"Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem".
Alberto da Cunha Melo

Saturday, October 21, 2017

Poema - Reformata

REFORMATA

Na noite mais escura ele vem
O germânico bruxo do além
Aos mestres do passado vil desdém
Se insurge, destruindo a unidade.

Tão tarde se inclinou a meditar
Tão pronto ao magistério ignorar
Tão débil teologia a propagar
Vivência pueril da santidade.

Apóstolo do império temporal
Verdugo do presente celestial
Proeza de um ébrio habitual
Ocaso da sã catolicidade.

De firme ódio aos filhos de Sem
De solas que sentido nenhum têm
De lâmina ocamista advém
Enterra enfim a apostolicidade.

(Rodrigo Morais)

Poema - O Leão Imolado

O LEÃO IMOLADO
A Antônio Joaquim Rodrigues Torres, herói na Guerra do Paraguai

"Inimigos à porta, um já matei!"
Brada o jovem e bravo guerreiro
A postos se põem, seus nobres iguais
Indócil rol de heróis brasileiros
Enérgico freio ao dano guarani
Dá-se então com revide certeiro
Encontra entrépido troco fatal
Justa carga de exímio artilheiro

"O inimigo suporta, fogo lhe dei!"
Resiste a flâmula do meu Brasil
Que o vil Solano não quis respeitar
E a pátria conclama escudo viril
E eu nos meus tenros e só desesseis
Atendo ao chamado co'afã varonil
Resisto as batidas de Itapiru
Rejeito a mera existência servil.

"O inimigo me corta, sangue suei"
Não sinto d'adaga profunda cisão
Não sirvo ao medo, tenho u'a missão
Sirvo a Caxias, nobre capitão
Meu grito de fúria conduz meus irmãos
A banda inimiga me avista um leão
Que enquanto avança qual forte trovão
Vai gritando vivas a brasileira nação!

"Ao inimigo a derrota, com Deus me encontrei!
A ilha é nossa, rival derrotado
Os montes de corpos tombados no chão
Sempre cantarão tal grandioso legado
Lembrarão das chagas do seu coração
Heróis que o tiveram por bravo aliado
Honrada a nação, sagrada a vitória
Cujo fiador é o cordeiro imolado.

(Rodrigo Morais)

Poema - Não Reclame, É Arte

NÃO RECLAME, É ARTE
Clã de artistas decadentes
Apóstolos de Belzebu
Suas almas deprimentes
Fazem arte com o cu
Não importa a perversão
Não se pode reclamar
Se questiona a aberração
Diz ser ódio popular
Tanto ataque ao inocente
Que é difícil compreender
Do vigia o fogo ardente,
E o artista a perverter
O pai leva ao tarado
Por meros vinte reais
Mas nem isso é comparado
Com a sanha dos globais
A Lavigne, nos seus treze
Sentiu o pau do velho imundo
Seu pedófilo, que se preze
Faz de si regra pro mundo
Vale-se da vil defesa
De uma gangue de atores
Ao infante têm por presa
No discurso, só amores.
Caetano, depravado
Tem só merda na cabeça
De maconha entabocado
Não há mal que reconheça
Caetano, desencana
Deste alvitre doentio
Nem com global caravana
Isso espalha no Brasil.

Thursday, October 12, 2017

Aristóteles e os Libertários

Os libertários consideram que a escassez dos bens é a causa dos direitos de propriedade, de modo que a função social e moral dos direitos de propriedade é a prevenção de conflitos acerca destes bens. Se baseiam em Hoppe, para quem “apenas porque existe escassez existe um problema de formular leis morais; se os bens são superabundantes (bens ‘livres’), nenhum conflito quanto ao uso dos bens é possível e nenhuma coordenação de ação é necessária”.
O que diria Aristóteles sobre isso?
Em primeiro lugar, para o estagirista é incorreto atribuir uma única causa às coisas, pois a todas as coisas podem ser atribuídas pelo menos quatro causas, quais são material, formal, eficiente e final. O fato da preservação da posse dada a escassez dos bens segundo as necessidades humanas pode ser apontado como uma causa final dos direitos de propriedade, mas outras causas podem e devem ser atribuídas, como por exemplo a própria existência da ordem natural-cosmológica percebida, como correspondência do direito natural, sendo uma causa formal.
Hermann Hoppe, na verdade, extrapola a noção de Carl Menger sobre as razões econômicas do direito de propriedade. Considerar aquelas como as únicas causas da moral ou da sociabilidade humana é também hipostasiar uma causa extrínseca, ignorando causas intrínsecas várias. O próprio Aristóteles demonstra – e aqui não precisamos analisar os corolários ainda mais profundos, posteriormente explicitados por São Tomás de Aquino – que “a natureza arrasta instintivamente todos os homens à associação política” (A Política). Em seu “estado de natureza”, o homem é um zoon politikon, sendo esta uma causa intrínseca que não pode ser ignorada. Outras causas são, ainda, o cultivo das virtudes e o da sabedoria.
Não é possível considerar que o estado de natureza do homem seja o conflito, seja ele por razões de “inveja”, como queria Girard, ou de “escassez de bens”, como quer Hoppe, pois desta forma o natural e comum seria a existência humana como a das aves de rapina e o estado de sociabilidade seria uma exceção, não a regra. E isto não é o que se observa.

