"Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem".
Alberto da Cunha Melo

Saturday, October 21, 2017

Poema - Reformata

REFORMATA

Na noite mais escura ele vem
O germânico bruxo do além
Aos mestres do passado vil desdém
Se insurge, destruindo a unidade.

Tão tarde se inclinou a meditar
Tão pronto ao magistério ignorar
Tão débil teologia a propagar
Vivência pueril da santidade.

Apóstolo do império temporal
Verdugo do presente celestial
Proeza de um ébrio habitual
Ocaso da sã catolicidade.

De firme ódio aos filhos de Sem
De solas que sentido nenhum têm
De lâmina ocamista advém
Enterra enfim a apostolicidade.

(Rodrigo Morais)

Poema - O Leão Imolado

O LEÃO IMOLADO
A Antônio Joaquim Rodrigues Torres, herói na Guerra do Paraguai

"Inimigos à porta, um já matei!"
Brada o jovem e bravo guerreiro
A postos se põem, seus nobres iguais
Indócil rol de heróis brasileiros
Enérgico freio ao dano guarani
Dá-se então com revide certeiro
Encontra entrépido troco fatal
Justa carga de exímio artilheiro

"O inimigo suporta, fogo lhe dei!"
Resiste a flâmula do meu Brasil
Que o vil Solano não quis respeitar
E a pátria conclama escudo viril
E eu nos meus tenros e só desesseis
Atendo ao chamado co'afã varonil
Resisto as batidas de Itapiru
Rejeito a mera existência servil.

"O inimigo me corta, sangue suei"
Não sinto d'adaga profunda cisão
Não sirvo ao medo, tenho u'a missão
Sirvo a Caxias, nobre capitão
Meu grito de fúria conduz meus irmãos
A banda inimiga me avista um leão
Que enquanto avança qual forte trovão
Vai gritando vivas a brasileira nação!

"Ao inimigo a derrota, com Deus me encontrei!
A ilha é nossa, rival derrotado
Os montes de corpos tombados no chão
Sempre cantarão tal grandioso legado
Lembrarão das chagas do seu coração
Heróis que o tiveram por bravo aliado
Honrada a nação, sagrada a vitória
Cujo fiador é o cordeiro imolado.

(Rodrigo Morais)

Poema - Não Reclame, É Arte

NÃO RECLAME, É ARTE
Clã de artistas decadentes
Apóstolos de Belzebu
Suas almas deprimentes
Fazem arte com o cu
Não importa a perversão
Não se pode reclamar
Se questiona a aberração
Diz ser ódio popular
Tanto ataque ao inocente
Que é difícil compreender
Do vigia o fogo ardente,
E o artista a perverter
O pai leva ao tarado
Por meros vinte reais
Mas nem isso é comparado
Com a sanha dos globais
A Lavigne, nos seus treze
Sentiu o pau do velho imundo
Seu pedófilo, que se preze
Faz de si regra pro mundo
Vale-se da vil defesa
De uma gangue de atores
Ao infante têm por presa
No discurso, só amores.
Caetano, depravado
Tem só merda na cabeça
De maconha entabocado
Não há mal que reconheça
Caetano, desencana
Deste alvitre doentio
Nem com global caravana
Isso espalha no Brasil.

Thursday, October 12, 2017

Aristóteles e os Libertários

Os libertários consideram que a escassez dos bens é a causa dos direitos de propriedade, de modo que a função social e moral dos direitos de propriedade é a prevenção de conflitos acerca destes bens. Se baseiam em Hoppe, para quem “apenas porque existe escassez existe um problema de formular leis morais; se os bens são superabundantes (bens ‘livres’), nenhum conflito quanto ao uso dos bens é possível e nenhuma coordenação de ação é necessária”.
O que diria Aristóteles sobre isso?
Em primeiro lugar, para o estagirista é incorreto atribuir uma única causa às coisas, pois a todas as coisas podem ser atribuídas pelo menos quatro causas, quais são material, formal, eficiente e final. O fato da preservação da posse dada a escassez dos bens segundo as necessidades humanas pode ser apontado como uma causa final dos direitos de propriedade, mas outras causas podem e devem ser atribuídas, como por exemplo a própria existência da ordem natural-cosmológica percebida, como correspondência do direito natural, sendo uma causa formal.
Hermann Hoppe, na verdade, extrapola a noção de Carl Menger sobre as razões econômicas do direito de propriedade. Considerar aquelas como as únicas causas da moral ou da sociabilidade humana é também hipostasiar uma causa extrínseca, ignorando causas intrínsecas várias. O próprio Aristóteles demonstra – e aqui não precisamos analisar os corolários ainda mais profundos, posteriormente explicitados por São Tomás de Aquino – que “a natureza arrasta instintivamente todos os homens à associação política” (A Política). Em seu “estado de natureza”, o homem é um zoon politikon, sendo esta uma causa intrínseca que não pode ser ignorada. Outras causas são, ainda, o cultivo das virtudes e o da sabedoria.
Não é possível considerar que o estado de natureza do homem seja o conflito, seja ele por razões de “inveja”, como queria Girard, ou de “escassez de bens”, como quer Hoppe, pois desta forma o natural e comum seria a existência humana como a das aves de rapina e o estado de sociabilidade seria uma exceção, não a regra. E isto não é o que se observa.

