações do tipo "a culpa é da zelite"


Nós do Movimento Conservador estivemos hoje na Câmara Municipal de Palmas para pressionar os vereadores a aprovarem o requerimento do ver.Joao Campos que determina a devolução dos livros didáticos do MEC/FNDE que estejam em descumprimento às normas do PNE, do PME e do Pacto de San Jose e façam referência a ideologia de gênero e/ou tratem de questões de educação moral para crianças da Educação Fundamental.
O requerimento foi aprovado por unanimidade. Parabéns aos vereadores de Palmas!


22 de fevereiro:
Um pequeno ato de desobediência civil que vale mais do que 50.000 pessoas nas ruas


Nota de repúdio à nota de repúdio: uma crítica literária

Existe um estilo literário tipicamente esquerdista. Assim como a História Materialista, com a sua abordagem economicista da história, é o método historiográfico esquerdista par excellence e a obra de Sergei Eisenstein dá o formato do cinema marxista (e que influencia toda a arte de esquerda), um modelo dá o tom da cosmovisão de esquerda na literatura. Este “estilo” recebe o nome de nota de repúdio. A diferença talvez seja que os esquerdistas possuem uma capacidade de produção desta arte literária admiravelmente superior ao conjunto de suas demais obras. É tanto que as tais notas de repúdio pululam na mídia e nas redes sociais com a velocidade de uma linha de produção industrial, talvez só perdendo em quantidade para o método de argumentação filosófica marxista brasileiro a que dão o nome de "abaixo-assinado", com o que refutam argumentos contrários por meio de assinaturas de gente famosa. Oxalá possuíssem a mesma eficiência no trato com a coisa pública, por exemplo.
Mas como toda obra de arte, o estilo literário esquerdista vem evoluindo. Um grande passo nessa evolução artística foi dado pela OAB-Tocantins, ontem à tarde. A ordem classista inovou e redigiu uma nota de repúdio ao evento do Movimento Conservador antes mesmo da realização do próprio evento. Especialistas e críticos literários nacionais estão reunidos neste momento para definir esta nova fase da escola literária esquerdista. Acredita-se que esta fase irá para os livros de literatura com o nome de “nota de repúdio profética”.
Adivinhando o que seria falado no evento, aparentemente sob a iluminação de São Marx, refutaram os pontos que acharam inconvenientes. Verdadeiro primor da melhor ficção pátria!
A obra começa como ficção científica. O escritor imagina um universo em que a chamada “teoria de gênero” de Judith Butler possui alguma base empírica e científica e, por isso, não pode ser chamada de ideologia de gênero. Fãs da obra acreditam que haverá uma continuação da nota de repúdio, “Nota de Repúdio II: A Missão”, onde tal base empírica será demonstrada e a teoria de Butler poderá, finalmente, se distanciar das suas meras elucubrações teóricas. Por enquanto, aguardemos ansiosos e esqueçamos, por um momento, que a escolha lexical, a interdição de dizeres, a rala e puída roupagem científica e o intrincado labirinto semântico não sejam, na verdade, a forma como o tema tem sido tratado pela esquerda, para intencionalmente confundir a população.
A seguir, a nota de repúdio resvala para a fábula. Neste momento, o escritor faz acreditar que é garantia de respeito aos direitos humanos a tratativa de temas relacionados à ideologia de gênero nas escolas, por exemplo. Citam tratados internacionais e a ONU. Esquecem-se do Pacto de San Jose da Costa Rica, tratado internacional recepcionado pelo ordenamento jurídico brasileiro por meio do Decreto nº 678/92, que, em seu artigo 12, garante expressamente o direito aos pais ou tutores, segundo as suas convicções, a educação moral dos seus filhos ou pupilos.
Este artigo não é sem razão, ou emanado de algum sentimento preconceituoso que tentam fazer parecer. Sua compreensão é muito simples e não deveria ser um problema para qualquer pessoa que tenha passado pelo primeiro semestre de um curso de Direito. A educação moral não pode objeto da educação pública ou estatal simplesmente porque isto configuraria um dos elementos de estados totalitários. As escolas nazistas e soviéticas foram algumas das primeiras a transferirem a educação moral da família para o governo. Existe um estudo primoroso de Mori Arinori, o fundador do Ministério da Educação japonês, onde um dos aspectos que justificavam a criação de um ministério da educação seria a possibilidade de transferir, por meio de lei, ao imperador, a educação moral das crianças, permitindo assim o surgimento de uma geração onde o amor e a obediência ao imperador fossem maior do que aquele para com o pai ou chefe do clã. Diminuir-se-ia o poder da família tradicional em favor do poder do imperador. Entenderam para que serve todo este esforço de impor a educação moral nas escolas?
É fato notório que professores e autores de livros didáticos vêm se utilizando de suas aulas e de suas obras para fazer com que os estudantes adotem padrões de julgamento e de conduta moral - especialmente moral sexual - incompatíveis com os que lhes são ensinados por seus pais.
Ora, os valores promovidos pela escola não podem coincidir com os valores de todos os pais ou tutores juntos. Sendo assim, a própria ideia de educação de valores fere o princípio da isonomia e é uma afronta ao regime democrático. E um Estado que se define como laico - e que, portanto deve ser neutro em relação a todas as religiões - não pode usar o sistema de ensino para promover uma determinada moralidade, já que a moral é, em regra, inseparável da religião. Permitir que o governo ou seus agentes utilizem o sistema de ensino para promover uma determinada moralidade é dar-lhes o direito de vilipendiar e destruir, indiretamente, a crença religiosa dos estudantes, o que ofende os artigos 5º, VI, e 19, I, da Constituição Federal.
Na ficção, no entanto, a expressão “estado laico” é usado num sentido totalmente inverso! Quer-se, na verdade, adotar uma moralidade estatal, ao invés de se isentar totalmente deste fim, como pretendia o constituinte.
A nova gestão da OAB-Tocantins mostrou que pode criar boa arte literária. Resta saber se poderá cumprir a única função para a qual existe, que é representar o advogado enquanto profissional. Para tanto, poderiam começar por se eximirem de tomar partido político para o lado A ou B.