Ciranda Emebelista

CIRANDA EMEBELISTA

Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
A ciranda MBL
Que ao Brasil vai reformar

Neste doze de outubro
Vamos todos celebrar
O poder da meninada
Que iremos instalar

Já falava o velho Nelson
Do império juvenil
O desprezo ao antigo
Se instalando no Brasil

Não importa que eu seja
Deformado emocional
Parricídio, cá pra nós
Tem apelo nacional

Adoleta, le peti peti petá
Lescafé com chocolá
Adoletá
Puxa o rabo do Lulá
Quem saiu? Dilmá!

So-mos jo-vens
Não quisemos registrá
Por detrás veio o Fro-tá (ui!)
Somos jovens
Puxa o rabo do Lulá
Quem saiu? Dilmá!

Por isso, Tio Dória
Entre dentro desta roda
Faça o teste do sofá
Que logo cê tá na moda.

Neste doze de outubro
Vamos todos celebrar
O poder da meninada
Que iremos instalar

Abaixo a vida adulta
E os adultos traidores
No governo Peter Pan
São só docinhos e flores

CRUJ! CRUJ!
Nós somos ultra-jovens e merecemos respeito!

Poema - Putrefação

PUTREFAÇÃO

Acreditem, oh gado!
Eis o vosso profeta
Cujo nobre prelado
Novo mundo arquiteta

Desde lá edifica
Dos mais baixos valores
A qual fundação rica
Vem bancar seus favores

Para tanto carece
Este mundo alquebrar
Ao que nem adolesce
Ao tarado entregar

Então diz ser doença
Tal pecado mortal
Pra escapar da sentença
De um juízo penal

Mas depois é desfeito
Já não é enfermiço
Clama agora o direito
E nos tem submissos

E então não se pode
Falar em enfermidade
Liberdade ao bigode
Pra fazer crueldade

Sofre os puros infantes
A nova ideologia
A mentira ultrajante
Que ao humano arrepia

Dos valores de baixo
Ele tudo constrói
Mundo em novo eixo
A pureza destrói

Que terrível cenário
O reino da aberração
Monstros cercam o berçário
Infernal postilhão.

Alguns haikais

Quem adivinhar poderia
O amigo prafrentex
Defendendo a pedofilia?



Pedófilo apologeta
No Brasil é portento
De platéia analfabeta



Fedor e baderna
Me saem da privada
Fiz arte moderna



O petista rancor
Evanesce em Aécio
Cerejeira em flor

Poema - Favo de Mel

FAVO DE MEL

Diga adeus a São Bernardo
Ou aos valentes cristeros
De quem escudo galhardo
Ouviu o santo cancioneiro

Novos ventos se aproximam
Arejando o episcopado
Mídia e dioceses mimam
O vigário afeminado

Ele é sensível e meigo
Apesar de bem parrudo
Gosta de vestir-se leigo
Auto-ajuda é o conteúdo

De decotes bem cercado
"Luciano, abra o olho!"
Com globais sempre abraçado
Moderninho, o pimpolho

Noiva toda molhadinha
No casório celebrada
A global empolgadinha
A platéia abismada

Só contempla bem o céu
Pra ver se de lá vem chuva
Apascenta só pitéu,
A cocota e a viúva

A batina esconde os "peito"
Coisa sexy de abalar
Para o Instagram tem jeito
Quero ver missa rezar.

Se a tristeza lhe invade
A esperança não é Cristo
Crise de ansiedade?
"Um divã ou eu desisto!"

"Tanta dona neste mundo
Tanto tempo para o céu
Por aqui eu me abundo
Dou-lhes meu falo de mel".