Ciranda Emebelista

CIRANDA EMEBELISTA

Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
A ciranda MBL
Que ao Brasil vai reformar

Neste doze de outubro
Vamos todos celebrar
O poder da meninada
Que iremos instalar

Já falava o velho Nelson
Do império juvenil
O desprezo ao antigo
Se instalando no Brasil

Não importa que eu seja
Deformado emocional
Parricídio, cá pra nós
Tem apelo nacional

Adoleta, le peti peti petá
Lescafé com chocolá
Adoletá
Puxa o rabo do Lulá
Quem saiu? Dilmá!

So-mos jo-vens
Não quisemos registrá
Por detrás veio o Fro-tá (ui!)
Somos jovens
Puxa o rabo do Lulá
Quem saiu? Dilmá!

Por isso, Tio Dória
Entre dentro desta roda
Faça o teste do sofá
Que logo cê tá na moda.

Neste doze de outubro
Vamos todos celebrar
O poder da meninada
Que iremos instalar

Abaixo a vida adulta
E os adultos traidores
No governo Peter Pan
São só docinhos e flores

CRUJ! CRUJ!
Nós somos ultra-jovens e merecemos respeito!

Poema - Putrefação

PUTREFAÇÃO

Acreditem, oh gado!
Eis o vosso profeta
Cujo nobre prelado
Novo mundo arquiteta

Desde lá edifica
Dos mais baixos valores
A qual fundação rica
Vem bancar seus favores

Para tanto carece
Este mundo alquebrar
Ao que nem adolesce
Ao tarado entregar

Então diz ser doença
Tal pecado mortal
Pra escapar da sentença
De um juízo penal

Mas depois é desfeito
Já não é enfermiço
Clama agora o direito
E nos tem submissos

E então não se pode
Falar em enfermidade
Liberdade ao bigode
Pra fazer crueldade

Sofre os puros infantes
A nova ideologia
A mentira ultrajante
Que ao humano arrepia

Dos valores de baixo
Ele tudo constrói
Mundo em novo eixo
A pureza destrói

Que terrível cenário
O reino da aberração
Monstros cercam o berçário
Infernal postilhão.

Alguns haikais

Quem adivinhar poderia
O amigo prafrentex
Defendendo a pedofilia?



Pedófilo apologeta
No Brasil é portento
De platéia analfabeta



Fedor e baderna
Me saem da privada
Fiz arte moderna



O petista rancor
Evanesce em Aécio
Cerejeira em flor

Poema - Favo de Mel

FAVO DE MEL

Diga adeus a São Bernardo
Ou aos valentes cristeros
De quem escudo galhardo
Ouviu o santo cancioneiro

Novos ventos se aproximam
Arejando o episcopado
Mídia e dioceses mimam
O vigário afeminado

Ele é sensível e meigo
Apesar de bem parrudo
Gosta de vestir-se leigo
Auto-ajuda é o conteúdo

De decotes bem cercado
"Luciano, abra o olho!"
Com globais sempre abraçado
Moderninho, o pimpolho

Noiva toda molhadinha
No casório celebrada
A global empolgadinha
A platéia abismada

Só contempla bem o céu
Pra ver se de lá vem chuva
Apascenta só pitéu,
A cocota e a viúva

A batina esconde os "peito"
Coisa sexy de abalar
Para o Instagram tem jeito
Quero ver missa rezar.

Se a tristeza lhe invade
A esperança não é Cristo
Crise de ansiedade?
"Um divã ou eu desisto!"

"Tanta dona neste mundo
Tanto tempo para o céu
Por aqui eu me abundo
Dou-lhes meu falo de mel".

Poema - Freixado Coração

FREIXADO CORAÇÃO

Especialista psolento
O rabo cheio de maconha
Cabeça estocando vento
O assessor tocando bronha

Enquanto pensa no bandido
Vai continuar tocando bronha
De cocaína abastecido
O rabo cheio de maconha

População que se exploda
Fornecedor 'stá protegido
Vai destruindo a coisa toda
Enquanto salva o seu amigo

Enquanto pensa no bandido
O país vai a bancarrota
E os milhões que tem morrido
Brasileiríssima anedota

E o psolento comemora
Empanzinado de maconha
Enquanto o povão só chora
Expõe sua cara bisonha

Se o trafica sofre a pior
Então o psolento chora
Chama juiz e promotor
Pra ver se o amigo melhora

De globais sempre cercado
Com a galerinha da facu
Desde que seja badalado
Tá nem aí "pro" nosso cu

Porque de cu ele entende
É de onde sai seu fuzuê
Tudo o mais embrulha e vende
Faz puxadinho pra o PT

E vem freixando o coração
De todo cabecinha oca
Socialismo, alienação
E cuspe de uma lhama louca

Se minha cantiga desemboca
Seu tema sucede profano
Moto do voto carioca
Trafica ou miliciano.

Poema - Quadrinha do Isentão

QUADRINHA DO ISENTÃO

Para ser um isentão
Um intelectual de futuro
Basta, em cada afirmação
Ficar em cima do muro

Uma linda dualidade
Em tudo pode caber
Hoje ama a liberdade
Amanhã, a Rouanet

E as piadas com cristão?
Com certeza abrem portas
Não precisa aptidão
Qualquer uma, das mais tortas

Seu coringa preferido
É o da relatividade
Que o rigor seja abolido!
Viva a volatilidade!

E os heróis do nosso moço?
São o Cortella e o Karnal
Ou algum modinha insosso
De rostinho angelical

Nada quente, nada frio
Sempre morno, o isentão
Correção é desvario
Sua alminha, coesão

Ganha aplauso sem desconto
Aprendeu bem qual o truque
E assim ele está pronto
Pra brilhar no Feicibuqui.