"Essas são as únicas ideias verdadeiras: as ideias dos náufragos. O resto é retórica, postura, farsa íntima." Ortega y Gasset


16 de fevereiro:
O problema de se envolver a polícia militar no combate ao vírus da zika é que daqui a pouco vão considerar o vírus como mais uma vítima da sociedade.


11 de fevereiro:
"Pedaladas", "erros", "mal-feitos", "vacilos"... O eufemismo se filiou ao PT.


10 de fevereiro:
A cautela que você precisa ter numa repartição pública diante de um funcionário não é por causa do art. 331 do CP, o crime de desacato, que pode te levar de 6 meses a 2 anos de reclusão.
O problema é ele não gostar da sua cara e te dizer que está faltando algum documento muito louco que vai te levar 15 dias pra conseguir!


8 de fevereiro:
"O problema [ou o defeito fundamental do marxismo] começa no século XVIII. A melhor fonte para compreender esta questão está na palestra introdutória de Schiller ao seu curso de história universal, ministrado no outono de 1789, em Viena. Esta é a fórmula clássica: Eu invento uma história agora, onde a classe da qual sou membro deverá alçar ao topo quando do cumprimento do sentido da história. E por que faço isto, falseando a história? Porque isto me oferece uma imortalidade virtual (estar no topo da história) quando eu não mais acredito na imortalidade pessoal. Uma imortalidade virtual, onde estar no topo da história substitui o senso de imortalidade da ordem existencial perdida. E isto se dá desde o século XVIII até o presente. Existe um estudo muito bom do psicólogo Lifton, de Yale, sobre a imortalidade revolucionária, onde ele desenvolve esta questão sem conhecer os problemas do século XVIII, baseado apenas nas ações de Mao.Este é o problema: a imortalidade virtual - a invenção de uma história imaginária na qual nos colocamos a nós mesmos no topo, porque já perdemos a fé na imortalidade da alma. Isto tem um forte efeito sobre as pessoas. Mas existem outras, no entanto, que não caem nesta fantasia de alguns intelectuais e que sabem que vão morrer."
Eric Voegelin, The Irish Dialogue


7 de fevereiro:
"Escola de samba proíbe protesto contra Dilma e modelo é expulsa da avenida", e aquela recorrente notícia sobre a relação de amizade entre o carnaval e o crime organizado veio mais cedo este ano...


6 de fevereiro:
Esquerdista é o cara que quer que você pense como ele; conservador é o cara que quer que você pense.

A esquerda não está gostando de ver crianças vestidas com fardas porque bandido tem medo da polícia.

Não poste sobre os seus problemas pessoais no Facebook. Faça como qualquer pessoa normal e vá a um bar encher a cara.


Atenção, feminazis: A palavra de ordem "não preciso que ninguém me proteja" só funciona naquele mundinho encantado das pesquisas forjadas do Ipea.


Estes são os livros do MEC/FNDE 2016 em que foram, até o momento, identificados conteúdos referentes a educação sexual, ideologia de gênero e outros tipos de questões que os caracterizam como uma intromissão estatal na educação moral de crianças, descumprindo a legislação brasileira e o tratado internacional da Convenção Americana de Direitos Humanos.
Denunciem estes livros caso estejam sendo adotados pelas escolas dos seus filhos!
"É direito dos pais, segundo as suas convicções, a educação moral dos filhos"
CÓDIGO TÍTULO EDITORA
27685COL62 - AKPALÔ - EDITORA DO BRASIL SA
27739COL62 - BRASILIANA - IBEP INSTITUTO BRASILEIRO DE EDIÇÕES PEDAGÓGICAS LTDA
27770COL62 - JUNTOS NESSA - TEXTO EDITORES LTDA
27771COL61 - JUNTOS NESSA - TEXTO EDITORES LTDA
27664COL55 - A CONQUISTA - EDITORA FTD SA
27772COL55 - JUNTOS NESSA - TEXTO EDITORES LTDA
27792COL55 - LIGADOS. COM - SARAIVA SA LIVREIROS EDITORES
27867COL55 - PORTA ABERTA - EDITORA FTD SA
27868COL54 - PORTA ABERTA - EDITORA FTD SA
27908COL55 - PROJETO JIMBOÊ - EDITORA DO BRASIL SA
27937COL55 - VAMOS JUNTOS - ESFERA LTDA
27885COL59 - PROJETO BURITI - EDITORA MODERNA LTDA
27897COL59 - PROJETO COOPERA - SARAIVA SA LIVREIROS EDITORES
27898COL60 - PROJETO COOPERA - SARAIVA SA LIVREIROS EDITORES
27676COL57 - A ESCOLA É NOSSA - EDITORA SCIPIONE S/A
27703COL57 - ÁPIS - EDITORA ÁTICA S/A
27704COL58 - ÁPIS - EDITORA ÁTICA S/A
27776COL57 - JUNTOS NESSA - TEXTO EDITORES LTDA
27823COL57 - MANACÁ HISTÓRIA - EDITORA POSITIVO


2 de fevereiro:
A Câmara Municipal de Araguaína-TO determinou por unanimidade que os livros didáticos do MEC-FNDE de 2016, da educação básica Fundamental (crianças de 5 a 10 anos), que contenham ideologia de gênero tenham a sua distribuição suspensa na cidade e que sejam devolvidos ao MEC.