Poema - Freixado Coração

FREIXADO CORAÇÃO

Especialista psolento
O rabo cheio de maconha
Cabeça estocando vento
O assessor tocando bronha

Enquanto pensa no bandido
Vai continuar tocando bronha
De cocaína abastecido
O rabo cheio de maconha

População que se exploda
Fornecedor 'stá protegido
Vai destruindo a coisa toda
Enquanto salva o seu amigo

Enquanto pensa no bandido
O país vai a bancarrota
E os milhões que tem morrido
Brasileiríssima anedota

E o psolento comemora
Empanzinado de maconha
Enquanto o povão só chora
Expõe sua cara bisonha

Se o trafica sofre a pior
Então o psolento chora
Chama juiz e promotor
Pra ver se o amigo melhora

De globais sempre cercado
Com a galerinha da facu
Desde que seja badalado
Tá nem aí "pro" nosso cu

Porque de cu ele entende
É de onde sai seu fuzuê
Tudo o mais embrulha e vende
Faz puxadinho pra o PT

E vem freixando o coração
De todo cabecinha oca
Socialismo, alienação
E cuspe de uma lhama louca

Se minha cantiga desemboca
Seu tema sucede profano
Moto do voto carioca
Trafica ou miliciano.

Poema - Quadrinha do Isentão

QUADRINHA DO ISENTÃO

Para ser um isentão
Um intelectual de futuro
Basta, em cada afirmação
Ficar em cima do muro

Uma linda dualidade
Em tudo pode caber
Hoje ama a liberdade
Amanhã, a Rouanet

E as piadas com cristão?
Com certeza abrem portas
Não precisa aptidão
Qualquer uma, das mais tortas

Seu coringa preferido
É o da relatividade
Que o rigor seja abolido!
Viva a volatilidade!

E os heróis do nosso moço?
São o Cortella e o Karnal
Ou algum modinha insosso
De rostinho angelical

Nada quente, nada frio
Sempre morno, o isentão
Correção é desvario
Sua alminha, coesão

Ganha aplauso sem desconto
Aprendeu bem qual o truque
E assim ele está pronto
Pra brilhar no Feicibuqui.

Poema - Liberlândia

LIBERLÂNDIA

No meu mundo encantado
Liberlândia, terra média
Tudo é bem facilitado
Não precisa enciclopédia

Basta resumir o mundo
No esquema liberal
Se puder fazer, vai fundo!
E se não puder, é mau.

O motor da História humana
Marx muito bem dizia
Só repete, não atazana!
O motor é a economia

Se parece adolescente
Acertou, mas não me importo
Substância? Acidente?
A Tomás não me reporto!

Meu mundinho é bem simples
Mas é cheio de magia
Não precisa Aristóteles
O motor é a economia!

Poema - Cusmovisão

CUSMOVISÃO

Ave Jeânus criador
Novo modelo social
Estruturalmente anal
E vitimista sofredor

Com mérito de transformar
Sua posição sexual
Em cânone universal
E em tudo o mais escarrar

É o big brother trágico
Da diversidade o censor
De petista o pistolão

Gênio ponerológico
Tarado por um ditador
Quem vê cu não vê coração

Poema - Mitomania

MITOMANIA

Enquanto espero o veredito
Canto as contas de um rosário
Por não estuprar um ossário
Querem impugnar o mito

Perdem eles, sabem bem
Perdem eles e o Brasil
Adeus, fã-clube juvenil
Bolsonetes, qual harém

Como poderei o futuro
Pavimentar com grafeno
Se sigo deputado federal?

Tal revés eu esconjuro
E ao Brasil recomendo
A fusão positivista-liberal.

Poema - Ode ao Molusco

ODE AO MOLUSCO

Tão podre está o senhor molusco
Que nem à jato se pode lavar
Em Piraquara se vai descansar
Égide do ocaso vermelhusco

Mas ainda do séquito bovino
Lamentos e dores se ouvem
Além da bancarrota abstraem
Do andreense o seu assassino

Mas aos de cá inda cuida Fortuna
Que ao nobre Moro se fez levantar
Pra realizar o que ao povo anela

Nem os sem-terras, quinta-coluna
A inegibilidade poderá evitar
Sem remédio, sem choro ou vela

Poema - Receita Doriana

RECEITA DORIANA

Duas pitadas de estrogênio
Algumas colheres de loção e gel
Recheio de pompa bacharel
Se curvem ao boneco do milênio!

Bem simula a grossa voz
Mas o macho ali já se foi
Mais um domesticado office-boy
Mais um globalista pó-de-arroz

Belo e limpo gari fotoshopado
De soluções cosméticas várias
Mas de gosto amargo no final

Lá vem ele, o boneco abetumado
Canto de sereia, ilusões liberotárias
De quem o MBL é mero sexo casual

Poema - Mitologia Positivista

MITOLOGIA POSITIVISTA
Um doce por sua ideologia
Que ele mesmo não sabe qual
Se positivista ou liberal
Muda sempre, noite e dia
Se dá ao dinossauro brazuca
Poder eugenista de castração
Seja então o ideólogo da reação
Nesta cena política maluca
Mas o que não se pode negar
É o poder dos óculos escuros
Fonte eufórica de juvenil grito
E percentuais que está a galgar
A revelia dos midiáticos muros
Gradualmente, de mito em mito.

Poema - Coronelismo Social Brasileiro

CORONELISMO SOCIAL BRASILEIRO

A terra de Alencar e Sêo Lunga
Também tem do que se envergonhar
Pois é dos rincões do Ceará 
Que tão péssima nova retumba

Dou bilhão para ver funcionar
Tal brasileiríssima macumba
Que da ressureta comunista tumba
O coronel soube abrasileirar

Nossa opção lulista ao Lula
Arrogâncias e dirigismos idem
Ignorância empostada, impostura

Com os comunas chinos entabula
Que da soberania as pernas abrem
Tal é o coronel de socialista cultura.

Soneto da marmota

SONETO DA MARMOTA

Eis que acorda a marmota Marina
Do buraco sai um pescocinho
Se espreguiçando pelo caminho
Vem cumprir quadrianual sina

É a mahatmarina da selva
Protossíntese cósmica mundial
Doce títere do poder global
É vermelho com cheiro de relva

Nova ordem em um novo mundo
É o velho discurso abjeto
Da ideóloga trans-melancia

Voz de Soros e seu grupo imundo
Reino politicamente correto
A arauto global anuncia

Notas sobre as estruturas primárias e secundárias

Quanto ao processo de internalização de cultura, os grupos sociais podem ser divididos em primários e secundários. Uma criança aprende normas, crenças, valores e linguagens nos grupos primários, chamados assim por serem "primeiros" no tempo, na intimidade e na influência. É preciso que sejam grupos de confiança imediata e da qual a criança dependa para a sua sobrevivência. O mais importante deles é a família.
Os grupos primários tendem a ser menores em tamanho, mas longos em duração. Funcionam com base numa interação face-a-face e dependem do auto-sacrifício e da lealdade dos membros, que valem pelo que são, não pelo que possuem ou podem oferecer. Grupos secundários são o contrário: são maiores, não dependem do contato direto e não geram lealdade. Pense numa relação de funcionário para com a empresa onde trabalha, por exemplo. Esta é uma típica estrutura secundária.
Ocorre que a mentalidade moderna (e para isso concorrem desde as ideias liberais-empresariais até o esquerdismo marxista mais radical) inverteu a importância destes grupos na formação do indivíduo. As relações mais importantes do homem moderno estão passando, gradativamente, para as estruturas secundárias. O pai hoje é visto como um mero sustentáculo financeiro da família, e mesmo a ideia de constituir família está ligada a quanto o homem ou a mulher ganham. As relações de trabalho e as amizades acidentais são comumente os laços mais estreitos que as pessoas atualmente fazem. Marx falava do casamento como uma opressão masculina de motivação econômico, o mercado fala em "empresas amigáveis e acolhedoras" para com os seus funcionários.
Não é sem razão toda a atual crise na formação das identidades. É só por uma total inversão nesta estrutura de internalização da cultura que hoje alguém pode conceber o aborto, por quaisquer das suas razões, mas principalmente por razões econômicas da família ou de um suposto direito da mulher sobre o seu corpo, justificado por motivos de "papéis sociais femininos". E toda a confusão sobre sexualidade, que se tornou a ideologia do "gênero como performance de papéis sociais"? Quem diria que a sociedade chegaria ao ponto de não saber a diferença entre homem e mulher?!

Mais posts de Facebook

O fórum BCharts afirma que Pabllo Vittar é a mulher mais influente do Brasil em 2017.
Que humilhação a ideologia de gênero acaba de fazer passar as mulheres brasileiras! Entendem agora porque as melhores refutações a "teoria" de gênero da Judith Butler partem das próprias feministas (as que não estão preocupadas em posar de modernetes), como a Camille Paglia?
Poderiam ter escolhido a cientista Thaisa Storchi-Bergmann, que neste ano ganhou um prêmio por sua pesquisa sobre os buracos negros, ou mesmo a Gisele Bundchen, com a sua campanha jujubinha por um mundo melhor, ou ainda a fundadora do Nubank, Cristina Junqueira. Aliás, no mundo dos negócios a lista é quase infinita: CEO da Pandora, da Stefanini, da Microsoft Brasil, da UPS Brasil e até da JBS Foods.
Mas preferiram escolher uma peruca loira numa cara de traficante, com um trambolho no meio das pernas, para tal mister. E as mulheres de verdade vão ter de ficar caladas, sob pena de forte repreensão social.


Calvinismo de gênero: o gênero é fluído e você pode ser qualquer coisa, até chegar à homossexualidade; a partir de então, você está predestinado, desde a fundação dos séculos, e não pode mais voltar.


Digam o que quiser, a isca da "cura gay" foi a manobra de remodelagem cognitiva mais sagaz dos últimos tempos. Atacou diretamente a sensibilidade da massa com o mantra de que "gay não é doente para precisar de cura", coisa que ninguém obviamente acredita e é tão absurda que cria uma tendência na massa de se mover no sentido de reafirmar esta compreensão negativa, reforçando a adesão as demais bandeiras diversionistas. Mais ainda, a isca serve também como uma pesquisa para medir o grau de apatia, passividade, distração e adesão da massa.
Quem entendeu o motivo da ação judicial está pedindo aos histéricos que leiam a decisão. "Não se fala em cura gay, mas em direito de buscar apoio psicológico caso queira abandonar a homossexualidade". Estratégia dispicienda, já que ninguém em estado de histeria coletiva vai se dar ao trabalho de ler a sentença, uma vez que a imprensa já tratou de distorcer os fatos e os deram por definitivos.
Ninguém, por exemplo, está fazendo as perguntas óbvias: Se um hetero busca ajuda de um psicólogo para "se encontrar enquanto gay", podemos falar em "cura hétero"? Vamos rasgar o julgamento de Hipócrates e impedir que um profissional da saúde preste um atendimento que lhe tenha sido solicitado? Afinal de contas, existe cura na psicanálise?


A insurgência contra a exposição do Satãnder foi espontaneamente popular e, pela segunda vez na História recente, apareceu como uma ruptura na cosmovisão revolucionária. Que mais uma vez, no entanto, foi salva pelo MBL, que apareceu como falso condutor do processo, escolhido pela mídia, para cumprir a sua função de pacificador social e de mecanismo inibidor do levante popular.


De repente, uma comissão do Ministério da Cultura, que define centralmente quais projetos artísticos serão dignos do investimento privado, se tornou o suprassumo da liberdade de escolha no universo paralelo liberteen.
A preocupação em posar de isentão é tão grande que o cabra se esquece que, não fôra o CNIC, a exposição do Satander teria zero chance mercadológica de ser realizada, já que nem ele sairia de casa pra ver aquela bosta...




O Mínimo Que Você Precisa Saber Sobre a BNCC

O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A BNCC:
MEC censura fala de professora na audiência pública da BNCC
https://www.youtube.com/watch?v=fcB5hyhyYNk
Médica detona ideologia de gênero na BNCC
https://www.youtube.com/watch?v=HxeTzYL7cbM
Advogado demonstra ilegalidade da BNCC
https://www.youtube.com/watch?v=C4FCqTqUU8o
Principais mentiras do MEC quanto a BNCC:
1. "Não é currículo único, são meras bases" - Mentira! O texto, exaustivo com 400 páginas, deixa pouca margem de liberdade para os estados e as escolas. É 60% do currículo, dividido por séries.
2. "Ainda não existem bases educacionais no Brasil" - Mentira! Desde a CF88, já foram estabelecidas 2 bases nacionais, que delimitam os objetivos gerais da educação. Uma delas é a lei 9394/96.
3. "A ideologia de gênero foi retirada da BNCC" - Mentira! O texto se refere a ideologia de gênero em toda parte, inclusive na educação infantil.
4. "Está sendo feita com a participação popular" - Mentira! Boa parte do texto é mera cópia do modelo educacional imposto pela UNESCO. As audiências públicas e consultas populares são um teatro do CNE.
ENQUANTO NO EXTERIOR, REPRESENTANTES DO GOVERNO BRASILEIRO RECONHECE A EXISTÊNCIA DA IDEOLOGIA DE GÊNERO NA BNCC. EM SOLO PÁTRIO, ELES NEGAM.
La Diaria, Uruguai - https://ladiaria.com.uy/…/para-la-cidh-en-la-region-hay-mo…/
El jueves, el ambiente en el piso 24 del hotel Sheraton de Buenos Aires era de tensión. A menudo las respuestas del Estado brasileño a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) generaban murmullos de desaprobación o risas irónicas, como cuando se explicó que el Ministerio de Educación brasileño no asistiría a la audiencia por falta de recursos económicos. La CIDH le pidió de oficio al gobierno de Michel Temer explicaciones por excluir de la Base Nacional Curricular Común, en abril de este año, los contenidos educativos que abordaban temas de género y diversidad sexual. (…)
La respuesta del Estado brasileño fue una larga lectura de los contenidos de la base nacional curricular común, deteniéndose en todas las ocasiones en que se mencionaba las palabras “género”, “derechos humanos” y “diversidad” –esta última palabra se incluyó 80 veces, detalló el director del Departamento de Derechos Humanos y Temas Sociales de la cancillería de Brasil, Alexandre Peña–. “No hay fundamento para decir que la base nacional es omisa en temas de diversidad y género”, evaluó el jerarca.
EXEMPLO DE UM TRECHO DA BNCC
ARTE - 1º AO 5º ANO
DANÇA: (EF15AR12) Discutir as experiências corporais pessoais e coletivas desenvolvidas em aula, de modo a problematizar questões de gênero e corpo.
TEATRO: EF15AR22) Experimentar as possibilidades criativas do corpo e da voz, discutindo questões de gênero e corpo.
ARTE - 6º AO 9º ANO
DANÇA: (EF69AR15) Refletir sobre as experiências corporais pessoais e coletivas desenvolvidas em aula ou vivenciadas em outros contextos, de modo a problematizar questões de gênero, corpo e sexualidade.

Monday, February 27, 2017

O Conhecimento, em sua relação com a habilidade profissional - John Henry Cardinal Newman

PALESTRA 7: O CONHECIMENTO EM RELAÇÃO A HABILIDADE PROFISSIONAL
em "The Idea of a University"
John Henry Cardinal Newman

1.
Nas duas palestras anteriores, insistimos em primeiro lugar no cultivo do intelecto como um fim que deve ser buscado para o seu próprio benefício e, em seguida, na natureza deste cultivo, ou em que este cultivo consiste. A verdade, de qualquer tipo, é o objeto próprio do intelecto; o cultivo do intelecto, então, consiste em adequá-lo a apreensão e contemplação da verdade. Ocorre que o intelecto, em seu estado presente, com exceções que não carecem ser mencionadas aqui, não discerne a verdade intuitivamente, ou como um todo. Nós não conhecemos por contemplação simples e direta, nem num instante, mas, por assim dizer, por partes e acumulação, por um processo mental, pela circunscrição do objeto, pela comparação, combinação, correção mútua e adaptação contínua de muitas informações parciais e pelo emprego, concentração e ação conjunta das faculdades e exercícios da mente. A combinação dos poderes intelectuais, a ampliação e desenvolvimento e a compreensão são resultados de um treinamento. E tal treinamento é uma questão de hábito; não é a mera diligência, mesmo que rigorosa, que introduz a mente na verdade, nem a leitura de muitos livros, nem o contato com muitos temas, nem as experimentações, ou a presença em várias palestras. Tudo isto ainda não é o suficiente. Um homem que tenha realizado todos estes passos ainda estará vagando na ante-sala do conhecimento: não perceberá o que a sua boca repete, não verá com o olho da mente o que está diante de si, não alcançará as coisas como elas são, ou pelo menos será incapacidade de avançar um passo a frente, como resultado do que tenha adquirido, será incapaz de distinguir o verdadeiro do falso, retirar os grãos de verdade do amontoado de informações, ordenar as coisas de acordo com o real valor de cada uma e, se me permitem usar a expressão, construir idéias. Este poder é o resultado da formação científica da mente, é uma capacidade adquirida de formar juízos, de perspicácia, sagacidade, sabedoria, de um alcance filosófico da mente e de autocontrole e serenidade intelectual – qualidades que não advém da mera aquisição. Os olhos físicos, órgão de apreensão dos objetos materiais, são dados pela natureza; o olho da mente, do qual o objeto é a verdade, é um trabalho de disciplina e hábito.
Este processo de formação pelo qual o intelecto, ao invés de ser moldado ou sacrificado para algum propósito particular ou acidental, ou para alguma profissão ou habilidade ou ciência específica, é disciplinado para o seu próprio benefício, para a percepção do seu objeto próprio e para a sua própria alta cultura, é chamado Educação Liberal. E mesmo que não haja quem tenha trilhado este caminho até onde ele pode ser concebido, ou quem possua o intelecto que seja o padrão do que o intelecto deve ser, ainda assim é duvidoso que alguém não possa não apenas conceber, mas buscá-lo, fazendo do escopo e resultado deste treinamento o seu padrão pessoal de excelência. Muitos são os que se submetem a tal mister, garantindo-no para si mesmos em boa medida. A definição do padrão correto, o treinamento consoante e a condução de todos os estudantes de acordo com as suas capacidades, é isto que concebo como o papel da universidade.

(...)
10
Mas é preciso concluir estas reflexões. Hoje me limitei a mostrar que o exercício do intelecto, além de benéfico ao próprio indivíduo, também o habilita a cumprir com os seus deveres na sociedade. O filósofo e o homem do mundo diferem-se quanto ao conceito, mas os métodos pelos quais são respectivamente formados são basicamente os mesmos. O filósofo possui o mesmo domínio das questões do pensamento que o cidadão e o homem honrado nos assuntos de negócios e conduta. Se há que se definir uma finalidade prática para um curso universitário, eu diria então que é a formação de bons membros da sociedade. A sua arte é a da vida social e a sua finalidade é a aptidão para o mundo. Não pode restringir, por um lado, o seu panorama a uma profissão específica, nem criar heróis ou inspirar gênios, por outro. As obras dos gênios não se encaixam em nenhuma disciplina acadêmica, as mentes heróicas não se restringem a um estatuto. A universidade não é o nascedouro de poetas ou autores imortais, de fundadores de escolas, líderes de colônias ou conquistadores de nações. Não promete uma geração de homens como Aristóteles ou Newton, Napoleão ou Washington, Rafael ou Shakespeare, apesar de tais milagres já terem ocorrido em seu âmbito. Não é também, por outro lado, para a formação do crítico ou do pesquisador, do economista ou do engenheiro, apesar de que isto também está contido no seu escopo.
A formação universitária é um grande e ordinário meio para um grande e ordinário fim. Tem em vista a elevação intelectual da sociedade pelo cultivo da mente dos homens, do apuramento do gosto popular, do fornecimento de princípios verdadeiros ao entusiasmo nacional e objetivos sólidos as aspirações do povo, do oferecimento de grandeza e sobriedade às idéias correntes, da facilitação do exercício do poder político e do refinamento do trato na vida privada. A educação oferece ao homem, quanto as suas opiniões e juízos, uma visão clara e consciente, uma veracidade no seu desenvolvimento, uma eloqüência na sua expressão e uma força no seu fomento. O ensina a perceber as coisas como elas são, a descrevê-las com concisão, a desemaranhar a desordem intelectual, a detectar o sofisma e a descartar o irrelevante. O prepara para ocupar qualquer cargo com credibilidade e a dominar qualquer matéria com facilidade. O mostra como se comportar perante os outros, como se colocar no estado de mente alheio, como se apresentar aos seus semelhantes, como influenciá-los, compreendê-los e tolerá-los. Ele se sente à vontade em qualquer sociedade e sabe dialogar com todas as classes; ele sabe quando falar e se calar; sabe dialogar e sabe ouvir; faz perguntas pertinentes e aprende com os seus semelhantes, quando não tem nada a ensinar; está sempre pronto, sem ser inoportuno; é uma companhia prazerosa e um companheiro em quem se pode contar; sabe quando agir com seriedade e quando se divertir, e tem um tato apurado que o permite gracejar com elegância e ser sério com propriedade. Ele tem o repouso de uma mente ensimesmada, ao mesmo tempo que integrada no mundo, e é capaz de encontrar a felicidade no lar e no longínquo. Ele tem um dom que o serve em público e o apóia na solidão, sem o qual a sua sorte não é vulgar, e com o qual até o fracasso e o dissabor têm certo encanto. A arte que conduz o homem a tudo isto é, quanto ao objeto que almeja, tão útil quanto a arte da riqueza e a arte da saúde, apesar de ser menos suscetível ao método, e menos tangível, menos certa, menos completa em seu resultado.  


Sunday, February 12, 2017

Nova direita, erros antigos

Voegelin dizia que não existe comunhão de linguagem com os representantes de ideologias, porque estes operam por meio daquilo que Sir Roger Bacon classificou como “ídolos”, símbolos lingüísticos que perderam o seu contato com a realidade e apenas expressam a alienação ideológica do seu portador. Numa era como a nossa, onde a linguagem foi tão degradada e corrompida, uma pessoa que pretenda refletir honestamente sobre os problemas do seu tempo precisará, antes, identificar e demolir estes topoi.

E o topos do dia é a afirmação, diante da paralisação da polícia militar, de que esta classe profissional precisa ser defendida sempre e incondicionalmente, mesmo após a ação omissiva de usarem as suas famílias como barreira humana que permitisse uma paralisação sem punição militar.

A paralisação da PM no Espírito Santo criou um vácuo institucional que causou não só um pandemônio de degradações, invasões de propriedades e furtos, como a morte de mais de 60 pessoas. O cenário do dia seguinte ao fim da paralisação não deixaria a desejar a nenhum vandalismo black bloc, no melhor estilo de caos social proposto pelos frankfurtianos como um meio de destruição do status quo. E, em irradiação semelhante às manifestações black blocs, ouvem-se burburinhos de paralisações semelhantes no estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Coincidência”, dirão!

Não obstante, ideólogos de direita imediatamente passaram a defender a ação irresponsável da polícia sob a alegação de que... bem, de que “é preciso defender a PM”. Simples assim. O lugar-comum surge instantaneamente na boca de todos, como substituto de uma detida, inteligente e responsável reflexão sobre os efeitos reais da ação. Puro fetiche mental!

A primeira coisa que não lhes ocorre é que a defesa da PM é um corolário da defesa de um princípio que é anterior a instituição militar, qual seja, o princípio da ordem social. A PM deve ser defendida contra os ataques dos inimigos da ordem enquanto ela seja uma instituição que garanta esta ordem. A ordem política é o conjunto de instituições e normas que garantem a possibilidade de relações harmoniosas entre os indivíduos de uma sociedade. Se os membros de quaisquer destas instituições se recusam a cumprir o seu dever, permitindo que a anomia se instaure, defender esta recusa é promover o próprio estado de anomia.

Todos os teóricos comunistas concordam que estimular um estado de caos e desordem é a melhor maneira de concentrar o poder nas mãos de um partido revolucionário. Não é sem razão que os partidos de esquerda rapidamente vieram em defesa da greve da polícia.

Para uma esquerda que tem conseguido aparelhar boa parte das instituições do estado brasileiro para os seus propósitos revolucionários, os policiais militares sempre foram a categoria do funcionalismo público que se manteve como um intrépido desafio, pois seu regime laboral militar está protegido contra o controle sindical. É por isso – e só por isso – que a esquerda advoga a desmilitarização da polícia.

Agora, porém, foi descoberta uma nova forma de usar os policiais contra a própria instituição, instilando as famílias (e basta ouvir os áudios das convocações para identificar as várias palavras de ordem típicas de sindicatos) a impedirem seus maridos policiais de deixarem os quartéis.

É pueril o pensamento de que a paralisação da polícia militar possa beneficiar qualquer avanço da direita na atual conjuntura política. Se, no longo prazo, o estado de anomia beneficia a revolução cultural marxista, no curto cria instabilidade social suficiente para trazer o PT de volta ao poder nas eleições de 2018 como o salvador do país e restituidor da paz.

Mas o maior erro dos ideólogos que “defendem a polícia a qualquer custo” advém de uma incapacidade de aplicar os princípios conservadores ao caso real. Não lhes ocorre que qualquer reivindicação, por mais justa que seja, não pode se sobrepor a defesa e a proteção da vida humana. Se a direita tem razão ao criticar as utopias de esquerda que assassinaram 150 milhões de pessoas pela promessa ideológica do socialismo de instauração do paraíso terreno, agora cometem o mesmo erro, ao defender o ato irresponsável da PM que conduziu – como previamente era sabido que conduziria – à morte de tantas pessoas e ao caos instalado.

Ao colocarem a defesa da vida, da lei e da ordem abaixo da defesa de uma instituição, o ideólogo está substituindo um pensamento político por um slogan político. Cometem o mesmo erro apontado por Russell Kirk, em seu A Política da Prudência, perpetrado pelos neocons americanos, que abandonaram a defesa das coisas permanentes para abraçarem dogmas ideológicos, como a política externa expansionista.

Recuperar a realidade a partir das deformações contemporâneas, como propõe Voegelin, requer o tremendo esforço de reconstruir as “categorias fundamentais de existência, experiência, consciência e realidade”. Demolir estas deformações no nosso tempo é trabalho para aqueles que não devem satisfações a nenhum programa político ou ideológico, mas à sua própria consciência. É fazermos a pergunta de T.S.Elliot, “onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento?” e orientarmos as nossas escolhas políticas pela virtude da prudência, aquela que, segundo Platão e Edmund Burke, é a virtude mais necessária ao estadista.


A ideologia anima os homens padronizados, como diria G. Orwell, “que pensam em slogans e falam em balas de revólver”. A nova direita brasileira, pelo visto, já nasceu com erros antigos.